Isenção do IPTU começa hoje em Araras

A isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) começa nesta segunda-feira (22) em Araras. Os pedidos devem ser realizados até o dia 26 de março, nas unidades do Ganha Tempo.

De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, aposentados, beneficiários do amparo social do idoso, pensionistas, deficientes e aqueles que possuem menor sob a guarda ou adoção. Nestes casos, não há necessidade de agendamento para a solicitação do benefício e o atendimento será realizado somente na unidade do Ganha Tempo localizada no Centro, localizada na Rua Francisco Leite, 152, das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira.

Já para entidades religiosas ou sem fins lucrativos, empresas com base Lei Municipal Nº 5.010/2017 e proprietários de imóveis com até 70 m², com cadastro até o ano de 200 (desde que seja o mesmo titular), o agendamento é necessário e os pedidos podem ser realizados nas duas unidades do Ganha Tempo: no Centro ou na região Leste, que fica no CAM (Centro de Atendimento ao Munícipe) Guerino Bertolini, na Rua Irineu Carroci, s/nº, José Ometto II. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 3547-3025 (Secretaria da Fazenda), 3542-7001 (Ganha Tempo – Unidade Centro) e 3547-3196 (Ganha Tempo – Unidade Região Leste).

Iracemápolis tem primeiro ‘fumacê’ contra dengue

A Prefeitura de Iracemápolis realizou, nos últimos dias, a primeira etapa do “fumacê”. A finalidade do procedimento é combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya.

O fumacê prossegue nesta segunda-feira (22) a partir das 18h. A programação está sujeita a mudanças em caso de chuvas. Quando a aplicação estiver ocorrendo, a orientação é que a população permaneça dentro das casas.

A Vigilância reafirma que a medida não elimina os criadouros do inseto e, por isso, a população deve fazer a sua parte para evitar a proliferação do mosquito, eliminando focos de água parada.

Carlos Alberto de Nóbrega é internado após receber diagnóstico de Covid-19

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Carlos Alberto de Nóbrega, 84, está internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após receber diagnóstico de Covid-19. A mulher do humorista, Renata Domingues, usou o Stories neste domingo (21) para contar detalhes da internação de ambos, enquanto comentava o próprio resultado positivo que recebeu para a doença, descrevendo sintomas como dor no corpo, febre e sudorese.


“Acabei tendo diagonostico de Covid na quinta-feira. Como apresentei febre, vim para o [hospital] Sirio Libanês para me cuidar com a equipe do dr. Kalil [Roberto Kalil Filho]”, iniciou Domingues, emendando que o marido havia sido internado no quarto ao lado do seu. “Quem me aparece aqui no sábado? O digníssimo Carlos Alberto, mas está tudo bem graças a Deus”, disse, informando o estado de saúde do marido e mostrando um vídeo do reencontro entre os dois no hospital, no qual Nóbrega aparece sorrindo e bem disposto.


O humorista também usou o Instagram para acalmar os fãs em relação ao seu estado de saúde. “Estou ótimo. Já comecei o tratamento, estou sem dor, mal estar, nada. Pude ir ao quarto da Renata que está bem melhor, sem ter mais dores”, informou, atualizando também sobre o estado de saúde do filho caçula João Victor, 20.


“Ele está em isolamento em sua casa e não sente rigorosamente nada”, disse Nóbrega, em seguida, contando seus planos no SBT, onde apresenta “A Praça É Nossa”. “Deus vai me permitir estar gravando dia 24 de março. Com novidades e novos personagens. O SBT aprovou todos os meus pedidos e sugestões feitos na semana passada. Eu, sentado no novo banco, os comediantes consagrados e os novos convidados”, finalizou, agradecendo às mensagens que recebeu.

Toffoli aponta financiamento internacional a ataques antidemocráticos no Brasil

CRISTINA CAMARGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Por meio da quebra de sigilos bancários, os inquéritos que apuram atos antidemocráticos e fake news no país identificaram financiamento internacional a pessoas que usam as redes sociais para atacar instituições brasileiras como o próprio STF (Supremo Tribunal Federal), responsável pelas investigações.


A informação foi antecipada pelo ministro Dias Toffoli em entrevista na noite deste domingo (21) ao Canal Livre, da Band.


“Esse inquérito que combate as fake news e os atos antidemocráticos já identificou financiamento estrangeiro internacional a atores que usam as redes sociais para fazer campanhas contra as instituições, em especial o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional”, disse.


Segundo ele, os inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes aprofundam neste momento a investigação dessa informação, considerada por Toffoli “gravíssima”.


“A história do país mostrou ao que isso levou no passado. Financiamento a grupos radicais, seja de extrema direita, seja de extrema esquerda, para criar o caos e desestabilizar a democracia em nosso país”, afirmou.
O inquérito sobre as fake news foi aberto em 2019 como uma resposta do Supremo às crescentes críticas e ataques sofridos nas redes sociais. Desde o início, porém, a apuração foi contestada por especialistas e políticos por ter sido instaurada de ofício por Toffoli, então presidente da corte, sem provocação da PGR (Procuradoria-Geral da República).


Somente em 2020, por 10 votos a 1, o STF decidiu pela legalidade do inquérito. São alvos da investigação deputados, empresários e blogueiros ligados ao presidente Jair Bolsonaro, que sofreram medidas de busca e apreensão e quebras de sigilo.


Já a investigação sobre manifestações antidemocráticas começou em 2020 após uma sequência de atos em Brasília prestigiados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).


Para Toffoli, a informação sobre financiamento internacional mostra que os que atacam as instituições não são um “grupo de malucos”.
“Há uma organização por trás disso, que ataca inclusive a imprensa tradicional e séria”, destacou. “Temos que estar atentos, e o inquérito está em excelentes mãos.”


Toffoli defendeu as investigações como uma salvaguarda à democracia brasileira e lembrou que o Supremo recebeu o apoio de diversas entidades representativas da sociedade, inclusive líderes de partidos políticos, com exceção do PSL.


“Naquele momento não era apenas o Supremo que estava preocupado, mas toda a sociedade”. Segundo ele, o sistema de Justiça está atento aos atos antidemocraticos e atua para que “o ovo da serpente não brote novamente”.
Durante a entrevista, Toffoli detalhou os motivos que levaram à prisão em flagrante do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) após a divulgação de um vídeo, publicado na terça-feira (16), em que o parlamentar ataque ministros do Supremo.


A ordem de Alexandre Moraes determinando a prisão foi tomada no âmbito do inquérito das fake news.

Toffoli lembrou que o deputado já era investigado por questões similares e, ao depor na Polícia Federal, disse que estava arrependido e que nunca mais falaria algo parecido.


“A manifestação que o levou à prisão não foi a primeira”, afirmou o ministro. “Ele se mostra uma pessoa que se arrepende quando submetido a uma investigação e depois reitera, de maneira mais grave.”


Segundo Toffoli, Silveira abusou da prerrogativa da inviolabilidade de opinião. O ministro afirmou que prova disso é que 364 deputados votaram a favor da manutenção da prisão.

O ministro disse que não é possível afirmar, até o momento, se há relação entre o financiamento internacional e o deputado preso.
No entanto, sem citar nomes, lembrou que há pessoas investigadas que saíram do Brasil e disse que a capacidade delas de se manterem em outros países é algo que causa curiosidade.

Rosa Weber envia a Aras notícia-crime contra Bolsonaro por distribuir cloroquina

VINICIUS SASSINE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma acusação apresentada ao Supremo contra o presidente Jair Bolsonaro. A notícia-crime foi protocolada pelo PDT, partido que faz oposição a Bolsonaro e que o acusa de prática de crimes em razão da difusão de cloroquina para combater a Covid-19.

O medicamento não tem eficácia para a doença e, mesmo assim, é o carro-chefe do governo Bolsonaro no combate à pandemia.

A notícia-crime do PDT foi elaborada com base em reportagem publicada pela Folha no último dia 6. A reportagem mostrou que o governo Bolsonaro mobilizou pelo menos cinco ministérios, uma estatal, dois conselhos da área econômica, Exército e Aeronáutica para distribuir cloroquina aos quatro cantos do país.


O encaminhamento à PGR de notícias-crimes protocoladas por partidos políticos é um procedimento de praxe.

Esse tipo de instrumento vem sendo decisivo para o início de investigações sobre atos do presidente da República e de seu ministro da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello, no combate à pandemia.

O inquérito instaurado pelo STF para investigar supostos crimes de Pazuello, diante da crise de escassez de oxigênio no Amazonas, teve como primeiro ato uma representação do Cidadania. Já um procedimento preliminar da PGR sobre atos de Bolsonaro, chamado notícia de fato, teve início com notícia-crime do PCdoB.

A acusação do PDT foi remetida pelo STF à PGR na última quarta-feira (17). A decisão de Rosa Weber foi tomada no dia 11.

À PGR cabe a “formação da opinio delicti em feitos de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental”, conforme a decisão da ministra.

Agora, caberá a Aras decidir se instaura um procedimento preliminar, se pede a abertura de um inquérito pelo STF, se anexa a acusação a outras investigações em curso na PGR ou se arquiva a notícia-crime.
Segundo o PDT, Bolsonaro cometeu dois crimes previstos no Código Penal: expor a vida ou a saúde de outrem a perigo, punido com prisão de três meses a um ano, e dar às verbas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei, com prisão prevista de um a três meses.

O partido político também citou a lei de licitações, mais especificamente o artigo que considera crime a dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei. A pena de prisão é de três a cinco anos.


A notícia-crime reproduz as informações mostradas na reportagem da Folha, com a pormenorização de ações de cada órgão público na difusão da cloroquina.


O Ministério da Saúde editou um guia com orientação sobre uso, adquiriu e distribuiu a droga e fez parcerias para a produção com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e com o Exército.

O laboratório do Exército fez nove dispensas de licitação para a fabricação de 3,2 milhões de comprimidos, e o distribuiu diretamente a estados e municípios. Gastou pelo menos R$ 1,16 milhão na empreitada.


Já o Ministério da Economia reduziu impostos e permitiu a entrega antecipada da cloroquina. O Itamaraty, por sua vez, agiu para viabilizar uma doação de hidroxicloroquina pelo governo dos EUA.


O Ministério da Defesa solicitou produção e distribuição a Exército e Aeronáutica. E o Ministério da Ciência e Tecnologia financiou pesquisa sobre profilaxia com o medicamento em população de alto risco.

Na pandemia, MEC registra o menor gasto para educação básica da década

PAULO SALDAÑA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ano de 2020 se encerrou com o menor gasto do MEC (Ministério da Educação) em educação básica na década.
O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elencou a etapa como prioridade, mas o que se viu na pasta foi a redução de recursos, trocas de ministros e um maior protagonismo de pautas ideológicas.


O MEC gastou R$ 48,2 bilhões na educação básica no ano passado. O valor é 10,2% menor do que em 2019 e o menor desde 2010.

O cenário aparece em relatório de acompanhamento da execução orçamentária do ministério realizado pelo Movimento Todos Pela Educação.


Os dados são do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) com atualização pela inflação. A pasta encerrou o exercício de 2020 com a menor dotação desde 2011, de R$ 143,3 bilhões.
“Em plena pandemia, com milhões de alunos sem poder frequentar as escolas e diante da queda expressiva das receitas vinculadas à educação, o MEC se mostrou ausente e incapaz de exercer sua função de apoio técnico e financeiro às redes de ensino”, afirma o documento. Questionado, o MEC não respondeu.


A Folha já havia mostrado na semana passada que os investimentos da pasta, nos dois primeiros anos da atual gestão, foram os menores da década.


Enquanto o governo Bolsonaro investiu, no acumulado de 2019 e 2020, R$ 7,2 bilhões, o investimento foi de R$ 13,5 bilhões no mesmo período do governo anterior, de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).


Foram R$ 6,3 bilhões a menos nos investimentos, que são gastos direcionados à expansão da oferta de políticas públicas, como compra de equipamentos, insumos para laboratórios e obras. Não entraram na conta salários e custeio, esta última também em queda.


O relatório do Todos Pela Educação é focado na educação básica em 2020, marcado pela pandemia. Ao longo do ano, secretários de Educação cobraram o apoio do MEC para a manutenção das aulas remotas e a reabertura das escolasA única ação federal efetiva relacionada à Covid-19 voltada às escolas de educação básica foi o remanejamento de R$ 672 milhões para um programa que transfere dinheiro às unidades educacionais, o chamado PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola). Como comparação, esse montante não chega 15% do recurso que a educação básica perdeu no ano passado na comparação com o ano anterior.


Estados e municípios concentram as matrículas da educação básica, mas a União, com maior capacidade de arrecadação, tem a obrigação de dar suporte técnico e financeiro.

A pasta também não ofereceu, por exemplo, uma plataforma de conteúdos ou financiou a conexão de alunos pobres (com exceção de projeto voltado a estudantes de universidades e institutos federais).
“Um dos possíveis motivos para o saldo negativo na educação básica”, diz o relatório, “foi a ausência de créditos extraordinários destinados especificamente para as redes de ensino enfrentarem os efeitos da pandemia”.


Em 2020, o governo retirou R$ 1,4 bilhão do MEC para financiar obras federais gerenciadas por outras pastas. Como a Folha mostrou, o impacto maior da medida foi na educação básica e ensino profissional.
A presidente do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que, além da ausência durante a pandemia do coronavírus, houve um prejuízo em políticas estruturantes. Ela cita o esvaziamento de apoio à expansão de escolas de tempo integral, à reforma do ensino médio e à implementação da Base Nacional Comum Curricular.


“Continuidade não é capricho, é exigência para que os resultados aconteçam”, diz. “Esse tipo de ruptura é como um efeito dominó para trás. Somado à pandemia, o governo está provocando uma tempestade perfeita para a educação básica.”

Para Cruz, apenas com uma mudança na configuração de lideranças do ministério haverá condições de melhorar o quadro.


“É um misto de omissão, inépcia, completo descaso, e que vem acompanhado de outra observação”, diz. “Os esforços do MEC não estão voltados para a melhoria da educação básica, mas para o uso ideológico da máquina estatal naquilo que chamam de ‘revolução cultural’.”


O filho do presidente e deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a ressaltar que o principal papel do ex-ministro Abraham Weintraub era o de líder nesse combate contra temas considerados de esquerda.
Weintraub acumulou polêmicas ideológicas -o que já havia sido a marca de seu antecessor no governo, Ricardo Vélez Rodriguez.

Figuram com destaque na agenda do MEC a expansão de escolas cívico-militares, modelo questionado e ainda com baixo impacto na etapa como um todo, a educação domiciliar e, no ensino superior, tentativas de reduzir a autonomia das universidades federais na escolha dos reitores.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao MEC, constituiu em 2019 uma comissão para fazer uma triagem ideológica de questões do Enem. As duas edições do exame sob Bolsonaro ignoraram a ditadura militar em suas questões, o que não acontecia desde 2009.

mostra que foi sugerido a troca do termo “ditadura” por “regime militar” em um item da área de Linguagens. O parecer foi divulgado pelo jornal O Globo e confirmado pela Folha.


O MEC lançou neste mês, já com Milton Ribeiro como titular da pasta, um novo edital para a aquisição de livros didáticos em que retira como critério de exclusão de obras aquelas que não contemplarem a “agenda da não violência contra a mulher” e a temática de gênero igualitária, “inclusive no que diz respeito à homo e transfobia”. Esses critérios de exclusão estavam na última versão do edital, de 2019.

O atual, também voltado aos anos iniciais do ensino fundamental, não trata da questão de gênero e só fala de forma genérica em respeito a todos os brasileiros, “homens e mulheres” de diferentes matrizes culturais. Além disso, o desrespeito a esses princípios não é mais passível de desclassificação.


O MEC e o Inep também não responderam os questionamentos da reportagem sobre o Enem e o edital do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).

Pela mão de Lira, Collor ganha espaço no Planalto e quer apoio para reeleição

RENATO MACHADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Seja acompanhando Bolsonaro (sem partido) em viagens, seja em aparições cada vez mais frequentes no Palácio do Planalto, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PROS-AL) vem ganhando abertura no governo federal -uma mudança na visão que um manifestava sobre o outro até pouco tempo atrás.


Antes chamado de “grande mentiroso”, entre outros adjetivos, pelo presidente, Collor esteve em duas viagens recentes de Bolsonaro ao Nordeste.


Na primeira delas, para uma inauguração de obras em Piranhas (AL) em novembro, o presidente afirmou que Collor é “um homem que luta pelo interesse do Brasil”.


O senador também participou, há dez dias, de uma reunião de Bolsonaro com a equipe econômica para discutir preços dos combustíveis.
O próprio presidente relatou que Collor aparecera no Palácio e acabou convidado para a reunião, dando “sugestões, sugestões bem-vindas e acolhidas por nós”.


Já o senador agradou quando recusou o convite do governador João Doria (PSDB) para o lançamento da campanha de vacinação com a Coronavac.
Collor hoje defende Bolsonaro nas redes sociais, com publicações que têm repercussão. Neste mês, ao ler uma crítica do ator Bruno Gagliasso, respondeu: “Vai para Noronha e para de encher o saco”.


Congressistas apontam que a aproximação de Collor com o Planalto se deu pelas mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).


Lira ganhou influência como líder do centrão, que agora dá sustentação ao governo. Ironicamente, Collor criticara a estratégia de Bolsonaro de se aproximar do bloco. Em live da Folha, em maio, ele atacou a participação do presidente em protestos antidemocráticos e também “acordos obscuros” em busca de maioria.


Collor declarou: “Agora, mais recentemente, ele resolve fazer entendimentos políticos. Mas acontece que esses entendimentos políticos é fundamental que sejam feitos à luz do dia, com transparência, com a participação da mídia, da imprensa, da população, para que todos nós sejamos informados de quais as pessoas e quais os partidos políticos que estão sendo chamados para fazer parte do governo e em torno de que projeto eles estão tratando”.


“A questão do toma lá, dá cá é derivada de uma não transparência dos procedimentos”, acrescentou.


Meses depois, foi Lira o responsável por reintroduzir o ex-presidente no Planalto. Seria por uma “dívida” com Collor, que aceitou se lançar em 2018 ao governo de Alagoas em uma campanha tida como suicida contra a reeleição de Renan Filho (MDB), cuja gestão era bem avaliada. Assim, daria palanque e suporte à candidatura do próprio Lira à Câmara e aliados.
A aposta terminou de forma melancólica, com Collor sem decolar nas pesquisas e ainda ficando sem o apoio e os recursos prometidos.


Em um episódio controvertido daquela campanha, sua declaração de bens para a Justiça Eleitoral constava inicialmente com bens também declarados por Lira -o que depois foi corrigido, com os dois negando irregularidades. Collor retirou a candidatura.


Com a aproximação com o Palácio do Planalto, Lira estaria compensando o senador. Essa nova relação significaria para Collor a oportunidade de se tornar o candidato de Bolsonaro ao Senado em Alagoas em 2022.


Do lado do palácio, aliados divergem na análise dessa nova relação e sua importância para o governo. Uns apontam que se trata apenas de satisfazer o desejo de Lira e assim permitir boa relação com o novo presidente da Câmara -que tem a prerrogativa de instaurar processos de impeachment- e com o bloco que dá suporte ao governo, mesmo que o preço seja a associação a um ex-presidente que renunciou às vésperas de sofrer um impeachment e que é investigado pela Operação Lava Jato.


Uma liderança do governo no Congresso, por outro lado, considera ser importante uma boa relação com ex-presidentes da República, principalmente para a imagem de Jair Bolsonaro no exterior, mostrando que não é um político isolado.


Esse parlamentar acrescenta que Collor pode ser um bom conselheiro para temas de relações internacionais e meio ambiente. Isso porque mantém uma visão pragmática de política externa que seria um contraponto à visão mais ideológica predominante no governo.


O congressista afirma que o senador, quando presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores), viajou para a Coreia do Norte e para o Irã.
Em relação ao meio ambiente, a proximidade poderia ser usada para melhorar a imagem do Brasil no exterior, marcada pela alta dos desmatamentos e queimadas.


No governo Collor foi realizada no Rio de Janeiro a Eco-92, e o Brasil assinou então a Convenção do Clima.


Fernando Collor informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria sua aproximação com Planalto nem se vem contribuindo com o governo e de que forma. O Palácio do Planalto também foi procurado, mas não se manifestou até a conclusão desta edição.

Rede municipal de SP tem volta às aulas em 380 escolas nesta segunda

Folhapress

Com uma semana de atraso, 380 das 530 escolas da rede municipal de São Paulo, sob gestão Bruno Covas (PSDB), que não puderam abrir na segunda-feira passada (15) devido a problemas que envolvem a falta de equipes de limpeza, voltam às aulas presenciais nesta segunda-feira (22).

De acordo com a prefeitura, outras 150 unidades permanecem apenas com atividades online e retomarão as atividades presenciais apenas no dia 1º de março.

Já 50 escolas que estão com reformas em andamento ainda não têm data exata para abrir as portas.

No total, 580 escolas tiveram adiado o retorno às aulas presenciais. Ao todo, a cidade tem 4.000 unidades de ensino e cerca de 1 milhão de estudantes.
As escolas municipais estavam sem equipes de limpeza e material de higiene por causa de contratos com empresas prestadoras de serviço que não foram renovados no início deste mês.

Na ocasião, uma das empresas que teve o contrato finalizado foi a Califórnia, que prestava serviços à pasta desde fevereiro de 2015. A empresa afirmou na sexta-feira (19) que mantinha 566 funcionários em 148 escolas.

Ainda na semana passada, o presidente da Seac (Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo) que representa 17 empresas que prestavam serviço à prefeitura, disse que a Secretaria Municipal da Educação deixou de pagar cerca de R$ 50 milhões referentes a serviços já prestados, alguns deles pendentes desde abril de 2020.

Em relação aos débitos alegados pelo Seac, a prefeitura informou que “adotou as providências para ajuste de seus contratos”. “Todos os pagamentos estão sendo realizados após comprovações documentais por parte das empresas”, afirma trecho do texto.

Jornal Cidade RC
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