A moradora de Rio Claro Juliana Bossolani de Góes enfrentou a queda de cabelo com gesto de carinho e solidariedade da família
Um gesto de amor e solidariedade marcou a trajetória de Juliana Bossolani de Góes, de 42 anos, moradora do Centro de Rio Claro, durante o tratamento contra o câncer de mama. Ao decidir raspar os cabelos, que já haviam caído em consequência da quimioterapia, Juliana foi surpreendida pelo filho, Davi Bossolani de Góes, de 11 anos, e pelo marido, Alexandre Henrique de Góes. Os dois também rasparam a cabeça para demonstrar apoio à mãe e esposa.
Juliana descobriu o câncer em janeiro de 2026, durante uma consulta de rotina. Na ocasião, o médico solicitou uma mamografia, exame que levou à identificação da doença: “Quando a gente recebe a notícia, a gente perde o chão. É muito difícil, mas a fé nos fortalece de uma tal maneira que nos dá forças para enfrentar o tratamento”, afirma.
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Dois meses após o diagnóstico do câncer, Juliana precisou retirar a mama direita e passou por uma reconstrução. Na sequência, iniciou um ciclo de 16 sessões de quimioterapia. Atualmente, ela está na 14ª sessão.
Para Juliana, a perda dos cabelos foi uma etapa bem difícil do tratamento: “Acredito que não só pra mim mas também para muitas mulheres que enfrentam o câncer. Mas chegou em um ponto que eu já tinha bem pouco e tomei a decisão de raspar”, conta.
Superação e apoio familiar contra o câncer em Rio Claro
Foi nesse momento que aconteceu uma das cenas mais emocionantes de sua jornada. Juliana contou ao filho que iria ao cabeleireiro, mas Davi pediu para ele mesmo raspar os cabelos da mãe. Ela aceitou o pedido: “Ao final, fui surpreendida com uma atitude dele: começou a raspar os próprios cabelos e, na sequência, meu esposo também”, relata.
A atitude de Davi e Alexandre emocionou Juliana e se transformou em uma demonstração concreta de que ela não está sozinha na luta contra o câncer de mama: “Fiquei muito emocionada e fortalecida com os gestos de carinho e apoio”, afirma.
Após concluir o ciclo de quimioterapias, Juliana deverá passar por outro procedimento. Por orientação médica, ela precisará retirar também a outra mama. Mesmo diante de todas as dificuldades, procura transformar a própria experiência em um alerta para outras mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce: “Não deixem de ir ao médico, realizar exames de rotina e o autoexame. Isso é muito importante. Conhecer o nosso corpo é fundamental”, alerta.