Família com rachaduras em casa por vazamento do Daae espera solução há dois anos em Rio Claro

Imagens mostram rachaduras que o imóvel na região do Santa Cruz apresenta. Família cobra agilidade do Daae

Moradores do Santa Cruz vivem com medo e relatam impacto na saúde após infiltração causada por rede pública de água

Uma família da região de Santa Cruz, em Rio Claro, denuncia que aguarda há dois anos uma solução para os danos causados em uma residência após um vazamento na rede de abastecimento de água. As rachaduras em casa por vazamento do Daae Rio Claro começaram a surgir em 2024, depois de uma infiltração registrada na Avenida 22, entre as ruas 10 e 11, e desde então o problema se agravou sem que o imóvel fosse reparado.

De acordo com os moradores, o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) foi acionado em junho de 2024 para solucionar o vazamento na via pública. O problema na tubulação foi corrigido, porém, os danos estruturais provocados pela infiltração permaneceram.

As fissuras aumentaram ao longo do tempo e hoje geram preocupação quanto à segurança da residência, onde vivem uma idosa de 82 anos, familiares e crianças.


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Rachadura atinge, além da área interna, a fachada da residência

A filha da moradora, Fernanda Spadotto, afirma que a autarquia reconheceu que o problema teve origem na rede pública de água. “Há exatamente dois anos e um mês estamos sem solução alguma. O Daae reconheceu que a responsabilidade é dele, mas não fez nada até agora. Simplesmente pediu que procurássemos a Justiça porque não tem verba para realizar os reparos”, relata.

Segundo Fernanda, toda a documentação e os procedimentos solicitados pelo órgão foram cumpridos pela família, mas, até o momento, não houve retorno. Ela afirma ainda que outro imóvel vizinho também apresenta danos semelhantes, onde reside outra pessoa idosa.

A preocupação da família aumentou após um novo episódio de infiltração na rede de água registrado recentemente no mesmo quarteirão. Para os moradores, o problema pode agravar ainda mais a situação estrutural das residências. Além dos prejuízos materiais, Fernanda relata que a situação afetou diretamente a saúde da mãe.

De acordo com ela, desde o surgimento das rachaduras, a idosa passou a apresentar maior instabilidade na diabetes e na pressão arterial, além de necessitar de tratamento com antidepressivos. “Minha mãe nunca precisou tomar esse tipo de medicamento antes. Ela chora muito e hoje se locomove com auxílio de andador. O estado emocional dela e de toda a família está muito abalado”, afirma.

A família diz viver com receio de que as rachaduras continuem aumentando e teme que o imóvel possa sofrer um desabamento. “Só espero que eu não precise perder ninguém da minha família para que a justiça seja feita e o imóvel seja consertado”, desabafa Fernanda.

O que diz a prefeitura de Rio Claro

A reportagem do Jornal Cidade consultou o município. Em nota, o Daae informa que este caso está em tramitação judicial e acompanha as atualizações jurídicas. “Inclusive, comissão de fiscalização do Daae acompanhou perícia realizada em novembro de 2025. Em primeira instância, foi determinado que o Daae é responsável pelos danos causados no imóvel”, comunica a autarquia.

Agora, ainda de acordo com o Departamento Autônomo de Água e Esgoto, está em discussão jurídica sobre os valores totais da indenização. “O valor definitivo ainda está sendo estabelecido pelo tribunal em segunda instância”, conclui o Daae.

Lucas Calore: