Padre Fábio de Melo diz que mãe está intubada

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Padre Fábio de Melo, 49, revelou que a sua mãe, Ana Maria, foi intubada na UTI por causa de complicações da Covid-19. Ela segue em observação desde o último dia 15 de março.


“A minha mãe continua em sua luta, bravamente. Resistindo, suportando. Ela precisou entrar na respiração artificial. No primeiro momento isso me desolou muito. Parece que a gente encara isso como uma sentença de morte. Mas não. Hoje, mais lúcido, mais tranquilo, eu sei que é o melhor para ela”, começou Melo.


Segundo ele, os médicos disseram que esse procedimento faz com que o organismo descanse para que ela possa ter mais forças para se recuperar contra a inflamação nos pulmões.


“Os médicos disseram que estão muito confiantes, nós também. E eu gostaria de viver este momento do mesmo jeito que a minha mãe sempre viveu todas as dificuldades que ela passou: Entregando tudo nas mãos de Deus e confiando nele”, emendou.


Apesar da situação difícil, o religioso comenta que segue em paz. “Deus me disse: ‘Meu filho, alegre-se. O que você está podendo fazer por sua mãe muitos filhos não podem’. E isso está me consolando. Saber que ela está sendo bem cuidada, que nós estamos dando a ela a oportunidade de sair disso”, disse.


Na última quinta-feira (18) o padre já afirmava que o estado de saúde de sua mãe havia piorado e que ela tinha sido transferida para UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ela foi infectada pelo vírus da Covid-19 dias antes de tomar a primeira dose da vacina, em 4 de março, segundo o religioso.
“Meus queridos amigos, muitas pessoas estão me pedindo notícias de minha mãe. Ontem [17], no final da tarde, ela teve um mal-estar súbito.

A dificuldade para respirar fez com que aumentassem o volume de oxigênio. Ela está na UTI”, diz o padre em seu perfil nas redes sociais.
Ele disse ainda que é provável que o “quadro tenha sido provocado por alguma condição cardíaca”. “Ela continua feliz, disposta, gentil e grata. Nela não há nenhum vestígio de rancor, mágoa com a doença. Tenho tentado fazer o mesmo.”

Com Covid, Paulo Gustavo é intubado após piora de saúde

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

O humorista Paulo Gustavo, 42, foi intubado após apresentar piora no quadro clínico neste domingo (21). O artista está internado em um hospital particular do Rio de Janeiro no dia 13 de março devido a complicações causadas pela Covid-19.
“A assessoria do ator Paulo Gustavo confirma, por meio deste comunicado, que o ator, em plena consciência de seu estado, necessitou entrar em ventilação mecânica invasiva, para ser tratado de forma mais segura”, informou nota enviada ao F5, que finaliza agradecendo aos fãs e detalhando os cuidados com o artista.
“Todas as medidas de segurança estão sendo tomadas e a equipe profissional que o atende permanece confiante na sua plena recuperação. A família do ator agradece aos fãs pelo carinho e pede que continuem a enviar boas energias e orações para sua recuperação, assim como de todos os brasileiros que se encontram na mesma situação”, encerra
Na quinta-feira (18), o marido do artista, o médico Thales Bretas, falou sobre o estado de saúde do humorista. “Graças à equipe médica e corrente de energia e orações ele está vencendo o vírus e melhorando a cada dia”, disse Bretas em seus Stories. “Ele está louco para voltar a fazer a gente rir. Peço que continuemos rezando em conjunto”.
Nos primeiros dias da internação, a mãe de Paulo Gustavo, Déa Lúcia Amaral, pediu orações aos fãs do filho. “Agradeço todas as mensagens de carinho e fé! Estão funcionando muito”, disse.
Déa é a inspiração para a personagem Dona Hermínia, interpretada por Paulo Gustavo no monólogo “Minha Mãe é uma Peça”, que virou uma série de filmes, livro e consagrou o humorista.
“Ele está louco para voltar a fazer a gente rir que é o que ele mais ama! Por enquanto só a equipe de cuidados está tendo esse privilégio”, afirmou a produtora Juliana Amaral, irmão de Paulo Gustavo.
O humorista e Bretas são casados desde 2015 e têm dois filhos, Gael e Romeu, de um ano e meio

Identificada vítima de acidente fatal; motociclista tinha 33 anos

Edenilson Oliveira de Lima, de 33 anos, morreu na noite deste domingo (21) no acidente que envolveu sua motocicleta e um carro na Estrada Rio Claro/Ajapi. A informação foi confirmada às 22h de hoje ao Jornal Cidade pela Polícia Militar.

A ocorrência foi registrada perto da Escola Municipal Agrícola Engenheiro Rubens Foot Guimarães. Ainda, segundo a PM,  a motocicleta foi fazer uma ultrapassagem e colidiu frontalmente com o carro. O rapaz morreu no local.

VÍDEO: motociclista morre após colisão violenta contra carro na Rio Claro/Ajapi

Um motociclista morreu após uma colisão envolvendo um carro na Estrada Rio Claro/Ajapi, próximo a Escola Municipal Agrícola Engenheiro Rubens Foot Guimarães. 

O acidente ocorreu no começo da noite deste domingo (21). Equipes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar estão no local neste momento. O Jornal Cidade trará detalhes do acidente em breve. 

Mais três pessoas morreram de Covid em Rio Claro

Um idoso, uma idosa e um homem faleceram nas últimas 24 horas em Rio Claro por Covid-19, elevando a 264 o total de óbitos.

blank

O município tem 154 pessoas hospitalizadas por causa de contaminação por coronavírus, sendo 72 em unidades de terapia intensiva.

A média da taxa de ocupação de leitos públicos e privados (de UTI e enfermaria) era de 99% no final da tarde deste domingo (21).

No pronto-atendimento do Cervezão, local exclusivo para pessoas com sintomas de Covid, a ocupação de leitos de enfermaria chegou a 141%.

Dos 40 novos casos da doença registrados nas últimas 24 horas, apenas três são de pessoas com mais de 60 anos

Morre Dirce Bilato, avó da prefeita de Iracemápolis, Nelita Michel

Dirce Rozini Bilato morreu neste domingo (21). Ela era avó da prefeita de Iracemápolis, Nelita Michel. A causa da morte não foi divulgada.

Nas redes sociais, a prefeita lamentou o ocorrido. “Como é  difícil escrever. É um sentimento de tristeza misturado com a certeza que ela cumpriu sua jornada aqui. Católica ao extremo, tenho certeza que já está nos braços de Deus. Benção minha avó”, escreveu.

Até o fechamento da reportagem, às 17h deste domingo, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e sepultamento.

Proporção de jovens mortos por Covid-19 cresce em SP

VINICIUS TORRES FREIRE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Covid-19 leva cada vez mais jovens no estado de São Paulo. O número de mortes entre pessoas com menos de 60 anos de idade cresce mais rápido do que entre os idosos, desde o início do ano. As vítimas entre 20 e 59 anos eram cerca de 20% do total no começo de janeiro. Agora são 28%.


Do início de janeiro até meados de março, o número de mortes entre os moradores de São Paulo com 60 anos ou mais cresceu 94%. Entre aqueles na faixa de 40, 252%. Na casa dos 50, 172%.


O menor crescimento ocorreu entre pessoas com 90 anos ou mais: 15,5% (a vacinação deve ter ajudado, mas ainda não é possível cravar).


A doença também passou a matar mais gente sem “comorbidades”. É um resultado esperado do espalhamento do coronavírus entre os mais jovens. O risco aumentou para quem não é idoso e é, em geral, saudável.


Os números são resultado de um levantamento do número de óbitos ocorridos em períodos de 12 dias de 21 de dezembro do ano passado até 19 de março, com dados do Seade, o “IBGE” do governo paulista. Entre os extremos do período analisado, a variação é estatisticamente significativa, diz Paulo Lotufo, epidemiologista e professor de medicina da USP.

A Covid-19 é ainda uma doença muito mais letal para idosos e pessoas com as ditas comorbidades, doenças preexistentes que facilitam a devastação causada pelo coronavírus. No estado de São Paulo, 2 de cada 100 pessoas (2%) com mais de 90 anos morreram da doença desde o início da epidemia. Entre todos aqueles com 60 anos ou mais, a Covid-19 levou para sempre 0,7%. Na casa dos 50, 0,15%.

Cerca de 79% de todos os mortos tinham alguma comorbidade. No estado de São Paulo, 60% tinham alguma doença do coração, 43% diabetes, 10% doença neurológica e quase 10% eram obesos, entre os agravantes mais comuns (a soma é maior do 100%, pois uma pessoa pode ter mais de uma comorbidade).


Pelos dados disponíveis apenas nessas estatísticas de mortalidade, não é possível afirmar com certeza que a vacinação tenha sido o fator de desaceleração do número de mortes entre os idosos, em particular aqueles com mais de 80 anos (nem é possível afirmar o contrário: os dados são apenas insuficientes).
No entanto, o crescimento do número de mortes entre janeiro e março foi menor no grupo de pessoas com 90 anos ou mais, as que foram vacinadas faz mais tempo: 15,5%. No total o aumento foi de 115% (na comparação dos mortos no período de 2 a 14 de janeiro com 7 a 19 de março).


Quanto aos mais jovens, ainda é preciso investigar melhor e esperar números mais precisos para saber o motivo de gente mais jovem estar morrendo mais, diz Lotufo.


Pode ser que um número maior de mais “jovens” (menores de 60) venha sendo infectado pelo vírus ou pode ser que a doença tenha se tornado de algum modo mais letal nesse grupo (ou uma combinação dos dois fatores). Pode ser que uma variante do vírus seria agora mais capaz de atingir os mais jovens.


Não é possível cravar com toda a certeza que o número de mortes de mais jovens aumentou, embora existam relatos de hospitais e outros indícios estatísticos relevantes de que tal mudança ocorreu.


As contas apresentadas aqui foram baseadas em dados de mortes notificadas por dia. Trata-se dessa mesma contagem que informa ao país o número de mortes diário, que foi de 2.730 nesta sexta (19).


Isto é, o número de mortes de Covid-19 confirmadas naquele dia, não das mortes ocorridas naquele dia. Devido a atrasos de registros, o número de óbitos ocorridos em cada dia apenas tem alguma precisão depois de um mês ou um pouco mais.


Em resumo, o problema é que o número de mortes notificadas em um dia pode, pois, estar poluído por dados mais antigos, em tese. No entanto e na verdade, tem havido uma convergência dos números de mortes notificadas e ocorridas em cada dia.


Além do mais, as estatísticas de crescimento do número de mortes notificadas de mais jovens mostra uma tendência regular de crescimento desde fevereiro. Os dados de mortes por data de início de sintomas da doença indicam a mesma tendência até meados de fevereiro, segundo análise de uma compilação de dados feita pelo Seade.


Nessa contagem, o crescimento de número de mortes é mais rápido entre o grupo dos 40 e 50 anos. Em meados de janeiro, as pessoas de 40 anos que eram infectadas e viriam a morrer eram 5,9% do total. Em meados de fevereiro, dado mais recente confiável, mais de 8%. Entre aqueles na casa dos 50, o aumento foi de 11,8% para 14,7% do total.


Além desses indícios, relatos de médicos intensivistas, de UTIs, e estatísticas parciais, de cada hospital, reforçam os dados. A curva de crescimento do número de óbitos notificados está associada de muito perto o crescimento das internações em UTIs (uma correlação de 97% desde agosto de 2020). O conjunto de estatísticas, relatos e tendências parece corroborar os números de aumento de mortes notificadas de mais jovens.

Doria repete desgastes ao abrigar aliados com pendências na Justiça

JOELMIR TAVARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em nova tentativa de acomodar um aliado político na máquina estadual, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teve que recuar da nomeação de um membro histórico do tucanato neste mês por ordem da Justiça.


O economista Barjas Negri, ex-ministro da Saúde e prefeito de Piracicaba por três mandatos, foi exonerado do posto de subsecretário de Assuntos Metropolitanos, cargo vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Regional, após decisão liminar do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
A corte entendeu que Barjas –condenado à perda de direitos políticos e declarado inelegível em 2020, quando tentou a reeleição no município do interior de São Paulo (a 164 km da capital)– estava impedido de assumir a função.


Doria, que busca fazer da gestão uma vitrine para sua eventual campanha à Presidência em 2022, já teve problemas com outros nomes de primeiro e segundo escalões em sua equipe, que acabaram se afastando, temporária ou permanentemente, por pendências na esfera jurídica associadas a corrupção.

São os casos de Gilberto Kassab (PSD) e Aloysio Nunes (PSDB), que saíram ao se tornarem alvos de investigações que criaram constrangimento para o governador, e de Alexandre Baldy (PP), que chegou a ser preso no exercício do cargo de secretário dos Transportes Metropolitanos, mas retornou.

Barjas, o único deles removido por decisão judicial, foi colocado na subsecretaria em janeiro, em uma decisão interpretada no universo político como um gesto de Doria à ala tradicional do PSDB, partido do qual o economista é um dos fundadores. A estratégia seria buscar o apoio do grupo de veteranos.


Além de ter comandado a Saúde em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Barjas teve passagens pelo governo paulista nas gestões de Franco Montoro e Geraldo Alckmin.

A escolha também foi vista como um aceno de Doria a prefeitos. Uma das atribuições do subsecretário é fazer a interlocução com municípios das regiões metropolitanas do estado.

Na ocasião do anúncio de sua ida para o governo, Barjas disse que sua meta era trabalhar pelo desenvolvimento e crescimento econômico de regiões como a capital, a Baixada Santista e os vales do Paraíba e do Ribeira.
O PSDB estadual exaltou o filiado como uma das “pessoas bem preparadas” que integram os quadros do partido. O diretório paulista da legenda é presidido por Marco Vinholi, que também é o secretário de Desenvolvimento Regional.

Vinholi celebrou a “indiscutível bagagem na seara pública” do subordinado ao divulgar a chegada dele.

Barjas recebeu o convite para a subsecretaria depois de ser derrotado no plano de reeleição em Piracicaba. No pleito, vencido por Luciano Almeida (DEM), o tucano concorreu sub judice (aguardando julgamento). Neste ano, em fevereiro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou sua inelegibilidade.

Publicada em 27 de janeiro no Diário Oficial de São Paulo, a nomeação virou alvo de uma ação popular apresentada pelo vereador Laércio Trevisan Jr. (PL), que faz oposição a Barjas em Piracicaba.


Ele sustentou que o adversário não poderia desempenhar função na administração pública em razão de três condenações por improbidade já ratificadas em segunda instância. Os processos se referem a atos dele quando era prefeito e envolvem irregularidades em licitações e contratos.
Em uma das ações, o tucano foi condenado a devolver R$ 40 mil aos cofres públicos. “Ele não poderia ter sido nomeado”, diz Trevisan à Folha. “O erro [do governo] foi grave.”


Em decisão de 15 de fevereiro, o juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara de Fazenda Pública, concordou com o pedido e mandou o subsecretário ser desligado sumariamente. O magistrado se baseou, de acordo com a sentença, no fato de que um dos casos transitou em julgado em 11 de fevereiro.


Barjas recorreu, mas, em despacho de 26 de fevereiro, a desembargadora Isabel Cogan, da 13ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, confirmou a liminar que havia determinado a remoção imediata.


A anulação da nomeação foi oficializada em decreto de 3 de março, publicado no dia seguinte no Diário Oficial. Os registros mostram que ele foi exonerado “a pedido”, ou seja, por iniciativa própria, com data retroativa a 26 de fevereiro.

Na última quarta-feira (17), os advogados do ex-prefeito entraram com novo recurso, afirmando que ele não possui qualquer impedimento legal para exercer cargo público e que está equivocada a informação de que um dos processos transitou em julgado (encerrou as possibilidades de apelação).
À Folha Barjas diz que sua entrada no governo não envolveu questões políticas. “Pode ser que sim, pode ser que não”, afirma, ao ser indagado sobre a hipótese de afago de Doria à ala tradicional do tucanato.


“Ali é uma discussão técnica, e o Doria, como governador do estado de São Paulo, conversa com todos os setores do PSDB”, segue ele, que vê com bons olhos uma candidatura do governador ao Planalto. “Eu espero que una [o partido]. Ele está fazendo um bom trabalho.”

Depois do imbróglio, as tarefas da subsecretaria foram assumidas por Marcos Campagnone, que também é ligado ao PSDB e já era assessor da repartição.


O governo do estado, em nota enviada pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, afirmou que houve consulta ao Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade na data em que Barjas foi nomeado, mas ele não aparecia no sistema.


“Não constando nenhum registro dos processos mencionados, não houve impedimento legal para a nomeação do mesmo para exercício de cargo em confiança”, disse a pasta, ressaltando que o governo não se furta ao cumprimento de qualquer determinação judicial.


A gestão Doria não respondeu se possui uma regra de conduta para lidar com casos de nomeações de aliados que enfrentam sobressaltos no campo jurídico. A reportagem questionou em quais situações o governo pode optar por afastar, licenciar ou exonerar um auxiliar.


Até aqui, as intercorrências mais rumorosas envolvendo indicados políticos tiveram desfechos distintos.

O primeiro caso, ainda antes da posse de Doria, atingiu o ex-ministro Gilberto Kassab, que tinha sido anunciado como chefe da Casa Civil, dentro do movimento do governador para montar um secretariado de peso, com egressos do governo Michel Temer (MDB).


Alvo em dezembro de 2018 de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, em desdobramento da Operação Lava Jato que apurava suspeita de caixa dois, Kassab tomou posse em janeiro de 2019 e, em uma saída costurada com o governador, se licenciou sem data para voltar.
O quadro se estendeu por quase dois anos, até dezembro de 2020, quando ele enfim acertou sua saída.

Depois disso, foi efetivado na função Antônio Carlos Rizeque Malufe, que já exercia o cargo na prática.

No âmbito da mesma ação, a Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou no dia 11 deste mês denúncia contra Kassab, que é presidente nacional do PSD. Ele nega qualquer irregularidade.


Na terça-feira (16), a Casa Civil passou a ser ocupada por Cauê Macris (PSDB), que presidiu a Assembleia Legislativa de São Paulo nos últimos quatro anos.

Em outro caso do início do governo, em fevereiro de 2019, o ex-chanceler e ex-senador Aloysio Nunes pediu demissão da presidência da Investe SP (agência de estímulo a investimentos) após virar alvo da Lava Jato.


Sua saída foi negociada com o governador para evitar maiores danos de imagem. Um ano depois, Aloysio ganhou um cargo na gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), aliado de Doria. Ele, que sempre se disse inocente, é até hoje o presidente da SP Negócios (agência municipal de promoção de investimentos).


O episódio mais traumático, no entanto, foi o do secretário Alexandre Baldy, preso em agosto de 2020.

Doria se apressou em declarar na data que as suspeitas investigadas não ocorreram em São Paulo e que ele poderia se explicar à Justiça.


Prato cheio para adversários, a operação -desdobramento de investigações da Lava Jato no Rio- culminou em um pedido imediato de licença apresentado pelo secretário. Baldy, que ficou um dia preso e nega ter cometido qualquer ilicitude, reassumiu a secretaria dois meses mais tarde.

Boulos busca mais espaço no PSOL, e aliança vira incômodo

JOELMIR TAVARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma movimentação do ex-presidenciável Guilherme Boulos para ganhar espaço no PSOL aqueceu os debates internos sobre os rumos do partido em 2022, no momento em que o ex-presidente Lula (PT) volta à cena eleitoral e prega união da esquerda contra Jair Bolsonaro.


No dia 7, véspera da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin que devolveu a Lula o direito de concorrer, Boulos fez o lançamento da Revolução Solidária, sua própria corrente partidária dentro do PSOL, em esforço para se consolidar na sigla, onde está desde 2018.


A nova tendência reúne filiados que têm ligação com movimentos sociais, sobretudo o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), grupo em que o ativista e professor milita há 20 anos.


O ex-presidenciável e ex-candidato a prefeito de São Paulo (que perdeu no segundo turno em 2020 para o tucano Bruno Covas) rechaça a interpretação de que o objetivo seja popularizar a imagem da legenda, suavizando pechas como a de “partido universitário” ou “da zona sul do Rio de Janeiro”.


“Existe um certo estigma em relação ao PSOL que não é verdadeiro”, diz ele à Folha. “O partido tem vínculo com as lutas negra, feminista, LGBT, indígena. O desafio, que é o de toda a esquerda, é a retomada do trabalho de base. E o movimento [Revolução Solidária] vem para fortalecer esse enraizamento.”

A iniciativa, que amplia a influência dele na burocracia partidária, foi vista por parte dos correligionários como sinal de risco para o equilíbrio de forças internas, dada a projeção atual de Boulos. Com uma corrente para chamar de sua, ele tende a se consolidar como figura majoritária da agremiação.


Ao mesmo tempo, causou controvérsia nos bastidores a possibilidade de que o partido faça uma adesão automática à eventual candidatura de Lula ao Planalto. Um grupo de parlamentares e dirigentes que faz ressalvas a uma aliança com o PT teme que a ideia seja imposta e desemboque em conflitos.


O apelo é para que as instâncias partidárias e os filiados sejam consultados, em debate transparente, democrático e detalhado, antes de qualquer tomada de decisão, conforme prevê o estatuto.


“O PSOL tem diversidade, tanto de posições quanto de perfis, e considero isso um mérito”, afirma Boulos. “O objetivo desse espaço político que está sendo criado não é promover disputa interna. É um movimento com uma dimensão para fora, de espelhar um partido com cara ampla.”


As falas sobre o encaminhamento do PSOL estão todas no plano da especulação, já que nem o líder de moradia nem o presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, pressionam por uma decisão rápida sobre candidatura ou encaram como certo um embarque no projeto petista.


O discurso de ambos, coincidente com o de Lula, é o de que partidos do chamado campo progressista precisam construir uma unidade na ação política prática, e não apenas em torno de questões eleitorais.


Apesar de não ser descartada nos bastidores, uma coligação com os petistas desagrada ao setor de fundadores do PSOL. A legenda foi criada em 2004 por dissidentes expulsos do PT. A hipótese também é mal digerida entre aqueles que pregam que o partido se posicione mais à esquerda e tenha candidatura própria ao Planalto.


A sigla disputou todas as eleições nacionais desde sua fundação, com Heloísa Helena (2016), Plínio de Arruda Sampaio (2010), Luciana Genro (2014) e Boulos (2018).


“Na minha opinião, não há um apelo real para que desde o primeiro turno o PSOL abra mão de ter uma candidatura própria para apoiar a do Lula”, diz a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Integrante da corrente MES (Movimento Esquerda Socialista), ela diverge do campo de Boulos no partido, mas o vê como presidenciável natural da legenda. “Nossa tarefa é apresentar um projeto de esquerda, inclusive na economia. E o PT, aparentemente, quer repetir suas escolhas táticas e eleitorais”, critica.


Boulos e Lula têm uma relação próxima e estreitaram laços desde que o ex-mandatário se tornou alvo da Lava Jato e foi preso. O psolista estava no palco ao lado do petista no pronunciamento dele no dia 10, após a anulação das condenações pelo STF.


Embora líderes na esquerda considerem difícil que Boulos se disponha a enfrentar o ex-presidente e amigo nas urnas, ele mesmo desconversa sobre a conjectura.

“O fator Boulos é preponderante para o partido, porque de fato ele é hoje a nossa principal figura”, afirma Sâmia. “Se o partido porventura chega a uma conclusão e ele, individualmente, sustenta outra, fica muito difícil, né?”, diz ela, sobre a chance de a sigla deliberar ter um nome próprio e Boulos desejar estar com Lula.


Assim como o ex-presidente, o dirigente do MTST repete que a prioridade da oposição a Bolsonaro deve ser o combate à pandemia de Covid-19 e a participação da esquerda em medidas concretas para garantir vacinas, atendimento médico e auxílio emergencial.

A diretriz do “deixa para depois” foi oficializada em documento após reunião do diretório nacional, no fim de semana passado. No encontro, ficou acordado que qualquer debate sobre o processo eleitoral está interditado até o congresso nacional da legenda, previsto para setembro.
“O Lula é uma liderança expressiva, tem peso na sociedade”, diz Boulos.

“É evidente que a presença dele no cenário eleitoral altera o xadrez, mas esse debate precisa ser feito junto com todos os setores do campo progressista.”


Para Medeiros, o temor de que o PSOL “vire um partido de caciques” é “totalmente infundado”, já que Boulos “tem toda a disposição” de participar dos debates internos.

Comerciante Antônio Bispo dos Santos morre de Covid-19 em Rio Claro

Morreu, neste domingo (21), aos 54 anos de idade, o comerciante Antônio Bispo dos Santos, mais conhecido como Bispo. Ele era dono de um bar no Distrital do Ipiranga em Rio Claro. Após trabalhar por muitos anos no setor de indústria química da cidade, ia se aposentar neste mês.

A causa da morte por Covid-19 foi confirmada pelos familiares do comerciante. Ele era divorciado e deixa um filho.  

O vereador Adriano La Torre lamentou a morte do amigo em suas redes sociais. Confira a declaração na íntegra.

“Ainda não consigo acreditar que ele se foi. Meu coração está de luto e meu peito já transborda de saudade. Cuide de nós aí de cima, sua falta será sentida todos os dias. Adeus meu bom amigo, e que você descanse em paz”, escreveu o parlamentar.

O sepultamento aconteceu às 15h no Cemitério Parque das Palmeiras, em Rio Claro.

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.