Trata-se do quinto mês consecutivo com adicional na conta de luz (Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Agência Nacional de Energia Elétrica confirma a manutenção do acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional

A bandeira tarifária amarela continuará em vigor ao longo do mês de setembro, conforme informou nessa sexta-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a decisão, o acréscimo nas contas de luz será mantido no próximo mês para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), aplicando um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Este é o quinto mês consecutivo em que a bandeira amarela é aplicada no país. De acordo com a Aneel, a permanência da medida decorre do período seco registrado no Brasil, fator que reduz a geração hidrelétrica em razão dos níveis mais baixos dos reservatórios e exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos mais elevados.


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Motivos para a manutenção e recomendações da Aneel

“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, destacou a Aneel em nota oficial sobre a bandeira tarifária amarela.

Diante do cenário, a agência reguladora reforçou a necessidade de adoção de práticas voltadas ao uso consciente da energia elétrica nas residências e empresas. “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomendou o órgão federal.

Funcionamento do sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias traduz os custos variáveis envolvidos na geração de energia elétrica no território nacional. Organizadas por cores, as sinalizações indicam o custo operacional para que o Sistema Interligado Nacional (SIN) produza a eletricidade consumida em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias.

As colorações das bandeiras são estabelecidas com base na projeção da variação de custos de geração para cada período mensal. Quando incide a bandeira verde, não ocorre nenhum acréscimo financeiro. Por outro lado, a aplicação das bandeiras amarela ou vermelha gera cobranças adicionais calculadas a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, com tarifas que variam conforme o patamar de custo de geração.