SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Suspensas desde março deste ano devido ao aumento do número de casos de Covid-19, as visitas presenciais aos presos no estado de São Paulo foram retomadas a partir deste sábado (10). Para permitir as visitas, a Secretaria de Administração Penitenciária criou algumas regras que vão desde permitir a entrada de apenas uma pessoa maior de 18 anos de idade e permanência máxima de até duas horas.
Pessoas do grupo de risco, que inclui aquelas com 60 anos ou mais, só poderão ter acesso à penitenciária desde que apresentem comprovante do esquema vacinal completo para a Covid-19 emitido há pelo menos 20 dias. O mesmo vale para quem tomou dose única do imunizante.
O visitante deverá entrar apenas a carteirinha de visitante, um documento de identificação com foto e, se for o caso, o comprovante de vacinação contra a Covid-19. Não será permitida a entrada com nenhum outro objeto. Rodízio para visita As visitas presenciais estavam suspensas desde março deste ano por decisão judicial. Desde então, elas estavam acontecendo virtualmente.
Para a retomada, a SAP permitirá a entrada de visitantes em apenas dois horários durante o sábados e domingos: das 9h às 11h e das 13h às 15h. Para evitar aglomerações, foi criada uma espécie de rodízio que obedece ao número final da matrícula dos reeducandos e também ao número do pavilhão onde o detento está, estes divididos por pares ou ímpares. No caso de pavilhões identificados por letras, serão pares os pavilhões B, D, F, H, J e L e ímpares os pavilhões A, C, E, G, I, K e M.
Neste final de semana, poderão receber visitas os presos dos pavilhões pares. (confira a tabela abaixo) Ainda segundo a SAP, os visitantes são obrigados a permanecer de máscara durante todo o período de permanência no presídio, e estão proibidos de estabelecer quaisquer contatos físicos com os detentos. Se isso ocorrer, haverá suspensão temporária de visitação do custodiado.
Caso alguma unidade prisional apresente um alto índice de contágio de Covid-19, a visitação poderá ser suspensa temporariamente.
Visitas aos presos permitida apenas a pessoas acima de 18 anos; período máximo de permanência de duas horas; obedece ao final de matrícula do detento (desconsiderando o dígito)
Sábado (10) Domingo (11) 9h às 11 1, 3, 5 0, 2, 4 13h às 15h 7,9 6, 8 Fonte: SAP (Secretaria de Administração Penitenciária)
No começo da noite deste sábado (10), o Flamengo oficializou a contratação de Renato Gaúcho para ser o novo treinador da equipe. A informação, que já vinha sendo especulada, foi confirmada com uma publicação no perfil do clube no Twitter.
Renato Gaúcho chega para substituir Rogério Ceni, demitido nesta madrugada, após uma sequência de maus resultados. Renato, que fechou contrato até dezembro deste ano, deve dirigir o Flamengo durante a semana, no confronto contra o Defensa y Justicia, da Argentina, pela Copa Libertadores.
Renato Gaúcho treinará pela primeira vez na carreira o clube que defendeu em três diferentes momentos como jogador. Ele havia deixado o Grêmio em abril, após um longo e vitorioso trabalho na equipe de Porto Alegre. Em quatro anos e sete meses à frente do Tricolor, ele conquistou sete títulos, incluindo a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores de 2017.
No momento, Renato Gaúcho assume uma equipe que busca reencontrar os bons resultados. Atual bicampeão brasileiro, o Rubro-Negro já foi derrotado quatro vezes nas oito primeiras partidas no Campeonato Brasileiro. Rogério Ceni, técnico que comandou o time na conquista do Brasileirão de 2020, deixou a equipe com um retrospecto de 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas.
O Flamengo entra em campo neste domingo pelo Campeonato Brasileiro para encarar a Chapecoense, no Maracanã. O time deverá ser dirigido pelo auxiliar Mauricio Souza.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2389 da Mega-Sena, realizado neste sábado (10), em São Paulo. Os números sorteados foram 16, 30, 37, 39, 40 e 51.
A Quina teve 57 acertadores, cabendo a cada um R$ 69.283,28. A Quadra apresentou 3.887 ganhadores com R$ 1.451,41 para cada um deles.
O próximo sorteio da Mega será na quarta-feira, dia 14. A estimativa de prêmio é de R$ 65 milhões.
O atleta Netinho Marques, da Academia Pro Tem de Rio Claro, está na Sérvia para a preparação final para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Com os outros dois atletas classificados e seus treinadores, o atleta ficará nos país realizando o chamado treino “pré-games” até o próximo dia 14.
Sérvia foi escolhida para sediar a preparação final dos atletas de taekwondo do Brasil por ser um local já conhecido pelos brasileiros e por ter clima parecido ao de Tóquio, para já começar a aclimatação.
Netinho garantiu vaga em Tóquio em março de 2020, no classificatório olímpico, em seguida com a chegada da pandemia e cancelamento de diversas competições o atleta intensificou os treinos para chegar à sua melhor forma nas Olimpíadas.
As varas cíveis, de família e alguns outros setores que permaneceram no antigo prédio do Fórum localizado na Avenida 5 em Rio Claro terão os trabalhos retomados amanhã, segunda-feira (12).
O local estava parcialmente interditado em razão de um problema na rede de esgoto, que era muito antiga e estourou.
Como noticiado pelo Jornal Cidade, no final do mês passado (28 de junho), o início da reforma demorou por conta de formalidades como explicou na oportunidade o Dr. Cláudio Luiz Pavão, que é o diretor do Fórum: “O conserto depende de uma formalidade que se chama Ata de Registro de Preço, que leva algum tempo e não é um procedimento tão simples. Eu não posso simplesmente contratar um serviço particular para executar a obra. A licitação foi feita por uma regional que fica na cidade de Campinas”, comunicou o juiz.
Os processos físicos que estavam parados e com os prazos suspensos por determinação da presidência do Tribunal de Justiça voltarão a ter sequência.
Os estudantes da equipe Thunderbóticos vivenciaram a experiência de participar do torneio internacional de robótica ‘Open Greece’ em junho e tiveram a oportunidade de apresentar um projeto de pesquisa, em inglês, para a equipe de juízes da Grécia, além de interagir e aprender com a diversidade de equipes participantes do mundial.
A equipe Thunderbóticos foi criada em 2011 e a cada temporada é destaque em torneios regional, nacional e internacional do segmento, conquistando troféus que representam o aprendizado conquistado pela equipe ao longo dos anos.
A equipe atual é composta por sete integrantes, sendo Leandro Araujo de Nicolau, Marcela Britto Robles, Lucas Danesin e Vitor Ferreira Lourenço – membros desde 2019, e Isaac Oliveira Goz, Laura Vivian Tessari e Murilo de Freitas Nardelli, desde 2020. Já conquistaram dois prêmios regionais – 2º e 1º lugares, classificando-se para dois nacionais, além de prêmios extras como 1º lugar em Gracius Professionalism e 1º Design do Robô.
Nos torneios, as equipes são desafiadas a criar um projeto de pesquisa e uma solução inovadora para temas relevantes à sociedade previamente lançados em cada temporada, além da construção e programação de um robô para realizar as tarefas de mesa, gerando um aprendizado multidisciplinar. As competições são pautadas em valores como ‘aprender e dividir são essenciais’.
“A nossa equipe apresentou o projeto de pesquisa denominado GITY (Guide it to yourself), como uma solução que viabilizasse a prática esportiva com autonomia para pessoas com deficiência visual”, explica a integrante Laura Tessari.
A equipe constatou que 93% dos deficientes visuais são inativos e que o grau de sua deficiência pode se agravar até 80% se eles não praticarem atividades físicas. “Os deficientes visuais são muito afetados pela falta de atividades físicas pelo fato de não existirem políticas públicas que estimulem a atividade física para esse grupo”, observa a estudante.
Para solucionar o problema da falta de espaços adaptados aos deficientes visuais para a prática de atividades físicas foi desenvolvido o GITY, que consiste em um trilho inferior de armário que é instalável em praças e paredões, com a finalidade de proporcionar o ato da caminhada aos deficientes visuais, de forma segura e independente.
Era pouco mais de 18h30 quando o pastor Gustavo da Costa se dirigia até a igreja do Nazareno, no bairro Jardim Centenário, quarteirão vizinho ao posto de combustíveis, cenário da tragédia que causou pânico em Rio Claro. O teto caiu sobre o altar no momento em que parte da banda ajustava o som para começar o culto, há dez dias. Era noite fria de quarta-feira, 30 de junho. Às margens da Rodovia Washington Luís havia muita fumaça e fogo. O trânsito parava.
Uma alta nuvem de medo pairava sobre Rio Claro. A explosão de um caminhão no posto de combustíveis, que deixou 22 feridos e uma vítima fatal, ainda é comentada na cidade. Nesta edição, o JC traz, na ‘Reportagem da Semana’, histórias de vizinhos que se recordam dos momentos de pânico que passaram e mostram as dimensões da tragédia.
O pastor Gustavo é só um entre as dezenas de pessoas que foram atingidas pelo desastre que, dez dias depois, ainda traz marcas. Ele relatou que teve dificuldades de chegar até a sede da igreja.
“Tinha muitas pessoas nas ruas. Os policiais não me deixavam passar porque diziam que o posto estava explodindo. Eu expliquei a eles que precisava chegar, pois recebi uma ligação de que tudo havia desabado. Ao adentrar, pude observar a situação. Era algo que nunca presenciamos durante quase oito anos de caminhada neste bairro”, comentou.
Gustavo contou que não pode ficar muito ali naquele momento, pois tudo era um caos e as autoridades falavam numa terceira explosão. “Pediram para a gente sair correndo sem pegar algumas coisas e desligar outras. Essa noite de caos ficará para a história da vizinhança. Diante de tudo o que aconteceu, o bairro teve um grande livramento. O culto estava prestes a começar e, na hora do ocorrido, tínhamos aqui três pessoas em cima do altar. Elas foram arremessadas ao chão no momento onde tudo desabava e não tiveram nenhum arranhão”, explicou.
Hoje o local de fé e oração dá lugar a poeira e sujeira. Eles pensam, aos poucos, em retomar os cultos. Os encontros aconteciam às quartas-feiras e domingo de manhã e à noite. Os prejuízos são no forro do altar, que veio inteiro abaixo, telhas, vidraças e portões.
“Estamos estruturando para não oferecer riscos. A Defesa Civil liberou o local, pois a estrutura de alvenaria não foi danificada. Diante daquilo que vivemos e passamos, estamos devagar tentando retomar a nossa vida. O período será um caminho muito longo para restaurarmos todas as áreas afetadas”, relatou.
Três pessoas estavam na igreja na hora da explosão – FOTO: Roberto Gardinalli/EducadoraPastor Gustavo recebeu o JC para falar sobre os estragos
‘Pensei que estava acabando o mundo’
Durante a explosão, as famílias de dona Giani Aparecida Ramos, de 53 anos, e da filha que mora nos fundos, Neli Valéria Soares, de 36, também sofreram prejuízos. A onda de choque destruiu parte do telhado, forro, janelas e vidraças. Além disso, rachaduras aparecem em várias partes do imóvel.
“Pensei que estava acabando o mundo. Não tinha para onde correr. Tudo estava vindo abaixo. Graças a Deus estamos vivos. O problema é que, sem emprego, não tenho condições de arrumar os estragos, que foram grandes. Está muito frio. As janelas que ficaram estão sem os vidros e as que caíram fazem entrar muito vento. Preciso de ajuda”.
Desempregada há sete meses por conta da pandemia, dona Giani mora no bairro há quase dez anos. Antes trabalhava como empregada doméstica e até tinha dinheiro para emergências. Agora, ficou sem nada. Só recebe os R$ 150 do Auxílio Emergencial. Ou seja, ela precisa de doações para refazer a área da casa atingida.
A empregada doméstica conta que a prefeitura de Rio Claro, por meio da Defesa Civil, chegou a vistoriar o imóvel, mas que eles perderam as fotos do dia da explosão.
“Eles entraram e tiraram fotos. No outro dia vieram de novo e disseram que perderam [as imagens]. Mas se tudo foi perdido na hora em que aconteceu, as fotos de agora não vão adiantar muito, pois fizemos uma ‘gambiarra’ e colocamos muita coisa de volta. Nós precisamos de ajuda”, ressaltou.
Também desempregada por conta da pandemia, a filha de dona Giani, que fazia faxina em uma casa, disse estar desesperada, pois a família carente quase não tem renda para comer, muito menos para arcar com os gastos da tragédia.
“Quem puder doar telhas, janelas, vidraças, será de bom agrado. Estamos necessitando. Estamos sem emprego. Ninguém veio nos oferecer ajuda. Nem o prefeito, nem os vereadores. Onde está o prefeito Gustavo [Perissinotto] para nos oferecer ajuda nesse momento? Que Deus toque no coração de cada família que lê essa reportagem, para que venha nos ajudar. Estamos vivendo só com o dinheiro do Auxílio. Como tenho dois filhos, um de 12 e outro de 13 anos, fica muito difícil. Qualquer ajuda é bem-vinda, inclusive de cestas básicas”, pediu Neli.
A casa de dona Giani e da filha fica na Avenida 6, número 70, no Jardim Centenário, em frente à caixa d’água. Para falar com elas é só ligar: (19) 97158-4073.
Dona Giani e a filha Neli com janelas e parte do forro que veio abaixo
24 imóveis foram vistoriados, diz Defesa Civil
Segundo a Defesa Civil, os rio-clarenses lidaram com o tremor causado pelo impacto a 2,5 quilômetros. O órgão disse que o barulho pode ser ouvido a 15 quilômetros do local. O balanço, até agora, é de 24 propriedades vistoriadas.
“Nenhuma dessas construções sofreram danos severos que justificassem a interdição dos imóveis, apenas a manutenção das áreas afetadas. Finalizamos os atendimentos orientando os solicitantes da necessidade de contratação de profissionais habilitados para a recuperação das áreas afetadas, e em caso de acionamento de seguro, seguir os protocolos do contrato com a apresentação de laudos oficiais assinados por profissionais habilitadas da área”, diz nota do órgão enviada ao JC.
Já a polícia informou que foram registrados cerca de 50 boletins de ocorrência por danos materiais de casas e comércios que ficam nas proximidades do posto.
A polícia segue ouvindo testemunhas e os responsáveis pelo caminhão. O motorista deve ser ouvido após ter alta hospitalar.
Um homem morreu em decorrência da Covid em Rio Claro. Agora, o município tem 523 óbitos causados pela doença desde o início da pandemia.
As informações foram divulgadas neste sábado (10) pela Secretaria Municipal de Saúde, que também aponta total de 17.764 casos de coronavírus, com 53 confirmações nas últimas 24 horas.
O índice de ocupação de leitos caiu para 43%, com 75 pessoas hospitalizadas, 12 a menos que na sexta-feira (9). Entre os 75 pacientes internados, 43 estão em UTI. Há 512 pessoas em isolamento domiciliar.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.
Na manhã deste sábado (10), um vigilante patrimonial municipal de folga passava pela Avenida Visconde do Rio Claro, quando avistou um rapaz mexendo nas peças da caixa de energia do prédio que abriga o Centro de Qualificação Profissional da prefeitura de Rio Claro.
Imediatamente, o vigilante fez contato com a base municipal, que enviou uma equipe de ronda até o local. Chegando, avistaram o homem retirando peças da caixa de energia elétrica. Segundo informações da GCM (Guarda Civil Municipal), na tentativa de detê-lo, ele se desvencilhou e fugiu.
GCMs efetuaram patrulhamento nas proximidades e conseguiram deter o rapaz com o apoio dos VPMs. Foi dada voz de prisão e ele foi conduzido ao plantão policial onde permaneceu preso à disposição da justiça. Os itens da caixa de energia foram recuperados e deverão ser recolocados no prédio nos próximos dias.
As autoridades japonesas ativaram hoje o alerta mais alto em vários municípios do sudoeste do arquipélago, após a Agência Meteorológica do Japão (JMA) ter alertado para as chuvas torrenciais que já começaram a cair na região.
Os alertas de nível 5 – o mais elevado em caso de catástrofe natural – foram ativados em várias localidades de Kumamoto, Miyazaki e Kagoshima (todas na ilha de Kyushu), onde vivem cerca de 245 mil pessoas, segundo a agência de Kyodo.
O alerta 5 significa que aqueles que ainda não foram retirados devem refugiar-se no local mais seguro possível.
Nesse caso, as autoridades aconselham os moradores que ainda estão em suas casas a se afastarem de rios e montanhas (devido ao perigo de um deslizamento de terras) e a buscarems andares superiores ou mesmo telhados, se necessário.
A emergência no sudoeste do Japão foi declarada uma semana após fortes chuvas de monção, que desencadearam um deslizamento de lama, deixando até agora nove mortos e 20 desaparecidos na cidade de Atami (a cerca de 80 quilômetros a sudoeste de Tóquio).
Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou que o esquema vacinal completo contra covid-19 (duas doses) garante taxas de efetividade médias de 79,8% em pessoas com 60 a 80 anos e de 70,3% em idosos com mais de 80 anos.
Considerando-se uma média daqueles que receberam o esquema vacinal completo e aqueles que tomaram apenas a primeira dose, as taxas de efetividade ficam em 73,7% em idosos com até 79 anos e de 63% em pessoas com 80 anos ou mais.
O estudo considerou os imunizados com CoronaVac e AstraZeneca e foi feito com base em registros de hospitalização e morte por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o que permitiu avaliar a efetividade em relação à redução de casos graves e óbitos.
As duas vacinas têm, no entanto, taxas diferentes. Na CoronaVac, por exemplo, a taxa de efetividade para pessoas com esquema vacinal completo é de 79,6% para pessoas com 60 a 79 anos e de 68,8% em idosos com 80 anos ou mais.
Se forem considerados todos os imunizados, ou seja, aqueles com esquema vacinal completo e os que tomaram apenas a primeira dose, as taxas são de 70,3% em pessoas com 60 a 79 anos e de 62,9% em idosos com 80 anos ou mais, no caso da CoronaVac.
Para a AstraZeneca, no entanto, não foi possível avaliar a efetividade com o esquema vacinal completo, já que a segunda dose só é aplicada três meses depois da primeira. Portanto, a Fiocruz trabalhou com estimativas.
A taxa de efetividade da AstraZeneca com aqueles que receberam pelo menos a primeira dose chegou a 81,7% para pessoas com 60 a 79 anos e de 62,8% naqueles com 80 anos ou mais.
“A efetividade da vacinação continuará a ser avaliada, buscando estimar os dados de efetividade das vacinas com sua utilização no mundo real, no contexto epidemiológico e das variantes circulantes. Nesse sentido, os dados obtidos até o momento refletem principalmente as evidências de proteção vacinal frente à variante gama, preponderante no país neste período”, informa nota técnica divulgada pela Fiocruz.
A nota destaca ainda que medidas restritivas e o uso de máscaras podem influenciar no aumento de infecções por covid-19. “O relaxamento de medidas não farmacológicas após a vacinação, como uso menos frequente de máscara e aumento nas interações sociais presenciais sem os devidos cuidados de distanciamento e ventilação, induzem a maior risco de infecção”.
O governo argentino prorrogou as restrições que limitam o regresso dos seus cidadãos, apesar de ter aumentado o número de entradas diárias, levando as companhias aéreas a avaliarem as operações no país.
Desde o dia 28 de junho, apenas 600 argentinos e residentes podem entrar no país diariamente pela única porta aberta, o Aeroporto Internacional de Buenos Aires. Esse número será elevado a mil até, pelo menos, 6 de agosto, mas de forma gradual.
“Foram estabelecidas as seguintes cotas semanais para voos de passageiros: 5.200 lugares até 16 de julho, 6.300 lugares até o dia 17 e 7 mil lugares até 6 de agosto”, diz o texto da Decisão Administrativa publicado na sexta-feira (9).
A medida permite o regresso de 742 pessoas por dia na primeira semana, de 900 na segunda e de mil a partir da terceira semana.
Existem cerca de 25 mil argentinos retidos no exterior, número que deve aumentar progressivamente a cada dia, devido às medidas de controle fronteiriço impostas pelo governo, sob o argumento de conter a chegada ao país da variante Delta.
A quantidade de pessoas com permissão para entrar é equivalente a uma média de três a quatro aviões diários. Nos últimos quatro meses, mais de 45 mil argentinos viajaram ao exterior, sobretudo aos Estados Unidos, para se vacinarem.
“A Argentina é o único país do mundo a restringir a volta dos seus próprios cidadãos. O setor aéreo avalia se é viável operar num país que não está agindo de forma transparente e previsível ao mudar as regras do jogo a cada duas semanas”, adverte Peter Cerdá, vice-presidente regional para as Américas da Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata na sigla em inglês).
“Aqueles que regressarem do exterior estarão obrigados a se isolarem em lugares que os governos provinciais determinarem durante dez dias, a serem contados a partir do teste realizado no país de origem. As estadias nos locais de isolamento serão pagas pelo passageiro”, diz a decisão.
“Serão controlados aqueles que regressarem de viagem para cumprir o isolamento nos seus domicílios. Em caso de não cumprimento, por violação das medidas contra epidemias e por desobediência à autoridade públic, serão aplicadas penas prisão de seis meses a dois anos e de 15 dias a um ano, respectivamente”, alerta o governo.