Rio Claro registra 14 casos de Covid em uma semana

Rio Claro registrou nesta semana 14 novos casos de Covid, conforme aponta a Fundação Municipal de Saúde no boletim semanal divulgado nesta sexta-feira (26). O total de casos nesta pandemia é de 32.296.

O município tem 5% dos leitos Covid ocupados, com quatro pessoas hospitalizadas. Entre elas duas estão em unidades de terapia intensiva. Há 29 pessoas em isolamento domiciliar e 31.601 pessoas estão recuperadas da doença.

Vacinação

Rio Claro aplicou nesta campanha de vacinação contra a Covid 530.404 doses. Percentualmente, 94,05% da população rio-clarense recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid. O percentual de pessoas que tomaram as duas doses ou dose única é de 86,06% da população.

Valeta na Rua 1 com Avenida 7 também está sendo suavizada

Outra valeta na Rua 1, centro de Rio Claro, está sendo suavizada pela prefeitura. Agora o serviço é feito no cruzamento com a Avenida 7, ponto muito movimentado localizado nas proximidades do shopping e terminal de ônibus circulares.

Naquelas proximidades outra valeta está sendo suavizada, no cruzamento com a Avenida 11. Em ambos os casos, as valetas seguem padrão com pouca profundidade, o que mantém a fluência do trânsito.

A prefeitura adotou novo modelo para valetas como forma de acabar com antigo problema que gerava muitas reclamações de condutores. Antigas valetas, no formato antigo, também estão sendo suavizadas.

O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Obras. Os locais são definidos pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário.

Rio Claro realiza mutirão de cirurgias oftalmológicas e zera fila

A prefeitura de Rio Claro atende neste sábado (27) 173 pacientes em cirurgias oftalmológicas. Serão 69 cirurgias de pterígio e 104 de catarata. Nas próximas semanas os pacientes com catarata irão realizar o procedimento no outro olho, o que totaliza 277 cirurgias. Com isso, o município irá zerar a fila de espera para esta demanda.

“Catarata e pterígio tratam-se de doenças muitas vezes incapacitantes, e, com a cirurgia, os pacientes recuperam a saúde e a qualidade de vida, podendo retomar as atividades”, observa Giulia Puttomatti, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Os procedimentos serão realizados no Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico (Cead), a partir das 5h30, com expectativa de 24 pacientes atendidos a cada hora. Para isso, o município organizou logística com equipes reforçadas e qualificadas. As avaliações pré-cirúrgicas foram feitas no sábado (20).

“É mais uma demonstração do nosso compromisso em promover atendimento de saúde com qualidade para a população”, observa o prefeito Gustavo. Para os procedimentos, o município conta com emenda parlamentar de 500 mil reais, conseguidos por meio de articulação do vereador Julinho Lopes.

Os pacientes que irão fazer a cirurgia de catarata retornam ao Cead no domingo (28) para o pós-operatório. A consulta seguinte está agendada para o próximo dia 3, quando os 173 pacientes passarão por avaliação médica. Além disso, os pacientes estão sendo orientados para em caso de qualquer intercorrência procurar o Cead para atendimento.

Rio Claro vacina contra a Covid na segunda (29) a partir das 7h30

Na segunda-feira (29), Rio Claro vacina contra a Covid a partir das 7h30 nos oito postos de vacinação do município. Crianças de 3 e 4 anos com comorbidade estão sendo vacinadas com a primeira dose. O responsável deve levar a criança, com carteira de vacinação e comprovante da comorbidade.

O atendimento nas unidades de saúde da família do Mãe Preta, Terra Nova e Bonsucesso é em horário estendido, até as 18 horas. Já nos postos de saúde de Ajapi, Wenzel, Vila Cristina, Cervezão e Avenida 29, a vacinação é até as 16h30.

A Fundação de Saúde observa que não é necessário intervalo entre a dose contra a Covid e demais vacinas do calendário. Com a apresentação da carteira de vacinação, os pais podem aproveitar para colocar em dia demais vacinas das crianças.

Além das crianças de 3 e 4 anos com comorbidade, as primeiras doses contra a Covid são aplicadas em quem tem cinco anos ou mais. Para a segunda dose, é necessário observar a data de retorno, marcada a lápis no cartão de vacinação. Já nos maiores de 12 anos a terceira dose é aplicada quatro meses após a segunda dose. A quarta a dose é aplicada em pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a terceira dose há no mínimo quatro meses.

Vacinação gripe

A vacina contra a gripe está liberada para todos com mais de 6 meses de idades e é realizada em todas as unidades de saúde da família e unidades básicas de saúde, com exceção do Boa Vista, Guanabara e São Miguel.

Jardim Progresso terá hip hop na tarde de domingo

A partir das 16 horas deste domingo (28) será realizada a terceira edição do “Hip Hop a Milhão”, denominada Saraucolé.

O “Hip Hop a Milhão” é evento gratuito e será realizado no Centro Comunitário do Jardim Progresso, na Avenida M37, com apoio da Secretaria Municipal da Cultura.

A programação prevê diversas atrações, como oficina de rap, batalha poética, apresentações de dança do grupo Over Extended (de K-Pop), John & Vic (pop). Também estarão presentes o DJ Brabo (house music), DJ Nativo (trap, drill e funk), Gab$ MC e Virso MC (rap). TK será o mestre de cerimônias.

O encontro terá ainda apresentação teatral de Jeferson Lopes e oficina de design de sobrancelhas e cílios postiços, além de expositores de venda e praça de alimentação. As filmagens serão feitas com o apoio do Coletivo Kino-Olho.

Um quinto dos trabalhadores está insatisfeito com desequilíbrio entre vida pessoal e profissional

Folhapress

Além de afetar diretamente a saúde, a Covid-19 gera impactos econômicos, psicológicos e sociais. Para entender como os brasileiros avaliam o bem-estar após o surgimento do coronavírus, o Instituto Ipsos realizou uma pesquisa a pedido da Dasa Empresas, gestora de benefícios e soluções de saúde corporativa da rede de saúde integrada Dasa.

O levantamento foi realizado de forma virtual entre os dias 29 de novembro a 16 de dezembro de 2021 com 1.014 colaboradores de empresas que têm ao menos 400 funcionários. Foram ouvidas pessoas das cinco regiões do país, a partir de 18 anos, sendo 51% mulheres e 49% homens. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Dos entrevistados, 4% se autodenominam pertencentes à classe A, 32% na classe B e 64% na classe C.
O questionário online teve como base três pilares: “Comportamento em relação à Saúde”; “Plano de Saúde” e “Performance das Empresas e Comunicação”.

“A pesquisa constatou que, apesar da satisfação geral com a qualidade de vida e a saúde, parte dos brasileiros estão insatisfeitos com alguns aspectos: um terço relata insatisfação com a qualidade do sono, quase um quarto está insatisfeito com a alimentação e a disposição e energia para realizar tarefas diárias, enquanto 20% estão insatisfeitos com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e 21% com a baixa capacidade de concentração”, afirma Rafael Motta, diretor-geral da Dasa Empresas.

Os destaques ficam para os entrevistados da região Norte: 40% afirmam estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com sua disposição e energia para desempenhar as tarefas diárias, à frente da insatisfação de 26% na média nacional. Já os do Centro-Oeste possuem a menor média de descontentamento, com apenas 18%. “Além disso, um a cada três jovens, de 18 a 29 anos, relata problemas quando os assuntos são qualidade do sono e disposição e equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, completa Motta.

Dois terços dos entrevistados (66%) concordam que deveriam cuidar mais da saúde, mas não conseguem. Problemas considerados atitudinais, como a falta de disciplina (41%) e falta de tempo (29%), seguidos por financeiros (34%) e opções não tão saudáveis de alimentação (31%) são citados como os maiores impeditivos.

No que diz respeito à prevenção de doenças, 58% das pessoas afirmam que só vão ao médico quando identificam um problema. Além disso, menos da metade dos entrevistados (47%) faz exames preventivos uma vez ao ano, sendo que 28% argumentam que têm receio dessa prática por medo do que podem descobrir.

“Esse dado traz um alerta para que os players do setor reforcem as políticas de educação com ênfase na realização de exames corretamente indicados como fator primordial à prevenção e diagnóstico precoce. Assim, gaps de cuidado e de rastreio podem ser equacionados de maneira que doenças crônicas ou outras enfermidades possam ser descobertas no início, melhorando o prognóstico e encurtando a trajetória de superação ou controle das doenças”, afirma Leonardo Vedolin, diretor-geral médico e de cuidados integrados da Dasa.

Em se tratando de gênero, 32% das mulheres dizem estar insatisfeitas ou muito insatisfeitas com sua disposição e energia para desempenhar as tarefas diárias, ante 15% do público masculino. Além disso, cerca de 26% das entrevistadas também não estão felizes com a “capacidade de se manter concentrada em tarefas” e “na qualidade da alimentação”, frente a 17% dos homens.

As mulheres se mostram mais cuidadosas quanto à atenção com a saúde: 50% disseram fazer exames preventivos ao menos uma vez por ano, enquanto 44% dos homens dizem seguir essa regularidade. Por outro lado, somente 38% delas levam seu histórico de saúde e exames prévios quando vão ao médico, ante 48% deles.

Um dado apontado pelo levantamento é a utilização de aplicativos de saúde em todas as camadas sociais -com predominância para os entrevistados da classe A com 75% de frequência de uso. As consultas online, ou telemedicina, também são mais presentes nas classes economicamente mais altas (56% entre a classe A e 40% na classe B), mas mesmo entre os entrevistados que disseram nunca ter realizado consultas por telemedicina, a maior parte (60%) diz ter a intenção de realizar esse formato no futuro. A satisfação com o uso é alta, com notas entre 4 e 5, em que 5 representa a maior escala.

Entre aqueles que têm plano de saúde, 66% das pessoas que recebem o benefício integral se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos, enquanto apenas 50% dos coparticipantes demonstram os mesmos níveis de satisfação. Em ambos os casos, os principais motivos de insatisfação com os planos são cobertura, atendimento demorado, abrangência de exames e especialidades. Referente à realização de exames de rotina, 55% dos beneficiados têm essa prática, frente a apenas 29% dos que não usufruem do benefício.

Dos que não possuem plano de saúde, 24% dizem estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com relação ao equilíbrio entre suas vidas profissional e pessoal, em comparação com 18% de quem possui o benefício. Outro dado interessante é que os beneficiários levam mais o histórico ou exames prévios a consultas médicas: um total de 45%, frente a 30% entre aqueles que não possuem planos.

Quando se avalia a performance das empresas com relação à oferta de benefícios, fica evidente uma diferença de expectativas quanto à “preocupação com a saúde emocional dos colaboradores” e a garantia de “um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal”. Quando perguntados quais os dois principais itens que uma empresa deveria oferecer, 39% dos funcionários disseram que as empresas deveriam oferecer planos de saúde de qualidade, 22% um ambiente seguro de trabalho e 19% deveriam se preocupar com a saúde emocional dos colaboradores.

Entre as piores avaliações está a capacidade das empresas em ouvir as demandas e críticas dos funcionários sobre temas de saúde, com classificações como “muito ruim” (8%), “ruim” (15%) e “nem boa, nem ruim” (28%).

Como diferenciais, os fatores que mais pesam na escolha dos pesquisados (“extremamente importante”) na escolha dos laboratórios e hospitais são atendimento (66%), limpeza (70% em laboratórios e 69% em hospitais), e cobertura do plano (68% em laboratórios e 66% em hospitais). Atributos que pesam mais do que a indicação do médico e do valor pago.

“Os resultados da pesquisa balizam as empresas a tomar decisões estratégicas oferecendo ou ampliando benefícios e, até dependendo, repensando o modelo de trabalho, seja para reforçar o engajamento dos funcionários, ou para atrair novos talentos”, finaliza Motta.

Europa registra maior aumento de temperatura dos últimos 30 anos, diz climatologista da ONU

Folhapress

Um relatório publicado na terça-feira (23) pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia aponta que quase metade (47%) do território do bloco está sob condições de alerta de seca. O verão europeu se caracteriza como um dos mais secos dos quais se tem registro, e países como Itália, França, Alemanha e Noruega estão em vigilância diante do que pesquisadores apontam como consequências das mudanças climáticas.

“A Europa foi a região onde o aumento de temperatura foi mais alto e mais rápido nos últimos 30 anos”, diz o climatologista José Álvaro Pimpão Silva, da Organização Meteorológica Mundial da ONU (OMM).

Envolvido na produção de relatórios anuais da entidade sobre o clima e seus extremos, Silva alerta que o pior ainda pode estar por vir: “A probabilidade de um dos anos no período até 2026 vir a ser o mais quente é muito elevada, estimada em 93%.”

Nascido em Portugal, onde trabalhou durante 20 anos no Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Silva conta à Folha as boas -as mortes têm diminuído- e as más notícias a respeito da crise climática -perdas econômicas estão aumentando.

PERGUNTA – Em 2022 e nos últimos anos, países europeus têm registrado recordes de temperatura, de seca e de incêndios. Por quê?
JOSÉ ÁLVARO PIMPÃO SILVA – A Europa foi a região onde o aumento de temperatura foi mais alto e mais rápido nos últimos 30 anos. A frequência de eventos climáticos extremos tem aumentado no contexto de mudança climática, e a contribuição humana para o aquecimento global tem levado a que a ocorrência destes fenômenos seja muito mais provável atualmente.

P. – Mais provável?
SJ – Sim. Por exemplo: demonstraram que o evento de calor extremo que originou o recorde de temperatura no Reino Unido, 40,3°C em 19 de julho de 2022, foi pelo menos 10 vezes mais provável do que se estivéssemos num mundo cerca de 1,2°C menos quente.

P. – A Europa vai esquentar mais?
JS – O ritmo de aumento da temperatura global é crescente, e cada uma das últimas quatro décadas foi mais quente que a anterior. Para além disso, a probabilidade de um dos anos no período de 2022-2026 vir a ser o mais quente é muito elevada, estimada em 93%.

P. – Europa tem sofrido mais do que o resto do mundo?
JS – Não diria que a Europa sofre mais. A crise climática afeta de forma mais acutilante as populações mais desfavorecidas, e as maiores perdas humanas acontecem nos países em desenvolvimento.

P. – As mortes têm aumentado?
JS – De acordo com estudo da OMM, reportando ao período 1970-2019, há uma tendência decrescente no número de mortes a nível global. Na última década, foi menos de um terço das reportadas nos anos 1970 ou 1980. Esta redução é ainda mais significativa porque o número de desastres
climáticos mais do que triplicou, de 711 em 1970-1979 para 3.165 em 2010-2019.

P. – Por que?
JS – Essa redução tem sido atribuída aos avanços dos sistemas de alerta precoce. Por outro lado, as perdas econômicas têm vindo a aumentar. O calor extremo, do ponto de vista de vítimas, e as inundações, do ponto de vista de danos econômicos, destacam-se como os fenômenos mais devastadores na Europa.

P. – Como acha que a Europa deve se preparar?
JS – É importante compreender que há limites para a adaptação. Limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme estabelecido no Acordo de Paris, não é apenas um mero número. Ainda que a adaptação possa desempenhar um papel importante, na antecipação e redução do risco, o papel principal na redução de futuras consequências e impactos está muito dependente da mitigação e de efetiva redução de emissões de gases com efeito de estufa a nível global. Não é possível antecipar, com meses de antecedência, o local, data e intensidade de um determinado fenômeno extremo. Sabe-se, no entanto, que estes são cada vez mais prováveis e intensos num contexto de mudança climática. Por exemplo: por cada grau de aumento de temperatura a nível global, os eventos de chuva extrema intensificam-se cerca de mais 7%.

P. – Que alertas essa crise envia para o Hemisfério Sul, para o Brasil?
JS – Recentemente foi publicado o Relatório da OMM sobre o Estado de Clima na América Latina e Caribe em 2021, em que foram salientados alguns tópicos de relevância para a América do Sul, incluindo a seca no Chile e na bacia do Paraná, a diminuição dos glaciares nos Andes, os eventos de chuvas intensas e inundações em partes do Brasil e o aumento do desmatamento na Amazônia Brasileira, que atingiu em 2021 o valor mais elevado desde 2009, cerca do dobro da média 2009-2018. Como saber que isto é causado por uma mudança climática histórica, e não apenas consequência de alguns anos mais quentes? Estamos absolutamente fora do domínio da variabilidade natural do clima. A influência do homem para o aquecimento da superfície terrestre é incomparavelmente maior que qualquer causa natural. A concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera é a mais alta em pelo menos 2 milhões de anos no que diz respeito ao dióxido de carbono e dos últimos 800 mil anos no que diz respeito ao metano e ao óxido nitroso.

P. – E quanto aos oceanos?
JS – O calor acumulado no oceano é um dos melhores indicadores da mudança climática e, mesmo parando as emissões de gases com efeito estufa, essa alteração será irreversível por vários séculos a milênios. Um oceano mais quente expande-se, contribuindo para a subida do nível médio do mar. O gelo no Ártico apresenta os menores valores em pelo menos 1.000 anos. Nos últimos 40 anos, a diminuição foi de cerca de 40%.

P. – Já tentou convencer um negacionista de que o aquecimento global é uma realidade?
JS – Sim, já. Algumas vezes com sucesso. A melhor forma é com a ciência, expondo todos os fatos e argumentos que as últimas décadas trouxeram na compreensão e explicação do efeito da influência humana no aquecimento do clima. Além disso, os jovens estão cada vez mais despertos para a crise climática que atravessamos. Eles são importantes educadores e comunicadores, contribuindo para combater a desinformação.

P. – Em que situação o planeta estaria hoje se não existisse a civilização humana?
JS – O que posso transmitir é que, com a civilização humana pós-revolução industrial, a Terra não está bem. A temperatura média global está cerca de 1,1°C acima dos valores pré-industriais, sendo a anomalia ainda mais alta sobre os continentes. Os últimos sete anos foram os mais quentes de que há registro e, em 2021, quatro indicadores-chave do sistema climático atingiram novos valores recorde: a concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, o aumento do nível médio do mar, o conteúdo calorífico do oceano e a acidificação do oceano. A emergência climática foi causada pelo homem e tem de ser resolvida pelo homem.

Raio-X
José Álvaro Pimpão Silva, 44
Com formação em geografia e climatologia, trabalhou por cerca de 20 anos no Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Hoje, atua na Organização Meteorológica Mundial da ONU (OMM), onde colabora na elaboração de relatórios anuais sobre o clima e seus extremos no planeta.

Trânsito segue interrompido para suavização de valeta na Rua 1, Av.11

As obras de suavização de valeta na Rua 1 com Avenida 11, no Centro de Rio Claro, mantêm os acessos ao cruzamento interditados. Os motoristas devem redobrar a atenção ao transitarem pelas imediações.

A valeta segue o novo padrão definido pela prefeitura para este tipo de dispositivo. Tem pouca profundidade, o que mantém a fluência do trânsito.

A prefeitura adotou novo modelo para valetas como forma de acabar com antigo problema que gerava muitas reclamações de condutores. Antigas valetas, no formato antigo, também estão sendo suavizadas.

O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Obras. Os locais são definidos pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário.

Av. 1, em Rio Claro, passa a ser iluminada com lâmpadas de led

Lâmpadas de led estão sendo instaladas em toda a extensão da Avenida 1, na região central de Rio Claro. A Avenida 1, no passado, era denominada Rua do Comércio e hoje é a principal referência para quem quer se localizar na cidade, já que se constitui no divisor entre os lados par e ímpar.

A substituição das lâmpadas da Avenida 1 está sendo realizada por equipes da concessionária Elektro num termo de cooperação técnica com a prefeitura para o desenvolvimento de ações que objetivam a eficiência energética no parque de iluminação de Rio Claro.

Pela parceria, o município de Rio Claro passará a ter lâmpadas de led em mais de 11% de seu sistema de iluminação pública. A informação foi confirmada pelo prefeito Gustavo, no início desta semana, quando acompanhou parte dos serviços realizados na Avenida 23. “Além da economicidade, a troca das lâmpadas deixará as vias públicas melhor iluminadas e mais seguras”, destacou o prefeito.

Além da Avenida 23 e da Avenida 1, a troca de lâmpadas também será feita nas avenidas 19, 21, 25 e 27, na região sul da cidade. Ainda serão atendidas nesta etapa a Avenida Conde Francisco Matarazzo, Via da Saudade, Avenida Ulysses Guimarães e Avenida Visconde do Rio Claro.

“Ao todo serão substituídas 3.006 lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas do padrão led”, informa o secretário municipal de Serviços Públicos, Ronald Penteado. “Considerando que temos aproximadamente 27 mil pontos de iluminação pública, a substituição será feita em mais de 11% da cidade”, observa Ronald.

Horário eleitoral é relevante e tem papel no debate público, diz cientista político

Então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PL) tinha apenas 16 segundos por dia no horário eleitoral em 2018. Hoje vice de Lula (PT), Geraldo Alckmin, na época postulante do PSDB, acumulava 11 minutos.

Bolsonaro terminou o primeiro turno com 46% dos votos válidos, e o ex-tucano, em quarto, não chegou a 5%. O resultado, seguido da vitória do agora candidato à reeleição no segundo turno, colocou em xeque a importância do horário eleitoral nas campanhas.

Não para para Sérgio Braga, cientista político, professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e pesquisador associado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital.

“O horário eleitoral e a televisão como um todo são muito relevantes na eleição. Boa parte da população brasileira ainda tem o hábito de assistir TV à noite”, afirma Braga, que defende a manutenção do espaço obrigatório por lei.

O horário eleitoral começara nesta sexta-feira (26) no rádio e na televisão, com dois blocos de 25 minutos cada um. Soma-se a isso 14 minutos de inserções ao longo da programação.

A propaganda no primeiro turno vai até o dia 29 de setembro. No segundo turno, serão mais três semanas, de 7 a 28 de outubro.

PERGUNTA – Com as mídias digitais e a democratização da internet ainda faz sentido ter horário eleitoral obrigatório na TV? Penso que sim. Embora não tenham a mesma importância que antes, penso que recursos de campanha como o horário eleitoral e os debates ainda têm um papel a desempenhar, por vários motivos.
SÉRGIO BRAGA – Em primeiro lugar, porque boa parte da população brasileira ainda tem o hábito de assistir TV à noite, após o trabalho, por exemplo, no intervalo entre o noticiário e as novelas, e ouvir rádio, especialmente quando estão dirigindo no trânsito. Em segundo lugar, porque os conteúdos produzidos são de maior qualidade e credibilidade, podendo ser facilmente replicado pelas redes digitais hoje em dia. É verdade também que com o impacto das tecnologias digitais as fronteiras entre período de campanha e os períodos ‘normais’ foram dissolvidas. Mas as mídias tradicionais ainda desempenham um papel muito importante no debate público.

P. – Como o senhor avalia a relevância desse espaço para a campanha?
SÉRGIO BRAGA – Elas servem para atingir um público que não é conectado às redes, tornando as campanhas mais inclusivas, e também para ‘calibrar’ a produção de conteúdo e as estratégias comunicativas das campanhas eleitorais. Não por acaso, apesar das tecnologias digitais, as elites continuam dando importância ao horário eleitoral, especialmente àqueles políticos que concorrem para cargos majoritários.

P. – Profissionais de marketing político argumentam que a eleição de 2018, onde o candidato quase sem espaço no horário eleitoral venceu o pleito, foi um ponto fora da curva. O senhor concorda?
SB- Concordo em parte. Na verdade, a internet e novas ferramentas de comunicação como a telefonia móvel, por exemplo, têm tido um papel crescente nas eleições e isso só aumenta de campanha para campanha. Além do mais, isso força os políticos a estarem o tempo todo online, envolvendo-se no que chamamos de ‘campanha permanente’. Bolsonaro não foi apenas um ponto fora da curva, embora as eleições de 2018 tenham de fato sido atípicas. Uma evidência disso é que ele [Bolsonaro] mantém grande parcela de seus eleitores. A internet tem um papel fundamental nessa manutenção de popularidade.

P. – A eleição de 2018 ficou marcada como a eleição do WhatsApp, com muita campanha e fake news compartilhadas na plataforma. O senhor vê outra plataforma com potencial para ganhar relevância na eleição?
SB – O YouTube já teve importância nas eleições de 2018. Existem estudos demonstrando que a principal fonte de material compartilhado pelo WhatsApp são vídeos do YouTube, inclusive de empresas de comunicação tradicionais. Como outros candidatos também aprenderam a utilizar a ferramenta, a vantagem competitiva do bolsonarismo nesse espaço se dissolveu um pouco. A bola da vez nessas eleições de 2022, penso eu, serão o Telegram e o TikTok, com amplo uso de impulsionamento pago, dado que o WhatsApp reduziu o alcance do compartilhamento de mensagens, inclusive campanhas de desinformação. Como o TSE também aumentou a fiscalização é provável que a qualidade dos conteúdos compartilhados melhore nessas eleições, pelo menos num período inicial, já que na reta final de campanha muitos candidatos em desespero adotam a estratégia do “vale tudo”.

Centro de ‘reforço’ na educação será implantado em Rio Claro

A Câmara Municipal aprovou em segundo turno o projeto de lei de autoria do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) que cria o Centro Integrado Multidisciplinar ambulatorial de apoio às crianças, adolescentes e adultos da rede municipal de ensino. O texto segue agora para sanção do próprio chefe do Poder Executivo para posteriormente se iniciar o processo de implantação, numa perspectiva de que seja inaugurado em 2023.

Segundo informações, a secretária Valéria Velis já determinou início das intervenções no prédio alugado na Rua 4, na Vila Operária, onde antigamente funcionou a Escola Municipal “Marina Cyrino” (hoje no Cidade Jardim). Trata-se de uma iniciativa intersetorial, mas que será comandada pela Educação, que ficará responsável por professores, psicólogos e assistentes sociais. A Fundação Municipal de Saúde deverá contratar fonoaudiólogos. As pastas do Desenvolvimento Social e da Administração também atuarão.

O vereador Moisés Marques (PP) levantou a necessidade da criação da unidade com a pasta da Educação. Na sessão de votação do projeto no Poder Legislativo, fez encaminhamento favorável à proposta. “É um projeto que vai ajudar a amenizar todo sofrimento de crianças, jovens e adultos da rede. Fizemos várias reuniões com a Valéria e a equipe desde o ano passado. Elaboramos o projeto de lei em parceria com a Educação e o prefeito. A criação do Centro é de extrema importância, principalmente levando em consideração o que as crianças vivenciaram nos últimos dois anos da pandemia”, afirmou.

A equipe será constituída por profissionais que desenvolverão ações voltadas para a qualidade do processo ensino-aprendizagem dos alunos que apresentarem dificuldades e transtornos no processo de aprendizagem e desenvolvimento. Os encaminhamentos serão realizados pelos profissionais das escolas municipais e avaliados pelos profissionais do Centro, e serão inseridos no serviço ou reencaminhados aos serviços pertinentes à necessidade de cada um.

Política Pública

A implantação do projeto atende a uma demanda antiga do município na formação de políticas públicas para atendimento aos alunos.

Jornal Cidade RC
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