Iniciativa em Atibaia utiliza literatura infantojuvenil para abordar direitos das crianças e adolescentes
O Dia Nacional do Livro é comemorado hoje e a autora Anna Luiza Calixto transformou o sonho de escrever livros em negócio. Moradora de Atibaia, a escritora está à frente do Projeto Bem Me Quer, iniciativa que utiliza a literatura infantojuvenil para abordar temas como os direitos das crianças e dos adolescentes. Com o apoio do Banco do Povo Paulista (BPP), programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE), ela conseguiu ampliar suas publicações e alcançar novos leitores.
Em todo estado de São Paulo, o BPP contribui para fortalecer empreendimentos ligados ao comércio e à produção de livros, oferecendo acesso ao microcrédito para quem deseja investir e expandir suas atividades.
“A literatura infantil é imprescindível ao desenvolvimento de pensamento crítico e elaboração consciente da realidade desde a primeira infância. Por cujo motivo, linhas de crédito como a do Banco do Povo nos mantêm, como autores, em movimento e crescimento no mercado”, destaca.
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Para ampliar o alcance de suas publicações, Anna encontrou no Banco do Povo Paulista uma oportunidade de investir na produção editorial. Ela conheceu o programa pelas redes sociais, ao pesquisar linhas de financiamento voltadas a mulheres empreendedoras. O recurso foi utilizado para custear ilustrações, diagramação e impressão de livros que abordam temas como bullying e adultização infantil. “Com o apoio do Banco do Povo, consegui imprimir edições lindas e alcançar um público ainda maior. Nosso livro Cresça e apareça foi o nosso primeiro produto voltado à primeira infância e, sem o financiamento, provavelmente não teria saído do papel”, conta Anna.
Crescimento da iniciativa literária
O interesse de Anna pela escrita começou ainda na adolescência. Em 2015, aos 14 anos, ela criou o Projeto Bem Me Quer como uma iniciativa voluntária e percorreu as 26 escolas municipais de Atibaia para conversar com estudantes sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o direito à participação cidadã.
Três anos depois, em 2018, o projeto se tornou uma microempresa e passou a oferecer palestras, cursos e treinamentos para profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes, como professores, psicólogos, assistentes sociais e conselheiros tutelares. Atualmente, o negócio desenvolve atividades itinerantes em 14 estados brasileiros e conta com oito livros publicados.
