Israel é palco de 3ª noite de violência após pedido de calma de Netanyahu

JERUSALÉM, ISRAEL (FOLHAPRESS) – A polícia de Israel e grupos de palestinos voltaram a se enfrentar na noite de sábado e madrugada deste domingo, protagonizando conflitos na terceira noite consecutiva de violência em Jerusalém.


À medida em que as tensões no país aumentam desde o início do ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, protestos se espalharam também por várias cidades na Cisjordânia e ao longo da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.


O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chegou a convocar uma reunião de emergência e pediu calma a todas as partes envolvidas. O pedido, no entanto, parece ter sido ignorado.


Embora menos violentos, os confrontos da noite de sábado incluíram centenas de policiais com equipamento de tropas de choque agindo com cassetetes, canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo contra palestinos que atacavam arremessando pedras e garrafas.


No Portão de Damasco, um dos principais meios de acesso à Esplanada das Mesquitas, localizada na Cidade Antiga, aconteceram alguns embates mais leves após a última oração do dia. Segundo a polícia, grupos de jovens colocaram fogo em lixeiras e foram dispersos pelos agentes.


“A polícia está causando os problemas. As pessoas querem se sentar aqui no Portão de Damasco no ramadã”, disse Fares, 22, um palestino de Jerusalém Oriental, à agência de notícias Reuters. Ele não quis dar seu nome completo.
“Todos os outros lugares estão fechados por causa do coronavírus, todos estão em casa. O Portão de Damasco é muito importante para os palestinos e é o caminho para nossos lugares sagrados.”


Segundo Netanyahu, a liberdade de culto está sendo mantida para todos os residentes e visitantes de Jerusalém.
Em Gaza, mais três foguetes foram disparados contra Israel: um foi interceptado pelo escudo antimísseis israelense, outro explodiu em um terreno baldio e o último caiu ainda no território da Faixa de Gaza.


O número de foguetes é apenas uma fração dos 36 que foram disparados contra Israel na noite de sexta-feira, mas é um novo sinal de alerta para os ataques que interromperam a sequência de meses de relativa quietude da fronteira entre Israel e Gaza.


No mesmo comunicado em que afirmou que o desejo do governo é “manter a lei e a ordem pública” e pediu calma a todos os envolvidos, Netanyahu disse que o Exército de Israel está “preparado para qualquer cenário”.
Benny Gantz, ministro da Defesa israelense, também declarou que o Exército estava preparado para uma eventual escalada. “Se a calma não for mantida no sul, Gaza será duramente atingida, e os responsáveis serão os líderes do Hamas”, disse.


O Hamas, grupo islâmico que controla Gaza e é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia, tem expressado apoio aos palestinos em Jerusalém e feito ameaças contra Israel. Posições identificadas pelo Exército como pertencentes ao Hamas também foram alvo de disparos de foguetes por Israel e monitoradas por tanques, caças e helicópteros militares.


O cenário em Jerusalém voltou a gerar preocupação internacional na última quinta-feira. Os palestinos, impedidos de realizarem suas reuniões noturnas, sentiram-se especialmente provocados quando um grupo de israelenses ultranacionalistas fez uma marcha, organizada pelo movimento judaico de extrema direita Lahava, em direção ao Portão de Damasco, entoando gritos de “morte aos árabes” e “morte aos terroristas”.


Houve confrontos entre os dois grupos, e a polícia dispersou manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. O saldo foi de ao menos 120 feridos e 50 presos.


Jerusalém está no centro do conflito israelense-palestino. Israel reivindica a cidade inteira, incluindo seu setor oriental capturado na guerra de 1967, como sua capital. Os palestinos buscam fazer de Jerusalém Oriental a capital de um futuro Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza.


A poucos minutos a pé do Portão de Damasco, em contraste com a violência dos últimos dias, cerca de 150 ativistas pacifistas israelenses realizaram uma manifestação.


“Queremos enviar uma mensagem tanto ao governo [israelense] quanto aos nossos vizinhos palestinos de que não ficaremos calados diante da violência, do incitamento e do racismo. Defenderemos o direito de todos de viver pacificamente em Jerusalém”, disse Shaqued Morag, líder do grupo Peace Now (paz agora).

Incêndio em hospital contra Covid-19 mata ao menos 82 em Bagdá

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um incêndio em um hospital para pacientes de Covid-19 em Badgá, no Iraque, deixou ao menos 82 mortos e 110 feridos na madrugada deste domingo (25).


O incêndio no hospital Ibn al-Khatib foi causado pela explosão de um cilindro de oxigênio.


Muitas das vítimas estavam internadas com ventilação mecânica quando a explosão ocorreu, causando o fogo que se espalhou rapidamente pelo local.


Um homem que visitava seu irmão afirmou à agência Reuters que viu pessoas pulando pelas janelas para escapar das chamas. “Eu levei meu irmão para a rua. Depois voltei e fui para o último andar, que não queimava. Encontrei uma garota de cerca de 19 anos de idade sufocando, prestes a morrer”, afirmou o Ahmed Zaki.


“Coloquei ela sobre os meus ombros e corri. Pessoas estavam pulando. Doutores caíam nos carros. Todo mundo estava pulando. E eu continuava subindo, pegando pessoas e descendo”, segue Zaki.

Pacientes sobreviventes foram transferidos para outros hospitais, mas muitos parentes aguardavam ao lado do Ibn al-Khatib horas depois de o fogo ser controlado –sem ter encontrado seus familiares.


O primeir-ministro Mustafa al-Kadhimi ordenou uma investigação.


“Um incidente como esse é a evidência de negligência. Portanto, ordenei que seja lançada uma investigação imediatamente, e para que o gerente do hospital e seus chefes de segurança e manutenção sejam detidos, junto com outros responsáveis, até que identifiquemos os negligentes e o responsabilizemos”, disse ele em uma nota emitida. Os funcionários estão sendo interrogados.


Al-Kazimi também decretou três dias de luto nacional.

O ocorrido gerou uma onda de indignação entre iraquianos, depois que fontes médicas atribuíram a tragédia à negligência. “Renúncia do ministro da Saúde” era o assunto mais comentado no Twitter no Iraque após o ocorrido.
“O hospital não tinha sistema de proteção contra incêndios e os tetos falsos permitiram que o fogo se propagasse para produtos altamente inflamáveis”, afirmou a Defesa Civil. “A maioria das vítimas morreu porque foram deslocadas e privadas de respiradores, e outras, sufocadas pela fumaça”, acrescentou o órgão.


Vídeos postados nas redes sociais mostram bombeiros tentando apagar as chamas enquanto os doentes e suas famílias tentam deixar o prédio nos arredores de Bagdá.


[O incêndio] é um “crime”, denunciou a Comissão Governamental de Direitos Humanos daquele país. “Contra pacientes exaustos pela Covid-19 que colocaram suas vidas nas mãos do Ministério da Saúde e que, em vez de serem curados, morreram nas chamas”.


O grupo apelou ao primeiro-ministro o primeiro-ministro exonere o ministro da Saúde, Hasan al Tamimi, e leve-o à Justiça. O mesmo foi exigido pelo presidente da República, Barham Saleh, e pelo chefe do Parlamento, Mohamed al Halbusi.


A missão da ONU no Iraque expressou “sua dor” e se declarou “chocada” com a tragédia.


O sistema de saúde iraquiano foi arruinado por décadas de sanções, guerras e negligência. Com escassez de medicamentos, médicos e hospitais, o país superou na quarta (21) um milhão de casos de Covid-19. Mas registra um número de mortos relativamente baixo, provavelmente porque sua população é uma das mais jovens do mundo.
Segundo o Ministério da Saúde, 1.025.288 iraquianos foram infectados desde o surgimento do novo coronavírus no país em fevereiro de 2020, dos quais 15.217 morreram.

Rio Claro não registra óbitos nem novos casos nas últimas 24h

Nenhum caso de contaminação do novo coronavírus foi registrado em Rio Claro nas últimas 24 horas. Com isso, o município mantém 12.410 infectados de acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde emitido neste domingo (25).

O município também não registrou óbitos pela doença neste período. Desde o início da pandemia, RC registrou 367 óbitos em decorrência da Covid-19.

A cidade tem 97 pessoas hospitalizadas e índice de 61% de ocupação de leitos. Até agora Rio Claro tem 11.259 pessoas recuperadas.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

Malária: casos no Brasil estão em queda, afirma infectologista

Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, o Dia Mundial da Luta Contra a Malária (World Malaria Day) é lembrado hoje (25). Segundo a pesquisadora Anielle Pina, do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz), houve uma redução expressiva da doença no Brasil nos últimos anos. De 2019 para 2020, o número de casos caiu 13%.

“A gente vem em um patamar de casos muito baixo quando compara com a década passada. Acho que, ano a ano, a gente vem reduzindo o número de casos, de internações e de óbitos. Eu acho que isso é uma coisa muito importante”, afirmou Anielle.

Olhando para gráficos do início dos anos 2000, vê-se que o Brasil tinha 600 mil casos de malária por volta de 2004 a 2005, com 21 mil hospitalizações e mais de 200 mortes por malária no país. Com o passar dos anos, chegou-se a 2015 com menos de 300 hospitalizações. Hoje, o Brasil registra cerca de 135 mil casos, o que é uma redução significativa, comentou a pesquisadora. No último ano, foram menos de 30 óbitos.

Anielle comentou que a malária não vai deixar de ser um problema de saúde pública. É preciso fortalecer as políticas de diagnóstico, de tratamento e de vigilância dos casos, mas ela acha que “o Brasil vem respondendo bem. As nossas ações vêm dando boas respostas.”

Brasil, Venezuela e Colômbia juntos respondem por 80% dos casos de malária nas Américas. De acordo com dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica-Malária (Sivep-Malária), do Ministério da Saúde, mesmo com a pandemia em 2020, foram registrados no período de janeiro a junho 1.049 casos importados de outros países no Brasil, com maior ocorrência nos estados de Roraima e Amazonas. O país passou seis semanas em surto.

O Sivep-Malária apontou, porém, que na maioria das semanas analisadas, o número de casos ficou abaixo do esperado para o período.

Tramissão

A infectologista do INI/Fiocruz explicou que a malária é uma doença febril aguda, transmitida pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles. Ela é causada por protozoários parasitários do gênero Plasmodium

A maior concentração de transmissores está nas florestas da Região Amazônica (mais de 98%), envolvendo Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Maranhão, um pouco de Mato Grosso e de Tocantins, embora sejam encontrados também transmissores, em menor quantidade, na Mata Atlântica. No Sudeste do país, é encontrada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e, na Região Sul, em Santa Catarina. 

“Ela é transmitida por mosquito que esteja infectado por Plasmodium, que é o agente etiológico que causa malária”. Eles são de três tipos no Brasil que causam malária em seres humanos: Plasmodium vivaxPlasmodium falciparum e Plasmodium malariae.

Os sintomas mais comuns são febre, sudorese, calafrios, mal-estar, tonturas, cansaço, vômitos, mialgia e dores de cabeça intensas. Em casos graves, pode causar icterícia, convulsões, coma ou morte. Na grande maioria dos casos de malária, ocorre uma febre periódica a cada 48 horas ou 72 horas, dependendo do agente etiológico que está causando a infecção. 

Anielle Pina garantiu que a malária é uma doença 100% curável e evitável. A pesquisadora destacou que existe uma rede de diagnóstico e tratamento gratuitos da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS), distribuída por todo o país. “É uma doença com tratamento e cura”, explicou.

Prevenção

O Ministério da Saúde e as sociedades brasileiras de Infectologia e de Medicina Tropical não recomendam o uso de medicamentos preventivos para pessoas que se deslocam para regiões com presença de mosquitos Anopheles, como no Norte brasileiro, porque a malária que predomina no país raramente vai evoluir para óbito, disse a pesquisadora do INI/Fiocruz. 

As medidas de precaução incluem uso de repelentes, preferência por hospedagem em locais que tenham mosquiteiros, uso de roupas de cor clara que permitem ver o mosquito. ”E quando o viajante retornar ao seu local de origem, caso tenha algum sintoma que seja sugestivo de malária, que procure o serviço de saúde e fale que esteve em uma área endêmica, uma área com transmissão da doença. Essa é a política do Ministério da Saúde.”

Caso a pessoa vá viajar para um país africano, Anielle destacou que há procedimentos diferenciados. ”É preciso avaliar a relação custo/benefício e o tempo da viagem para o local, para ver se há indicação ou não de fazer a quimioprofilaxia.”

Nesses casos, a orientação é que o indivíduo procure o serviço de medicina de viagem, que é oferecido em praticamente todas as universidades e, também, na Fiocruz, de forma gratuita. Para viagens pelo Brasil, entretanto, não existe indicação de uso preventivo de drogas antimaláricas, reforçou.

Contágio

A malária não é uma doença contagiosa. “Precisa da fêmea infectada do mosquito Anopheles para ter malária”, disse Anielle. Há casos bem raros de transmissão por transfusão de sangue, compartilhamento de agulhas usadas para injetar drogas, e pela transmissão materno-fetal. O período de incubação da malária é de cerca de uma a duas semanas, dependendo da espécie do Plasmodium que foi inoculado.

Guia de tratamento

Em janeiro de 2020, foi publicado o Guia de tratamento da malária no Brasil, elaborado por Anielle Pina e outros infectologistas, que é um novo protocolo brasileiro para tratamento de malária. Para cada espécie parasitária, é necessário um esquema de tratamento.

O Plano Nacional de Saúde (PNS) 2020-2023 tem como meta reduzir para, no máximo, 94 mil o número de casos autóctones de malária até 2023, o que significa queda de 50% em relação a 2018, quando o Brasil teve cerca de 190 mil casos. ”Faz parte dos Objetivos do Milênio da Organização Mundial da Saúde (OMS).”

A Estratégia Técnica Global para Malária da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como objetivo reduzir em pelo menos 90% o número dos casos e óbitos no mundo até 2030 em relação a 2015; eliminar a malária em pelo menos 35 países; e evitar a reintrodução da doença em países livres da transmissão.

Uma vacina está sendo testada em projeto piloto nos países africanos de Gana, Quênia e Malauí. “Existe essa vacina, sim, mas ela ainda não é uma realidade para toda a sociedade, para todo o mundo. Ela previne casos graves de malária, mas não está disponível ainda no Brasil, só na África, onde o contexto epidemiológico é muito diferente do nosso e os casos são mais graves”, esclareceu a infectologista.

Dados de países avançados na vacinação contra a Covid mostram queda de internações e mortes

REINALDO JOSÉ LOPES
SÃO CARLOS, SP (FOLHAPRESS) – Os dados obtidos em países que estão conseguindo avançar na imunização em massa de suas populações contra a Covid-19 indicam que as vacinas disponíveis hoje são capazes de derrotar o coronavírus.


Em todos esses locais, quedas nas internações e mortes têm seguido mais ou menos o mesmo padrão, beneficiando de forma relativamente precoce e intensa os primeiros grupos de vacinados -em geral, os idosos. A diminuição de casos ainda não é tão clara, em parte porque nem todas as vacinas conseguem impedir a transmissão do vírus, mas também tem ocorrido.


Por enquanto, o exemplo mais impressionante é o de Israel, onde cerca de 80% dos habitantes já receberam pelo menos a primeira dose da vacina produzida pela empresa farmacêutica Pfizer (feito facilitado, em parte, pela população de apenas 9 milhões de habitantes). Desde o pico da pandemia no país em meados de janeiro de 2021, os casos de Covid-19 caíram 98%, e as mortes diminuíram 87%.


A rápida vacinação israelense coincidiu com um lockdown nacional que durou um mês (do começo de janeiro ao começo de fevereiro), o que certamente também ajudou a diminuir a transmissão do coronavírus Sars-CoV-2 no país. Mas uma nova análise, publicada na revista especializada Nature Medicine, conseguiu separar os efeitos positivos da restrição da circulação de pessoas daqueles trazidos pelas vacinas propriamente ditas.


Na pesquisa, os cientistas liderados por Eran Segal, do Instituto Weizmann de Ciência, apontam que o impacto do lockdown israelense deveria ser mais ou menos uniforme independentemente da faixa etária das pessoas e da localização geográfica (já que há pouca disparidade regional dentro do pequeno território de Israel).


Por outro lado, a vacinação, tal como no Brasil, seguiu prioridades de idade (sendo dada primeiro para os idosos, que correm risco maior de hospitalização e morte) e, além disso, algumas cidades de Israel receberam a imunização um pouco antes do que as demais. Esses dois fatores, portanto, poderiam funcionar como um “experimento natural” sobre a eficácia das vacinas, as quais começaram a ser ministradas no país no fim de dezembro de 2020.


Com base em dados recolhidos entre 28 de agosto de 2020 e 24 de fevereiro de 2021, os pesquisadores conseguiram comparar não só a situação das faixas etárias e cidades com e sem vacina como também os cenários de dois lockdowns diferentes (já que Israel já tinha implantado o isolamento em setembro de 2020).


Conforme o esperado, israelenses com 60 anos ou mais foram beneficiados antes e de maneira mais intensa no começo de 2021. Em comparação com pessoas entre 20 anos e 39 anos de idade, a proporção de testes positivos, indicando a infecção pelo Sars-CoV-2, caiu 45% nos mais velhos (contra 28% no grupo mais jovem); do mesmo modo, as internações de maiores de 60 anos caíram 68% (contra apenas 22% de redução no caso dos mais jovens).

Algo parecido, ainda que menos intenso, foi visto nas cidades onde a vacinação começou em ritmos diferentes. As que receberam a vacina primeiro tiveram uma queda de 88% nos casos e de 79% nas internações, contra 78% e 66%, respectivamente, nos locais onde a vacina chegou um pouco mais tarde.


Em sua conta no Twitter, Segal comemorou os resultados. “As vacinas praticamente erradicaram a Covid-19 em Israel, ao menos por enquanto”, escreveu ele.


“São dados sólidos. O sinal principal da proteção [trazida pela vacina] é que os casos e a hospitalização para os grupos vacinados acima de 60 anos caem abaixo da curva esperada para o lockdown”, diz o imunologista brasileiro Rafael Polidoro, pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Indiana (EUA).


Um padrão parecido, ainda que com efeito menor sobre o número de casos, está se desenhando no Reino Unido (com 49% da população tendo recebido ao menos uma dose das vacinas) e nos EUA (39%). No caso britânico, o efeito positivo aconteceu de forma sequencial nas faixas etárias entre 90 anos e 60 anos, e já está sendo notado no grupo entre 50 anos e 60 anos.


Tudo indica que o efeito não está ocorrendo só graças à eficácia superior de vacinas de RNA (molécula “prima” do DNA), tecnologia empregada nas imunizações da Pfizer e também da empresa americana Moderna, a qual ultrapassa os 90% de eficácia. Os dados do Chile, país que já ofereceu ao menos a primeira dose de vacinação a cerca de metade de sua população adulta, também mostram redução de hospitalizações entre idosos, mesmo num cenário de aumento de casos, internações e mortes entre os mais jovens.


Cerca de 90% dos chilenos vacinados receberam a Coronavac, feita com vírus inativados, que também é a principal imunização contra a Covid-19 no Brasil. A proteção oferecida pela vacina é menor que as das vacinas de RNA (67% dos casos sintomáticos, segundo o governo chileno) e bastante modesta só com a primeira dose. Esses fatores, somados a poucas restrições na circulação dos chilenos no começo de 2021, provavelmente explicam os problemas recentes do país com a pandemia.


Tudo indica, portanto, que a estratégia que mais potencializa a eficácia populacional das vacinas é combinar programas de imunização rápidos com restrições fortes da mobilidade.


E é possível que, ao menos inicialmente, a vacinação contra a Covid-19 aconteça de forma anual, a exemplo da vacinação contra a gripe. “Antes da pandemia já havia a discussão de que seria importante termos uma vacina contra todos os coronavírus, e que essa vacina poderia ser anual”, diz a imunologista Cristina Bonorino, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. “A memória que permite a proteção contra infecções durante a vida toda ainda é bastante misteriosa. Tenho certeza de que os especialistas em memória imune devem estar pensando em como conseguir isso no caso das vacinas contra Covid-19, mas não é algo que teremos de imediato.”


“Os coronavírus mudam relativamente pouco com o passar do tempo, mas esse tempo pode ser acelerado se a transmissão continuar tão alta quanto no Brasil”, alerta Polidoro. “Não é conveniente deixar a transmissão alta enquanto se vacina. Nesse caso, não podemos contar com a sorte.”

Indonésia encontra submarino naufragado rachado em 3 partes e com 53 mortos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O submarino da Indonésia que estava desaparecido há quatro dias foi encontrado neste domingo (25) no Mar de Bali, dividido em pelo menos três partes e com todos os seus 53 tripulantes mortos.
De acordo com o anúncio feito por oficiais do Exército e da Marinha da Indonésia, as equipes de resgate encontraram novos objetos, incluindo um colete salva-vidas, que acreditam estar relacionados ao KRI Nanggala-402.


“Com base nas evidências, pode-se afirmar que o KRI Nanggala afundou e todos os seus tripulantes morreram”, disse o marechal Hadi Tjahjanto durante uma entrevista coletiva.


Yudo Margono, chefe do Estado-Maior da Marinha, explicou que o submarino é dividido em três partes: o casco, a popa e a parte principal. Segundo ele, o KRI Nanggala-402 foi encontrado com essas partes separadas, o que pode ter sido resultado do fato de o submarino ter sido esmagado pela pressão da água devido à profundidade maior do que ele poderia suportar.


Segundo Margono, uma varredura feita por meio de um sonar detectou um objeto semelhante à embarcação a 850 metros de profundidade -o KRI Nanggala-402 é capaz de descer a cerca de 250 metros.


Joko Widodo, presidente da Indonésia, confirmou o resultado dos esforços das equipes de busca e enviou condolências aos familiares das vítimas, a quem descreveu como “os melhores patriotas”. “Todos nós, indonésios, expressamos nossa profunda tristeza por essa tragédia, especialmente às famílias da tripulação do submarino”, disse.
No sábado (24), foram encontrados objetos e destroços relacionados ao KRI Nanggala, o que levou a Marinha a acreditar que o submarino havia rachado e a mudar o status de “desaparecido” para “naufragado”.


Vários países ofereceram ajuda à Indonésia enviando aviões, helicópteros e navios para auxiliar as equipes de busca, como Estados Unidos, Austrália, Índia, França, Alemanha, Malásia e Singapura.


No entanto, as esperanças de encontrar sobreviventes do naufrágio eram consideradas mínimas devido às estimativas das autoridades de que as reservas de oxigênio teriam se esgotado já na sexta-feira (23).


As autoridades ainda não deram uma explicação oficial para o acidente, mas afirmam que o submarino pode ter sofrido uma grande avaria elétrica que impediu a tripulação de retornar à superfície.


Acidentes com submarinos, um dos mais complexos tipos de embarcação à disposição das Marinhas, não são raros. Em 2017, a Argentina perdeu o ARA San Juan, que afundou após uma explosão interna não explicada até hoje. Caso mais clássico ainda é o do Kursk, submarino nuclear russo que afundou depois de uma explosão no compartimento de torpedos em 2000, no alvorecer da era Vladimir Putin no poder.


O KRI Nanggala-402 foi construído na Alemanha em 1978, de acordo com um site do governo, e modificações posteriores foram feitas para modernizá-lo. É um submarino movido a diesel.


A embarcação pertence à classe Cakra, uma das inúmeras variantes da bem-sucedida linha de embarcações para exportação IKL-209. Há outro desses em operação na Marinha indonésia e mais dois de um modelo mais moderno feito sob licença na Coreia do Sul, a classe Jang Bogo –chamada de Nagapasa por Jacarta. Há mais três embarcações do tipo em construção.

O Brasil opera cinco embarcações da linha 209, quatro da classe Tupi e uma da Tikuna. Desde 2009, trocou de parceiro e está construindo quatro submarinos franceses Scorpène. Sua versão brasileira, maior e modificada, é a classe Riachuelo, e há dois deles no mar hoje –um em fase avançada de testes, outro recém-lançado.


O Nanggala havia sido modernizado na Coreia do Sul, parceira militar da Indonésia, em 2012. Mas sua provável perda é mais um sinal das dificuldades pelas quais passam as Forças Armadas do país.


Situada no centro das rotas marítimas contestadas por China e pelos EUA e seus aliados, a Indonésia é estrategicamente vital em qualquer configuração política no Indo-Pacífico.

Em 2019, o presidente Joko Widodo buscou avançar o programa de modernização bélica ao colocar um ex-rival, o general Prawobo Subianto, como ministro da Defesa. Na avaliação do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, entidade britânica que é referência na área, até aqui o esforço tem sido lento.


“Este pode ser um ponto de aprendizagem para o governo avançar sua tecnologia militar e ter cuidado em como usar sua tecnologia existente porque a vida de seu povo está em jogo”, disse Hein Ferdy Sentoso, 29, morador de Banyuwangi, no leste de Java. A população da cidade, que abriga a base naval de onde as operações de busca e resgate estão sendo conduzidas, aderiu aos apelos nacionais para acelerar a modernização das forças de defesa da Indonésia.

CPI da Vacina tem primeira oitiva amanhã

A Câmara Municipal promove nesta segunda-feira (26) a primeira oitiva da CPI da Vacina, que foi instalada recentemente para apurar denúncia de que vereadores teriam supostamente sido imunizados ilegalmente contra a Covid-19 em Rio Claro. Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito terão início a partir das 14h30 e a reportagem do JC fará transmissão ao vivo pelo www.facebook.com/jcrioclaro.

A polêmica envolve a investigação da denúncia feita pelo vereador Luciano Bonsucesso (PL), no início deste mês, de que os próprios parlamentares teriam ‘furado’ a fila da vacinação, desrespeitando o Plano Nacional de Imunização que prevê a aplicação do imunizante por grupos prioritários e faixas etárias. Pela idade dos vereadores, até o momento da denúncia, nenhum deles poderia receber a vacina contra o coronavírus.

A oitiva desta segunda-feira será com a diretora de Vigilância em Saúde, da Fundação Municipal de Saúde, a infectologista Susi Berbert. Segundo o presidente da CPI, vereador Hernani Leonhardt (MDB), a médica prestará esclarecimentos sobre o processo de logística da vacinação, bem como informações sobre ser possível ou não detectar a vacina no organismo dos parlamentares através de exames.

“Precisamos entender duas questões centrais: se realmente pode haver ‘fura-fila’ no processo de cadastro de vacinação e também se existem testes ou exames que comprovem o imunizante no organismo da pessoa. A Drª Suzi é uma das profissionais mais gabaritadas da cidade, além de ser diretora da Fundação de Saúde. Por esse motivo, a CPI resolveu convidá-la”, afirma Leonhardt.

O vereador Adriano La Torre (Progressistas) é relator da CPI e os demais 16 vereadores, membros. O vereador denunciante, Luciano Bonsucesso, também deverá ser interrogado pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Sua presença nos trabalhos está marcada para ocorrer na próxima semana, no dia 3 de maio, também segunda-feira.

Paulo Gustavo ‘está melhorando muito’, diz Tatá Werneck no Instagram

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz e humorista Tatá Werneck, 37, comentou sobre o estado de saúde do ator Paulo Gustavo, que está internado desde o dia 13 de março em um hospital na zona sul do Rio de Janeiro.
A humorista foi questionada sobre a saúde do amigo, que segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Como está o Paulo Gustavo? Não vejo mais notícias dele. Continuo em orações”, perguntou um dos seguidores.
“O Paulo está melhorando muito, graças a Deus, graças a Jesus Amado, obrigada, Senhor! E aos médicos, obviamente”, respondeu Werneck.


A atriz ainda complementa: “Obrigado pelas orações gente. Estão, realmente, chegando até ele. Graças a Deus!”, encerra.


HISTÓRICO
No último dia 13, completou-se um mês da internação do humorista. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do artista dois dias depois, no dia 15 de março. Na ocasião, o marido dele, Thales Bretas, disse que ele estava melhorando e agradeceu o carinho dos fãs.


Pouco mais de uma semana após a internação, no dia 21 de março, o ator precisou ser intubado porque estava com dificuldade para respirar. Na época, foi divulgado que o procedimento era uma precaução e Bretas disse que era “mais um passo na cura da infecção”.


“[Paulo] foi sedado e entubado para que a cura consiga se estabelecer nos seus pulmões sem cansá-lo tanto com a falta de ar que o incomodava”, disse. “Estou calmo, confiante e tenho certeza de que será um passo importante para a melhora completa do nosso guerreiro!!! Ele que é jovem, saudável, sem comorbidades e supercuidadoso, está passando por isso.”


O ator respondeu bem ao tratamento e teve uma evolução positiva nos dias seguintes. Porém, no dia 2 de abril, o estado de saúde dele piorou. Ele acabou precisando mudar de tratamento e passou a respirar com a ajuda de ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), uma espécie de pulmão artificial usado apenas em casos mais graves.


Dois dias depois, Paulo Gustavo precisou passar por uma pleuroscopia, para que a equipe médica pudesse verificar a condição de seus pulmões. Na ocasião, foi identificada uma fístula broncopleural, espécie de comunicação anormal entre os brônquios e a pleura. Ela foi corrigida.


Na quarta-feira (7), o marido de Paulo contou que o ator teve que receber uma transfusão de sangue. Segundo ele, devido ao ECMO, o paciente ficou “anticoagulado” e perdeu “um pouco de sangue”. “Por isso precisou tomar algumas bolsas de sangue”, explicou. Na mesma publicação, ele também incentivou as pessoas a irem doar sangue.


Porém, dias depois foi realizada uma toracoscopia, na qual uma nova fístula broncopleural foi identificada e corrigida. De acordo com comunicado da assessoria de imprensa do humorista, o procedimento foi um sucesso.
No dia 11, o boletim médico dizia que a situação clínica do ator continuava crítica. “Todos os profissionais têm se empenhado incessantemente pela sua recuperação”, diz a nota publicada nas redes sociais.


“As diversas complicações pulmonares já demandaram procedimentos invasivos como broncoscopias, pleuroscopias e colocação de dispositivos intrapulmonares”, continua o texto. “Às fístulas broncopleurais identificadas e tratadas somaram-se a complicações hemorrágicas, mas que vêm respondendo, de certa forma satisfatória, à reposição dos fatores da coagulação deficitários.”

Os últimos boletins sobre o estado de saúde de Paulo Gustavo informavam apenas que o artista ainda continuava em estado grave. O ator é pai de dois meninos.

“Movimento ampara Dona Rita” já teve 21 cães adotados

O caso da morte de um casal por Covid, noticiado pelo Jornal Cidade no final do mês de março, ganhou as manchetes nacionais. A história de mais de 50 cães que ficaram órfãos comoveu muita gente e as voluntárias do “Movimento ampara Dona Rita” já tiveram uma importante conquista: a adoção de 21 animais.

No entanto, muitos outros ainda estão à espera e enquanto a oportunidade não chega estão recebendo todo o amparo e cuidados necessários por parte de voluntárias que também têm feito a triagem dos interessados em levar um cãozinho para casa.

O processo consiste primeiro em fazer contato (ligação ou WhatsApp) em um dos dois números de telefone (veja no final da matéria) e na sequência responder a um questionário com seis perguntas. Para facilitar, o Jornal Cidade traz nesta reportagem um quadro com o que precisa ser respondido.

Após isso será feita uma análise por parte da equipe responsável pelo movimento e, se aprovadas as condições, o animal poderá ser adotado.

Uma das pessoas que se interessaram pela causa foi Larissa Sanches, que deu um lar para a cachorrinha Lis.

Instagram: @amparadonarita

Filho de Gugu Liberato lembra momentos difíceis após a morte do pai

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os três filhos do apresentador Gugu Liberato, morto em 2019, participaram do Altas Horas (Globo) na noite deste sábado (24) para divulgar a Rede Gugu de Boas Notícias, iniciativa que usará as redes sociais do pai para divulgar fatos positivos.


João Augusto, Marina e Sofia Liberato explicaram que esse tipo de divulgação era um desejo antigo de Gugu e que encaram a iniciativa como um presente de aniversário para o pai. O apresentador teria feito 62 anos no dia 10 de abril.
Durante o programa, João Augusto, 19, o filho mais velho, lembrou a morte do pai como um momento muito difícil para a família.

“Ninguém estava esperando, então esse também é um modo de mostrar que é isso que ele sempre foi. Ele sempre foi positivo, demonstrava alegria, felicidade”, disse.


Os três filhos falaram também sobre o futuro nos Estados Unidos, onde moram. João Augusto pensa em seguir os passos do pai e planeja estudar comunicação. Ele tem vontade de ser apresentador de televisão, como Gugu. As gêmeas Marina e Sofia, 17, tem planos diferentes. A primeira quer cursar cinema e a segunda administração. Marina também já revelou planos de trabalhar na televisão, mas não como apresentadora.


A ideia da rede de notícias positivas que eles acabam de lançar é compartilhar diariamente histórias transformadoras no Brasil e no mundo, indicar lugares, livros, filmes e ações inspiradoras, além de informações em áreas como saúde, educação e sustentabilidade.


Gugu Liberato morreu no dia 10 de novembro de 2019. Ele foi vítima de um acidente na mansão em que morava em Orlando, nos Estados Unidos.

No dia em que ele completaria 62 anos, a ex-mulher, Rose Miriam, fez uma sequência de publicações em seu Instagram em homenagem ao pai de seus três filhos. “Meu eterno amor. E a ele minha eterna gratidão”, afirmou, ao postar uma foto do casal com João Augusto, Marina e Sofia. “Amor verdadeiro… Meu querido amor… Que Deus te proteja e te guarde”, completou Rose.


O chef de cozinha Thiago Salvático também lembrou a data. Apontado como namorado do apresentador, ele afirmou nas redes sociais que gostaria de rever o artista. “Te amo para sempre, feliz aniversário”, postou.

Velo Clube perde para Portuguesa

Em partida disputada ontem (25), o Velo Clube perdeu por 1 a 0 para a Portuguesa. O gol da Lusa foi anotado por Misael aos 25 minutos do primeiro tempo.

VÍDEO: Casal vende balas a R$ 1 no semáforo para pagar aluguel em RC

Desempregados há cinco anos, Andréia Aparecida Braz, de 43 anos, e o marido, Bruno Alípio, de 32 anos, moradores do Jardim das Flores, decidiram vender balas e chicletes no semáforo, nas imediações da Avenida Visconde do Rio Claro com a Rua 14, para conseguir pagar o aluguel e as contas de casa.

Todos os dias eles caminham por aproximadamente 1h30 para seguir até a rotatória. Eles saem de casa às 5h30 da manhã e ficam no trabalho até as 14h. Depois, caminham, novamente, por mais 1h30 para voltarem para a casa. É assim a rotina do casal que fica à espera de sensibilizar alguém que possa ajudar.

Cada pacotinho é vendido a R$ 1 e eles contaram à reportagem do Jornal Cidade nesta semana que até conseguem sobreviver, mas que a pandemia diminuiu o fluxo das vendas.

“Hoje em dia tá muito difícil. Tem gente que ajuda, outros não e ainda ficam nos ofendendo. Estamos nessa situação não porque queremos, mas por uma questão de sobrevivência”, comentou ela.

Andréia relatou que, apesar da simplicidade da casa, os R$ 500 mensais de aluguel sobrecarregam bastante. Enquanto as outras despesas como água e energia chegam a R$ 300. Ela disse que, só depois de pagar as contas, é que vai pensar em algo para comer e que muitas vezes já dormiu com fome.

“Já passei muita fome. É triste e desesperador não ter algo para comer depois de tanto trabalhar. A gente luta, batalha, mas tem dia que é assim. Peço a Deus para que nos ajude e as pessoas também”, contou.

Ela lembrou que teve a ideia depois de ser demitida de umas casas onde trabalhou por anos como cuidadora de idosos. Antes disso, ficou morando nas ruas por mais de 20 anos.

“Ou é isso [vender balas], ou voltamos para rua. Tomava chuva, vento, não tinha lugar fixo para dormir. Não quero voltar. Não tinha como confiar nas pessoas. São lembranças de um passado que quero esquecer. Por isso batalhamos todos os dias no farol”, afirmou.

Ela calculou e disse que vende, em média, R$ 50 por dia e que, antes da pandemia, fazia em torno de R$ 100. Mas, ainda assim, muitas vezes ninguém compra nada. Aliás, tem gente que nem o vidro do carro abre.

Andréia faz um apelo aos leitores e internautas do Jornal Cidade. “O que mais eu preciso é arrumar um emprego registrado. Eu e meu marido. Essa vida no farol é muito sofrida, incerta. Preciso, também, de uma cesta básica e de outros alimentos. Quem estiver lendo ou assistindo e sentir no coração, serei muito grata”, finalizou.

Para falar com a Andréia é só ligar ou mandar WhatsApp (19) 97113-6950 ou (19) 99394-5140. 

Jornal Cidade RC
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