A Loxosceles laeta ou aranha-violinista – que no Brasil também é conhecida como aranha-marrom – pode ser encontrada nas casas das pessoas escondida em armários, roupas pouco usadas, frestas e lugares escuros e de pouco movimento.
O Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro alerta sobre os cuidados necessários para evitar contato e agir corretamente após uma picada
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Rio Claro está alertando a população sobre a importância de prevenir acidentes com a aranha-marrom. Essa espécie, apesar de pequena e discreta, é considerada uma das mais perigosas encontradas em áreas urbanas.
A aranha-marrom pode atingir cerca de quatro centímetros de envergadura com as pernas estendidas. Sua coloração varia entre marrom-claro e bege-amarelado, e seu corpo não possui pelos visíveis. Uma característica distintiva é uma marca em formato de violino na região do cefalotórax, além de possuir o segundo par de pernas visivelmente mais longo, o que a diferencia de outras espécies, como a aranha-vermelha.
Com hábitos noturnos e um comportamento pouco agressivo, a aranha-marrom se alimenta principalmente de insetos como baratas e traças. Ela produz uma teia irregular para abrigo e prefere locais escuros, secos e protegidos, como frestas, caixas, atrás de quadros, dentro de gavetas, entre cortinas e, com frequência, em roupas e calçados guardados.
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Como ocorrem os acidentes
A maioria dos acidentes acontece quando a aranha é comprimida contra a pele, seja ao vestir uma roupa, calçar um sapato ou durante o sono. A espécie não ataca espontaneamente, reagindo apenas quando não consegue escapar de uma ameaça.
Orientações para prevenção
Para diminuir o risco de acidentes, o CCZ orienta a população a evitar o acúmulo de objetos, manter os ambientes limpos e organizados e inspecionar roupas, toalhas e calçados antes de usá-los. Também é recomendado utilizar luvas durante a limpeza de depósitos, porões e jardins, além de vedar frestas, rachaduras e outros possíveis esconderijos.
Tratamento e dedetização
A dedetização, realizada por empresas especializadas, pode ajudar no controle da aranha-marrom, especialmente em locais com infestação. No entanto, o CCZ enfatiza que o procedimento deve ser combinado com a eliminação dos esconderijos para garantir resultados mais eficazes e duradouros.
O que fazer em caso de picada
Em caso de picada, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico. Inicialmente, a picada pode não causar dor, mas após algumas horas, podem surgir dor intensa, vermelhidão, inchaço e uma mancha arroxeada que, em alguns casos, pode evoluir para necrose da pele.
O Centro de Controle de Zoonoses alerta para que a população não utilize receitas caseiras sobre a lesão. Se for seguro e possível, recomenda-se fotografar a aranha para auxiliar na identificação da espécie. O tratamento com soro é indicado apenas em situações específicas, após avaliação médica.