Após reunião com MP, Prefeitura encerra contratos de 130 temporários

A prefeitura de Rio Claro encerrou nesta sexta-feira (22) o contrato temporário de trabalho de 130 pessoas que atuavam em diferentes setores dos serviços municipais.

Os contratos foram todos feitos na administração anterior, após a prefeitura ter exonerado mais de 200 diretores, assessores e gerentes em razão de não ter conseguido regularizar os cargos, num processo que se arrastava há anos.

O prefeito Gustavo tomou a decisão de romper os contratos temporários após reunião online com a promotora de justiça de Rio Claro, Georgia Carla Chinalia Obeid, que confirmou a irregularidade das contratações, sendo, nestes casos, o gestor público passível de multa pessoal.

Na avaliação do prefeito Gustavo Perissinotto, com a saída dessas pessoas a prefeitura fica em situação complicada no gerenciamento e realização de muitos serviços. “Porém, vamos em frente, contando com a colaboração dos servidores municipais para atender da melhor maneira possível a população”, afirmou.

De acordo com Perissinotto, “ao romper estes contratos estamos reiterando nosso rigor no cumprimento da lei e obediência aos órgãos de controle”, ressalta. “Não queremos incorrer no risco de improbidade administrativa”.

Vacinômetro: Estado de SP já tem mais de 100 mil vacinas contra a Covid-19 aplicadas

A vacina contra a Covid-19 começou a ser aplicada no estado de São Paulo no último Domingo (17). Nesta sexta (22), menos de uma semana após o início da imunização no estado, o Governo aponta que mais de 100 mil pessoas já foram vacinadas.

Os dados são atualizados pelo “vacinômetro”, disponibilizado na página inicial do site do Governo Estadual (https://www.saopaulo.sp.gov.br/), e podem ser acompanhados pela população. Vale lembrar que, neste primeiro momento, estão sendo vacinados profissionais da área de saúde.

Boletim aponta 67 novos casos de Covid em Rio Claro

Rio Claro registrou 67 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, conforme boletim emitido na sexta-feira (22) pela Secretaria Municipal de Saúde. Com isso, o município totaliza 7.426 casos positivos de Covid-19 e permanece com 177 óbitos.

Setenta e quatro pessoas estão hospitalizadas, sendo 45 na rede pública e 29 na rede privada. Deste total, 35 pacientes estão internados em UTI. Até o momento, em Rio Claro, 6.788 pessoas se recuperaram da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização.

Anvisa dá aval a uso emergencial de mais 4,8 milhões de vacinas do Butantan

NATÁLIA CANCIAN E RAQUEL LOPES – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu aval nesta sexta-feira (22) para uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Butantan.

A decisão ocorreu após votação dos cinco diretores da agência, em reunião transmitida ao vivo.

Esse é o terceiro pedido de uso emergencial de vacinas a ser analisado pela agência. No domingo (17), a Anvisa deu aval para uso de 8 milhões de doses de duas vacinas contra a Covid -as primeiras aprovadas no país.

Destas, 6 milhões eram doses da Coronavac que foram importadas da China no ano passado. Outras 2 milhões são doses da vacina de Oxford que estão sendo importadas da Índia pela Fiocruz.

O novo pedido foi protocolado pelo Butantan na segunda-feira (18), e se refere às primeiras doses da vacina produzidas no Brasil.

Relatora do processo, a diretora Meiruze Freitas sugeriu que a autorização seja estendida a mais doses fabricadas pelo Butantan, desde que haja comunicação prévia à Anvisa. “Manifesto pela eventual aprovação de eventuais novos pedidos, nos moldes já aprovados até o momento”, disse.

A posição foi seguida pelos demais diretores, que frisaram que os dados avaliados permitem a aprovação da vacina.

“Ressalvadas algumas incertezas, os benefícios conhecidos da vacina superam os riscos. A vacina fabricada atende aos critérios de qualidade, segurança e eficácia para o uso emergencial”, disse Freitas.

O grupo também voltou a frisar a falta de alternativas terapêuticas contra a Covid como argumento para a aprovação, ao mesmo tempo em citou a necessidade de monitoramento.

A Anvisa também aprovou usar, no novo processo, o mesmo termo de compromisso já tido pré-requisito para autorização das doses anteriores.

Com o termo, o Butantan se compromete a fornecer dados que faltaram na análise, como informações sobre o total de anticorpos gerados com a vacina nos dois primeiros meses de análise.

No voto, Freitas também afirmou que não há comprovação de que seja possível abdicar de uma segunda dose da vacina -daí a necessidade de ampliar a oferta de doses. “No contexto de vacinação no Brasil, ninguém pode ficar para trás. Somos uma só nação”, disse, repetindo slogan do governo federal para vacinação.

Antes do voto dos diretores, duas áreas técnicas da agência que analisaram os dados deram parecer favorável à liberação – caso das áreas de medicamentos e fiscalização.

O parecer considerou o cenário da pandemia, o aumento do número de casos da Covid e a ausência de alternativas terapêuticas. Também incluiu como condicionante que se monitore incertezas em estudos -caso de dados que ainda devem ser fornecidos à agência.

“A recomendação tem por base o fato de que essa vacina se utiliza dos mesmos estudos clínicos e dos mesmos parâmetros de segurança e eficácia que foram discutidos no domingo”, apontou o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes.

Fabrício Carneiro de Oliveira, coordenador de inspeção e fiscalização de insumos farmacêuticos, destacou que eventuais novos lotes importados de insumos, desde que atendendo aos requisitos de liberação, já podem ser utilizados na fabricação de mais vacinas.

Inicialmente, a Anvisa previa que pedidos de uso emergencial fossem analisados em até dez dias. Com o histórico de aprovação prévia ao Butantan, o tempo total de análise foi reduzido para cinco dias.

Isso ocorre porque a agência considerou apenas os dados novos apresentados no processo -caso do local de produção e embalagem usada.

Segundo Mendes, foi observado se havia diferenças no produto fabricado na China e no Brasil, especificações dos lotes e dados de qualidade e estabilidade, entre outros.

Diferente das doses aprovadas no domingo, que vinham em um frasco único, o volume avaliado nesta sexta prevê uso de frascos com dez doses cada, que precisam ser aplicadas em até 8 horas.

A tentativa do Butantan em obter aval a mais doses ocorre em meio à baixa oferta inicial para vacinação no país.

Com a importação das doses da Fiocruz inicialmente emperrada, a campanha começou no Brasil com apenas 6 milhões de doses do laboratório.

A situação representou uma derrota ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que travou nos últimos meses uma guerra política com o governador paulista, João Doria (PSDB), em torno da Coronavac.

Pandemia eleva taxa de suicídio no Japão após década de declínio

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pela primeira vez em mais de uma década, o número de suicídios voltou a subir no Japão, em uma tendência que pesquisadores apontam como consequência da pandemia de coronavírus. Os dados revelam ainda um recorte de gênero: os suicídios entre os homens caíram e, entre as mulheres, cresceram.

De acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (22), foram registradas 20.919 mortes nessa categoria no ano passado –750 casos a mais do que em 2019.

É como se, a cada 25 minutos, uma pessoa cometesse suicídio no Japão, país que tem um longo histórico de problemas com essa prática, vista de maneira distorcida como uma forma de evitar vergonha ou desonra.

No primeiro semestre de 2020, os números pareciam manter a queda constante observada nos últimos 15 anos, incluindo dez anos consecutivos de declínio desde 2009. A partir de julho, porém, a curva de suicídios começou a subir em meio ao estresse emocional e financeiro causado pela pandemia.

Ao todo, 13.943 homens e 6.976 mulheres tiraram suas vidas no Japão no último ano. Entre os homens, o número representa queda de 1% em relação a 2019, enquanto a taxa entre as mulheres marca um crescimento de 14,5%.
De acordo com ativistas e pesquisadores, uma das causas prováveis é o aumento do desemprego entre as mulheres, mais numerosas em empregos precários, especialmente em hotéis e restaurantes, dois setores muito afetados pela crise econômica gerada pela Covid-19.

“A tendência dolorosa de aumento de suicídios de mulheres continua”, disse um porta-voz do Ministério da Saúde do Japão durante entrevista coletiva. “Os suicídios são o resultado de muitas coisas diferentes, mas acho que podemos dizer com certeza que houve um impacto do coronavírus nos fatores econômicos e de estilo de vida.”

De acordo com os números divulgados nesta sexta, o pior mês foi outubro, quando foram registrados 2.153 suicídios –o maior total mensal em mais de cinco anos. Naquele mês, 851 mulheres tiraram a própria vida, marcando um crescimento de 82,6% em relação a outubro de 2019.

Por muitos anos, buscar ajuda psicológica era uma prática estigmatizada no Japão, como se fosse algum sinal de fraqueza. Depois que os suicídios alcançaram um pico de 34.427 casos em 2003, porém, legisladores japoneses elaboraram um abrangente programa de prevenção, que foi lançado quatro anos depois.

Por meio de uma combinação de esforços governamentais e corporativos, que incluíram a identificação de grupos de risco, a ampliação do acesso a cuidados de saúde mental e a limitação na quantidade de horas extras –o excesso de trabalho é considerado um agravante–, os suicídios diminuíram para pouco mais de 20 mil em 2019, o nível mais baixo desde 1978.

Para a professora Michiko Ueda, da Universidade Waseda, em Tóquio, os dados do levantamento caracterizam um ponto de inflexão. “Certamente o coronavírus é um fator importante [para o aumento de suicídios], e os números devem aumentar novamente neste ano”, disse a especialista à agência de notícias AFP.

Outra preocupação das autoridades é o aumento nas taxas de suicídio entre os jovens japoneses. Segundo o levantamento, mais de 300 crianças e adolescentes de até 18 anos cometeram o suicídio entre abril e novembro do ano passado, número que representa um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com uma porta-voz do Centro de Prevenção de Suicídios de Tóquio, os jovens se tornaram um público particularmente vulnerável por estarem mais ansiosos com o futuro e sofrerem mais com as diminuição das relações sociais.

Sinais de alertas Falar sobre querer morrer, sobre não ter propósito, sobre ser um peso para os outros ou estar se sentindo preso ou sob dor insuportável Procurar formas de se matar Usar mais álcool ou drogas Agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável Dormir muito ou pouco Se sentir isolado Demonstrar raiva ou falar sobre vingança Ter alterações de humor extremas O que fazer Não deixe a pessoa sozinha Tire de perto armas de fogo, álcool, drogas ou objetos cortantes Leve a pessoa para uma assistência especializada Ligue para canais de ajuda 188 é o telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV). Também é possível receber apoio emocional via internet (www.cvv.org.br), email, chat e Skype 24 horas por dia

Saiba o que muda com as novas regras da quarentena no estado de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Centro de Contingência do Coronavírus realizou nesta sexta-feira (22) mais uma reclassificação do Plano São Paulo, a terceira em 14 dias, colocando todas as cidades na fase vermelha no período noturno, das 20h às 6h, aos fins de semana e feriados.

Assim, somente atividades essenciais -como supermercados, farmácias e padarias- poderão funcionar nos períodos de vigência da classe mais restritiva.

Bares e restaurantes poderão trabalhar apenas com sistema de delivery, shoppings devem estar fechados para o público, e parques estaduais não funcionarão no período noturnos e aos fins de semana e feriados.

Seis regiões do estado -Barretos, Bauru, Franca, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté- vão regredir para a fase vermelha e juntam-se a Marília, que estava no estágio mais restritivo da quarentena desde o último dia 15.

Nessas cidades, só os servicos essenciais poderão funcionar tanto durante o dia quanto à noite.

As outras dez regiões do estado, incluindo a Grande São Paulo, foram colocadas na fase laranja -a segunda mais restritiva. Essa classificação permite o funcionamento de todos os setores de comércio e serviços, com capacidade máxima limitada a 40%, até oito horas por dia. Bares não podem fazer atendimento presencial nesta fase, nem durante o dia.

As nova classificação e as restrições começam a valer a partir da próxima segunda-feira (25) e serão válidas até 7 de fevereiro. Como segunda é feriado na capital paulista, o comitê de controle da pandmeia decidiu que valerão as regras de um dia útil -fase laranja durante o dia e vermelha à noite.

Segundo o secretário-executivo do centro de contingência, João Gabbardo, o estado tem registrado um óbito por Covid-19 a cada seis minutos e pode correr o risco de não ter mais leitos de UTI para pacientes contaminados se decisões mais rígidas não forem tomadas.

“O [os números] que a gente prevê como cenário nos próximos dias não são tranquilizadores, muito pelo contrário, são muito sombrios”, disse.

Segundo o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, o coronavírus apresentou uma circulação mais rápida e intensa nos últimos 45 dias, igual ao que foi registrado num período de cinco meses – entre março e agosto de 2020.
Houve aumento de 79% no número de casos, 25% nas internações e 96% no de óbitos nas últimas semanas. “Tivemos que abrir mais de mil leitos no período”, disse Gorinchteyn.

O comitê de controle da pandemia também endureceu ainda mais os parâmetros do Plano São Paulo. Para entrar na fase vermelha, o nível de ocupação dos leitos de UTI cai de 80% para 75%. Nenhuma região do estado vai progredir para as fases amarela e verde até 7 de fevereiro.

Questionado sobre uma possível flexibilização das regras antes das festas de fim de ano e que, agora, refletem no agravamento dos índices, o governador João Doria (PSDB) disse que seu governo agiu no tempo certo a partir das recomendações de seu e combate à pandemia.

Assim como nas reclassificações anteriores, a informação do endurecimento da quarentena foi anunciada por membros do centro de contingência, mesmo Doria estado presente na coletiva desta sexta.

O comitê de controle da pandemia ainda que ao menos 78 mil profissionais de saúde foram vacinadas no estado de São Paulo com a primeira dose da Coronavac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Na primeira fase de vacinação, apesar de a prioridade ser os profissionais da linha de frente no combate à pandemia, não param de surgir denúncias de pessoas furando a fila, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo Gorinchteyn, apenas os profissionais “que estão nos pronto-atendimentos, UTIs e enfermarias para pacientes com ou suspeita de Covid-19 devem ser vacinados”.

Mas Gorinchteyn informou apenas que cinco hospitais das Clínicas espalhados pelo estado receberam as duas doses de vacinação. O restante das unidades administraram apenas a primeira dose e aguardam novos lotes.

Doria ainda disse esperar que o governo federal opte pela “boa logística” e já deixe em São Paulo a parte que cabe ao estado das doses da vacina da Universidade de Oxford vindas da Índia, que devem desembarcar no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), na tarde desta sexta-feira e depois seguem para o Rio de Janeiro, onde serão recebidas por profissionais da Fiocruz e representantes do governo federal.
“Na má logística, as vacinas podem ir para um lugar e voltarem para São Paulo”, disse o tucano.

HOSPITAL DE CAMPANHA SERÁ REABERTO
O governo ainda anunciou a abertura de 756 novos leitos para o enfrentamento da Covid-19 no estado de São Paulo. Também será reaberto o hospital de campanha de Heliópolis, na zona sul de SP, com 24 leitos, que deve começar os trabalhos a partir do dia 25 de fevereiro.

Entre os novos leitos criados, 450 serão para enfermaria e outros 306 para o atendimento de casos graves da Covid-19.

Até esta quinta-feira (21), 58 cidades paulistas tinham leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes em estado grave por Covid-19 com ocupação acima de 80%, segundo o próprio governo Doria.
Nas cidades de Itaquaquecetuba, Itatiba, Fernandópolis, Socorro, Américo Brasiliense, Promissão, Artur Nogueira, Pirassununga e Porto Feliz, a taxa já havia atingido 100%.

Só nos 21 primeiros dias deste ano, o aumento de casos foi de 42% ante o mesmo período de dezembro passado. Morreram 39% mais pessoas de Covid-19 também neste intervalo.

Foram 62 mil novos diagnósticos e 1.100 óbitos. Ao todo, São Paulo registrou desde o começo da pandemia no estado, em fevereiro de 2020, 1,66 milhão de casos e 50,6 mil mortes.

Dois milhões de doses da vacina contra a Covid-19 chegam ao Brasil nesta sexta-feira

O avião trazendo ao Brasil os 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 está previsto para pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 17h30 horas desta sexta-feira (22/01). A aeronave da companhia Emirates saiu de Mumbai, na Índia, na quinta-feira (21/01), com a carga de vacinas da AstraZeneca/Oxford, produzidas pelo laboratório indiano Serum. As doses foram compradas pelo Ministério da Saúde para dar continuidade à vacinação dos brasileiros de forma simultânea e gratuita.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, juntamente com o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, vão acompanhar a chegada das vacinas em solo brasileiro.

A carga passará pelos trâmites alfandegários e, após, será colocada em uma aeronave da companhia aérea Azul com destino ao Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro – na cidade, as doses ficarão armazenadas no depósito da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) antes de serem enviadas aos estados e municípios. Pazuello e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, vão acompanhar a chegada das vacinas no local.

VACINAÇÃO

Os dois milhões de doses da AstraZeneca/Oxford se juntam aos 6 milhões da vacina importada pelo Instituto Butantan, do laboratório chinês Sinovac – essas últimas já distribuídas aos estados, que começaram a vacinar a população a partir da última segunda-feira (18/01). Os dois imunizantes tiveram aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no Brasil.

Doria adia início das aulas para 8 de fevereiro após piora da pandemia em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O agravamento da pandemia em São Paulo levou o governador João Doria (PSDB) a adiar em uma semana, para 8 de fevereiro, o início das aulas presenciais na rede estadual de ensino.

As aulas nas cerca de 5.000 escolas estaduais de São Paulo teriam início em 1º de fevereiro. Professores e funcionários da educação, no entanto, devem comparecer presencialmente já na primeira semana do mês para atividades de formação sobre os protocolos sanitários.

Doria decidiu também que o estado não vai obrigar os alunos a irem para a escola durante as fases mais restritivas da pandemia, a laranja e a vermelha.

As escolas públicas e particulares poderão funcionar presencialmente com até 35% dos estudantes nessas fases, mas, ao contrário do que havia anunciado anteriormente, as famílias poderão optar por enviar ou não as crianças.

Apesar do adianto na rede pública estadual, Rossieli Soares, secretário de Educação da gestão Doria (PSDB), autorizou a reabertura das escolas privadas em 1º de fevereiro.

“Está mantida a autorização para a escola particular que já tinha programado o seu calendário para iniciar em 1º de fevereiro”, disse, em coletiva à imprensa, nesta sexta-feira (22).

O governo de São Paulo foi um dos primeiros no país a classificar as escolas como serviço essencial para que possam permanecer abertas em qualquer momento da pandemia, mesmo em situações mais críticas, como a que vive o estado atualmente.

Ainda neste sábado (16), o secretário Soares, tinha aprovado deliberação do Conselho Estadual de Educação que determinava como obrigatória a oferta e presença dos alunos em 1/3 das atividades presenciais letivas deste ano. A regra estabelecia ainda que elas deveriam acontecer em todos os meses letivos a partir de fevereiro.

Segundo o secretário, a regra será alterada para que a obrigatoriedade não valha durante as fases laranja e vermelha.

“Essa regra não valerá neste momento. Não haverá obrigatoriedade nessas situações, mas a escola pode e deve abrir. Escolas não são locais vetores para a pandemia”, disse Soares.

Só nos 21 primeiros dias deste ano, o aumento de casos no estado foi de 42% ante o mesmo período de dezembro passado. Morreram 39% mais pessoas de Covid-19 também neste intervalo. Foram 62 mil novos diagnósticos e 1.100 óbitos.

Em dezembro, o governador publicou decreto autorizando a reabertura das escolas a qualquer momento da pandemia. Na ocasião, ele disse que o funcionamento presencial das instituições de ensino seria a prioridade deste ano.

Alvo de reclamações, ecoponto de Santa mudará de lugar, segundo prefeitura

O Ecoponto localizado no Jardim Indaiá II, entre as avenidas 4 e 5, em Santa Gertrudes, tem sido alvo de reclamações por parte dos moradores há diversos meses por conta do cheiro, presença de animais peçonhentos, fumaça por conta do fogo ateado e pela localização, pois está ao lado da Unidade Básica de Saúde Lázara Dalva Gemignani Timoni.

José Maria Evagelista possui um comércio ao lado do ecoponto, também reside na região e durante conversa com a reportagem do JC falou sobre a situação que todos enfrentam no bairro.

“Está muito difícil conviver com o lixo aqui, além dos bichos que aparecem constantemente, ratos, baratas, até mesmo cobras e escorpiões, temos que conviver com o cheiro da fumaça do fogo que o pessoal coloca aqui, não temos mais o que fazer, precisamos de uma providência da prefeitura, que eles olhem por nós”, fala.

Edvaldo Rodrigues Dias também mora na região e comentou que já precisou abrigar uma vizinha do ecoponto. “Faz dois anos que moro aqui e é sempre a mesma situação, já tive que colocar para dentro de casa a vizinha aqui do lado com as crianças por conta da fumaça, é sempre a mesma coisa, chamamos o bombeiro e muitas vezes até chegar de Rio Claro o fogo já até apagou”, relata.

Procurada, a prefeitura de Santa Gertrudes informou que “está estudando duas áreas com possibilidades de mudança do ecoponto no perímetro urbano. Os prazos serão definidos posteriormente conforme parecer da Cetesb quanto ao licenciamento da área escolhida. A população será orientada como realizar o descarte corretamente durante a mudança”. As informações são da Secretaria de Obras e também do Meio Ambiente.

País já perdeu mais de 0,1% de sua população para a Covid-19

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil atingiu nesta semana, mais precisamente entre terça e quarta-feira, um número de mortos para a Covid-19 que representa 0,1% de sua população de 211,8 milhões. Com os 211.511 óbitos registrados na terça por causa do coronavírus, chegou-se a proporção de que um a cada um milhão de brasileiros morreu da doença.

Isso significa que a marca já avança para além desta fração. Nesta quinta (21), o registro de óbitos por Covid-19 foi de 1.335, com 59.946 novos casos da doença. Assim, o total de óbitos progrediu para 214.228, e os casos de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 a 8.699.814. Na quarta (20), chegou-se ao maior índice desde 4 de agosto, com a contagem de 1.382 mortes.

O crescimento do número de casos e de mortes refletiu-se em novas medidas de prevenção e contenção da doença, após período de flexibilização da quarentena.

O governo de São Paulo, por exemplo, decidiu endurecer as regras devido ao agravamento da pandemia no estado. A fase vermelha vale para todas as cidades paulistas a partir das 20h, todos os dias da semana. Nos fins de semana e feriados, a medida valerá durante o dia e a noite.

Os dados sobre óbitos e novos casos no país são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Além dos dados diários, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h desta quinta, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.010. O valor da média representa um aumento de 36% em relação ao dado de 14 dias atrás.

Jornal Cidade RC
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