Boletim policial deste terça-feira(26)
Informações do repórter Gilson Santullo.
Informações do repórter Gilson Santullo.
Informações do CEAPLA-Unesp Rio Claro.
JULIANA MESQUITA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –
Estabelecimentos e clientes tentaram driblar as novas regras da fase vermelha do Plano São Paulo na primeira noite em vigor, nesta segunda-feira (25). Conforme decreto do governo do estado, apenas serviços essenciais passam a ser permitidos a partir das 20h nos dias de semana e durante todo o fim de semana.
Na região da Vila Madalena (zona oeste da cidade), a fiscalização da prefeitura estava atenta aos bares que não respeitassem o horário.
Por volta das 19h30, os estabelecimentos estavam a todo vapor com diversos clientes e música ao vivo. Porém, com a chegada da fiscalização da prefeitura e apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana), bares começaram a fechar as portas.
Depois das 20h, no entanto, alguns locais permaneciam em funcionamento enquanto clientes se negavam a deixar o estabelecimento.
De acordo com fiscais da prefeitura, os lugares que mantivessem os clientes após esse horário seriam multados. Enquanto realizavam a ronda, foram hostilizados e ameaçados verbalmente por clientes insatisfeitos com a determinação.
A mudança no plano foi anunciada pelo governo João Doria na última sexta-feira (22) após uma piora nos indicadores de Covid-19 no estado. Dessa forma, durante a fase vermelha, podem funcionar apenas serviços essenciais, como supermercados, padarias e farmácias.
Os atendimentos feitos presencialmente como em shoppings, restaurantes, bares e lanchonetes ficam proibidos. Serviços de delivery continuam funcionando normalmente.
Agência Brasil
Começam hoje (26) e vão até o dia 29 de janeiro as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2021. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), este ano o Fies vai oferecer 93 mil vagas 

As inscrições podem ser feitas no portal do Fies. O resultado da seleção será divulgado no dia 2 de fevereiro.
Em caso de pré-seleção para uma vaga na chamada única do Fies, o candidato terá o período de 3 a 5 de fevereiro de 2021 para complementar sua inscrição.
Quem não for pré-selecionado vai automaticamente para a lista de espera. A convocação por meio da lista de espera ocorrerá de 3 de fevereiro até 18 de março de 2021.
Pelo regulamento do programa, os candidatos pré-selecionados na lista de espera deverão complementar a inscrição no prazo de três dias úteis, contados do dia subsequente ao da divulgação de sua pré-seleção no FiesSeleção.
Criado em 1999, o Fies tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o candidato que participou do Enem, a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a 0 na redação.
Também é necessário ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.
O programa é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).
O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies tem regras específicas e funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.
Ontem (25), o MEC publicou, no Diário Oficial da União, as regras para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2021. O cronograma de seleção, entretanto, ainda será publicado em edital específico.
A portaria dessa segunda-feira trata dos procedimentos e regras de oferta de vagas pelas instituições de educação superior, seleção das vagas a serem ofertadas, inscrição dos candidatos, classificação e pré-seleção dos candidatos, complementação da inscrição pelos candidatos pré-selecionados e redistribuição das vagas entre os grupos de preferência.
Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 poderão conferir amanhã (27) os gabaritos oficiais das provas objetivas do exame. O Enem impresso foi aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro. Os participantes resolveram questões objetivas de matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagens. Fizeram também a prova de redação, a única subjetiva do exame. 

Os gabaritos serão divulgados no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Mesmo com os gabaritos em mãos, não é possível saber a nota no exame. Isso porque o Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.
Ou seja, se ele acertar questões difíceis, é esperado que acerte também as fáceis. Se isso não acontecer, o sistema entende que pode ter sido por chute. O estudante, então, pontua menos que outro candidato que tenha acertado as mesmas questões difíceis, mas que tenha acertado também as fáceis.
A previsão para a divulgação dos resultados finais é dia 29 de março. Nessa data, os participantes saberão também quanto tiraram na redação. No entanto, somente depois da divulgação do resultado, em data ainda a ser definida, os candidatos terão acesso à correção detalhada da prova de redação, apenas para fins pedagógicos.
Ao todo, segundo o Inep, cerca de 2,5 milhões de candidatos fizeram as provas este ano, número que representa menos da metade dos participantes inscritos nas provas. O Enem 2020 terá ainda uma versão digital, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.
As notas poderão ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – que oferece vagas em instituições públicas – Programa Universidade para Todos (ProUni) – que oferece bolsas de estudo em instituições privadas – e, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece financiamento em condições mais vantajosas que as de mercado.
O Enem ocorreu em meio à pandemia do novo coronavírus e, por isso, adotou uma série de medidas de segurança, como o uso obrigatório de máscaras. Os participantes que estivessem com sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa não deveriam comparecer aos locais de prova.
Esses estudantes poderão fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Para isso, aqueles que ainda não o fizeram, têm até o dia 29 para solicitar a reaplicação na Página do Participante.] Podem também pedir para participar da reaplicação os candidatos que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de água ou luz e aqueles que foram impedidos de fazer o exame porque as salas estavam lotadas e era preciso garantir o distanciamento entre os participantes. Segundo o Inep, isso ocorreu em pelo menos 37 escolas de 11 cidades.
As provas foram canceladas no estado do Amazonas, em Rolim de Moura (RO) e em Espigão D’Oeste (RO) por causa da pandemia. Esses estudantes também deverão fazer o exame na data da reaplicação. Eles não precisarão, contudo, solicitar a participação. Segundo o Ministério da Educação, foram cerca de 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do exame.
O que se imaginava impossível em Janeiro de 2020 aconteceu nesta Segunda-feira dia 25/01 as 21:00 horas, o mundo atingiu a impressionante marca de 100 milhões de pessoas contaminadas pelo vírus do Covid-19.
O vírus que apareceu no noticiário no final de 2019 na província de Wuhan na China foi se espalhando por todo mundo se tornando a maior pandemia dos últimos 100 anos.
O número de mortos pelo COVID-19 passam de 2.14 milhões de pessoas, enquanto mais de 72.2 milhões de pessoas já estão curadas da doença.
Os dados oficiais são do site worldmeters.com, e atualizados em tempo real pela Universidade John Hopkins.
Com as mortes de dois idosos que estavam hospitalizados, Rio Claro chegou a 179 óbitos provocados pela Covid-19. A informação foi divulgada na segunda-feira (25) pela Secretaria Municipal de Saúde, que também aponta um total de 7.493 casos confirmados, sendo 33 nas últimas 24 horas.
O número de pessoas internadas é 74, com 45 pacientes na rede pública e 29 na rede privada. Deste total, 30 pessoas estão em UTI. Até o momento, em Rio Claro, 6.880 pessoas se recuperaram da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Oito dias após o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, mais de 145 mil pessoas já receberam a primeira dose do imunizante contra o novo coronavírus no estado de São Paulo até o fim da tarde desta segunda-feira (25).
Os dados são do Vacinômetro, plataforma lançada pelo governo de São Paulo, gestão João Doria (PSDB), que mostra em tempo real o número de pessoas imunizadas no estado. A quantidade exata de cidadãos vacinados era de 146.339 até as 17h10.
Na comparação com o número de pessoas que moram em São Paulo, a quantidade de vacinados equivale a pouco mais de 0,316% da população paulista. Isso quer dizer que, a cada 100 mil moradores, 316 receberam a primeira dose do imunizante.
Neste primeiro momento da campanha, estão sendo priorizados os profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate ao novo coronavírus. Também estão sendo aplicadas doses em indígenas, quilombolas e pessoas com mais de 60 anos residentes em instituições de longa permanência.
A vacinação em São Paulo começou no último dia 17 com a aplicação de doses da Coronavac, imunizante desenvolvido em parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac.
Nesta segunda, o governo paulista iniciou a distribuição de 501 mil doses da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca e pela universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a Fiocruz.
A Secretaria de Estado da Saúde diz já ter enviado 690 mil doses das vacinas contra a Covid-19 na semana passada para todos os Grupos de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, que irão atender aos 645 municípios paulistas.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começaram a ser pagas nesta segunda-feira (25) já com os valores reajustados. O calendário segue até 5 de fevereiro.
A correção, que começa a incidir na competência janeiro, foi calculada com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), cujo acumulado nos 12 meses de 2020 foi de 5,45%.
Esse reajuste, no entanto, não será aplicado a todos os beneficiários. Quem começou a receber os pagamentos a partir de fevereiro do ano passado terá a correção proporcional à inflação acumulada do mês de início do benefício até dezembro.
Para quem se aposentou em fevereiro, por exemplo, a correção é de 5,25%. Quem passou a ser beneficiário em dezembro terá 1,46%.
Os beneficiários devem considerar que os valores reajustados também sofrerão descontos do IR (Imposto de Renda).
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Neymar Jr., 28, parece estar cansado de sua vida de solteiro. Tanto que o jogador revelou o desejo de namorar em 2021 durante uma série de perguntas que respondeu aos fãs em suas redes sociais. “Só falta ela saber”, brincou ele.
O atleta não assumiu nenhum namoro desde que terminou com a atriz Bruna Marquezine, 25, em 2018. Ao responder aos fãs, ele ainda marcou a amiga Bianca Coimbra, esposa de seu amigo Cris Guedes, que fez torcida e se disse ansiosa.
Ele também falou sobre outros planos durante a brincadeira de verdade ou mentira com os fãs, e afirmou que seu maior sonho é trazer o hexacampeonato brasileiro na Copa e revelou sua torcida para que o Santos vença a final da Libertadores.
Neymar e Marquezine assumiram namoro em 2013, quando foram vistos juntos no Carnaval da Sapucaí, no Rio, e terminaram em 2018, após uma série de idas e vindas. A última grande polêmica envolvendo os dois aconteceu no ano seguinte, quando Neymar teria beijado a cantora Anitta, 27, no mesmo camarote em que estava a ex.
PASSO FUNDO, RS (FOLHAPRESS) – No dia em que se completam dois anos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), familiares de vítimas fazem protestos na cidade onde ocorreu o desastre, em São Paulo e em outros locais atingidos em Minas Gerais e reforçam um número que vem sendo repetido há tempos por eles: 272.
Apesar de as contagens oficiais falarem em 270 mortos, 11 deles ainda não localizados, as famílias contam também os dois bebês que estavam nas barrigas de mães mortas no desastre.
“Eu assisti ao exame morfológico do Lorenzo no dia 21 de janeiro. Ouvi o coração batendo, vi ele se mexendo na barriga da Fernanda”, conta Helena Taliberti, falando da nora Fernanda, 30, casada com seu filho Luiz, 31, e que estava grávida de cinco meses. Todos eles morreram no desastre.
“Era toda uma alegria porque a família estava crescendo, era meu primeiro neto… Eu não tenho mais filhos, não vou ter mais nada, a minha família acabou.”
Além do filho, Helena perdeu a filha Camila, 33, que viajava com o irmão, a cunhada, o pai, Adriano da Silva, 61, e a esposa dele, Maria Lurdes Bueno, 58 – a madrasta é uma das 11 vítimas ainda não localizadas. A família se hospedou na Pousada Nova Estância, que foi soterrada pela lama. Hoje, Helena preside o instituto que leva o nome dos filhos: Instituto Camila e Luiz Taliberti.
Para marcar os dois anos do desastre, durante o dia, estão sendo realizados eventos em São Paulo, organizados pelo instituto, e em Brumadinho, coordenados por outras famílias, além de protestos contra a Vale em municípios atingidos.
A programação em Brumadinho teve transmissão nas redes sociais da Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem Minas Córrego do Feijão Brumadinho) como tem ocorrido nos dias 25 de todo mês, seguindo protocolos de segurança por causa da pandemia de Covid-19.
A associação é presidida por Josiane Melo, irmã de Eliane de Oliveira Melo, que, assim como Fernanda estava grávida, quando morreu no desastre. Eliane esperava por Maria Elisa e também estava perto do quinto mês de gestação.
A Vale diz que trata os casos dos nascituros individualmente, respeitando a privacidade das famílias envolvidas.
Em São Paulo, o Instituto Camila e Luiz Taliberti organizou eventos na avenida Paulista. Foram coladas fotos entre as ruas Ministro Rocha Azevedo e Pamplona, além de faixas com os dizeres: “Tragédia de Brumadinho 25.01.19 – 272 vidas interrompidas”. Pelas redes sociais, o instituto mostrou o plantio de 272 árvores junto à Fundação SOS Mata Atlântica, em Itu (SP), e lançou a campanha “#PlanteiPorBrumadinho”, na qual convida as pessoas a plantarem mudas em homenagem às vítimas.
O instituto foi uma ideia de amigos dos irmãos, com propósito de ações em defesa do meio ambiente e de pessoas vulneráveis, especialmente em questões de gênero.
“O instituto traz o legado da Camila e do Luiz. A Camila era uma advogada que tinha atuação pro bono defendendo mulheres vítimas de violência, e o Luiz era um arquiteto que morava na Austrália havia quase cinco anos, que trabalhava com perspectiva de defesa do meio ambiente sobre ser possível construir sem destruir”, diz Vagner Diniz, padrasto dos dois e diretor administrativo do instituto.
“A tragédia não aconteceu em 25 de janeiro de 2019. Ela começou em 25 de janeiro e não terminou. A gente fica sabendo todos os dias de fatos, de estudos, que mostram claramente que isso não poderia ter acontecido”, diz ele.
Na manhã desta segunda-feira (25), atingidos interromperam o trânsito na MG-155, em Betim, em protesto por reparações por parte da Vale. Em São Joaquim de Bicas, vias de acesso de caminhões da Vale foram fechadas em protestos contra a falta d’água e reivindicando acesso à saúde, segundo informações do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).
No discurso durante o evento que marcou um ano do rompimento, em 2020, o governador Romeu Zema (Novo) também adotou a conta dos familiares, citando 272 vítimas. Zema se reuniria com as famílias e na tarde desta segunda, em Brumadinho.
BRUXELAS, BÉLGICA, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo francês publicou na última sexta (22) um decreto proibindo o uso em público de máscaras feitas em casa, por não considerá-las eficientes contra variantes mais contagiosas do coronavírus.
A avaliação é diferente da OMS (Organização Mundial da Saúde), que, também na sexta, afirmou que máscaras caseiras continuam sendo eficientes, desde que feitas com material adequado e utilizadas da forma correta. Segundo a líder técnica para Covid-19, Maria van Kerkhoven, as recomendações já publicadas pela OMS continuam válidas: as máscaras de tecido não cirúrgicas podem ser usadas por todas as pessoas com menos de 60 anos que não tenham problemas de saúde específicos.
Van Kerkhoven ressaltou que a agência está em contato com autoridades de saúde de vários países para revisar as regras, se necessário. Por enquanto, porém, não há comprovação científica de que as máscaras caseiras não protejam contra o vírus, reforçou a Academia Francesa de Medicina, que criticou a medida do governo.
A decisão da França segue medidas semelhantes tomadas pela Áustria e pelo estado alemão da Bavária, que tornaram obrigatório o uso de máscaras com maior fator de proteção (FFP2) no transporte público e em lojas.
De acordo com o decreto francês, as máscaras permitidas agora em público são de três tipos: as cirúrgicas (usadas em hospitais, geralmente com um dos lados azuis), as FFP2 (usadas para evitar a aspiração de partículas) e as chamadas máscaras de tecido industrial da “categoria 1”.
Não há uma padronização global sobre a eficácia de cada tipo de máscara.
Segundo a associação francesa de normas técnicas, as cirúrgicas filtram pelo menos 95% das partículas de 3 micrômetros e as máscaras de tecido categoria 1 filtram 90% das partículas, contra 70% para categoria 2. Já as FFP2 são as mais eficientes: bloqueiam 94% das partículas de mais de 0,6 micrômetro.
Embora o coronavírus Sars-CoV-2 tenha um diâmetro menor (de cerca de 0,12 micrômetro), ele é transmitido envolvido em saliva, em gotículas ou aerossóis que podem ter o diâmetro de 1 a 10 micrômetros, quando uma pessoa fala.
Para a União dos Sindicatos de Farmacêuticos da França, porém, as máscaras FFP2 não são indicadas para o dia a dia, porque, justamente por filtrarem mais, dificultam a respiração. A entidade afirma que elas se destinam principalmente a equipes de enfermagem e aos que ficam em contato próximo e frequente com doentes de Covid-19.
A entidade sindical adverte que tornar o uso desse produto obrigatório pela população pode levar a uma falta do equipamento em locais onde elas realmente são necessárias, como os hospitais e asilos. Essa é também uma preocupação da líder técnica da OMS.
“Ainda temos falta de equipamento de proteção no mundo, e os profissionais de saúde precisam ser a prioridade”, diz Van Kerkhove.
Fabricantes do equipamento dizem que a escassez de máscaras não deve ser um problema na França, onde 25 novas fábricas passaram a operar, elevando a oferta semanal de 3,5 milhões, antes da pandemia, para mais de 100 milhões de máscaras.
Ainda assim, há o problema do preço. Na Bélgica, uma unidade de máscara cirúrgica custa menos de R$ 2, enquanto cada máscara FFP2 custa em torno de R$ 22. O preço dez vezes maior é semelhante em países como o Reino Unido, a França e a Alemanha.
Na Bavária, antes de obrigar o uso da máscara o governo comprou 2,5 milhões de unidades para distribuir aos que não podem comprá-la.
Médicos se preocupam ainda com o risco de que o uso da máscara FFP2 dê uma falsa sensação de proteção, que faria as pessoas reduzirem seus cuidados contra o contágio. Além disso, de acordo com testes de laboratório, as versões que têm válvulas deveriam ser evitadas, porque não evitam que um usuário contaminado transmita o vírus para outras pessoas (veja vídeo).
Na França, que atualmente discute uma nova política ambiental, a sustentabilidade da nova regra do governo também foi posta em questão, já que, diferentemente das máscaras caseiras, as FFP2 são descartáveis.
BRASIL
De acordo com a infectologista Raquel Stucchi, pesquisadora da Unicamp e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), não há nenhuma comprovação científica de que as máscaras caseiras de tecido não sejam efetivas contra as novas variantes do coronavírus. Por enquanto, há apenas uma suposição.
“O que mudou no vírus foi um pedaço dele, ele não mudou de tamanho. As maneiras de transmissão também continuam as mesmas. Dessa forma, as máscaras de modo geral continuariam bem eficientes”, afirma a cientista.
Segundo ela, como há muitas pessoas que usam a máscara de forma incorreta, não é possível dizer se as pessoas estão se infectando apesar do uso das máscaras, o que indicaria a necessidade de proteções melhores.
De acordo com a empresa de dados de mercado Statista, o número de pessoas que fazem uso constante da proteção varia bastante entre os países europeus. Enquanto na Espanha cerca de 96% declaram usar as máscaras sempre, o número cai para 66% no Reino Unido e 12% na Suécia.
Pesquisa Datafolha realizada no início de novembro verificou se os entrevistados de São Paulo, Rio e Recife usavam corretamente a máscara no momento do questionário. O maior respeito foi identificado em São Paulo, onde 81% usavam a proteção de maneira adequada e apenas 12% não estavam sem. Já a menor adesão à máscara foi registrada em Recife, onde 70% utilizavam a proteção.
Stucchi lembra que as máscaras devem ter pelo menos duas camadas de tecido de trama mais fechada para proteger contra o vírus, mas não podem dificultar a respiração. O equipamento deve cobrir boca e nariz e não deixar espaços nas laterais, ficando bem ajustado ao rosto. “Máscaras de crochê, que estão na moda, são bonitas, mas sem eficácia”, afirma.
Artigos científicos que investigam eficácia das máscaras contra o vírus apontam proteção semelhante entre máscaras de tecido e produtos industrializados. Um dos mais recentes, publicado em dezembro de 2020 na revista científica Aerosol Science and Technology por cientistas do CDC (Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), mostrou que máscaras feitas com três camadas de tecido têm poder para barrar 51% dos aerossóis que uma pessoa pode expelir em uma tosse. Uma máscara cirúrgica pode bloquear 59% dos aerossóis em uma mesma situação.