Um homem de 26 anos foi surpreendido pela Polícia Civil de Rio Claro após sacar R$ 122 mil em uma agência bancária no Cervezão. Ele é investigado pela prática dos crimes de furto qualificado e lavagem de dinheiro sendo alvo de sequestro judicial de bens e valores no montante de R$ 2.428.273,00 no mês de fevereiro.
O valor apreendido foi encaminhado para depósito judicial, à disposição do Juízo competente, nos autos da ação penal em trâmite, para as providências legais cabíveis.
Quem é o investigado
O investigado é ex-funcionário de uma empresa privada, que, valendo-se do cargo de analista financeiro e da confiança depositada, inseriu 228 faturas fraudulentas no sistema de gestão corporativa (ERP) entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. As faturas simulavam despesas com fornecedores inexistentes, resultando em 53 transferências bancárias ilícitas, que somaram aproximadamente R$ 2,4 milhões desviados dos cofres da empresa.
A análise minuciosa das movimentações financeiras identificou a utilização de empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para dissimular a origem ilícita dos valores, em típica manobra de lavagem de capitais. Parte considerável dos recursos desviados foi utilizada para aquisição de bens em nome do investigado e de sua companheira, incompatíveis com a capacidade econômica do casal.
Com base nas provas reunidas pela D.I.G., a Justiça deferiu no dia 02 de fevereiro deste ano o sequestro dos seguintes bens:
- Um imóvel residencial;
- Dois veículos;
- Bloqueio judicial de valores em contas bancárias vinculadas ao investigado e a pessoas jurídicas por ele controladas, até o montante de R$ 2.428.273,00.