VÍDEO – Retrospectiva: ataque a bancos é destaque em ano violento em RC

A cidade de Rio Claro foi alvo de ataques no ano de 2018. Duas agências bancárias, localizadas no Centro foram invadidas por bandidos fortemente armados.

Para relembrar essa e outras ocorrências no município, confira a retrospectiva de segurança feita pelo JC e um balanço do que aconteceu no setor no ano de 2018.

Arsenal, furto, flagrantes e mais ocorrências

Arsenal de armas

A equipe da Força Tática da Polícia Militar de Rio Claro apreendeu arsenal de armas de fogo e munição no início da manhã nesta segunda-feira (31 de dezembro) em residência na Vila Paulista.

Acusado não foi encontrado no momento da chegada dos policiais, a esposa foi detida e apresentada na delegacia no plantão policial.

Os policiais receberam informação de mais armas que estariam no cofre na residência. O suspeito foi averiguado na ocorrência.

Furto na estrada velha

Furto de bicicleta foi registrado às 21h50 nesse domingo (30 de dezembro) ao lado de estacionamento de condomínio no Km 731 na SP-316 na rodovia entre Rio Claro e Santa Gertrudes. A vítima foi rapaz, 27 anos. A vítima esteve no plantão para registro do Boletim de Ocorrência.

Flagrantes no final do ano

Três flagrantes de embriaguez ao volante foram registrados nesse domingo em Rio Claro. Acusado, 22 anos, foi detido pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Claro às 23h na Avenida Visconde com Avenida 24 na Vila Aparecida, próximo do Lago Azul. O indiciado conduzia Citroen prata, pagou fiança de R$ 1 mil.

Na pista no Km 163 na altura de 200 metros na SP-310 na Rodovia Washington Luís, acusado, eletricista, 42 anos, foi detido pela Polícia Rodoviária no Ford Fiesta Flex prata, estipulada fiança de R$ 1 mil e não paga, ficou à disposição da Justiça.

Acusada, 20 anos, foi detida pela Polícia Militar às 18h30 na Avenida 61 no Jardim Itapuã, região sul de Rio Claro. A indiciada conduzia Corsa Wind branco, placas de Cordeirópolis, pagou fiança de R$ 1 mil e liberada.

Flagrante de tráfico

Flagrante de tráfico de drogas foi registrado no início da madrugada de domingo na Avenida 44-A com Rua 9-A no Jardim Ipê, próximo da Vila Nova em Rio Claro. Acusado, 29 anos, foi detido pela Polícia Militar.

No Gol prata onde estava o indiciado, que tentou fuga, os policiais apreenderam 525,50 gramas de maconha, três celulares e R$ 150,00. Mais três suspeitos eram ocupantes do carro, foram liberados em seguida.

Operação da Guarda

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Claro realizou operação no início da madrugada de domingo ao lado de autoposto de gasolina na Rua 14 com Avenida 14 no Alto da Santa Cruz.

Os guardas apreenderam duas motocicletas, Honda Bis de cor vermelha com lacre rompido e Honda CG Titan, o condutor fazia manobra perigosa.

Mais de 40 vezes roubado

Roubo em estabelecimento comercial aconteceu na madrugada desta segunda-feira (31) no autoposto de gasolina na Avenida Tancredo Neves, ao lado do Terminal Rodoviário de Rio Claro. A vítima é o frentista, 49 anos, roubado mais de 40 vezes no local. Assaltante gordo e de camisa verde fez menção de estar com arma de fogo e levou R$ 110,00.

Tragédia no rio Corumbataí

A Polícia Civil de Rio Claro registrou caso de afogamento às 12h05 nesse domingo (30 de dezembro) no rio Corumbataí, próximo do Distrito de Ferraz, região rural. Saulo Silva Ferreira, 19 anos, entrou na água e morreu, corpo encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) do Necrotério Municipal de Rio Claro, na Avenida da Saudade para exame do legista.

Saulo era estudante e residia no Jardim Paineiras. O jovem era jogador, volante do time do Alagoanos, que disputou a Série Prata de Futebol Extra-Amador em 2018 em Rio Claro.

VÍDEO: Márcio França se despede do governo de São Paulo

O governador Márcio França gravou na sexta-feira (28), último dia útil de sua gestão no comando do Estado de São Paulo, um vídeo em que agradece a todos os colaboradores e cidadãos que de alguma forma ajudaram na condução dos trabalhos durante os nove meses em que esteve à frente do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

No balanço das atividades, França lembrou de momentos importantes, como a greve dos caminhoneiros, em maio, quando ajudou diretamente nas conversas que resultaram no acordo que deu fim ao movimento, e destaca a estabilidade financeira de SP, que poderá iniciar o novo governo com mais de R$ 27 bilhões em caixa.

“É um Estado fabuloso, foi uma honra governar São Paulo”, disse França. “As portas do Palácio ficaram abertas, a gente acredita no diálogo e é assim que o Palácio tem que ficar, aberto para conversar com todos como nós fizemos e como deve ser feito por todos”, completou.

Vai fazer promessa de ano novo? Aproveite e largue o cigarro

Reconhecido como doença crônica, o tabagismo traz diversos malefícios à saúde. Ao deixar de fumar, além de melhorar a saúde, a pessoa economiza R$ 2.007,50 em um ano. Em 5 anos, por exemplo, mais de R$ 10 mil serão poupados.

Segundo a psicóloga especialista Ivone Charran, no entanto, parar de fumar não é fácil. “Cerca de 5% dos fumantes conseguem abandonar o cigarro sozinhos, sem tratamento ou acompanhamento médico. O restante, ou 95%, precisam de ajuda especializada”, afirma.

A cada tragada em um cigarro, o indivíduo inspira mais de quatro mil substâncias. Entre elas estão a nicotina, o alcatrão, o monóxido de carbono, e mais outras 60 que são comprovadamente cancerígenas. Seus efeitos à saúde se dão tanto para os fumantes ativos quanto para os passivos, aqueles que inalam a fumaça ambiente.

O tabagismo é fator de risco para mais de 50 doenças e a maior causa de morte que poderia ser evitada. Já os fumantes passivos têm risco 30% superior de desenvolver um câncer de pulmão quando comparados aos que ficam longe da fumaça. Para o fumante passivo, o tabagismo é a terceira morte evitável.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 6 milhões de pessoa morrem em todo o mundo em decorrência do consumo de tabaco. Em 2030, a OMS estima que morrerão 8 milhões. O cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e nicotina, que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo.

Lei Antifumo

Uma estratégia para ajudar a quem quer parar de fumar pode estar fora dos corredores das clínicas. Um exemplo disso foi praticado em agosto de 2009 pelo Estado de São Paulo, quando deu um importante passo em defesa da saúde pública ao colocar em vigor a Lei Antifumo.

Com ela, ficou proibido fumar em estabelecimentos comerciais de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas, sujeito à multa para os interventores.

Pedro Nogueira, que frequenta bares e casas noturnas, relata as mudanças. “Melhorou muito os ambientes fechados após a criação da Lei. No passado, tinha locais que eu deixava de ir por conta do excesso de fumantes que iam lá e não respeitavam o ambiente”, diz.

Rapaz morre após afogamento no Rio Corumbataí

Um rio-clarense de 19 anos, identificado como Saulo Silva, morreu após se afogar na manhã deste domingo (30) no Rio Corumbataí.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o corpo do rapaz foi encontrado em menos de três minutos no trecho do rio no Distrito de Ferraz, região rural de Rio Claro.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a levar o jovem para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Cervezão, onde tentaram reanimá-lo após parada cardíaca, mas o óbito foi constatado.

Ainda segundo as autoridades, o afogamento ocorreu próximo a um local conhecido como “Ponte da Linha Férrea”. As causas do afogamento ainda serão apuradas pela Polícia Civil.

União perde R$ 7 bi com atraso de leilão do pré-sal

O governo deixa de arrecadar R$ 7 bilhões a cada ano de atraso no megaleilão de petróleo do pré-sal, afirmou ao Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, o professor da UnB Paulo Coutinho, coordenador adjunto do grupo técnico de Minas e Energia na transição de governo. Segundo ele, o futuro ministro da área, almirante Bento Costa Lima Leite, levará em conta essa perda para decidir se o melhor é levar adiante a atual negociação com a Petrobrás e destravar logo a venda do excedente de petróleo nessas áreas, ou se vale a pena recomeçar a negociação do zero.

O governo precisa renegociar os termos do contrato firmado com a Petrobrás em 2010 para explorar 5 bilhões de barris nas áreas da chamada “cessão onerosa”, no pré-sal, para poder fazer o leilão do petróleo excedente que existe na região. À época, a empresa pagou à União R$ 74,8 bilhões pelos direitos de exploração, mas o atual ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, já sinalizou que o governo precisará devolver recursos nessa repactuação.

A avaliação do grupo técnico, porém, é que alguns parâmetros usados na renegociação são “muito favoráveis” à Petrobrás. Por exemplo, a escolha de um momento de baixa do petróleo como referência para o preço do barril. “Nos concentramos mais na questão dos valores que a Petrobrás estaria recebendo, se seriam adequados ou superavaliados”, disse Coutinho.

Algumas avaliações preliminares indicam que a Petrobrás deveria receber cerca de R$ 40 bilhões de volta do governo, de um total de R$ 100 bilhões que a União deve lucrar com o bônus de assinatura dos novos leilões. O grupo técnico acredita que esse valor pode estar superavaliado, mas ao mesmo tempo analisa as perdas potenciais para o governo de tentar rever a negociação, caminho que atrasaria ainda mais o novo leilão.

“É uma questão de o ministro decidir se vale a pena recomeçar a negociação ou deixar como está. Ficou para os ministros decidirem”, afirmou o professor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

‘Sem a previdência, ajuste fiscal não fica completo’, diz Guardia

Nos nove meses à frente do comando da política econômica brasileira, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, acabou assumindo a função de “desarmador” de bombas fiscais. Foram muitas. A mais recente delas foi a tentativa de divisão, com Estados e municípios, dos recursos a serem arrecadados no megaleilão de petróleo do pré-sal agendado para 2019, o que poderia prejudicar o ajuste fiscal no ano que vem. Na última entrevista no cargo, concedida no amplo e austero gabinete ministerial no prédio do Ministério da Fazenda, Guardia reconhece que o ajuste nas contas públicas feito pelo governo Michel Temer está incompleto. “Falta a reforma da Previdência”, diz. Para o seu sucessor no cargo, Paulo Guedes, ele recomenda a adoção de mudanças no abono salarial, na política do salário mínimo e maior controle nos gastos com o funcionalismo. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Existe alguma coisa que o sr. não fez e gostaria de ter feito?

Não conseguimos aprovar a reforma da Previdência. Sabíamos da dificuldade. Ela é fundamental para o País e tenho convicção de que será aprovada no início do próximo ano. Apesar de não ter sido aprovada, há hoje uma clareza sobre a sua importância. Outros dois temas que não avançamos da maneira que queríamos foi a privatização da Eletrobrás – precisa de dinheiro na empresa, precisamos capitalizá-la. E, infelizmente, não conseguimos aprovar o projeto que destrava a revisão da cessão onerosa (acordo fechado em 2010 entre a União e a Petrobrás que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris na Bacia de Santos, em São Paulo, sem licitação. Em troca, a empresa pagou R$ 74,8 bilhões), que vai permitir a atração de um enorme investimento para o País.

Como o sr. entrega o ajuste fiscal? Os críticos avaliam que o governo não fez o que prometeu.

Desde 1991, a despesa primária (que não leva em conta o pagamento de juros da dívida) só cresce em proporção ao PIB. Só começa a cair a partir de 2016. Aprovamos a emenda do teto (regra que proíbe que os gastos cresçam em ritmo superior à inflação), reduzimos despesas importantes como subsídios, a despesa está caindo em proporção ao PIB. O ajuste está caminhando na direção correta. Agora, sabemos que precisamos de reformas estruturais. Divulgamos as nossas recomendações para a frente para que o teto possa ser mantido.

O ajuste está incompleto?

Sim, falta a reforma da Previdência. E faltam outras medidas, como a revisão do abono salarial (benefício de um salário mínimo pago uma vez por ano aos trabalhadores que ganham até dois salários mínimos) e a delicada e difícil nova regra do salário mínimo (a atual – que leva em conta a inflação do ano anterior e a variação do PIB de dois anos antes – vence em 2019). É necessário também ter uma política mais firme de controle das despesas de pessoal. Esses temas precisam ser enfrentados. É um trabalho longo.

Como o sr. acha que o futuro ministro deveria proceder na negociação da reforma?

Primeiro, é o tema mais urgente. É preciso andar rápido com a reforma da Previdência. Temos uma proposta que já está em tramitação. É uma proposta que endereça os principais problemas: estabelecer uma idade mínima (62 anos para mulheres e 65 anos para homens, ao fim de um período de duas décadas de transição), uniformizar as regras do setor público e privado e uma transição adequada. A reforma dá conta desses problemas. É preciso ter clareza que a reforma que está no Congresso já foi amplamente debatida e tem uma chance muito alta de ser aprovada, ou qualquer proposta parecida com a que está lá. Eu aproveitaria a essência daquela reforma. Sempre pode fazer ajustes no projeto que está lá com as emendas apresentadas. O tempo é algo importante. O governo deveria investir o capital político que tem para aprovar a reforma ao longo do próximo semestre.

O teto de gastos precisa mudar?

Eu acho que não. Ele é viável e é o que ancora as expectativas na direção de um ajuste fiscal gradual. A alternativa ao ajuste gradual, que é o que nós propusemos, seria ou um corte brutal de despesas, que não vejo como ser feito, ou aumento de impostos. Sem o teto, a estratégia de ajuste gradual não é crível. A alternativa seria alta de tributos num País que já tem uma carga tributária muito alta. Isso é um erro. Tem de fazer as medidas de ajuste.

O sr. deu algum conselho para o seu sucessor?

Não é conselho. O que tivemos é uma transição muito transparente, amigável, franca. Eu discuti todos os temas que eles tiveram interesse. Ajudamos a passar todas as informações e tentamos passar um pouco do nosso conhecimento, das nossas dificuldades de administrar um País complexo como o Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CNH poderá ter validade maior

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, pelo Twitter, que quer ampliar o prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos. “Parabenizo o governo do RJ por extinguir a vistoria anual de veículos. Outrossim, informo que faremos gestões no sentido de passar para dez anos a validade da carteira nacional de habilitação”, escreveu.

Hoje, a CNH tem validade de cinco anos para pessoas até 65 anos e de três para quem está acima desta idade. Para renovar, é preciso fazer exames médicos. A atribuição sobre regras de trânsito passará, a partir de janeiro, para o novo Ministério do Desenvolvimento Regional.

Bolsonaro diz que liberará posse de arma de fogo por decreto

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que liberará a posse de arma de fogo por meio de um decreto, assim como tornará o registro da arma definitivo. “Por decreto pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”, escreveu, no Twitter.

Bolsonaro não deu mais detalhes sobre qual será a diferença desta mudança para a atual legislação, que já permite a posse de armas de fogo. Sobre o registro, há dois anos, o presidente Michel Temer editou um decreto (Nº 8.935) que mudou de três para cinco anos o período de renovação.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do capitão do exército, compartilhou a publicação do pai e disse que “muitas outras novidades estão por vir ainda”. Eduardo aproveitou para criticar o estatuto do desarmamento e o ex-presidente Lula.

“Os mensaleiros aprovaram o estatuto do desarmamento em 2003 a mando de Lula. Desde 2005 o povo pediu via referendo mudanças. Só em 2019, a custa de muito sangue inocente – em torno de 50 a 60.000 assassinatos/ano – foi eleito um presidente que vai ouvir os clamores do povo”, disse.

PT, PSOL e PCdoB não participam da posse de Bolsonaro

Líderes do PT, PSOL e PCdoB anunciaram ontem que seus deputados e senadores não vão participar da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 1.º de janeiro no Congresso. Outros partidos que já declararam oposição ao futuro governo, como PDT e PSB, informaram que alguns líderes também não devem comparecer à solenidade em que o presidente e o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, assinam o termo de posse.

Em nota, o PT disse reconhecer o resultado da eleição, mas afirmou que a disputa foi marcada pela falta de lisura por ter sido, segundo o partido, “descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”, derrotado no segundo turno.

“O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios”, diz o texto, assinado pelos líderes do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Lindbergh Farias (RJ), e pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

As bancadas do PT no Congresso afirmaram ainda que o futuro governo pretende “destruir a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil”, com o aprofundamento de “políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas”.

Já o PSOL diz no texto que o governo que se iniciará na próxima semana “tem como princípios o ódio, o preconceito, a intolerância e a violência”.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, a deputada Jandira Feghali (PCdoB) confirmou que a bancada não participará da posse do presidente eleito, mas negou que se trate de “boicote”. “Não é um boicote, até porque respeitamos o resultado das urnas. É a decisão política de não ir”, disse.

Segundo ela, os parlamentares vão prestigiar governadores eleitos do partido que tomam posse no mesmo dia. A legenda reelegeu o governador do Maranhão, Flávio Dino, e os vice-governadores Luciana Santos (PE) e Antenor Roberto (RN). Na Câmara, elegeu nove deputados, um a menos que o PSOL.

O PT tem a maior bancada da Casa, com 56 eleitos, seguido do PSL, partido de Bolsonaro, com 52 deputados.

Bancada liberada

Outras legendas que já se declararam como oposição não articularam um “boicote” à posse, mas seus líderes tampouco devem comparecer. O líder do PDT, André Figueiredo (CE), disse que não vai, mas que “não existe nenhuma deliberação para nenhum deputado da bancada ir”. O presidente da sigla, Carlos Lupi, reconheceu o direito de os partidos não comparecerem, mas disse que um boicote “não tem efeito nenhum a não ser emocional e para marcar posição”.

Presidente do PSB, Carlos Siqueira afirmou que a decisão será de cada correligionário. “Quem desejar participar está livre para fazê-lo. Eu, pessoalmente, não estarei lá e não faço nenhuma reclamação disso, porque acho ótimo até.”

Na eleição, o partido também não teve um posicionamento definido O PSB apoiou Haddad no segundo turno contra Bolsonaro, mas liberou governadores que disputavam eleição para se manterem neutros.

Apesar de posicionamentos distintos na posse, o PCdoB vai formar um bloco de oposição ao governo do presidente eleito na Câmara dos Deputados com PSB e PDT. Derrotado na eleição, o PT deve ficar isolado nas duas Casas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Jornal Cidade RC
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