Morre, no Rio, aos 82 anos, a atriz Camila Amado

A atriz Camila de Hollanda Amado, ou simplesmente Camila Amado, morreu hoje (6), em decorrência de um câncer, aos 82 anos de idade. Camila era filha da educadora Henriette Amado com Gilson Amado, fundador da antiga TV Educativa, hoje TV Brasil. Dedicada ao teatro, estão entre seus maiores sucessos a comédia As Desgraças de uma Criança, o clássico romântico A Dama das Camélias e a tragédia Hamlet.

Camila estreou no cinema nos anos 70. Sua interpretação no filme O Casamento, baseado na obra de Nelson Rodrigues, dirigido pelo cineasta Arnaldo Jabor em 1976, deu à Camila o Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado. Seu último filme foi De Perto ela Não É Normal, de Suzi Pires, em 2020.

Carioca, Camila começou a atuar, na televisão, em 1969, na novela Um Gosto Amargo de Festa, da TV Tupi. Seu último trabalho na televisão foi em Éramos Seis, em agosto de 2019, na TV Globo. Ela atuou ainda em produções como Tapas & BeijosA Casa das Sete MulheresSítio do Pica-pau Amarelo e Cordel Encantado.

A atriz foi casada com o jornalista Carlos Eduardo Martins, do qual ficou viúva no ano de 1968 e com quem teve dois filhos: a atriz Rafaela e Rodrigo Amado. Foi casada também com o ator Stepan Nercessian durante 14 anos.

Pelo Twitter, várias artistas homenagearam a artista. O músico e ator Leo Jaime homenageou a artista: “Camilla Amado. Mestra dos palcos. Que linda história! Lembro dela dizendo: “decora o texto, respira na hora certa e não derruba o cenário”. Todo o meu afeto e respeito aos familiares e amigos. Que mulher!”

A também atriz Christine Fernandes se despediu de Camila: “À minha mestra com todo meu amor. Todos te esperam no instante exato em você nasce pra próxima. Te amo. Muitíssimo. Até breve.”

Agência Brasil

“Rezava o tempo todo”, fala paciente que venceu a Covid

A fé e o tratamento especializado dado pela prefeitura de Santa Gertrudes, pela Santa Casa de Rio Claro, através do SUS e também pelo plano de saúde São Rafael fizeram com que a família do gertrudense Antonio Carlos Silveiro, carinhosamente conhecido pelos amigos e familiares como Kiko, de 68 anos, pudesse voltar para casa após 23 dias internado por conta da Covid-19, segundo sua esposa Silvia Valdanha.

O aposentado tomou a segunda dose da vacina CoronaVac e em menos de dez dias o resultado do exame PCR apontou positivo para o novo coronavírus e com a esposa foi exatamente igual.

“Tomamos a segunda dose da vacina no mesmo dia e poucos dias depois fomos fazer o exame, por conta dos sintomas. Recebemos um tratamento muito rápido e excelente em Santa Gertrudes, no PSF, o tratamento seria em casa, mas após alguns dias, o Kiko precisou ir para o Pronto Socorro, onde estão atendendo os casos de Covid em nossa cidade, para ficar em observação”, conta Silvia.

Após uma piora no quadro, o empresário aposentado, que foi dono de uma loja de calçados por muitos anos em Santa Gertrudes, a transferência aconteceu para o setor de isolamento da Santa Casa de Rio Claro.

“Cheguei na Santa Casa, permaneci por alguns dias no Covidário sem precisar ser intubado, mas chegou um momento em que houve necessidade, então o procedimento foi feito e passei cinco dias dessa forma. Ao todo, fiquei 23 dias internado, sendo 18 deles na UTI e cinco intubados. Só conseguia rezar e pedir para Deus e Nossa Senhora um milagre, acredito que rezei mais de cinco mil ave-marias”, conta Kiko.

E o milagre aconteceu! No dia 27 de maio, Antonio Carlos teve alta do setor de isolamento e foi para o quarto, onde permaneceu por mais alguns dias fazendo fisioterapia para conseguir se libertar do oxigênio e também levantar da cama. Após alguns dias, já estava recebendo alta.

ALIMENTAÇÃO

Kiko comenta sobre todo o tratamento e também sobre a alimentação que recebeu no tempo em que estava internado na Santa Casa, na ala especial para o tratamento de Covid.

“Não temos como agradecer a atenção que nos foi dada, o carinho e o respeito. A alimentação, a dedicação dos profissionais ao preparar uma refeição para nós, só tenho realmente que agradecer, hoje, em casa, estou me restabelecendo aos poucos, voltando a andar dentro de casa e sigo com o tratamento, mas agradecemos em primeiro lugar a Deus, depois aos cientistas, pois a vacina contribuiu para a nossa imunização, pois o caso poderia ser ainda mais grave, a Saúde de Santa Gertrudes, ao atendimento do SUS, que é de primeiro mundo, e a todos os profissionais da Santa Casa, inclusive a assistente social, que faz um trabalho maravilhoso de manter as famílias informadas”, fala o gertrudense.

Em casa, o empresário, que é pai de dois filhos e tem dois netos, recebe os cuidados de toda a família, mas em especial da Rafaela, de oito anos, que ajuda na fisioterapia e na alimentação do avô, com muito amor.

Família

Além de Antonio Carlos Silveiro e a esposa, Silvia, um de seus filhos e sua esposa também foram contaminados.

RC não registra mortes nas últimas 24h; cidade tem 139 hospitalizados

Nenhum caso de infecção por coronavírus foi registrado em Rio Claro nas últimas 24 horas e com isso o município mantém 14.941 casos positivos de acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde emitido neste domingo (6). 


O município tem 139 pessoas hospitalizadas e índice de 82% de ocupação de leitos. Do total de pacientes internados, 69 estão em unidade de terapia intensiva. Há 517 pessoas em isolamento domiciliar.


Até agora Rio Claro tem 13.862 pessoas recuperadas da Covid-19. Desde o início da pandemia o município registrou 450 óbitos em decorrência da doença.


A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

Vacinação contra Covid-19 em RC pode ter evitado mais de 100 mortes

Considerando dados até 1º de junho, 59.356 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19 com a primeira dose e 29.657 receberam a segunda em Rio Claro. Os números representam 29% e 14%, respectivamente, da população local.

Apesar do índice de vacinação estar abaixo dos 75% ideais para controlar a pandemia, com base nos estudos da CoronaVac em Serrana (SP), análise do Grupo de Trabalho de Monitoramento da Unesp Rio Claro (GT) avalia que a campanha de imunização já mostra os seus efeitos.

“Para encontrar pistas da efetividade da vacinação na pandemia em Rio Claro, dividimos os casos, internações e óbitos em dois grupos de idade: o primeiro de idosos com mais de 60 anos e outro de não idosos, incluindo adultos, adolescentes e crianças. É um procedimento simplificado, mas pode ajudar a entender os efeitos da vacina”, explica o pesquisador Dr. Eduardo Kokubun.

Desde fevereiro, houve 167 casos positivos da doença a menos do que os 6.986 casos que seriam esperados. A redução é de 2,4% do total de casos esperados para todas as idades e de 16,2% para os idosos.

“Com relação às internações, houve 64 de idosos para 100 não idosos antes de janeiro. Em todos os meses depois do início da vacinação, observou-se menor número de internações do que o esperado, totalizando 7,9% (95) a menos em todas as idades entre fevereiro e maio. Se considerarmos somente os idosos, foram 20,3% menos internações”, reforça Kokubun.

Os efeitos sobre os óbitos são mais expressivos. Antes da vacinação foram registrados 274 óbitos de idosos para um grupo de 100 não idosos. Com exceção do mês de fevereiro, quando houve mais óbitos do que o esperado, houve redução consistente na mortalidade desde o início da vacinação. “Até o final de maio, a redução foi de 111 óbitos, o que representa 29,8% menos ocorrências do que o esperado. Considerando somente os idosos, a redução foi de 40,7%”, completa o pesquisador do GT.

Esta análise é simplificada e baseia-se na premissa de que somente idosos foram parcial ou totalmente imunizados. Não considera nem a vacinação em outros grupos de prioridade, nem o tempo decorrido desde a vacinação, nem a existência de variantes. “Porém, é plausível admitir que, sem a vacinação, internações e óbitos teriam aumentado no mês de maio, acompanhando o aumento no número de novos casos que foi de 1.522 para 1.778 (16,8%). Ocorreu o contrário”, observa.

No entanto, o pesquisador alerta que a taxa de transmissão do vírus segue em alta no município. “Com o número de casos, ainda, elevado, o risco de transmissão do coronavírus continua alto. No estágio de vacinação em que nos encontramos, ela não é capaz de conter a transmissão do vírus”, conclui Kokubun.

(com informações https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/)

Média local

RC supera as médias nacional e estadual (1ª dose – Brasil 21,38%, SP 25,24% e RC 28,95%; 2ª dose – Brasil 10,5%, SP 12,4% e RC 14,2%).

VÍDEO: ABCD Bandeirantes intensifica busca por patrocinadores para o RC Basquete

Após ficar de fora da temporada passada, os torcedores do Rio Claro Basquete vivem novamente a expectativa de a equipe retornar às atividades neste ano. Para não perder a vaga no Novo Basquete Brasil, adquirida em 2019, o Leão terá que cumprir a exigência da Liga Nacional de Basquete e disputar o Campeonato Paulista e Liga Nacional de Desenvolvimento.

Aldo Demarchi, presidente do ABCD Bandeirantes, fala sobre a atual situação da entidade que gere o Rio Claro Basquete.

“O ABCD Bandeirantes tem uma diretoria, vida própria, nos mesmos moldes de uma ONG, e está filiado à Federação Paulista e Liga Nacional de Basquete, sendo um parceiro da prefeitura de Rio Claro, que cede o ginásio com as exigências das competições através da Secretaria de Esportes. Nós temos um escritório que faz toda nossa contabilidade, temos até saldo em caixa com todas as certidões negativas”.

De acordo ainda com Aldo, as buscas por apoiadores seguem diariamente e uma reunião com a equipe de marketing da Liga Nacional de Basquete está agendada.

“Nós teremos reuniões com os patrocinadores para mostrar o retorno que o Rio Claro Basquete oferece. O encontro que será nos próximos dias terá a participação da equipe de marketing da Liga Nacional de Basquete e tenho certeza de que encontraremos os patrocinadores. Está bem encaminhado, sinto um grande interesse da prefeitura também para que tudo ocorra da melhor forma”, finalizou Demarchi.

Escassez hídrica devido à falta de chuvas levanta alerta ao abastecimento nas cidades da região

E com a falta de chuva, alerta-se para a escassez hídrica. No último dia 28 de maio, o Consórcio da Bacia PCJ, do qual Rio Claro e região fazem parte, emitiu um alerta de que foram registradas precipitações 62% abaixo do esperado para o período.

“Para a área de drenagem de todas as Bacias PCJ as precipitações também estão abaixo das médias históricas em todos os meses de 2021. O esperado para o ano inteiro é que chova 1.213,11 mm, mas a permanecer esse comportamento climático dificilmente atingiremos o esperado de chuvas até o final do ano”, comunica.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Rio Claro e presidente do Conselho Fiscal do Consórcio PCJ, o vereador Júlio Lopes (PP) encaminhou ofício ao prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) questionando as ações que o município vem desenvolvendo em relação ao assunto para que não ocorra falta de abastecimento de água aos moradores.

“Estamos entrando no período de estiagem e medidas de conscientização se fazem urgentes. Desde o início do ano venho alertando sobre esta problemática; já encaminhei ofício ao prefeito solicitando informações das ações que o município vem desenvolvendo em relação ao assunto. É preciso que poder público e sociedade civil se unam pelo bem coletivo”, enfatiza.

Outono já é o mais seco da história, aponta dado de RC

O munícipe rio-clarense percebeu e os dados do Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) confirmam: Rio Claro já registra o ano mais seco desde o início da série histórica, que começou a ser medida no ano de 1994. Os índices registrados pela Unidade Auxiliar do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp Rio Claro apontam que até o mês de maio de 2021 foram apenas 595,5 milímetros de chuva no município, menos da metade em comparação com o ano passado, que durante todo o período registrou 1.204,6 milímetros. O último ano mais seco da série foi em 2014, com 890,9mm.

Segundo o Ceapla, este outono – que termina no próximo dia 21 de junho – também já é o mais seco da série histórica. São apenas 38,4mm de chuva registrados no período que antecede o inverno em Rio Claro. A última vez em que o outono foi mais seco ocorreu no ano de 2018, com 74,9mm de chuva, em 2014 com 104,7mm e em 2009, com 106,9mm. Em 2016 o outono foi o mais chuvoso da história, com expressivos 400,9mm registrados no município.

Se os números não melhorarem até o fim da estação, o outono de 2021 ficará marcado pelo tempo seco. Há uma previsão para que, a partir desta semana, chuvas voltem a ser registradas. Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas – IPMet da Unesp de Bauru, na quarta-feira (9) há possibilidade de chuva em Rio Claro.

Os dados apontam ainda que os cinco primeiros meses deste ano também registraram chuvas abaixo da média esperada para cada mês. Em janeiro, a média aguardada era de 289,7mm, mas caíram 250,8mm. Em fevereiro, esperavam-se 217,3mm, mas foram registrados em Rio Claro 198,9mm. No mês seguinte, em março, a média seria de 149,5mm, mas a chuva foi de 105,3mm no período. Em abril, dos 78,6mm esperados registraram-se apenas 11,6mm na cidade. E em maio, de 60,9mm aguardados, a chuva registrada em todo mês foi de apenas 28,9mm.

Entenda

De acordo com o técnico da unidade, Carlo Burigo, há uma explicação para esse período seco. “Tiveram poucas passagens de frentes frias sobre o continente. Essa falta de chuva está em geral no Brasil, não só em nossa região, devido a isso. As frentes frias estão passando mais pelo litoral e trazem pouca chuva para o Estado. A massa de ar seco está muito forte e não deixa que a frente fria passe pelo continente”, comenta.

Símbolo do carnaval de RC, Aurea Sampaio morre aos 80 anos

Morreu neste domingo (6), aos 80 anos, a carnavalesca Aurea Dias Sampaio. Segundo informações apuradas pela reportagem do Jornal Cidade com amigos próximos, ela lutava há anos contra um câncer.

Nascida em Rio Claro em setembro de 1941, Aurea foi grande apoiadora da Escola de Samba ‘Os Indaiás’. Foi fundadora da Escola de Samba ‘Renascer’. E, em 2016, realizou seu grande sonho em desfilar como destaque na Escola de Samba ‘A Casamba’.

A carnavalesca era viúva e deixa uma filha: Fabiana Dias Sampaio. Ela também trabalhou por anos como assessora parlamentar. Aurea será cremada em Brasília.

O colunista social do JC, Fernando Brunini, lamentou a morte da amiga. “Lutou muito contra o câncer. A vida toda foi uma guerreira, uma grande mulher. Amava nosso carnaval. O samba está de luto. Ela era como uma mãe para mim. Me carregou no colo, foi amiga da escola de minha irmã. Amizade de uma vida toda”, disse Brunini.

Aurea e a filha Fabiana Dias Sampaio
Último desfile, em 2016, na ‘A Casamba’
Marcão Faria, Aurea Fernando Brunini

VÍDEO: Museu prepara reabertura para visitação do acervo

Depois de mais de uma década fechado para a visitação do acervo, o Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga em Rio Claro entrou em contagem regressiva para abrir novamente as portas à população no dia 23 de junho.

Para esse reencontro com a história tudo tem sido pensado de uma forma inovadora: “A ideia é trazer novas nuances de uma história que talvez as pessoas achem que já conhecem por uma outra perspectiva de uma forma que seja interessante para atrair mesmo o público. Estamos numa era muito digital então é uma outra forma de você apresentar a história da cidade e os munícipes terem interesse e orgulho em conhecer”, ressaltou Jaqueline Betiol dos Santos, que é coordenadora do Museu.

Serão sete ambientes temáticos e uma sala audiovisual e é exatamente nela que os visitantes farão a primeira parada. No espaço irão conhecer a história do prédio datado de 1863 e que já foi a escola Joaquim Ribeiro e até mesmo sede do tiro de guerra antes de se tornar Museu. Destaque para uma coluna original de argila e madeira do prédio feita por escravos e artesãos da época.

“Esse espaço do Museu é um local de que as pessoas tem muita saudade em Rio Claro porque houve o incêndio em 2010, mas antes disso já não estava aberto à visitação. Então faz cerca de 14 anos que Rio Claro não tem a possibilidade de visitar plenamente esse Museu. Quando eu falo plenamente é ele com o acervo completo como nós vamos fazer a partir do dia 23 de junho”, afirmou Dalberto Christofoletti, secretário de Cultura de Rio Claro.

O acervo conta com mais de 40 mil peças que remetem a diferentes épocas e situações. Nessa viagem os visitantes poderão escolher embarcar em uma estação de trem ou desvendar passagens secretas e ver de perto parte de um leão – uma escultura encontrada a partir de uma escavação em uma gruta na Avenida 2 com a Rua 4.

Observar a primeira cerveja em lata do Brasil produzida em Rio Claro ou por que não relembrar os sabores a partir de um símbolo da antiga sorveteria Nevada? Neste resgate também não vai faltar espaço para a cultura indígena, para a cultura negra e também para a arte através das mídias e da música. Por fim um espaço externo para a realização de eventos culturais como shows e outros tipos de apresentações.

“É um presente para a cidade de Rio Claro justamente neste momento dos seus 194 anos. As pessoas novamente vão se apropriar deste espaço, vão ser acolhidas para conhecer a história, as personalidades. Temos várias peças raras aqui que fizeram não só parte da cidade, mas contribuíram para um legado no Brasil”, finalizou Dalberto.

O Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga em Rio Claro fica localizado na Avenida 2, número 572. Os horários para a visitação a partir do dia 23 serão divulgados em breve pela administração municipal.

O ‘vírus da fome’: mães solo têm dificuldades de colocar comida na mesa

19 milhões é o número de brasileiros que passaram fome durante o primeiro ano da pandemia do coronavírus. Pesquisa realizada entre outubro e dezembro do ano passado mostra que mais de 116 milhões de pessoas conviveram com algum grau de insegurança alimentar no período.

Ou seja, mais da metade dos domicílios brasileiros sofreu algum tipo de privação. Segundo o estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, o índice exato de famílias nessa situação chegou a 55,2%.

A conclusão, porém, é de que o aumento da fome no Brasil já vinha se acelerando antes mesmo do período pandêmico. Entre 2018 e 2020 a alta foi de 27,6% ao ano. Entre 2013 e 2018, esse ritmo não passava de 8%.

 Não é de agora que o alerta sobre o problema passou a ser preocupação de organizações e movimentos sociais. Em 2018, a ActionAid já chamava atenção para as consequências do empobrecimento acelerado da população.

A pandemia, entretanto, demonstra ter agravado o quadro, que fica ainda mais crítico quando se analisa a situação de famílias desestruturadas, compostas por pessoas de pouca escolaridade ou qualificação profissional deficitária.

As restrições impostas por sucessivas e quase sempre insuficientes quarentenas fecharam muitas empresas, especialmente no setor de serviços, além de terem inviabilizado muitas ocupações informais.

Aos 35 anos, desempregada e divorciada, Isabel Cristina da Silva, que tem apenas o ensino fundamental, é mãe de cinco filhos com idades entre 10 meses e 15 anos. Para garantir o sustento da família durante a pandemia, ela revende produtos de limpeza em casa. Antes, trabalhava como catadora de recicláveis.

Isabel, personagem da ‘Reportagem da Semana’, é uma das mais de 11 milhões de mulheres no Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são chefes de família e lutam para sobreviver.

Mães solo, como são chamadas as únicas ou principais responsáveis pela criança, elas, que já viviam uma rotina complicada para criar os filhos, hoje se encontram numa situação ainda pior.

Na geladeira do apartamento alugado onde mora no Jardim das Nações I, havia feijão, um pacote de molho de tomate e garrafas com água. No armário, uma caixa de leite, um litro de óleo e vários potes vazios. 

Isabel contou ao Jornal Cidade que precisa de doações para dar de comer aos filhos. A única renda que tem é do Bolsa Família, do governo federal, no valor de R$ 518, que serve para pagar o aluguel.

“Sou sozinha para cuidar deles. Para alimentar, pagar outras contas de casa. Precisei vender a televisão deles [filhos], uma outra geladeira. Tive que optar por isso, pois meu bico não é mais suficiente. Necessito de leite, fraldas e cobertores para esse inverno”, explicou.

Isabel não quer viver só de doação. Ela pediu uma oportunidade de emprego. “Alguém que tem uma condição melhor poderia me dar um emprego. Sou faxineira, já trabalhei como porteira, cuidadora de idosas. A força que tiro vem de Deus. Se não fosse Ele, já não estaria mais aqui”, disse. Para falar com Isabel basta ligar no número (19) 99860-0692.

‘Preciso de ajuda para trazer minha dignidade de volta’

Dados do IBGE mostram que, em 2020, 430 mil empregadas domésticas com carteira assinada perderam os empregos. Isso tem um impacto familiar vivido de perto por Monica dos Santos Rocha, de 37 anos.

Ela trabalha como diarista. Quando a pandemia começou, ela cuidava de três casas. No entanto, as famílias deixaram de contratar por medo de contraírem a doença com o ‘vai e vem’. Hoje ela trabalha apenas em uma residência, quinzenalmente.

A diarista, que mora na região do Terra Nova, tem uma filha de 7 anos. Conforme relatou ao Jornal Cidade, o que mais dói é quando a pequena pede algo e ela não tem dinheiro para comprar. 

“É triste. Sempre queremos dar o melhor para nossos filhos. Sempre expliquei para ela [filha] que eu vou trabalhar e depois levo o que eu consigo comprar. Não consigo dar tudo o que eu queria dar para ela. Antes eu cobrava R$ 150 cada faxina, hoje eu diminuí para R$70 e só tenho uma casa”, comentou.

Ao falar sobre o estudo da filha, Monica se emocionou. Segundo ela, antes da pandemia, a menina tinha condições melhores para aprender e, agora em casa, nem tanto, principalmente porque a mãe não tem como ajudar. Monica só estudou até a terceira série do ensino fundamental.

“Eu sabia que lá o futuro dela estava garantido. Agora já não sei mais. Não consigo ensiná-la pois não tenho estudo, coisa que para mim não é vergonha. Comecei a trabalhar aos 11 anos. Ou eu ‘ralava’ ou passava fome. Dói porque não quero que ela passe por isso.”

Com lágrimas nos olhos, ela também fez um apelo aos leitores do JC para conseguir um emprego. “Preciso que alguém me ajude a trazer minha dignidade de volta. Se alguém puder arrumar um emprego para eu levar comida para casa, tenho cartas de recomendação, contatos que podem passar uma referência minha. Tudo isso para eu dar uma vida melhor a minha filha”, desabafou. Para falar com Monica o contato é o (19) 99962-7098.

PM devolve veículo ao proprietário um dia após ter sido furtado em RC

Equipe da Polícia Militar em patrulhamento pela estrada do bairro Eritréia visualizou rastros de pneus no solo sentido a uma mata. Após buscas encontraram um veículo Celta (LOC-6582) de cor preta.

Segundo os policiais, o carro estava intacto e com as chaves embaixo do tapete. Após pesquisa do emplacamento via Copom, eles concluíram que havia uma queixa de furto ocorrido ontem no distrito de Ajapi. Diante dos fatos realizado contato com o proprietário o qual compareceu ao local e teve seu veículo restituído.

Covid-19: Fiocruz chega a 50 milhões de doses de vacinas entregues

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chegou ontem (4) a 50,9 milhões de doses de vacinas contra covid-19 entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A soma foi atingida com a liberação de mais 3,3 milhões de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca.

O número total de entregas inclui 46,9 milhões de doses que foram produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e 4 milhões de vacinas importadas prontas do Instituto Serum, da Índia. No segundo caso, a Fiocruz também negociou o envio das doses e realizou a checagem e rotulagem em português dos frascos recebidos.

A fundação anunciou que, a partir da semana que vem, as doses voltarão a ser entregues em duas remessas: na sexta, o estado do Rio de Janeiro receberá sua parcela de doses, e, no sábado, sairá o carregamento para o almoxarifado central do Ministério da Saúde, em São Paulo, de onde as doses são distribuídas para os demais estados e o Distrito Federal. Segundo a Fiocruz, a mudança se deu por um pedido da Coordenação de Logística do Ministério da Saúde.

As doses produzidas em Bio-Manguinhos são fabricadas a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China, como previu o acordo de encomenda tecnológica assinado com a AstraZeneca no ano passado. O último carregamento recebido pela Fiocruz, em 22 de maio, garante as entregas até o início de julho, quando o total produzido e liberado deve chegar a cerca de 62 milhões de doses.

Mais quatro carregamentos de IFA estão previstos para chegar entre junho e julho, garantindo a produção de 100,4 milhões de doses. 

A Fiocruz também trabalha para produzir o IFA no Brasil, o que já está garantido com a assinatura do acordo de transferência de tecnologia assinado nesta semana com a AstraZeneca. Já chegaram ao país os primeiros bancos de células e de vírus que permitirão essa produção, e Bio-Manguinhos prevê iniciar neste mês a fabricação dos primeiros lotes de pré-validação e validação. A vacina produzida com IFA nacional, porém, só deve chegar aos postos de vacinação em outubro.

Jornal Cidade RC
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