Lei prevê multa de até R$ 98 mil para fura-fila da vacina em SP

AGÊNCIA BRASIL – A pessoa que furar a fila da vacinação contra a covid-19 em todo o estado de São Paulo poderá ser multada em até R$ 98 mil a partir de hoje (13). A lei que prevê a multa para os que descumprirem a ordem de vacinação dos grupos prioritários foi publicada no Diário Oficial do estado deste sábado. Os valores recebidos por meio das multas serão recolhidos ao Fundo Estadual da Saúde.blank

Caso a pessoa imunizada descumpra o cronograma previsto de vacinação, a multa estabelecida é de 1.700 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (UFESPs), atualmente calculada em R$ 49.453,00. Essa multa ainda pode dobrar e chegar a R$ 98.906,00 se a pessoa que tomou a vacina for um agente público, cuja vacinação ainda não estava prevista pelo cronograma.

O agente público que aplicou a vacina na pessoa que furou a fila também será multado. A multa prevista, nesse caso, é de 850 UFESPs, calculada atualmente em R$ 24.726,50. A pena também pode recair para os superiores hierárquicos, caso seja comprovada que veio dele a ordem ou o consentimento para a vacinação.

A campanha de imunização em São Paulo contra o novo coronavírus (covid-19) teve início no dia 17 de janeiro com a vacinação de profissionais de saúde diretamente relacionados ao tratamento contra a covid-19, além de indígenas e quilombolas. 

Na semana passada teve início a vacinação de idosos com idade superior a 90 anos de idade e, ontem (12), a vacinação para o público acima de 85 anos de idade. O governo de São Paulo anunciou para o dia 1º de março o início da vacinação de idosos com idade superior a 80 anos de idade.

César Filho é internado por complicações da Covid-19

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O apresentador César Filho, 60, teve uma piora em seu quadro de saúde devido à Covid-19, diagnosticada em 2 de fevereiro, e teve de ser internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Ele mesmo contou sobre isso pelas redes sociais.

“Desde a noite de ontem [quinta, 11], em virtude de alteração nos exames de sangue, estou internado para continuar meu tratamento contra a Covid-19. O Dr. Roberto Zeballos, que está cuidando de mim, achou melhor me trazer para o Hospital Vila Nova, onde estou sendo muito bem cuidado”, começou ele.

“Aqui recebo um acompanhamento integral para que possamos ter melhores resultados. Elaine, que também testou positivo para a doença, está bem, continua o tempo todo ao meu lado. Tenho certeza que estou no caminho da cura”, escreveu o apresentador da Record.

Pelos Stories do Instagram, Elaine falou mais sobre o estado de saúde do marido. “O César também deu uma boa piorada, ele estava bem no final de semana e eu que não estava. Na segunda, ele acordou com tosse que, obviamente, gera um desconforto muito grande para você respirar e puxar o ar”, explicou.

Luigi e Luma, os dois filhos do casal, não apresentaram nenhum sintoma de Covid.

Morador em situação de rua é encontrado morto no Lago Azul

A Polícia Militar de Rio Claro atendeu na noite de ontem, sexta-feira (12), a uma ocorrência de morte suspeita dentro do Parque do Lago Azul.

O morador em situação de rua identificado como Gerson César Marcelino, de 50 anos, foi encontrado sem vida ao lado do campo de bocha, com ferimentos na testa.

A causa do óbito será investigada. Após trabalho da perícia, o corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) e será sepultado hoje no cemitério São João Batista.

Morre aos 92 anos Paulo Egydio Martins, governador de São Paulo de 1975 a 1979

OSCAR PILAGALLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-governador de São Paulo Paulo Egydio Martins (PSDB) morreu nesta sexta-feira (12) aos 92 anos.

Paulo Egydio, que governou São Paulo de 1975 a 1979, teve uma trajetória oposta à da maioria dos políticos: a partir de posições conservadoras quando jovem, abraçou um liberalismo na maturidade.

Sem ter sido um radical em nenhum dos extremos do espectro ideológico em que se movimentou, Paulo Egydio reagiu às circunstâncias de seu tempo, dadas pela ditadura militar (1964-1985).

Nascido em 1928 em São Paulo, mudou-se com a família para Santos, onde passou a infância, e concluiu os estudos no Rio de Janeiro, formando-se engenheiro em 1951.

Foi lá, na então capital federal, que deu os primeiros passos na vida pública, atuando na contramão da política estudantil. Associado à UDN (União Democrática Nacional), integrou a diretoria da UNE (União Nacional dos Estudantes) que deu uma guinada à direita na entidade, numa reorientação que se revelaria fugaz.

No início dos anos 60, trabalhando na iniciativa privada, Paulo Egydio transformou seu escritório em São Paulo num ponto de encontro de líderes que participaram da conspiração que depôs o presidente João Goulart em 1964.

Identificado com o governo militar, Paulo Egydio disputou a Prefeitura de São Paulo no ano seguinte, tendo sido apenas o quinto mais votado. O primeiro cargo público foi o de ministro da Indústria e do Comércio, a partir do início de 1966.

Nessa posição, e filiado à recém-criada Arena (Aliança Renovadora Nacional), apoiou a política econômica estabilizadora e recessiva que marcou o início do regime militar.

Próximo do grupo do presidente Castello Branco, Paulo Egydio se afastou do governo durante os períodos de Costa e Silva e Médici, quando o Brasil viveu entre o “milagre econômico” e o acirramento da repressão política.
Voltou à vida pública depois de sete anos, pelas mãos do presidente Ernesto Geisel, que o nomeou governador de São Paulo.

Crítico velado dos excessos da ala mais dura dos militares, Paulo Egydio usou a força do posto para dar sustentação civil à “distensão” promovida por Geisel, como ficou conhecida a iniciativa que levaria à “abertura” e, finalmente, à redemocratização do país.

A ação deflagrada por Geisel avançava e recuava, de acordo com o ritmo buscado pelo presidente, pressionado de um lado pela oposição e de outro pela linha-dura. Em sintonia com o presidente, Paulo Egydio também oscilava segundo o momento.

Denunciou a reorganização do ilegal Partido Comunista Brasileiro (PCB) no estado e a infiltração de seus militantes na TV Cultura e no movimento estudantil, o que teve como consequência o recrudescimento da repressão em São Paulo, que culminou com o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, e a invasão da PUC (Pontifícia Universidade Católica), em 1977.

A reação de Paulo Egydio foi ambígua nos dois casos. Comportou-se como adversário do comando do Segundo Exército, onde Herzog morreu sob tortura, mas também pediu ao arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, que não participasse do culto ecumênico em sua homenagem, no que não foi atendido.

Sobre a invasão da PUC, elogiou na época a decisão de seu secretário de Segurança Pública, Erasmo Dias, e mais tarde, tentando se distanciar do episódio, o criticou pela violência.

Paulo Egydio teve papel coadjuvante no episódio que consolidou a distensão política. Na noite de 18 de janeiro de 1976, um domingo, ligou para Geisel para lhe informar que, poucos meses após a morte de Herzog, outro preso, o operário Manuel Fiel Filho, tinha morrido nas dependências do Segundo Exército.

No dia seguinte, o presidente exonerou o general Ednardo D’Avila Mello, impondo uma derrota importante, embora não definitiva, à linha-dura.
Se dependesse só de Geisel, Paulo Egydio poderia até ter sido seu sucessor, na hipótese, que se revelou impossível, de que o escolhido fosse um civil.
Em “A Ditadura Encurralada”, Elio Gaspari menciona que o governador não tinha um requisito básico: apesar de ter ajudado a estruturar a Arena em São Paulo, não dispunha de uma base política unida.

Nos estertores da ditadura, Paulo Egydio se aproximou da corrente que lutava pela redemocratização. Em 1979, logo após deixar o governo de São Paulo, declarou apoio à anistia “ampla, geral e irrestrita”, uma bandeira erguida pela oposição, e em seguida, com o fim do bipartidarismo, se filiou ao efêmero Partido Popular (PP), de Tancredo Neves.

Nos anos seguintes, aderiu ao PDS (Partido Democrático Social) e ao PMDB e, no final dos anos 80, voltou a se dedicar à iniciativa privada. Em 2005, acabou se filiando ao PSDB. Casado com Brasília Byington, teve sete filhos.

REPERCUSSÃO
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), manifestou pesar pela morte de Paulo Egydio durante entrevista a jornalistas nesta sexta. “Com pesar recebi a notícia da morte do ex-governador de SP Paulo Egydio Martins. Minha solidariedade aos familiares e amigos neste momento de profunda tristeza”, escreveu em nota.

O presidente estadual do PSDB, Marco Vinholi, também lamentou a morte e destacou a transformação promovida por Egydio na infraestrutura do estado durante a sua gestão, com a construção da Rodovia dos Bandeirantes e a inauguração parcial da Rodovia dos Imigrantes. Feitos na saúde também foram lembrados, como a construção do Hospital Universitário da USP e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, entre outros.

Em nota, o PSDB nacional afirmou que “fica o legado do político que muito contribuiu para o desenvolvimento e a modernização de São Paulo e do Brasil”.

Rio Claro tem 195 mortes por coronavírus

Um idoso e uma idosa são as mais recentes vítimas fatais da Covid-19 em Rio Claro e, com isso, o município chega a 195 mortes provocadas pela doença. A informação foi divulgada na sexta-feira (12) pela Secretaria de Saúde de Rio Claro, que também aponta 39 novos casos da doença, totalizando 8.154 casos registrados desde o início da pandemia. 

blank

O número de pacientes internados é 74, sendo 33 na rede pública e 41 na rede privada. Deste total, 23 pacientes estão em UTI. Até o momento, em Rio Claro, 7.511 pessoas se recuperaram da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização. E orienta a todos para ficarem atentos ao calendário de vacinação, que está sendo cumprido pelo município conforme a disponibilidade de doses de vacinas recebidas e seguindo critérios do Ministério da Saúde e governo estadual.

Festa clandestina reúne mais de 100 estudantes em Araras

Na madrugada desta sexta-feira (12), uma festa clandestina com aproximadamente 100 estudantes foi interrompida pela Polícia Civil em Araras. O evento acontecia numa chácara no Parque Industrial.

Depois de uma denúncia, os investigadores foram até o local e viram veículos entrando. Inclusive, para entrar, havia cobrança. Os agentes chamaram reforços da Guarda Civil e da fiscalização da Prefeitura.

Ainda, de acordo com informações da polícia, várias testemunhas foram ouvidas. Entre elas: seguranças, organizadores e o dono do imóvel. Uma multa foi aplicada e os envolvidos foram liberados.

Foram apreendidas máquinas de cartão de crédito, pulseiras, bebidas e outros produtos usados no evento. O Ministério Público foi comunicado e o valor da multa será definido pela Justiça.

Com compromisso de ajuste fiscal, cúpula do Congresso e Guedes preveem auxílio a partir de março

BERNARDO CARAM E RENATO MACHADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Após negociações com a equipe econômica, a cúpula do Congresso concordou em condicionar uma nova rodada do auxílio emergencial à aprovação de medidas de ajuste fiscal.

Antes contrário a essa ideia, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), mudou o tom do discurso e afirmou nesta sexta-feira (12) que a liberação da assistência será associada à votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do pacto federativo, que retira amarras fiscais e aciona gatilhos de ajuste nas contas públicas.

O anúncio foi feito após reunião entre Pacheco, Guedes, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Na segunda-feira (8), em entrevista à Globo News, o presidente do Senado havia afirmado que o auxílio é urgente e não poderia ser atrelado a medidas de aperto fiscal.

“O que não podemos é condicionar a realização disso [auxílio ou outro programa de assistência social] à entrada em vigor de medidas desse tipo porque a emergência e a urgência da situação relativas a essa assistência social não podem esperar”, afirmou Pacheco na ocasião.

Nesta sexta, o senador disse ser fundamental que o Congresso faça sua parte, dando andamento à agenda de reformas e ressaltou que o auxílio será liberado de acordo com a proposta de Guedes. O ministro quer inserir na PEC do pacto federativo uma cláusula de calamidade pública para viabilizar a liberação do auxílio.

“É fundamental que haja a possibilidade de uma cláusula de calamidade pública na PEC do pacto federativo para que seja possível fazer a flexibilização necessária para que haja auxílio no Brasil”, disse Pacheco, ressaltando que a assistência só deixará de ser prioridade quando a pandemia acabar.

O presidente do Senado afirmou que as equipes do Congresso e do Ministério da Economia vão trabalhar durante o feriado para finalizar a proposta, que deve ser apresentada a líderes partidários na próxima quinta-feira (18).

Segundo ele, o benefício deve ser pago em março, abril, maio e, eventualmente, junho.

Segundo membros do Ministério da Economia, o valor das parcelas pode ficar em R$ 250. Inicialmente, Guedes defendia pagamentos de R$ 200.
De acordo com o ministro da Economia, foi selado um compromisso para liberar o auxílio, acelerar a vacinação contra a Covid-19 e dar andamento às reformas estruturantes.

“Estamos todos na mesma luta, com vacina em massa, auxílio emergencial o mais rápido possível e reformas, particularmente esse marco fiscal que garante que vamos enfrentar essa guerra sem comprometer as futuras gerações”, afirmou.

Nas últimas semanas, por pressão do Congresso, foi intensificada a negociação para que uma nova rodada do auxílio emergencial seja liberada.
Resistente à proposta até o início deste ano, a equipe econômica passou a aceitar discutir e elaborar alternativas para a assistência. O time de Guedes, no entanto, seguiu insistindo na necessidade de a liberação ser acompanhada de medidas de ajuste fiscal.

Ao criar a cláusula de calamidade, o governo poderia operar uma espécie de Orçamento de Guerra similar ao implementado em 2020. Com isso, conseguiria liberar o auxílio sem ferir normas fiscais.
O time do ministro chegou a negociar uma proposta mais estruturada, que alteraria do nome do auxílio para BIP (Bônus de Inclusão Produtiva). O sistema seria associado à Carteira Verde e Amarela, modelo de contrato trabalhista mais flexível e com encargos reduzidos.

Nesse caso, os informais ganhariam três parcelas de R$ 200 enquanto buscam um emprego. Ao serem contratados, eles receberiam um curso de qualificação bancado pelo empregador.

O excesso de condicionantes do plano da equipe econômica irritou parlamentares. A cúpula do Congresso passou a cobrar que o auxílio fosse liberado com urgência, mesmo sem espaço no Orçamento.

Membros da equipe econômica afirmam que os estudos para criação do BIP seguem de pé, mas a proposta será tratada separadamente. Segundo uma fonte, a apresentação desse plano dependerá do andamento da articulação com os deputados e senadores.

Parlamentares chegaram a sugerir que o auxílio emergencial seja autorizado por meio da liberação de créditos extraordinários. O mecanismo não é contabilizado no teto de gastos, regra que limita as despesas do governo. Guedes rejeitou a ideia, argumentando que seria necessário alterar outros instrumentos orçamentários, o que, segundo ele, levaria mais tempo do que aprovar o Orçamento de Guerra.

São Paulo fecha com técnico argentino Hernán Crespo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Hernán Crespo é o novo técnico do São Paulo. Nesta sexta (12), o clube do Morumbi acertou a contratação do treinador argentino de 45 anos, campeão da última Copa Sul-Americana com o Defensa y Justicia, para substituir Fernando Diniz.

Não há data para que ele estreie no comando tricolor. No domingo (14), diante do Grêmio pelo Brasileiro, o time continuará treinado pelo auxiliar e interino Marcos Vizolli.

O trabalho à frente da equipe do subúrbio de Buenos Aires, o melhor de Crespo até aqui em sua curta carreira no banco de reservas, chamou a atenção não só da diretoria são-paulina. A seleção chilena e o Santos também entraram em contato com o argentino, que acabou assinando com o São Paulo.

Desde que pendurou as chuteiras, em 2012, o treinador trabalhou em quatro clubes. Seu primeiro emprego na nova função foi no comando do time juvenil do Parma, da Itália, clube pelo qual se aposentou dos gramados.

No futebol profissional, treinou o Modena, na segunda divisão italiana, e o Banfield, na elite argentina, antes de trabalhar no Defensa y Justicia, onde conquistou seu primeiro título como técnico.

Como jogador, Hernán Crespo foi um dos principais atacantes argentinos de sua geração e uma referência no futebol italiano das décadas de 1990 e 2000, quando a liga ainda era o campeonato nacional de maior prestígio na Europa.

Revelado pelo River Plate, foi bicampeão argentino e conquistou o título da Copa Libertadores de 1996, anotando os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o América de Cali, na decisão.

Transferido ao Parma, deu início à sua trajetória de sucesso na Itália. Pelo clube, levantou os troféus da Copa Itália, da Supercopa italiana e venceu também uma Copa da Uefa, a antiga Europa League. Na final europeia, marcou um no triunfo por 3 a 0 diante do Olympique de Marseille.

No país, o centroavante ainda vestiu as camisas da Lazio, do Milan, da Inter de Milão e do Genoa -só não conquistou títulos por este último, já no fim da carreira.

Somando todas as suas passagens por clubes da Serie A, ele marcou 154 gols na elite da Itália.

Crespo teve também uma experiência na Premier League, atuando pelo Chelsea. Contratado em 2003, teve dificuldades de adaptação ao jogo inglês e foi emprestado para o Milan. No retorno do empréstimo e comandado por José Mourinho, ajudou o clube londrino a se sagrar campeão nacional na temporada 2005/2006.

Pela seleção argentina, disputou três Copas do Mundo e anotou 35 gols, um a mais que Diego Armando Maradona. O atacante chegou a ser o segundo maior goleador da história da Argentina, atrás apenas de Gabriel Batistuta, mas foi ultrapassado por Sergio Agüero e Lionel Messi. Hoje, Hernán Crespo é o quarto maior artilheiro da seleção.

Deputado pede que Guedes esclareça demora para recriar auxílio emergencial

MÔNICA BERGAMO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) protocolou nesta sexta-feira (12) um requerimento para convocar o ministro da Economia, Paulo Guedes, a comparecer à Câmara e prestar esclarecimentos sobre a resistência do Executivo em retomar o auxílio emergencial.

O parlamentar cita os índices elevados de óbitos e novos casos de Covid-19 no país neste início de ano e a necessidade de amparar os trabalhadores.
“Insensível a tudo isso, o governo federal segue se opondo à retomada do auxílio emergencial, calcado nos argumentos fornecidos pela pasta comandada pelo ministro de Estado da Economia, razão pela qual faz-se imprescindível sua convocação para prestar contas de sua posição junto a este plenário”, diz o texto do requerimento.

Na quinta-feira (11), Guedes afirmou que o governo reconhece a urgência de recriar o auxílio emergencial diante da continuidade da pandemia, mas insistiu na necessidade de contrapartidas para compensar os gastos.

​”Vamos estender o auxílio porque há um recrudescimento da crise na saúde. Mas, por favor, qual a contrapartida que temos? Como proteger as futuras gerações? E se o ano inteiro for assim? E se a pandemia continuar por seis meses, oito meses, o ano inteiro? Qual a contrapartida?”, disse em evento promovido pela SNA (Sociedade Nacional de Agricultura).

O ministro propôs adicionar uma cláusula de calamidade pública, que suspenderia regras fiscais e liberaria gastos públicos (para o auxílio emergencial, por exemplo) à PEC (proposta de emenda à Constituição) do Pacto Federativo, que ainda não foi aprovada.

É necessário um instrumento para liberar os gastos porque hoje o governo é limitado para contrair mais dívida. A principal trava é a regra constitucional da regra de ouro, que tem como objetivo impedir endividamento para gastos correntes -em caso de descumprimento, o governo pode ser acusado de crime de responsabilidade, passível de impeachment.

Governo de SP lança ranking de cidades que mais vacinam contra o coronavírus

O Governador João Doria apresentou nesta sexta-feira (12) o ranking das dez cidades do estado mais avançadas na vacinação contra o coronavírus. A lista compara as médias de imunização de acordo com a população total de cada município e, nas próximas semanas, será ampliada para referenciar soluções, assegurar transparência e uniformizar a velocidade da campanha nas 645 cidades de São Paulo.

“É uma forma de incentivar a vacinação e o bom trabalho que, na sua expressiva maioria, Prefeitas e Prefeitos do estado de São Paulo vêm realizando na vacinação”, afirmou Doria. O Governador também lembrou que a campanha em São Paulo atende às recomendações do PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.

O painel é uma ação integrada da Secretaria de Estado da Saúde aos dados fornecidos pelas Prefeituras à plataforma Vacivida, criada pelo Governo de São Paulo para monitorar a imunização em tempo real. Segundo dados do Vacinômetro às 13h desta sexta, a campanha iniciada no dia 17 de janeiro já alcançou mais de 1,3 milhão de pessoas, o equivalente a 2,8% dos 44,6 milhões de habitantes do estado.

No ranking municipal, que inicialmente só foi aplicado a cidades com mais de 100 mil habitantes, São Caetano do Sul tem a campanha mais veloz até o momento, com 8,1% da população local vacinada. A seguir, estão Catanduva (7,2%), Botucatu (7%), Barretos (6,3%), Santos (5,8%), São José do Rio Preto (5,7%), Jaú (5%), Araçatuba (5%), Araraquara (4,9%) e Marília (4,8%).

O Governo do Estado vai atualizar o ranking semanalmente. Usando dados demográficos da Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), a meta é integrar o novo painel ao Vacinômetro nas próximas semanas e permitir consultas específicas por faixas etárias e média de vacinados a cada 100 mil habitantes.

Os recortes vão permitir a identificação tanto de gargalos locais que atrasam a vacinação como os cenários municipais em que a imunização é mais rápida. Com os dados, a Secretaria da Saúde vai poder orientar as Prefeituras a solucionar problemas e apontar medidas bem-sucedidas em outras localidades para dar celeridade à campanha.

“Os municípios recebem suas grades de vacina e, proporcionalmente [à população], vacinam. Esse registro é fonte da plataforma Vacivida. Mais uma vez, gostaria de lembrar a todos os gestores municipais a importância de registrar cada dose aplicada, nominalmente, na plataforma Vacivida”, reforçou Regiane de Paula, Coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde.

Os dados gerais da vacinação no estado e individualizados por município podem ser consultados no Portal do Governo de São Paulo, no link vacinaja.sp.gov.br/vacinometro/. O gráfico com o ranking divulgado nesta sexta pode ser obtido no link issuu.com/governosp/docs/munic_pios_que_mais_vacinaram .

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.