VÍDEO: motociclista morre após colisão violenta contra carro na Rio Claro/Ajapi

Um motociclista morreu após uma colisão envolvendo um carro na Estrada Rio Claro/Ajapi, próximo a Escola Municipal Agrícola Engenheiro Rubens Foot Guimarães. 

O acidente ocorreu no começo da noite deste domingo (21). Equipes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar estão no local neste momento. O Jornal Cidade trará detalhes do acidente em breve. 

Mais três pessoas morreram de Covid em Rio Claro

Um idoso, uma idosa e um homem faleceram nas últimas 24 horas em Rio Claro por Covid-19, elevando a 264 o total de óbitos.

O município tem 154 pessoas hospitalizadas por causa de contaminação por coronavírus, sendo 72 em unidades de terapia intensiva.

A média da taxa de ocupação de leitos públicos e privados (de UTI e enfermaria) era de 99% no final da tarde deste domingo (21).

No pronto-atendimento do Cervezão, local exclusivo para pessoas com sintomas de Covid, a ocupação de leitos de enfermaria chegou a 141%.

Dos 40 novos casos da doença registrados nas últimas 24 horas, apenas três são de pessoas com mais de 60 anos

Morre Dirce Bilato, avó da prefeita de Iracemápolis, Nelita Michel

Dirce Rozini Bilato morreu neste domingo (21). Ela era avó da prefeita de Iracemápolis, Nelita Michel. A causa da morte não foi divulgada.

Nas redes sociais, a prefeita lamentou o ocorrido. “Como é  difícil escrever. É um sentimento de tristeza misturado com a certeza que ela cumpriu sua jornada aqui. Católica ao extremo, tenho certeza que já está nos braços de Deus. Benção minha avó”, escreveu.

Até o fechamento da reportagem, às 17h deste domingo, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e sepultamento.

Proporção de jovens mortos por Covid-19 cresce em SP

VINICIUS TORRES FREIRE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Covid-19 leva cada vez mais jovens no estado de São Paulo. O número de mortes entre pessoas com menos de 60 anos de idade cresce mais rápido do que entre os idosos, desde o início do ano. As vítimas entre 20 e 59 anos eram cerca de 20% do total no começo de janeiro. Agora são 28%.


Do início de janeiro até meados de março, o número de mortes entre os moradores de São Paulo com 60 anos ou mais cresceu 94%. Entre aqueles na faixa de 40, 252%. Na casa dos 50, 172%.


O menor crescimento ocorreu entre pessoas com 90 anos ou mais: 15,5% (a vacinação deve ter ajudado, mas ainda não é possível cravar).


A doença também passou a matar mais gente sem “comorbidades”. É um resultado esperado do espalhamento do coronavírus entre os mais jovens. O risco aumentou para quem não é idoso e é, em geral, saudável.


Os números são resultado de um levantamento do número de óbitos ocorridos em períodos de 12 dias de 21 de dezembro do ano passado até 19 de março, com dados do Seade, o “IBGE” do governo paulista. Entre os extremos do período analisado, a variação é estatisticamente significativa, diz Paulo Lotufo, epidemiologista e professor de medicina da USP.

A Covid-19 é ainda uma doença muito mais letal para idosos e pessoas com as ditas comorbidades, doenças preexistentes que facilitam a devastação causada pelo coronavírus. No estado de São Paulo, 2 de cada 100 pessoas (2%) com mais de 90 anos morreram da doença desde o início da epidemia. Entre todos aqueles com 60 anos ou mais, a Covid-19 levou para sempre 0,7%. Na casa dos 50, 0,15%.

Cerca de 79% de todos os mortos tinham alguma comorbidade. No estado de São Paulo, 60% tinham alguma doença do coração, 43% diabetes, 10% doença neurológica e quase 10% eram obesos, entre os agravantes mais comuns (a soma é maior do 100%, pois uma pessoa pode ter mais de uma comorbidade).


Pelos dados disponíveis apenas nessas estatísticas de mortalidade, não é possível afirmar com certeza que a vacinação tenha sido o fator de desaceleração do número de mortes entre os idosos, em particular aqueles com mais de 80 anos (nem é possível afirmar o contrário: os dados são apenas insuficientes).
No entanto, o crescimento do número de mortes entre janeiro e março foi menor no grupo de pessoas com 90 anos ou mais, as que foram vacinadas faz mais tempo: 15,5%. No total o aumento foi de 115% (na comparação dos mortos no período de 2 a 14 de janeiro com 7 a 19 de março).


Quanto aos mais jovens, ainda é preciso investigar melhor e esperar números mais precisos para saber o motivo de gente mais jovem estar morrendo mais, diz Lotufo.


Pode ser que um número maior de mais “jovens” (menores de 60) venha sendo infectado pelo vírus ou pode ser que a doença tenha se tornado de algum modo mais letal nesse grupo (ou uma combinação dos dois fatores). Pode ser que uma variante do vírus seria agora mais capaz de atingir os mais jovens.


Não é possível cravar com toda a certeza que o número de mortes de mais jovens aumentou, embora existam relatos de hospitais e outros indícios estatísticos relevantes de que tal mudança ocorreu.


As contas apresentadas aqui foram baseadas em dados de mortes notificadas por dia. Trata-se dessa mesma contagem que informa ao país o número de mortes diário, que foi de 2.730 nesta sexta (19).


Isto é, o número de mortes de Covid-19 confirmadas naquele dia, não das mortes ocorridas naquele dia. Devido a atrasos de registros, o número de óbitos ocorridos em cada dia apenas tem alguma precisão depois de um mês ou um pouco mais.


Em resumo, o problema é que o número de mortes notificadas em um dia pode, pois, estar poluído por dados mais antigos, em tese. No entanto e na verdade, tem havido uma convergência dos números de mortes notificadas e ocorridas em cada dia.


Além do mais, as estatísticas de crescimento do número de mortes notificadas de mais jovens mostra uma tendência regular de crescimento desde fevereiro. Os dados de mortes por data de início de sintomas da doença indicam a mesma tendência até meados de fevereiro, segundo análise de uma compilação de dados feita pelo Seade.


Nessa contagem, o crescimento de número de mortes é mais rápido entre o grupo dos 40 e 50 anos. Em meados de janeiro, as pessoas de 40 anos que eram infectadas e viriam a morrer eram 5,9% do total. Em meados de fevereiro, dado mais recente confiável, mais de 8%. Entre aqueles na casa dos 50, o aumento foi de 11,8% para 14,7% do total.


Além desses indícios, relatos de médicos intensivistas, de UTIs, e estatísticas parciais, de cada hospital, reforçam os dados. A curva de crescimento do número de óbitos notificados está associada de muito perto o crescimento das internações em UTIs (uma correlação de 97% desde agosto de 2020). O conjunto de estatísticas, relatos e tendências parece corroborar os números de aumento de mortes notificadas de mais jovens.

Doria repete desgastes ao abrigar aliados com pendências na Justiça

JOELMIR TAVARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em nova tentativa de acomodar um aliado político na máquina estadual, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teve que recuar da nomeação de um membro histórico do tucanato neste mês por ordem da Justiça.


O economista Barjas Negri, ex-ministro da Saúde e prefeito de Piracicaba por três mandatos, foi exonerado do posto de subsecretário de Assuntos Metropolitanos, cargo vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Regional, após decisão liminar do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
A corte entendeu que Barjas –condenado à perda de direitos políticos e declarado inelegível em 2020, quando tentou a reeleição no município do interior de São Paulo (a 164 km da capital)– estava impedido de assumir a função.


Doria, que busca fazer da gestão uma vitrine para sua eventual campanha à Presidência em 2022, já teve problemas com outros nomes de primeiro e segundo escalões em sua equipe, que acabaram se afastando, temporária ou permanentemente, por pendências na esfera jurídica associadas a corrupção.

São os casos de Gilberto Kassab (PSD) e Aloysio Nunes (PSDB), que saíram ao se tornarem alvos de investigações que criaram constrangimento para o governador, e de Alexandre Baldy (PP), que chegou a ser preso no exercício do cargo de secretário dos Transportes Metropolitanos, mas retornou.

Barjas, o único deles removido por decisão judicial, foi colocado na subsecretaria em janeiro, em uma decisão interpretada no universo político como um gesto de Doria à ala tradicional do PSDB, partido do qual o economista é um dos fundadores. A estratégia seria buscar o apoio do grupo de veteranos.


Além de ter comandado a Saúde em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Barjas teve passagens pelo governo paulista nas gestões de Franco Montoro e Geraldo Alckmin.

A escolha também foi vista como um aceno de Doria a prefeitos. Uma das atribuições do subsecretário é fazer a interlocução com municípios das regiões metropolitanas do estado.

Na ocasião do anúncio de sua ida para o governo, Barjas disse que sua meta era trabalhar pelo desenvolvimento e crescimento econômico de regiões como a capital, a Baixada Santista e os vales do Paraíba e do Ribeira.
O PSDB estadual exaltou o filiado como uma das “pessoas bem preparadas” que integram os quadros do partido. O diretório paulista da legenda é presidido por Marco Vinholi, que também é o secretário de Desenvolvimento Regional.

Vinholi celebrou a “indiscutível bagagem na seara pública” do subordinado ao divulgar a chegada dele.

Barjas recebeu o convite para a subsecretaria depois de ser derrotado no plano de reeleição em Piracicaba. No pleito, vencido por Luciano Almeida (DEM), o tucano concorreu sub judice (aguardando julgamento). Neste ano, em fevereiro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou sua inelegibilidade.

Publicada em 27 de janeiro no Diário Oficial de São Paulo, a nomeação virou alvo de uma ação popular apresentada pelo vereador Laércio Trevisan Jr. (PL), que faz oposição a Barjas em Piracicaba.


Ele sustentou que o adversário não poderia desempenhar função na administração pública em razão de três condenações por improbidade já ratificadas em segunda instância. Os processos se referem a atos dele quando era prefeito e envolvem irregularidades em licitações e contratos.
Em uma das ações, o tucano foi condenado a devolver R$ 40 mil aos cofres públicos. “Ele não poderia ter sido nomeado”, diz Trevisan à Folha. “O erro [do governo] foi grave.”


Em decisão de 15 de fevereiro, o juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara de Fazenda Pública, concordou com o pedido e mandou o subsecretário ser desligado sumariamente. O magistrado se baseou, de acordo com a sentença, no fato de que um dos casos transitou em julgado em 11 de fevereiro.


Barjas recorreu, mas, em despacho de 26 de fevereiro, a desembargadora Isabel Cogan, da 13ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, confirmou a liminar que havia determinado a remoção imediata.


A anulação da nomeação foi oficializada em decreto de 3 de março, publicado no dia seguinte no Diário Oficial. Os registros mostram que ele foi exonerado “a pedido”, ou seja, por iniciativa própria, com data retroativa a 26 de fevereiro.

Na última quarta-feira (17), os advogados do ex-prefeito entraram com novo recurso, afirmando que ele não possui qualquer impedimento legal para exercer cargo público e que está equivocada a informação de que um dos processos transitou em julgado (encerrou as possibilidades de apelação).
À Folha Barjas diz que sua entrada no governo não envolveu questões políticas. “Pode ser que sim, pode ser que não”, afirma, ao ser indagado sobre a hipótese de afago de Doria à ala tradicional do tucanato.


“Ali é uma discussão técnica, e o Doria, como governador do estado de São Paulo, conversa com todos os setores do PSDB”, segue ele, que vê com bons olhos uma candidatura do governador ao Planalto. “Eu espero que una [o partido]. Ele está fazendo um bom trabalho.”

Depois do imbróglio, as tarefas da subsecretaria foram assumidas por Marcos Campagnone, que também é ligado ao PSDB e já era assessor da repartição.


O governo do estado, em nota enviada pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, afirmou que houve consulta ao Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade na data em que Barjas foi nomeado, mas ele não aparecia no sistema.


“Não constando nenhum registro dos processos mencionados, não houve impedimento legal para a nomeação do mesmo para exercício de cargo em confiança”, disse a pasta, ressaltando que o governo não se furta ao cumprimento de qualquer determinação judicial.


A gestão Doria não respondeu se possui uma regra de conduta para lidar com casos de nomeações de aliados que enfrentam sobressaltos no campo jurídico. A reportagem questionou em quais situações o governo pode optar por afastar, licenciar ou exonerar um auxiliar.


Até aqui, as intercorrências mais rumorosas envolvendo indicados políticos tiveram desfechos distintos.

O primeiro caso, ainda antes da posse de Doria, atingiu o ex-ministro Gilberto Kassab, que tinha sido anunciado como chefe da Casa Civil, dentro do movimento do governador para montar um secretariado de peso, com egressos do governo Michel Temer (MDB).


Alvo em dezembro de 2018 de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, em desdobramento da Operação Lava Jato que apurava suspeita de caixa dois, Kassab tomou posse em janeiro de 2019 e, em uma saída costurada com o governador, se licenciou sem data para voltar.
O quadro se estendeu por quase dois anos, até dezembro de 2020, quando ele enfim acertou sua saída.

Depois disso, foi efetivado na função Antônio Carlos Rizeque Malufe, que já exercia o cargo na prática.

No âmbito da mesma ação, a Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou no dia 11 deste mês denúncia contra Kassab, que é presidente nacional do PSD. Ele nega qualquer irregularidade.


Na terça-feira (16), a Casa Civil passou a ser ocupada por Cauê Macris (PSDB), que presidiu a Assembleia Legislativa de São Paulo nos últimos quatro anos.

Em outro caso do início do governo, em fevereiro de 2019, o ex-chanceler e ex-senador Aloysio Nunes pediu demissão da presidência da Investe SP (agência de estímulo a investimentos) após virar alvo da Lava Jato.


Sua saída foi negociada com o governador para evitar maiores danos de imagem. Um ano depois, Aloysio ganhou um cargo na gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), aliado de Doria. Ele, que sempre se disse inocente, é até hoje o presidente da SP Negócios (agência municipal de promoção de investimentos).


O episódio mais traumático, no entanto, foi o do secretário Alexandre Baldy, preso em agosto de 2020.

Doria se apressou em declarar na data que as suspeitas investigadas não ocorreram em São Paulo e que ele poderia se explicar à Justiça.


Prato cheio para adversários, a operação -desdobramento de investigações da Lava Jato no Rio- culminou em um pedido imediato de licença apresentado pelo secretário. Baldy, que ficou um dia preso e nega ter cometido qualquer ilicitude, reassumiu a secretaria dois meses mais tarde.

Boulos busca mais espaço no PSOL, e aliança vira incômodo

JOELMIR TAVARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma movimentação do ex-presidenciável Guilherme Boulos para ganhar espaço no PSOL aqueceu os debates internos sobre os rumos do partido em 2022, no momento em que o ex-presidente Lula (PT) volta à cena eleitoral e prega união da esquerda contra Jair Bolsonaro.


No dia 7, véspera da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin que devolveu a Lula o direito de concorrer, Boulos fez o lançamento da Revolução Solidária, sua própria corrente partidária dentro do PSOL, em esforço para se consolidar na sigla, onde está desde 2018.


A nova tendência reúne filiados que têm ligação com movimentos sociais, sobretudo o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), grupo em que o ativista e professor milita há 20 anos.


O ex-presidenciável e ex-candidato a prefeito de São Paulo (que perdeu no segundo turno em 2020 para o tucano Bruno Covas) rechaça a interpretação de que o objetivo seja popularizar a imagem da legenda, suavizando pechas como a de “partido universitário” ou “da zona sul do Rio de Janeiro”.


“Existe um certo estigma em relação ao PSOL que não é verdadeiro”, diz ele à Folha. “O partido tem vínculo com as lutas negra, feminista, LGBT, indígena. O desafio, que é o de toda a esquerda, é a retomada do trabalho de base. E o movimento [Revolução Solidária] vem para fortalecer esse enraizamento.”

A iniciativa, que amplia a influência dele na burocracia partidária, foi vista por parte dos correligionários como sinal de risco para o equilíbrio de forças internas, dada a projeção atual de Boulos. Com uma corrente para chamar de sua, ele tende a se consolidar como figura majoritária da agremiação.


Ao mesmo tempo, causou controvérsia nos bastidores a possibilidade de que o partido faça uma adesão automática à eventual candidatura de Lula ao Planalto. Um grupo de parlamentares e dirigentes que faz ressalvas a uma aliança com o PT teme que a ideia seja imposta e desemboque em conflitos.


O apelo é para que as instâncias partidárias e os filiados sejam consultados, em debate transparente, democrático e detalhado, antes de qualquer tomada de decisão, conforme prevê o estatuto.


“O PSOL tem diversidade, tanto de posições quanto de perfis, e considero isso um mérito”, afirma Boulos. “O objetivo desse espaço político que está sendo criado não é promover disputa interna. É um movimento com uma dimensão para fora, de espelhar um partido com cara ampla.”


As falas sobre o encaminhamento do PSOL estão todas no plano da especulação, já que nem o líder de moradia nem o presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, pressionam por uma decisão rápida sobre candidatura ou encaram como certo um embarque no projeto petista.


O discurso de ambos, coincidente com o de Lula, é o de que partidos do chamado campo progressista precisam construir uma unidade na ação política prática, e não apenas em torno de questões eleitorais.


Apesar de não ser descartada nos bastidores, uma coligação com os petistas desagrada ao setor de fundadores do PSOL. A legenda foi criada em 2004 por dissidentes expulsos do PT. A hipótese também é mal digerida entre aqueles que pregam que o partido se posicione mais à esquerda e tenha candidatura própria ao Planalto.


A sigla disputou todas as eleições nacionais desde sua fundação, com Heloísa Helena (2016), Plínio de Arruda Sampaio (2010), Luciana Genro (2014) e Boulos (2018).


“Na minha opinião, não há um apelo real para que desde o primeiro turno o PSOL abra mão de ter uma candidatura própria para apoiar a do Lula”, diz a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Integrante da corrente MES (Movimento Esquerda Socialista), ela diverge do campo de Boulos no partido, mas o vê como presidenciável natural da legenda. “Nossa tarefa é apresentar um projeto de esquerda, inclusive na economia. E o PT, aparentemente, quer repetir suas escolhas táticas e eleitorais”, critica.


Boulos e Lula têm uma relação próxima e estreitaram laços desde que o ex-mandatário se tornou alvo da Lava Jato e foi preso. O psolista estava no palco ao lado do petista no pronunciamento dele no dia 10, após a anulação das condenações pelo STF.


Embora líderes na esquerda considerem difícil que Boulos se disponha a enfrentar o ex-presidente e amigo nas urnas, ele mesmo desconversa sobre a conjectura.

“O fator Boulos é preponderante para o partido, porque de fato ele é hoje a nossa principal figura”, afirma Sâmia. “Se o partido porventura chega a uma conclusão e ele, individualmente, sustenta outra, fica muito difícil, né?”, diz ela, sobre a chance de a sigla deliberar ter um nome próprio e Boulos desejar estar com Lula.


Assim como o ex-presidente, o dirigente do MTST repete que a prioridade da oposição a Bolsonaro deve ser o combate à pandemia de Covid-19 e a participação da esquerda em medidas concretas para garantir vacinas, atendimento médico e auxílio emergencial.

A diretriz do “deixa para depois” foi oficializada em documento após reunião do diretório nacional, no fim de semana passado. No encontro, ficou acordado que qualquer debate sobre o processo eleitoral está interditado até o congresso nacional da legenda, previsto para setembro.
“O Lula é uma liderança expressiva, tem peso na sociedade”, diz Boulos.

“É evidente que a presença dele no cenário eleitoral altera o xadrez, mas esse debate precisa ser feito junto com todos os setores do campo progressista.”


Para Medeiros, o temor de que o PSOL “vire um partido de caciques” é “totalmente infundado”, já que Boulos “tem toda a disposição” de participar dos debates internos.

Comerciante Antônio Bispo dos Santos morre de Covid-19 em Rio Claro

Morreu, neste domingo (21), aos 54 anos de idade, o comerciante Antônio Bispo dos Santos, mais conhecido como Bispo. Ele era dono de um bar no Distrital do Ipiranga em Rio Claro. Após trabalhar por muitos anos no setor de indústria química da cidade, ia se aposentar neste mês.

A causa da morte por Covid-19 foi confirmada pelos familiares do comerciante. Ele era divorciado e deixa um filho.  

O vereador Adriano La Torre lamentou a morte do amigo em suas redes sociais. Confira a declaração na íntegra.

“Ainda não consigo acreditar que ele se foi. Meu coração está de luto e meu peito já transborda de saudade. Cuide de nós aí de cima, sua falta será sentida todos os dias. Adeus meu bom amigo, e que você descanse em paz”, escreveu o parlamentar.

O sepultamento aconteceu às 15h no Cemitério Parque das Palmeiras, em Rio Claro.

Queda de cabelo afeta 50% das mulheres e pode ser genética ou até por Covid

MARTHA ALVES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cantora Maraisa, 33, da dupla com a irmã Maiara, revelou em fevereiro que sofre de alopecia androgenética, doença que atinge mulheres e homens. Desde então, a calvície feminina, que não costuma ser muito debatida, entrou para os assuntos mais buscados no Google.


A pesquisa por remédios para alopecia feminina registrou crescimento de 1.400% nos últimos 12 meses, cerca de 60% em relação ao mesmo período anterior. Houve ainda aumento repentino na busca por queda de cabelo devido à Covid e à menopausa.

Especialista em cabelo, o dermatologista Diorivano Custódio Junior, diz que a alopecia androgenética que a cantora tem não é uma doença tão incomum, mas um dos problemas crônicos que mais se observa no mundo. Segundo ele, até 50% das mulheres serão acometidas ao longo da vida pela alopecia androgenética -nos homens, esse índice é de 80%.


“Ela começa a se desenvolver depois da puberdade, com os hormônios androgênicos. Quem é acometido tem predisposição genética que herdou de pai, mãe, avós e bisavós”, explica.


Na alopecia androgenética, os fios de cabelos passam por um processo de afinamento silencioso, que começa na parte da frente da cabeça e vai se espalhando pelo couro cabeludo em forma de mosaicos, quando não é tratada. “Onde tinha três [fios] ficam dois, onde tinha dois, vira um e isso vai acontecer em forma de mosaico [no couro cabeludo]”, diz o dermatologista Breno Marques, também especialista em cabelo.


Custódio Junior diz que esse processo de afinamento e perda dos fios em pessoas com predisposição genética é decorrente dos hormônios no couro cabeludo -o principal deles, a hidrotestosterona. Segundo ele, quando começa a doença, na adolescência ou fase adulta, é preciso fazer o tratamento o mais breve possível. “Uma vez que começa o afinamento [dos fios] é contínuo e progressivo.”


Outro forma de alopecia que afeta as mulheres é a areata, doença inflamatória que provoca perda de cabelo em formato circular. Os fatores que desencadeiam essa calvície podem ser desde predisposição genética a reação autoimune.


Há casos mais raros, como a areata total, em que há perda de todo o cabelo, e a areata universal, que causa a queda de todos os pelos do corpo -essa última atinge 5% dos pacientes, segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). “Quem tem na família [alguém com calvície], quando começa a cair o cabelo deve correr ao médico”, enfatiza Custódio Junior.

Breno Marques esclarece que nem toda queda capilar é alopecia. Ele explica que o cabelo que cai na mão, no chuveiro ou no travesseiro é uma alteração normal do ciclo do fio e nada tem a ver com a calvície. De acordo com o dermatologista, o ciclo de vida do cabelo envolve o crescimento, a transição e no final a queda. Quando for excessiva e ultrapassar cem fios por dia pode ser sinal de alguma doença que altera o relógio biológico e é preciso investigar o evento desencadeante.


A perda excessiva de cabelo, diz Marques, é chamada de eflúvio telógeno, uma condição reversível que ocorre em casos como inflamação sistêmica, estresse, perda rápida de peso, anemia, ferritina baixa, parto, pós-cirurgia, doenças autoimunes e até por Covid-19. “[Em casos de] Covid ou qualquer outra doença inflamatória, o cabelo pode cair depois de dois meses.”


O tratamento para alopecia varia de acordo com cada caso e podem ser utilizados simultaneamente ou separados. Envolve uso de corticoides, imunossupressores, hormônios, laser no couro cabeludo, terapia regenerativa, vitaminas e tônicos, além de aplicações de microagulhas para colocar remédios diretamente no couro cabeludo.


No caso de paciente que perdeu fios e tem áreas com rarefação de cabelos, a cirurgia de transplante de fios pode amenizar. A alopecia areata é uma das poucas contraindicações do transplante capilar porque provoca queda dos fios transplantados.”

O procedimento consiste em retirar folículos com fios de áreas da cabeça não afetadas pela alopecia e transplantar para a nova área. Os médicos costumam transplantar em média 3.500 folículos, o correspondente a 11 mil fios. A cirurgia dura, em média, oito horas e custa cerca de R$ 35 mil.


A produtora de conteúdo digital Paula Bastos, 38, descobriu ter alopecia androgenética aos 18 anos ao procurar um tricologista para ter um cabelo mais volumoso e comprido. Ela fez uma biópsia e confirmou a suspeita. “Na minha família tinha casos dos dois lados, os meus avós paternos e maternos eram calvos. Tenho uma irmã que também tem alopecia androgenética.”

Bastos afirma que o médico receitou medicamentos tópicos para passar no couro cabeludo e anticoncepcional para controlar os hormônios. “Tomei por seis meses [o anticoncepcional] e foi uma bomba, engordei muito. Já era obesa e só piorou, parei de tomar”, diz.


Com o tempo, ela adotou o uso de lace, uma peruca com tela especial que simula o couro cabeludo. “Cansei de gastar dinheiro [com remédios e tônicos capilares] e criar esperança. O máximo que pode acontecer é segurar a evolução [da alopecia]”, diz Bastos.

Paula Bastos diz que passou a se aceitar mais ao conhecer outras mulheres com alopecia pelas redes sociais. Ela afirma não ser mais escrava do cabelo, com mais de dez perucas e incentiva mulheres com alopecia a usarem próteses capilares, em seu perfil no Instagram. “Eu me senti mais acolhida. É muito irritante ser questionada sobre a queda de cabelo, precisam parar com as perguntas inadequadas.”


Há 12 anos, a oficial de escola Cristina Okuyama, 49, descobriu ter alopecia universal ao perdeu todos os pelos do corpo -começou com queda de tufos de cabelo e em nove meses estava completamente careca, além da perda de cílios e sobrancelhas. Ela tinha cabelo comprido e nenhum caso de alopecia na família.

Ela usou corticoides injetados no couro cabeludo com microagulhas e fez todos os tratamentos possíveis. Para disfarçar, cortou o cabelo e usava chapéu e lenço até raspar todos os fios e se assumir careca.


“Depois de um ano [de tratamento] os fios começaram a crescer, mas não seguravam e caiam”, afirma. Para suportar essa fase difícil, a oficial de escola tomou antidepressivos, fez terapia com um psicólogo e muita atividade física. “A ginástica ajudou muito.”

Na luta para manter os fios, Cristina Okuyama mudou de médico, que trocou os corticoides por imunossupressores. Ela diz que já parou de tomar remédios por um período, mas que não vai abandonar o tratamento nunca. “Tive um começo de queda há um ano, mas meu cabelo está comprido, fazia tempo que não ficava [desse tamanho], 12 anos se passaram até agora”, diz a oficial, feliz.


A autônoma Rosália Fernandes começou a perder os primeiros fios de cabelos com oito anos devido à alopecia areata. Ela lembra que a mãe passava remédio no couro cabeludo e fazia penteados “malucos” nela para esconder as falhas, mas depois passou por um período de remissão e por 20 anos esqueceu da doença. “Nem lembrava [da perda dos fios]. Só fui ouvir a palavra alopecia quando estava casada com um dermatologista”, diz.

Há quatro anos, porém, a alopecia areata evoluiu para universal, e Fernandes perdeu todos os pelos do corpo -cabelos não passaram pelo processo de afinamento, eles caíram. “Questionava o dermatologista se era melhor não prender os fios e ele dizia que não era isso que causava a queda.”

Mais de quarenta anos depois convivendo com a doença e de ter feito inúmeros tratamentos, Fernandes diz que desistiu dos tratamentos e assumiu a calvície. “Falei [para o médico] que não quero mais sofrer com dor nem tomar corticoides por causa dos efeitos [colaterais].”


Ela afirma que o período mais triste de sua vida foi quando perdeu todos os cílios. “Entrei em depressão. Cabelo eu coloco uma peruca e vida que segue. Os cílios postiços não seguram muito tempo e começam a descolar.”
Fernandes fez um delineado permanente nos olhos e diz que não sai de casa sem maquiagem à prova d’água e peruca. “Não consigo ficar sem a prótese [capilar fora de casa], porque eu não amadureci suficientemente. Sempre fui muito no cabeleireiro, era a minha paixão. Minha peruca está sempre linda, cheirosa e, maravilhosa.”


O psicanalista Francisco Nogueira diz que é tão difícil para as mulheres aceitarem a perda de cabelo que elas só procuram ajuda psicológica quando apresentam um quadro de melhora no tratamento. Ele afirma que o sofrimento pode ser muito profundo porque mexe com a identidade da pessoa, vaidade e até com a libido.

“É importante dizer que isso não é culpa da pessoa, é uma doença sistêmica. Ninguém escolhe ter alopecia. É preciso respeitar o sofrimento da pessoa”, diz Nogueira, ao reforçar a importância de que tem alopecia precisa manter os laços sociais, ser acolhida e não fazer cobranças, como a de que ela precisa sair de casa. “Ela vai piorar, sentir diminuída e mais julgada no sentido de ser cobrada.”

VÍDEO: religiosos cantam louvores em frente à Santa Casa de RC

Vídeos de um grupo de religiosos cantando louvores em frente à Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro tomaram conta das redes sociais neste domingo (21).

Os fiéis da comunidade Gileade, de Santa Gertrudes, se reuniram pedindo intercessão para os pacientes que estão internados com Covid-19.

“Eu e muita gente dentro do hospital precisávamos disso. Ainda mais no momento em que estamos passando. Foi lindo, emocionante”, escreveu Aline Sandes, funcionária do local, nas redes sociais.

Hospital em Leme promove momento de oração pelos pacientes internados

Funcionários da Unimed de Leme se reuniram neste domingo (21) para um momento de oração pelos pacientes internados com Covid-19.

A celebração foi conduzida por um pastor e foi realizada em todos os turnos do hospital e se tornou um momento para a renovação da fé e esperança dos profissionais que estão na na linha de frente da pandemia do novo coronavírus desde março do ano passado.

Reino Unido testa tratamentos anti-Covid como prevenção em pacientes vulneráveis

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) – O governo britânico começou a testar se tratamentos já comprovados contra Covid-19 podem também agir de forma profilática, ou seja, prevenindo a infecção e a transmissão de coronavírus entre pessoas vulneráveis -residentes de asilos e pessoas com sistema imunológico debilitado, como pacientes transplantados, em tratamento para câncer ou em diálise.


Como a vacina pode ter o efeito reduzido em pessoas nas quais o sistema imunológico está diminuído, o estudo britânico quer testar se os medicamentos podem oferecer uma proteção adicional, anunciou neste domingo (21) o governo.


Os remédios testados serão dexametasona e tocilizumabe, que, em estudos preliminares, já se mostraram eficazes para reduzir mortes em casos graves de Covid-19 e são usados com esse objetivo em hospitais britânicos.
Médicos alertam, porém, que esses medicamentos não devem ser usados fora de hospitais, porque podem ter efeitos perigosos.


No ensaio clínico já iniciado pela Universidade de Cambridge, chamado de Protect-V, participarão 2.250 voluntários com doença renal, que estejam em diálise ou com transplante renal ou estejam recebendo imunossupressão. Os testes vão durar 12 meses.


O ensaio Protect-CH, conduzido pela Universidade de Nottingham, começa no próximo mês e testará durante dois anos o efeito dos tratamentos para reduzir a transmissão dos Sars-Cov-2 e evitar casos graves de Covid-19 em residentes e funcionários de lares de idosos.

Devem participar do estudo 12 mil voluntários, em 400 lares de idosos.
Se os remédios se mostrarem eficazes para evitar a disseminação do vírus entre esses grupos, seu uso pode beneficiar ao menos 500 mil pacientes imunodeprimidos e 420 mil residentes de asilo no Reino Unido, segundo os pesquisadores.

No litoral norte de SP, prefeitura recorre a trator para remover banhistas das praias

REGINALDO PUPO
SÃO SEBASTIÃO, SP (FOLHAPRESS) – No primeiro fim de semana após a decretação da fase emergencial do Plano São Paulo, iniciada no último dia 15 de março, as praias do litoral norte de São Paulo ficaram movimentadas. Desde o início da manhã deste sábado (20), turistas aproveitaram o calor de 32ºC para tomar banho de sol. Em grupos, muitos se reuniam sem utilizar máscaras.


Até o próximo dia 30, quando se encerra a fase emergencial, o uso de praias, parques e espaços coletivos, assim como a instalação de mesas, cadeiras, guarda-sóis, tendas, esteiras, caixa de som, caixas térmicas e similares que estimulem a aglomeração de pessoas estão proibidos. O decreto permite apenas a prática de esportes de forma individual nas praias.


Na região sul de São Sebastião, onde estão localizadas as praias mais badaladas do litoral norte, fiscais da prefeitura e a GCM (Guarda Civil Municipal) tiveram muito trabalho para orientar os turistas, que se recusaram a deixar a areia.

Nas praias de Juquehy e Baleia, além das viaturas, até tratores foram utilizados pela prefeitura para tentar “estimular” os banhistas a retornar para suas casas. Em vão.


Assim que os tratores passavam, eles retornavam aos seus lugares, fixando os guarda-sóis e montando suas cadeiras de praia novamente O trânsito de veículos na faixa de areia é proibido por decreto estadual.


“Não entendi a necessidade de mandarem tratores para a praia para expulsarem a gente daqui. E se atropelam uma criança? Perderam a noção”, reclamou a relações públicas Ana Cláudia de Araújo, 39, de São Paulo, que caminhava sozinha pela praia de Juquehy utilizando máscara.


A utilização de tratores na areia da praia também pode causar impactos ambientais. “A compactação do solo, provocada pelas máquinas, pode reduzir o volume de vazios e interferir na capacidade de percolação da água entre os grãos”, diz a engenheira ambiental e sanitarista Larissa Mota Barbosa Correa. Ainda segundo ela, a ação pode interferir no crescimento de vegetações.


“A ação [da prefeitura] é válida pois a cidade está em uma fase crítica da pandemia. Nós também percorremos a praia para orientar os banhistas a não se aglomerarem. Eles entendem a situação e muitos guardam as cadeiras e guarda-sóis ou até retornam para suas casas. Se não houver uma ação deste gênero, a prefeitura se verá obrigada a fechar as praias”, diz o vice-presidente da Sabaleia (Sociedade Amigos do Bairro da Praia da Baleia), Sílvio Schaefer.


A ofensiva da prefeitura acontece em um momento em que a rede de saúde está à beira do colapso. De acordo com boletim divulgado às 15h deste sábado (20), nas últimas 24 horas foram registrados 211 atendimentos relacionados a sintomas de Covid-19. Segundo a administração, 80% dos leitos de UTI estão ocupados.


Até a sexta-feira (19), a cidade havia registrado 6.856 casos confirmados de Covid-19, com 86 mortes. Segundo a prefeitura, 398 pacientes estão em quarentena domiciliar. Apenas 6.033 vacinas haviam sido aplicadas até a data, diante de uma população de quase 90 mil habitantes.


Na sexta, o prefeito Felipe Augusto (PSDB) afirmou que terá que transferir pacientes graves por falta de medicamentos para intubação no mercado. Segundo ele, os fabricantes terão que enviar os insumos produzidos para o Ministério da Saúde, que por sua vez, realizará a distribuição aos municípios.


“A cidade não tem mais medicamentos para proceder a intubação de pacientes na UTI do Hospital de Clínicas Central. Diante da situação, a partir de agora, a Secretária Municipal de Saúde pedirá a transferência dos pacientes que precisarem ser intubados para o Hospital Regional de Caraguatatuba ou para onde determinar a Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde)”, explicou Augusto.


O mega feriado prolongado anunciado pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), entre 26 de março e 4 de abril, deixou os prefeitos do litoral norte preocupados diante da iminência de uma fuga de paulistanos para a região.


Os prefeitos de Caraguatatuba, José Pereira de Aguilar Jr. (MDB), e de São Sebastião, Felipe Augusto, encaminharam ofícios ao governo do estado para que medidas sejam adotadas para tentar impedir que os turistas desçam para a região.

Na sexta, o governo João Doria anunciou a suspensão da operação descida do sistema Anchieta-Imigrantes até o fim do mês, para desestimular deslocamento de pessoas para o litoral.


“Nossas autoridades municipais estão prevendo uma intensa movimentação de pessoas a partir do dia 26 de março com o início dos feriados em São Paulo. O município de Caraguatatuba é uma estância turística inserida numa região litorânea e tem apresentado elevadas temperaturas nos últimos meses e, como consequência, vem atraindo turistas das mais diversas regiões do país”, diz o prefeito Aguilar Jr.


“A decisão de São Paulo provocará, naturalmente, a migração de pessoas ao litoral norte e, consequentemente, o alto risco de contágio pela Covid-19. Nossas estruturas em hospitais estão com taxa de ocupação alta. Por isso, pedimos medidas restritivas nas rodovias. Além disso, reforçamos para que as pessoas tenham consciência e fiquem em casa neste momento”.

Segundo o boletim epidemiológico da última sexta, Caraguatatuba chegou a 10.636 casos confirmados da doença, com 226 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos de UTI do município está em 92%, enquanto a de enfermaria chega a 49%.

Jornal Cidade RC
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