Rede pública de saúde em Rio Claro tem 28 leitos para Covid

Rio Claro tem 28 leitos hospitalares públicos para internação de pacientes com Covid-19, segundo dados da administração municipal. Destes, 18 são de unidade de tratamento intensivo (UTI) e dez de enfermaria. Neste momento, 85% estão ocupados.

No início deste mês, a prefeitura firmou parceria com a Santa Casa de Misericórdia para mais dez leitos UTI, sendo oito para o SUS (Sistema Único de Saúde) e dois para convênios. Esses dois podem ser convertidos em SUS em caso de necessidade maior.

Para a implantação do hospital de campanha em breve, novos respiradores mecânicos foram adquiridos pela administração municipal. São 11 novos equipamentos com a implantação de mais leitos.

“Por mais que tenhamos leitos para Covid-19, eles não são suficientes. Não é a estrutura que gostaríamos, mas é a realidade atual de que dispomos. Desta forma, é importante a colaboração de cada um para que esses casos não aumentem e não ocorram novas internações de infectados pelo coronavírus”, explica o prefeito João Teixeira Junior.

Além disso, o hospital regional de Piracicaba, também, oferece retaguarda de atendimento para Rio Claro, com leitos de UTI e enfermaria para atendimentos de pacientes infectados pelo coronavírus.

Parceria

“Caso o município precise de leitos particulares, existe um acordo para adquiri-los. Sendo universal, o SUS deve ceder seus leitos também”.

Vacinação contra a gripe vai até terça-feira

Quem pertence aos grupos prioritários e ainda não foi vacinado contra a gripe deve procurar uma unidade de saúde. A campanha de vacinação vai até terça-feira (30) nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família de Rio Claro, exceto as unidades do Santa Elisa, Jardim Brasília e Vila Cristina. O atendimento será feito na segunda e terça-feira de acordo com o horário de funcionamento de cada unidade.

“A vacina é uma maneira importante e eficaz para evitar a gripe, e todos que pertencem aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde devem ser imunizados”, observa Maurício Monteiro, secretário de Saúde.

Conforme levantamento mais recente da Vigilância Epidemiológica do município, em Rio Claro mais de 43 mil pessoas receberam a dose da vacina, o que representa cobertura vacinal de 79,40% entre os grupos prioritários. O melhor resultado é entre os idosos e profissionais de saúde, que ultrapassaram 100% de cobertura vacinal. Foram vacinadas 5.529 crianças de seis meses a menores de seis anos (44,61%); 3.964 adultos de 55 a 59 anos (42,36%); 989 gestantes (54,10%); e 195 puérperas (65%).

A vacina também é aplicada em professores da rede pública e particular; pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; profissionais das forças de segurança e salvamento; motoristas de caminhão e motoristas e cobradores de transporte público; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas em situação de rua; funcionários da limpeza urbana; colaboradores dos Correios; colaboradores do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Fiocruz: antiviral para hepatite tem bom resultado contra a covid-19

Agência Brasil

Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com medicamentos que são usados para tratar hepatite C mostrou eficácia contra o novo coronavírus, que causa a covid-19. 

A doença já infectou mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo e matou quase 490 mil, segundo o painel global da universidade Johns Hopkins. No Brasil, os dados de ontem (25) do Ministério da Saúde contabilizam 1.228.114 casos e 54.971 óbitos.

Em experimentos in vitro com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o antiviral daclastavir impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus que causam a infecção. O medicamento foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos da covid-19, como a cloroquina, a combinação de lopinavir e ritonavir e a ribavirina, este último também usado no tratamento de hepatite.

O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz.

“As análises apontaram que o fármaco [daclastavir] interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, o fármaco também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de covid-19”, diz a Fiocruz.

Os testes mostraram que o sofosbuvir, outro remédio para hepatite, foi menos eficiente do que o daclastavir. Ele também inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas pulmonares e hepáticas, mas não apresentou efeito em células Vero, derivadas de rim de macaco e muito utilizadas em estudos de virologia.

Pré-print

Os estudos foram publicados no site de pré-print bioRxiv. Ou seja, os resultados já estão disponíveis para consulta pela comunidade científica internacional, mas ainda requerem aprofundamento e revisão.

O trabalho foi liderado pelo pesquisador Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em parceria com cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e dos Laboratórios de Imunofarmacologia e de Pesquisa sobre o Timo do IOC. Também colaboraram o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Iguaçu (Unig), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação de Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM).

De acordo com Moreno, os parâmetros farmacológicos do daclastavir contra o novo coronavírus são compatíveis com os efeitos do medicamento em pacientes.

“O reposicionamento de medicamentos é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maneira mais rápida de identificar candidatos ao tratamento da covid-19. Considerando que os antivirais de ação direta contra o vírus da hepatite C estão entre os mais seguros, nossos resultados indicam que estes fármacos, em especial o daclastavir, são candidatos para a terapia, com potencial para ser imediatamente incorporados em ensaios clínicos”.

Os cientistas alertam para os riscos da automedicação e destacam que ainda são necessários testes com pacientes para avaliar a eficácia das terapias. “Todas as pessoas com casos suspeitos ou confirmados de covid-19 devem procurar atendimento médico para orientação da terapia adequada”, adverte a Fiocruz.

“Linha dura a partir de agora” diz prefeito sobre fiscalização em S. Gertrudes

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o prefeito de Santa Gertrudes, Rogério Pascon, fala sobre a decisão de fechar novamente o comércio e das operações de fiscalização para garantir o isolamento social durante esse período da pandemia da Covid-19. A prefeitura também fechou a área de lazer no Lago Chico Lucas, no Jequitibás, dentro das ações para combater festas e encontros clandestinos.

Ministério declara emergência em RS e SC para combate de gafanhotos

KATNA BARAN
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) –

O Ministério da Agricultura declarou nesta quinta-feira (25) estado de emergência fitossanitária nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para que os governos possam adotar medidas de contenção de gafanhotos.
Uma nuvem do inseto tem destruído plantações no Paraguai e na Argentina desde o final do mês passado e, nos últimos dias, foi avistada a pouco menos de 150 km de distância da fronteira com o Brasil, acendendo o alerta de autoridades e agricultores da região Sul.
A portaria ministerial tem duração de um ano. Trata-se de uma ação preventiva para controlar os danos que a chegada dos insetos pode causar em lavouras brasileiras, já que monitoramento do Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina) aponta que a nuvem está se dirigindo ao sul do país vizinho, rumo ao Uruguai.
Acompanhamento desta quinta-feira indica que os gafanhotos permaneceram praticamente estáveis nas proximidades da região de Corrientes, na Argentina, durante todo o dia. Segundo Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, nenhum técnico ou produtor avistou os insetos na fronteira oeste do estado.
“A nuvem teve pouco mobilidade por conta da queda de temperatura. É uma espécie que se fortalece com a seca e o tempo quente, e a frente fria vem como alento, nos trazendo mais tranquilidade”, aponta Felicetti.
De acordo com o Ministério, a partir da análise de dados meteorológicos previstos para os próximos dias na região Sul, é pouco provável que os animais avancem em território brasileiro.
“Essa portaria precisa ser feita antes do evento para que, se acontecer, algumas ações possam ser feitas pelos governos estaduais onde há possibilidade de essa nuvem chegar. Estamos monitorando, mas tudo indica que ela vai ficar mesmo no Uruguai por enquanto. Se o clima continuar favorecendo, ela nem chegará ao nosso território”, explicou a ministra Tereza Cristina, via nota da assessoria da pasta.
O documento dá autorização aos estados para tomarem medidas prioritárias de combate à praga, como utilização de agrotóxicos e chamamento de entidades que auxiliem nas ações.
Os insetos, de até 15 cm de envergadura, já atingiram plantações de milho nos países vizinhos. Em uma das áreas, a nuvem de gafanhotos chegou a 10 km de extensão. Um quilômetro quadrado da nuvem comporta ao menos 40 milhões de bichos. Eles podem comer pastagens em apenas um dia o equivalente ao alimento de 2.000 vacas.
A previsão do tempo para esta quinta-feira é de chuvas em quase todo Rio Grande do Sul. A frente fria também vai levar geadas para grandes áreas dos dois estados da região, onde devem ser registradas temperaturas abaixo dos 5 °C a partir desta sexta-feira (26).
Assim, mesmo que consigam ultrapassar a fronteira com o Brasil, as condições climáticas da região tendem a desfavorecer a ação dos insetos, que devem pousar em menor número e não causar grandes perdas para a agricultura.
Um mapa disponibilizado pelo Senasa contém informações atualizadas da nuvem e a previsão de caminho que ela deve seguir nos próximos dias.

Anitta está internada em hospital de SP após receber diagnóstico de trombose

(FOLHAPRESS) –

Anitta, 27, foi diagnosticada com uma trombose na perna direita nesta quinta-feira (25) e segue internada no hospital Vila Nova Star, em São Paulo.
Em meio ao lançamento da música “Desce Pro Play”, em parceria com Mc Zaac e Tyga, a funkeira usou as redes sociais para tranquilizar os fãs. “Tive uma trombose que já começou a ser tratada. Por causa do perigo da doença, precisei ficar no hospital, mas estou bem. Não foi dessa vez gente”, comentou a artista carioca, com bom humor.
Segundo ela, a trombose está na fase inicial e portanto não há perigo. Anitta disse também que os médicos estão tentando descobrir o que levou ao problema, já que ela não fuma e nem utiliza pílula anticoncepcional ou qualquer método hormonal.
“Já tive que processar muita informação hoje, então parem de ficar perguntando e divulguem a música. Vamos comemorar que estou viva”, completou
A cantora de “Vai Malandra” disse que deve receber alta ainda nesta sexta-feira (26). “Amanhã estou indo dançar nos stories, fazer live, promover o clipe novo”, afirmou.
Diversos artistas, como Larissa Manoela, Luísa Sonza, Claudia Raia, Flávia Alessandra, Lexa, Gretchen, Giovanna Lancelloti, ajudaram a divulgar o lançamento de “Desce Pro Play”, nova parceria de Anitta com MC Zaac e o rapper norte-americano Tyga.
A estratégia foi simples: todos publicaram vídeos nas redes sociais cantando o refrão a música enquanto faziam qualquer coisa. “Sobe, desce para, depois joga na minha cara e faz papapapa”. “Acho que vai ter é gente cantando isso a partir de hoje, viu…”, escreveu a cantora.

Desaba ocupação em hospitais de campanha para Covid-19 em São Paulo

ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Criados para aliviar a rede municipal no pico da pandemia, os hospitais de campanha da gestão Bruno Covas (PSDB) operam hoje com cerca de 20% de sua capacidade. As duas estruturas criadas pela prefeitura podem receber mais de 1.071 doentes, mas tinham 243 na quarta (24).
Com 22 internados e espaço para 200, o hospital de campanha do Pacaembu deve ser fechado na próxima semana. A prefeitura não confirma a informação. O complexo do Anhembi, porém, deve continuar ativo por mais tempo para estar à disposição de possível aumento dos casos.
As unidades funcionam desde abril e atenderam a 4.698 pacientes, dos quais 3.771 acabaram recebendo alta.
De acordo com levantamento feito pela reportagem, os dois hospitais tiveram picos de pacientes no dia 15 de maio, quando 760 pessoas estavam internadas em ambos os hospitais. Mesmo neste período, as duas instalações emergenciais não chegaram a lotar, ficando com lotação por volta de 70% dos leitos ativos.
Na comparação entre maio e junho, a média de pacientes internados caiu 41% –de 656 para 383. A gestão Covas avalia que as unidades foram importantes elementos na estabilização da doença na cidade. Não só ajudaram a aliviar a rede hospitalar abrigando casos mais leves como serviram para isolar pacientes que, se ficassem em casa, continuariam contaminando a população.
Há também preocupação com uma possível segunda onda de contaminações, após a reabertura total dos setores econômicos. A prefeitura espera que bares e restaurantes possam reabrir a partir de segunda-feira (29), por exemplo.
As unidades municipais são administradas por três entidades diferentes. O Pacaembu é gerenciado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. A reportagem apurou que, ali, os profissionais já foram até avisados do fechamento da unidade.
Já o Anhembi tem vagas geridas por duas entidades, a Iabas e a SPDM –na unidade, médicos reclamaram da estrutura e de falta de materiais, o que as operadoras negam. O complexo foi montado para receber até 1.800 pacientes. Mas hoje há 871 leitos, dos quais 221 estão ocupados.
As internações vêm caindo em São Paulo, o que fez com que a cidade deva avançar à fase 3 da flexibilização do governo João Doria (PSDB), com a permissão do funcionamentos de bares e restaurantes.
Para o médico Márcio Sommer Bittencourt, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, a diminuição da ocupação dos hospitais de campanha ocorreu paralelamente ao incremento de vagas em hospitais regulares. “O que os hospitais de campanha fizeram foi atender uma época em que a estrutura regular estava menos preparada.”
Ele afirma que as estruturas foram criadas num momento em que pouco se sabia das dimensões que doença teria no país e que elas absorveram demanda que impediu o sistema de ficar mais pressionado.
“Sem ter certeza, a melhor estratégia é ter mais leitos, um pouco de leito ocioso, do que passar pela situação que muita gente no mundo passou.”
Na opinião dele, porém, continuar mantendo hospitais com grande capacidade ociosa tem um custo muito alto, no caso de se estar esperando uma nova alta de casos.
A queda na ocupação dos hospitais de campanha de Covas coincide com a criação da duas unidades de campanha estaduais, no Ibirapuera e em Heliópolis, em maio. Ambos estão com índice maior de ocupação que os municipais, entre 50% e 70%, diz o governo.
O hospital de Heliópolis tem 116 pacientes e 200 leitos (58% de ocupação). Com 268 vagas, a unidade do Ibirapuera tem 133 internados (50% das vagas). Segundo o governo Doria, os locais “continuam em funcionamento e estão mantidos até que seja constatada diminuição nas internações”.
Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), diz que as estruturas de hospitais de campanha ociosas na capital poderiam atender a população do interior.
Enquanto a capital tem queda na média de internações, a doença avança pelo interior paulista. Stucchi citou que por volta de 40% dos internados em Campinas não são da cidade, que caminha para ter seu sistema totalmente ocupado.
“Talvez pudesse haver um consórcio do governador com prefeitos das cidades do interior que não têm condições de arcar com internações para que sejam transferidos para São Paulo nas estruturas que já estão montadas”, diz.
Ela diz que a criação dos hospitais já se justificou, mas que deixá-los ociosos para eventual segunda onda da doença pode ter um custo muito alto.
Questionada sobre a subutilização dos leitos, a prefeitura afirmou que “enquanto a cidade de São Paulo estiver classificada em fase que permita o risco de retrocesso no grau de transmissibilidade da Covid-19, não pretende desativar os leitos destinados ao tratamento da doença na capital”.
A nota acrescenta que os dados são monitorados diariamente e que a decisão de manter os leitos é tomada com base em critérios técnicos.
A gestão Covas disse que os custos dos hospitais são variáveis, dependendo de leitos ocupados até medicamentos, equipe e insumos usados. “A pasta ainda esclarece que o pagamento às organizações sociais que administram o hospital só é realizado pelo leito operacional. Os recursos não utilizados serão devolvidos.”

Pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial começa sábado

 (FOLHAPRESS) –

O governo publicou, na noite desta quinta-feira (25), em edição extraordinária do Diário Oficial, portaria com o calendário de pagamento da terceira parcela de R$ 600 do auxílio emergencial, instituído em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Pelo texto do decreto, os pagamentos serão disponibilizados a partir de sábado (27) e vão até setembro.
Assim como as parcelas anteriores, os pagamentos serão escalonados pela data de nascimento do beneficiário.
Para quem recebe por meio de crédito na poupança social digital da Caixa aberta em seu nome, os pagamentos vão deste sábado até o próximo (4).
Os nascidos em janeiro e fevereiro recebem no dia 27; março e abril, na terça (30); maio e junho, na quarta (1º); julho e agosto, na quinta (2); setembro e outubro, na sexta (3); e novembro e dezembro, no sábado (4).
“Nas datas indicadas, os recursos estarão disponíveis apenas para o pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio de cartão de débito virtual ou QR Code”, afirma a portaria.
O calendário para saque em dinheiro e transferências bancárias vai de 18 de julho a 19 de setembro, também a depender da data de nascimento do beneficiário.
Nessas datas, serão pagos também lotes das primeiras e segundas parcelas do auxílio, para quem ainda não as recebeu.
A Caixa dará entrevista na manhã desta sexta (26) para detalhar a medida.
O ministro Paulo Guedes (Economia) havia anunciado nesta quinta que a terceira parcela do auxílio começaria a ser paga no sábado.
“Estamos, agora no sábado, pagando mais uma parcela para 60 milhões de brasileiros. Neste próximo sábado até o sábado que vem, 60 milhões recebem mais uma”, disse o ministro.

Advogado diz que abrigou Queiroz porque queriam matá-lo e culpar Bolsonaro

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) –

O advogado Frederick Wassef disse, em entrevista para a revista Veja, que abrigou Fabrício Queiroz em suas propriedades porque tinha informações de que havia um plano para matá-lo e responsabilizar a família Bolsonaro pelo possível crime.
Segundo a versão de Wassef, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) não tinham conhecimento de que Queiroz estava na chácara em Atibaia na qual foi preso na última semana.
“Passei a ter informações de que Fabrício Queiroz seria assassinado. O que estou falando aqui é absolutamente real. Eu tinha a minha mais absoluta convicção de que ele seria executado no Rio de Janeiro.”
“Além de terem chegado a mim essas informações, eu tive certeza absoluta de que quem estivesse por trás desse homicídio, dessa execução, iria colocar isso na conta da família Bolsonaro. Havia um plano traçado para assassinar Fabrício Queiroz e dizer que foi a família Bolsonaro que o matou em uma suposta queima de arquivo para evitar uma delação”, disse.
Wassef disse que formou a convicção por meio de “informações absolutamente procedentes”, mas não explicou quais seriam. Ele alegou que agiu por conta própria para evitar que “fizessem um inferno” na vida do presidente.
“Eu tive informações absolutamente procedentes e formei a minha convicção de que iriam matar Queiroz e iriam colocar a culpa no presidente Bolsonaro para fazer um inferno da vida dele. Na verdade, seria uma fraude. Algo parecido com o que tentaram fazer no caso Marielle, com aquela história do porteiro que mentiu”, disse, negando que Jair ou Flávio Bolsonaro tivessem conhecimento do paradeiro de Queiroz.
“Não. Eu omiti isso do presidente. Eu omiti do Flávio por motivos que me reservo ao direito de não dizer agora. O presidente da República jamais teve conhecimento da autorização para que o Fabrício, caso quisesse, pudesse estar nessas propriedades”, disse.
Dono do escritório em Atibaia (SP) onde Fabrício Queiroz foi preso, Wassef disse ao jornal Folha de S.Paulo na semana passada ter sido vítima de uma armação para incriminar o presidente Jair Bolsonaro, de quem é amigo.
“Não sou o Anjo”, afirmou à Folha de S.Paulo, referindo-se ao apelido dado a ele pela família do presidente e que deu nome à operação desta semana do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Wassef negou que tivesse abrigado Queiroz e mantido contatos com sua família. “Nunca telefonei para Queiroz, nunca troquei mensagem com Queiroz nem com ninguém de sua família. Isso é uma armação para incriminar o presidente.”
Queiroz, policial militar aposentado, ex-assessor de Flávio e amigo do presidente Bolsonaro, foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro -ele não era considerado foragido.
Queiroz estava em um imóvel de Wassef, figura constante no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, e em eventos no Palácio do Planalto.
Queiroz é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como operador financeiro da suposta “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia, onde ele exerceu mandato de deputado estadual entre fevereiro de 2003 e janeiro de 2019.
A “rachadinha” é a prática de recolhimento de parte dos salários de assessores de um gabinete para fins diversos. No caso do filho do presidente, a suspeita é de que o senador era o beneficiário final da maior parte dos valores.
Tanto Wassef como a família Bolsonaro afirmavam que não tinham contato com Queiroz desde que o suposto esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio veio à tona, no final de 2018.
Em recente entrevista à Folha de S.Paulo, no início de maio, ao ser questionado se havia se reunido com advogados de Queiroz ou com alguém ligado a ele, Wassef respondeu que não. Em seguida, indagado se Flávio havia rompido com Queiroz, advogado disse: “Nunca mais. Desde o fim de 2018, nunca mais ninguém da família Bolsonaro teve qualquer contato o senhor Queiroz.”
Flávio é investigado desde janeiro de 2018 sob a suspeita de recolher parte do salário de seus subordinados na Assembleia do Rio de 2007 a 2018. Os crimes em apuração são peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.
A apuração relacionada a Flávio começou após relatório do antigo Coaf, hoje ligado ao Banco Central, indicar movimentação financeira atípica de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor e amigo do presidente Jair Bolsonaro.
Além do volume movimentado, de R$ 1,2 milhão em um ano, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Assembleia.
Queiroz afirmou que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem conhecimento do então deputado estadual. A sua defesa, contudo, nunca apontou os beneficiários finais dos valores.
Jair Bolsonaro e Queiroz se conhecem desde 1984. Queiroz foi recruta do agora presidente na Brigada de Infantaria Paraquedista, do Exército. Depois, Bolsonaro seguiu a carreira política, e Queiroz entrou para a Polícia Militar do Rio de Janeiro, de onde já se aposentou.
Queiroz, que foi nomeado em 2007 e deixou o gabinete de Flávio no dia 15 de outubro de 2018, é amigo de longa data do atual presidente. Entre as movimentações milionárias que chamaram a atenção na conta de Queiroz está um cheque de R$ 24 mil repassado à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Segundo o presidente, esse montante chegava a R$ 40 mil e o dinheiro se destinava a ele. Essa dívida não foi declarada no Imposto de Renda. Bolsonaro afirmou ainda que os recursos foram para a conta de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”.
Em nota, Flávio Bolsonaro disse que é “vítima de um grupo político que tem patrocinado uma verdadeira campanha de difamação”. “Essas pessoas têm apenas um objetivo: recuperar o poder que perderam na última eleição”, diz. Flávio afirmou que acredita na Justiça, que é inocente das acusações e que “é totalmente compatível com os seus rendimentos”.

Tragédia: idoso morre após acidente com trator

Será sepultado na tarde de hoje (26), no Cemitério São João Batista em Rio Claro o corpo de Dorival Aparecido Dietrich.

Ele foi vítima de um acidente com um trator na tarde de ontem (25). De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava em um sítio em Corumbataí e operava o veículo quando foi atropelado.

Gravemente ferido chegou a ser socorrido mas veio a óbito horas depois. Dorival tinha 63 anos e deixa a esposa, três filhos e quatro netos. O velório tem início às 14h no Municipal.

Jornal Cidade RC
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