A concessionária Sou Rio Claro é responsável pelo transporte público. Do mesmo grupo, a Sancetur é do transporte escolar

O governo do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) anunciou uma licitação para o próximo 16 de outubro a fim de contratar uma empresa especializada em consultoria de engenharia de transportes para realizar estudo de desequilíbrio econômico-financeiro e reestruturação do sistema municipal de transporte público coletivo de Rio Claro. O investimento estimado é de quase R$ 125 mil para a execução do documento que poderá mexer tanto com a oferta do serviço quanto na própria tarifa paga hoje pelos usuários, que está no valor de R$ 4,90.

De acordo com o certame, o qual a Farol JC obteve acesso, o estudo deverá produzir relatório dos custos reais do sistema, considerando a situação atual de 2026, bem como propostas de reformulação da rede de oferta, da programação dos serviços, do modelo de remuneração, dos aspectos institucionais, normativos e financeiros e das medidas necessárias à adequação do contrato de concessão à realidade atual do mesmo.

Desde o final de 2023 que o serviço é executado pela concessionária Sou Rio Claro, que vem acumulando vários problemas desde a sua implantação. Foram várias as crises registradas no transporte coletivo, inclusive, com audiências de cobranças de melhorias na Câmara Municipal – sempre sem a presença de representantes da empresa responsável.

O sistema originalmente licitado compreendia 22 linhas do serviço regular, algumas subdivididas em serviços parciais, frota total de 50 ônibus, frota operacional de 46 miniônibus, produção quilométrica mensal estimada em 235,2 mil quilômetros e demanda anual estimada em 276.844 usuários, sem considerar viagens integradas.

O contrato também contempla serviço de transporte de pessoas com restrições severas de mobilidade, mediante cinco vans adaptadas, sendo quatro operacionais, com produção estimada em 16,3 mil quilômetros mensais.

Desde que iniciada a nova concessão, a promessa era de uma grande intervenção no serviço de forma a surpreender os usuários do transporte, mas o que se viu foram promessas não cumpridas até agora. Entre as obrigações contratuais relacionadas à operação e à infraestrutura estão requisitos de idade da frota, sistema de bilhetagem eletrônica e monitoramento da operação, disponibilização de informações em tempo real aos usuários, painéis digitais no terminal da estação na Rua 1, sistemas de câmeras, reforma da infraestrutura do terminal e serviços contínuos de limpeza e conservação.

De acordo com a Prefeitura, a revisão integrada do plano de oferta e da equação econômico-financeira da concessão se faz necessária diante de que desde novembro de 2025 foram promovidas alterações na rede de linhas e na oferta de viagens, que vêm sendo monitoradas para verificação de desempenho e conformidade.

A tarifa pública atualmente considerada é de R$ 4,90, enquanto a tarifa de remuneração tinha valor contratual de R$ 7,382 na data-base de 1º de fevereiro de 2023, posteriormente reajustado conforme o contrato de concessão, conforme informado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. A contratação de empresa especializada permitirá, após 90 dias da execução do serviço, subsidiar as futuras decisões do Governo Gustavo para promover eventual adequação do contrato de concessão.

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