Cidades com mais abertura em SP ampliam internações

ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Cidades do interior do estado de São Paulo que iniciaram o plano de flexibilização com maior reabertura -e depois tiveram que regredir- tiveram crescimento nas internações e mortes por coronavírus maior do que a média.
O governo João Doria (PSDB) começou a implantar a reabertura no início de junho, estabelecendo classificações que iriam de um, mais rígida, a cinco, de reabertura.
Na ocasião, as regiões dos municípios de Araraquara, Bauru, Barretos e Presidente Prudente, no interior paulista, foram classificados logo na fase 3 (amarela).
Esse estágio, no qual a capital paulista acaba de entrar, permite a abertura de bares, restaurantes e salões de cabeleireiros, além de estabelecimentos permitidos nas fases anteriores, como comércio de rua, shoppings e escritórios.
Os índices foram estabelecidos pelo comitê de saúde, levando em consideração dados como ocupação de leitos de UTI, crescimento da doença e mortes. As quatro regiões tiveram que regredir à fase 1 ou 2 devido a piora nestes índices.
Quase um mês depois, as áreas das quatro cidades tiveram crescimento de internações acima da média do estado. Segundo levantamento feito a partir de dados do governo, o índice de novas internações nos últimos sete dias aumentou 62%, passando de 407 para 660, na comparação entre os dias 1º e 25 de junho.
Essa taxa diária contabiliza sempre a quantidade de internações de casos confirmados e suspeitos nos últimos sete dias, contando UTI e enfermaria. O estado todo, por exemplo, teve aumento de 10% no período –de 11.743 para 12.957.
A cidade de São Paulo, que começou na fase 2, um pouco mais restritiva, teve queda de 6% no índice, que saiu de 5.679 para 5.341.
Integrantes do governo de SP afirmam que o aumento nessas áreas faz parte da interiorização da doença e que em alguns lugares do interior houve alto índice de descumprimento do isolamento social.
No entanto, mesmo comparando com cidades do interior que iniciaram em estágio mais restrito, as quatro áreas tiveram índice de crescimento em internações ligeiramente maior. Retirando as quatro regiões que iniciaram na fase 3, o crescimento de internações no interior foi de 56%.
A região com maior aumento foi Presidente Prudente, de 185%, que passou de 41 para 117 internações, comparando 1º e 25 de junho. A cidade regrediu à fase vermelha.
Quando se olha as mortes, embora os casos ainda sejam numericamente na casa de um dígito, essas regiões tiveram aumentos maiores do que o resto do estado, todas acima de 100% quando se contabiliza a média móvel de óbitos. A variação no estado foi de 20%.
Para o epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP Eliseu Alves Waldman, o início menos restrito no interior pesou no processo da interiorização do coronavírus. “Essas cidades que mudaram de fase estavam numa situação bem confortável e de uma hora para outra os hospitais e UTIs começaram a lotar, que é o que aconteceu também no Sul [do país]”, disse.
O epidemiologista pontua, porém, que há problemas causados por falta de políticas localizadas e pela própria população. Ele afirma que as prefeituras deveriam passar a fazer programas de testagem eficientes. Além disso, é preciso que os protocolos continuem sendo seguidos.
“O grande problema é o seguinte: você não pode entender como parece que entenderam como volta ao normal. Você tem que garantir todas as medidas que estão sendo propostas desde o início, como uso de máscaras, distanciamento de 1,5 metro e outras”, diz Waldman.
O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Carlos Carvalho, afirma que é impossível saber se a classificação inicial das regiões influenciou porque a aplicação ou não dos protocolos cabe às cidades.
“O plano ele faz sugestões. Alguns prefeitos implantaram essas sugestões, outros prefeitos não implantaram. Me mandaram foto de locais no interior onde estava todo mundo sem máscara e bebendo às 22h. Eu não sei se foi restrição proporcional às cores que nós sugerimos”, disse. “Eu não tenho como saber se o prefeito aderiu ou não aderiu, se fez a vigilância correta ou não. Eu não posso dizer que plano está errado se eu não acompanhei a implantação.”
Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, afirma que aceleração nas cidades que iniciaram na fase amarela está no mesmo contexto de interiorização da doença que afetou todo o interior.
Responsável pela ponte com prefeitos do interior, Vinholi diz que a percepção da dimensão da pandemia começa a mudar nas cidades do estado. “A região de Prudente, por exemplo, começa a sentir agora. A gente tinha o menor delta do estado de isolamento na região”.
Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, frisa que os protocolos do governo podem mudar a qualquer momento. “O Plano São Paulo não é de flexibilização, ele é de gestão e convivência com a pandemia. Se aumenta [a doença], nós temos gatilhos para aumentar as restrições.”
Enquanto o interior sofre cada vez mais restrições, a gestão Covas prepara a reabertura de bares e restaurantes a partir da próxima semana.
A cidade vem tendo queda consistente nas internações, mas, para especialistas, se São Paulo terá destino similar a outras regiões que passaram pela fase amarela dependerá muito de como a população vai encarar a nova etapa.
Se a população mantiver protocolos de isolamento e higiene, pode se manter nesta faixa. Caso contrário, pode viver uma segunda onda.

Rio Claro registra 793 casos de coronavírus

A Secretaria de Saúde de Rio Claro divulgou no domingo (28) boletim que confirma 793 casos positivos de coronavírus na cidade. Os cinco novos casos são de pessoas que estão em isolamento domiciliar. O número de pacientes internados por coronavírus é 66, incluindo casos suspeitos, sendo que 27 pessoas recebem cuidados em leitos do SUS e 39 na rede particular. Deste total, 22 pacientes estão em UTI, sendo 12 na rede pública e dez em hospitais particulares. O município tem 31 óbitos confirmados por coronavírus. Duzentas e setenta pessoas se recuperaram da doença.

Usina Angra 2 bate recorde de produção de energia

Folhapress

A Usina Nuclear Angra 2 atingiu um marco histórico. A unidade que entrou em operação comercial em 2001 alcançou a produção acumulada de 200 milhões de MWh, no dia 19 deste mês. O recorde ocorreu três dias antes de a Eletronuclear iniciar, na última segunda-feira (22), parada de reabastecimento de combustível de Angra 2, com redução do número de atividades e de profissionais envolvidos, em função da pandemia do novo coronavírus. As informações são da Agência Brasil.
A usina gerou energia durante 13 meses de forma contínua. O fator de capacidade – energia gerada pela unidade em comparação com sua capacidade – foi de 99,43% no período.
Para o diretor de Operação e Comercialização da Eletronuclear, João Carlos da Cunha Bastos, esse desempenho pode ser atribuído à qualidade do projeto; ao rigoroso trabalho das áreas de operação e manutenção, baseado nas melhores práticas internacionais; e ao profissionalismo do quadro funcional da empresa.
“O comprometimento dos nossos colaboradores com segurança e eficiência permanece inalterado, mesmo no contexto de pandemia que estamos enfrentando. Os bons resultados que temos obtido são prova disso”, comemora.
O presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, também ressalta o empenho dos colaboradores da companhia.
“Esse marco é importante não só pela quantidade de megawatts-hora gerados, mas, também, pela maneira como essa energia tem sido produzida nos últimos anos, de forma segura e confiável. Isso indica a dedicação de toda a empresa na excelência da operação das usinas”, avaliou.

Projeto que limita juros do cartão e do cheque especial pode ser votado nesta semana

Iara Lemos/ Folhapress

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve colocar em votação nesta semana o projeto que limita os juros do cheque especial e do cartão de crédito durante a pandemia do novo coronavírus.
O projeto é polêmico. Mexe no mercado financeiro, interferindo em contratos privados. A Febrabran (Federação Brasileira dos Bancos) trabalha contra a iniciativa, alegando que a medida pode prejudicar ainda mais a economia.
A expectativa é que a proposta entre na pauta do Senado da próxima quarta-feira (1º).
O projeto é de autoria do senador Álvaro Dias (Podemos-PR) e o seu relatório já foi concluído há mais de um mês. O parecer foi elaborado pelo senador Lasier Martins (Podemos-RS) e traz alterações nos limites em relação ao texto original.
O relatório que será votado pelos senadores no plenário virtual.
O autor propunha um limite de 20% nos juros cobrados ao ano no cartão de crédito e no cheque especial. O relator alterou a taxa para 30% ao ano.
Martins fez exceção às linhas de cartão de crédito concedidas pelas instituições financeiras inovadoras, as chamadas fintechs, que teriam limite de 35% ao ano.
“É um fato: esse pessoal que perde renda com a pandemia está entrando no cheque especial, usando cartão, e não têm condições de pagar juros que vão a 300% ao ano. Todos estão dando a sua contribuição e chegou a hora de os bancos darem a deles também”, disse o relator.
Além de alterar a taxa, Martins também modificou no seu parecer o tempo de validade da proposta para o final de dezembro deste ano, quando encerra o período de calamidade decreto pelo governo federal por causa da pandemia.
O texto original reduzia os juros das dívidas contraídas até julho de 2021.
A defesa pela aprovação do projeto foi estruturada por Martins em dados fornecidos pelo próprio BC (Banco Central).
De acordo com a entidade, em março deste ano, quando o país já enfrentava a doença causada pelo novo coronavírus, a linha de crédito do cheque especial tinha um saldo de cerca de R$ 52 bilhões, sendo R$ 20 bilhões para as pessoas jurídicas e R$ 32 bilhões para as pessoas físicas.
Os juros oscilaram em 312% ao ano para as pessoas jurídicas e de 130% ao ano para as físicas. A inadimplência média era de 14,8% para as pessoas jurídicas e 15,2% para as pessoas físicas.
O cartão de crédito tinha taxas ainda mais pesadas para as pessoas físicas.
De acordo com o BC, os empréstimos nessa totalizavam cerca de R$ 112 bilhões, sendo que as pessoas jurídicas respondiam por cerca de R$ 8 bilhões, e as pessoas físicas, por R$ 104 bilhões.
Os juros médios eram de 140% para as pessoas jurídicas e 326% para as pessoas físicas. Nesta categoria, a taxa de inadimplência estava em 5,5% e 6,6%, respectivamente.
“Endividamentos no cartão de crédito e no cheque especial vão criar um passivo enorme, drenar os minguados recursos das famílias brasileiras e dificultar ainda mais a retomada da atividade econômica”, disse Álvaro Dias, autor da matéria.
A votação do projeto foi tema de embate na reunião entre os líderes partidários da última semana, quando eles cobraram do presidente da Casa que a proposta seja colocada em apreciação.
Alcolumbre garantiu que o tema volta nesta semana, o que intensificou a pressão dos representantes do setor bancário junto aos congressistas.
De acordo com o presidente da Febraban, Isaac Sidney, projetos que reduzem a taxa bancária podem agravar a crise econômica do país. Segundo Sidney, a iniciativa dos senadores promove o que ele chamou de “intervenção artificial” na atividade econômica e nos contratos.
“Situações como essas ocorreram no passado, e a história já revelou que não se mostraram eficazes. Projetos de tabelamento, se aprovados, produzirão, sob a ótica do preço dos serviços financeiros, efeitos econômicos negativos, além do enorme potencial de gerar dano à imagem do país, ao ambiente de negócios e ao apetite por investimentos”, afirmou.
Se aprovado no Senado, o projeto ainda vai precisar passar pela análise dos deputados. Se sofrer modificações, volta ao Senado antes de ser encaminhado para sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Segundo o presidente da Febraban, a mobilização para que a proposta não seja votada continuará no Congresso.
“A Febraban tem procurado sensibilizar lideranças políticas sobre os efeitos danosos de propostas que vão na direção do tabelamento de taxas de juros, aumento de impostos, congelamento de limites de crédito, suspensão obrigatória de prestações do consignado, não negativação de devedores inadimplentes, não cobranças e execução de dívidas”, afirmou.

Morre Osório Henrique Furlan, um dos pioneiros da Sadia

Folhapress

O empresário Osório Henrique Furlan, que participou da consolidação e da ampliação dos negócios da marca Sadia desde os seus primeiros meses, morreu neste domingo (28), em São Paulo, aos 97 anos.
Neto de imigrantes italianos, Furlan nasceu em Caxias do Sul (RS), em 31 de julho de 1922.
Em 1944, mudou-se para a cidade de Concórdia (SC) para trabalhar com o sogro Atílio Fontana, na empresa recém-inaugurada.
Na companhia, Furlan desempenhou diversas atividades, chegando ao cargo de diretor-gerente da marca, aos 23 anos.
Nos anos de 1960, Furlan mudou-se para São Paulo com a missão de expandir as atividades da Sadia, tanto no Brasil como no exterior.
Aos 47 anos, o empresário decidiu estudar direito junto de seu filho Osório Henrique Furlan Júnior, vindo a se tornar bacharel quando tinha mais de 50 anos.
Em 2007, Furlan encerrou a atividade profissional na Sadia como vice-presidente do Conselho de Administração, mas era uma presença diária no escritório da empresa.
Entre outras atividades que realizou, Furlan foi vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo e chegou a fazer parte da mesa diretora da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Furlan também liderou e presidiu a restauração da histórica igreja de São Cristóvão, no bairro da Luz.
O empresário tinha especial apreço pela leitura, hábito que cultivava desde criança, por influência da mãe Jacomina, que foi também sua primeira professora. Do pai Gotardo, Furlan herdou os conhecimentos que o fizeram empresário.
Segunda assessoria de imprensa da BRF, que detém as marcas Sadia e Perdigão a partir da fusão das duas empresas, anunciada em 2009, o empresário faleceu de causas naturais.
Furlan foi sepultado às 12h deste domingo, no Cemitério Morumbi. Deixa a esposa Lucy, com quem era casado há 76 anos, cinco filhos, Júnior, Luiz, Diva, Lucila e Leila, 11 netos e 18 bisnetos.

Vacinação contra a gripe vai até terça-feira (30)

Quem pertence aos grupos prioritários e ainda não foi vacinado contra a gripe deve procurar uma unidade de saúde. A campanha de vacinação vai até terça-feira (30) nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família de Rio Claro, exceto as unidades do Santa Elisa, Jardim Brasília e Vila Cristina. O atendimento será feito na segunda e terça-feira de acordo com o horário de funcionamento de cada unidade.
“A vacina é uma maneira importante e eficaz para evitar a gripe, e todos que pertencem aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde devem ser imunizados”, observa Maurício Monteiro, secretário de Saúde.
Conforme levantamento mais recente da Vigilância Epidemiológica do município, em Rio Claro mais de 43 mil pessoas receberam a dose da vacina, o que representa cobertura vacinal de 79,40% entre os grupos prioritários. O melhor resultado é entre os idosos e profissionais de saúde, que ultrapassaram 100% de cobertura vacinal. Foram vacinadas 5.529 crianças de seis meses a menores de seis anos (44,61%); 3.964 adultos de 55 a 59 anos (42,36%); 989 gestantes (54,10%); e 195 puérperas (65%).
A vacina também é aplicada em professores da rede pública e particular; pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; profissionais das forças de segurança e salvamento; motoristas de caminhão e motoristas e cobradores de transporte público; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas em situação de rua; funcionários da limpeza urbana; colaboradores dos Correios; colaboradores do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Na Itália, Santos vai inaugurar 1ª escola de futebol na Europa em julho

Samir Carvalho/ Folhapress

O Santos vai inaugurar sua primeira franquia de escola de futebol na Europa até o final de julho, em Milão, na Itália. Em vez de Meninos da Vila, a unidade vai levar a marca internacional Santos Academy, criada especialmente para uso no exterior.
A unidade italiana estava programada para abrir no início de março, mas a inauguração teve de ser adiada em razão da pandemia do coronavírus.
O ex-atacante Juary, que será o coordenador técnico da primeira escola de futebol do Peixe no velho contente, está em Milão desde fevereiro à espera da liberação para iniciar seu trabalho. Juary é um dos expoentes do time campeão paulista em 1978 pelo Santos e sua geração inspirou a criação da marca Meninos da Vila.
A administração da primeira escola licenciada do Santos na Europa será do empresário ítalo-brasileiro Dereck Rosa, do ramo imobiliário. “Fui criado na Itália e posso dizer que nenhum clube brasileiro é tão conhecido na Europa como o Santos”, destaca o investidor.
O empresário assinou contrato com o Santos esta semana e se considera um “santista fanático”. Além da escolinha de Milão, ele pretende inaugurar outras duas unidades na Europa até o fim do ano, uma em Portugal e outra na França, países em que o grupo Roser, que pertence ao investidor, tem exclusividade no acordo com o clube paulista.
Atualmente, o Santos conta com mais 20 escolinhas de futebol no exterior, 19 na China e uma na Coreia do Sul. Nos próximos meses, está prevista abertura da primeira unidade nos Estados Unidos, em Chicago, por meio do ex-atacante Nilton Batata, outro representante da geração de 78. No Brasil, já são 57.
O presidente do Santos, José Carlos Peres, está empolgado com o início das escolinhas do alvinegro praiano na Europa, já que fortalece ainda mais o nome do clube alvinegro no exterior, além do projeto ficar como um de seus legados em sua passagem pelo time da Vila Belmiro. Vale ressaltar que haverá eleições para a presidência do Peixe no fim deste ano.
“Isso gera negócios e intercâmbio para o clube. O Santos é muito conhecido por causa do auge que viveu nos anos 60 e precisa continuar marcando presença no exterior”, explica o mandatário.

Eliana recebe carta do filho após ser diagnosticada com Covid-19

Folhapress

A apresentadora Eliana, 46, foi surpreendida pelo filho, Arthur, na noite deste sábado (27), após ser diagnosticada com Covid-19.
O pequeno, de oito anos, escreveu uma cartinha cheia de amor para a mãe, que precisou ficar isolada dele para não transmitir a doença, e a passou por baixo da porta do cômodo onde Eliana está.
“Querida mãe, você estando com o corona ou não, [nada] nunca vai nos impedir de te amar. Você é tudo para a nossa família, pelo menos no meu coração. Te amo até o fim”, escreveu.
A apresentadora compartilhou a mensagem por meio de uma foto nas redes sociais, e comentou: “Bilhetinho que o Arthur deixou por debaixo da porta. Te amo filho”. Ela completou o post com uma hashtag que diz que tudo vai ficar bem.
Eliana informou aos fãs que havia contraído o novo coronavírus nesta sexta (26) e contou ter ficado “sem chão, triste e surpresa” ao receber a notícia.
Ainda de acordo com a mensagem escrita para os fãs, a apresentadora estava tomando todas as precações necessárias para gravar seu programa.
Arthur é filho de Eliana com o produtor musical João Marcello Bôscoli. Além do pequeno, ela também é mãe de Manuela, de dois anos, fruto do relacionamento com Adriano Ricco.

Novo ministro da Educação nega plágio e diz que revisará mestrado

O Ministério da Educação divulgou nota na noite deste sábado (28) em que o novo ministro, Carlos Alberto Decotelli, negou as acusações de que teria cometido plágio em sua dissertação de mestrado e afirmou que revisará o trabalho.
Ele também sustentou o curso de doutorado que fez na Argentina, com tese que não chegou a defender, de modo que não obteve o título de doutor.
Reportagem do UOL publicada neste sábado mostrou que o ministro copiou pelo menos quatro trechos de outras dissertações de mestrado e textos acadêmicos na introdução de seu trabalho de mestrado, apresentado em 2008 para a FGV Rio de Janeiro, com o título “Banrisul: do PROES ao IPO com governança corporativa”.
Os trechos não são colocados entre aspas, o que é obrigatório em trabalhos acadêmicos quando há citações de outros textos. Também não há referência ao autor logo quando termina a frase. Ao final da o texto, Decotelli faz referência apenas a dois dos quatro trabalhos com trechos idênticos.
Na sexta-feira (26), o professor Thomas Conti, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), mostrou que a dissertação de Decotelli também tem trechos idênticos aos de um relatório da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) do mesmo ano. O relatório também não foi citado por Decotelli nem sequer consta da bibliografia.
Na nota do governo federal, o MEC chama de “ilações” as afirmações de que o ministro cometeu plágio, e diz que pode ter havido falha técnica ou metodológica.
“O ministro destaca que, caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas. Informa também que, ainda assim, por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados, revisará seu trabalho e que, caso sejam identificadas omissões, procurará viabilizar junto à FGV uma solução para promover as devidas correções.”
Quando anunciado o novo titular da pasta da Educação, Decotelli foi apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro como doutor pela Universidade de Rosário (UNR), na Argentina. O reitor da instituição, no entanto, afirmou na sequência que Decotelli “cursou o doutorado, mas não finalizou, portanto não completou os requisitos exigidos para obter a titulação de doutor”.
Em nota, o MEC ressalta que Decotelli foi aprovado em todas as disciplinas e que, por compromissos no Brasil e falta de recursos financeiros, o agora ministro precisou retornar ao Brasil sem o título.
“Ao final do curso, apresentou uma tese de doutorado que, após avaliação preliminar pela banca designada, não teve sua defesa autorizada. Seria necessário, então, alterar a tese e submetê-la novamente à banca. Contudo, fruto de compromissos no Brasil e, principalmente, do esgotamento dos recursos financeiros pessoais, o ministro viu-se compelido a tomar a difícil decisão de regressar ao país sem o título de Doutor em Administração”, diz o MEC.
Sem o título de doutor, Decotelli não poderia cursar o pós-doutorado na Alemanha, conforme foi dito pelo presidente no momento do anúncio. Em nota, o ministério afirmou que o ministro desenvolveu uma pesquisa sobre sustentabilidade na automação de máquinas agrícolas na instituição estrangeira, pela qual não recebeu títulos.
“A universidade alemã aceitou apoiar o projeto, considerando a relevância do tema, a conclusão e a aprovação em todos os créditos obtidos no curso de Doutorado em Administração na Universidade de Rosário e seus 30 anos de atuação como conceituado professor no Brasil”, afirma o ministério. “Em abril de 2017, recebeu documento que atesta o registro de seu trabalho. O ministro ressalta que não recebeu títulos em decorrência desta pesquisa.
Depois das acusações, o ministro alterou seu currículo acadêmico, “de forma a dirimir quaisquer dúvidas”, segundo o MEC.

Roubos com mortes aumentam no estado de São Paulo

Alfredo Henrique/ Folhapress

Os latrocínios (roubos com morte) aumentaram 16% no estado de São Paulo nos cinco primeiros meses deste ano. Foram 69 casos em 2019 e 80 no mesmo período de 2020. Os dados são da SSP (Secretaria da Segurança Pública), divulgados na noite de quinta-feira (25).
Ao todo, 82 pessoas foram mortas em assaltos, entre janeiro e março deste ano no estado. Isso equivale a uma morte a cada quase dois dias. No mesmo período de 2019, foram registradas 71 mortes durante roubos.
Os homicídios também aumentaram no estado, de 1.182 para 1.249 (5,6%), resultando respectivamente em 1.243 e 1.300 vítimas de assassinatos – uma alta de 4,5%.
A capital paulista também registrou aumento de 2,8% no número de homicídios dolosos (com intenção) entre janeiro e maio. Foram 282 casos no ano passado e 290 em 2020. Já os latrocínios caíram de 23 para 21 na cidade.
Os roubos em geral aumentaram em 3% na capital, indo de 55.684 para 57.398, da mesma forma que os roubos a banco, que subiram de 6 para 10 (66,6%). Considerando o período, os roubos de veículo caíram na cidade em 28,3%, da mesma forma que roubos de carga (-12,5%), furtos em geral (-24,7%) e furtos de veículos (-27%).
O estado também registrou queda de 6,2% nos roubos em geral, 27,5% nos roubos de veículos, 15% nos roubos de carga, 24,3% nos furtos em geral e 25,5% nos furtos de veículos. Os assaltos a banco, porém, dobraram de 7 para 14.
Subnotificação faz registros de estupros despencarem Os registros de estupros caíam em abril e maio, meses em que parte da população permaneceu em isolamento social no estado de São Paulo em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Segundo a SSP, foram registrados 661 casos em abril deste ano e 669 em maio, representando queda de 35% e 37,9% de registros em relação às 1.018 e 1078 ocorrências nos mesmos meses de 2019.
O coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Polícia Militar paulista, atribui a queda à subnotificação dos crimes (quando ocorrências deixam de ser registradas pelas vítimas).
“Apesar de existirem canais de denúncia para este tipo de crime, temos de fato a subnotificação, pois os autores estão junto com as vítimas, na maioria das vezes. A vitima não tem nem mesmo para onde fugir [por causa da pandemia da Covid-19] e fica o tempo todo com o abusador”, analisou.
O oficial disse que, futuramente, possa ocorrer aumento nos registros de crimes sexuais, a partir do momento em que as vítimas conseguirem denunciar formalmente os abusos.
Análise O coronel Camilo reforçou que a maioria indicadores criminais caiu no estado de São Paulo e capital paulista, como roubos e furtos. Ele atribui a redução à quarentena decretada pelo governo estadual, em 24 de março.
“Por causa da quarentena, há mais policiais nas ruas e serviços como a Ronda Escolar, escolta de presos e policiamento de eventos públicos [como shows], que deslocariam policiais de rondas, não estão ocorrendo”, explicou.
Sobre o aumento de homicídios, o oficial afirmou ter chegado um momento em que fica difícil reduzir este tipo de crime, que registrou baixas constantes nos últimos anos em São Paulo. Ele ainda destacou ser impossível prever onde os assassinatos podem ocorrer.
Porém, a polícia desenvolve ações que, segundo ele, indiretamente podem contribuir para a diminuição dos crimes com mortes. “Reforçamos as ações de combate ao tráfico de drogas e à apreensão de armas de fogo, com o intuito de minimizar as possibilidades de que ocorram eventuais homicídios”, explicou.

Entre política e celebração, Paradas LGBTI+ reivindicam direitos

Naná Deluca/ Folhapress

Combinando política e festa, as Paradas do Orgulho LGBTI+ reivindicam anualmente direitos para a comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O primeiro evento ocorreu em Nova York em 1969, como resposta ao episódio ocorrido no bar Stonewall Inn.
Frequentadores da boate resolveram reagir às frequentes e violentas batidas policiais ao local no dia 28 de junho, data que marca, hoje, o dia internacional do orgulho LGBTI+.
A primeira edição brasileira da marcha ocorreu em 28 de junho de 1997, em São Paulo, reunindo cerca de 2 mil pessoas sob o tema “Somos muitos, estamos em várias profissões”. Em 2002, o evento já reunia 500 mil pessoas e tinha uma visibilidade midiática significativa.
De lá para cá, cresceu vertiginosamente e passou a integrar o calendário turístico da cidade. No Brasil, hoje, ocorrem 250 marchas por todo o território nacional.
A 23ª Parada em São Paulo reuniu, no ano passado, cerca de três milhões de pessoas e movimentou R$ 403 milhões, de acordo com a prefeitura. Este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, o evento foi adiado para novembro, mas ganhou uma edição em formato digital no mês de junho.
“Hoje, estamos em uma estrada bem asfaltada, em que faltam, contudo, algumas leis. No começo era um matagal, não tinha nada”, lembra Beto de Jesus, que foi presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTI+ entre 1999 e 2002.
Jesus aponta que, além da aliança com movimentos sindicais, o “pulo do gato” para que, de uma marcha com 2 mil pessoas, a Parada paulistana se tornasse a maior do mundo, foi a atuação de pessoas LGBTI+ que não eram até então “ativistas orgânicas”, mas usaram suas expertises à favor da comunidade.
“A Parada despertou para o mundo que nós somos muitos, estamos em todos os lugares e somos muito diversos”, afirma Toni Reis, pós-doutor em educação e diretor da Aliança Nacional LGBTI+.
Para ele, nas Paradas a pluralidade da comunidade LGBTI+ se evidencia, demonstrando como pessoas de diversas classes sociais, raças e gerações adotam diferentes posturas e estéticas para expressar sua sexualidade e gênero.
Em sua cobertura do evento em 2019, a Folha sublinhou a mescla entre “tom político” e “micareta”. Tal mistura é própria da história das Paradas ao redor do mundo e, em particular, as nacionais. “As Paradas brasileiras lembram o estilo de blocos carnavalescos, com trios elétricos. Na cidade de São Paulo, representaram uma apropriação festiva do espaço público”, afirma o antropólogo e professor da USP Júlio Simões.
A origem das Paradas brasileiras, contudo, se dá em 1978, duas décadas antes da primeira edição. Trata-se do encontro entre o ativista João Antônio Mascarenhas e Winston Leyland, editor da Gay Sunshine Press, dos EUA. Da reunião, surge o jornal Lampião da Esquina e o coletivo político Somos.
Esta conjunção marca o início oficial do movimento LGBTI+ brasileiro, dez anos após a revolta no Stonewall.
Este aspecto festivo da Parada, contudo, não é consenso dentro da comunidade LGBTI+. Desde 2003, a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo acontece no sábado que antecede a Parada na cidade.
“A Caminhada é organizada de maneira desvinculada à Parada LGBTI, que em seu formato não contempla as pautas específicas das mulheres lésbicas e bissexuais”, afirma Ana Amorim, uma das organizadoras do evento.

Número de casos confirmados de Covid-19 ultrapassa 10 milhões no mundo

Folhapress

O número de pessoas diagnosticadas com Covid-19 ultrapassou a marca de 10 milhões, segundo monitoramento da universidade americana John Hopkins, que acompanha a evolução da doença no mundo todo.
Neste domingo (28), o total de casos confirmados chegou a 10.001.527. Até o momento, foram registradas 499.124 mortes em decorrência do novo coronavírus ao redor do mundo.
No sábado, a universidades havia informado que foram registradas 191,7 mil novas infecções na sexta, número mais alto desde o começo da pandemia. Com isso, o mundo soma 9,9 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, com 497 mil mortes registradas até agora. O número real tende a ser bem maior, no entanto, porque é alta a subnotificação da doença.
O Brasil ocupa a segunda posição entre os países tanto com mais casos quanto com mais mortes (esse total passa agora dos 57 mil). Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia até agora, com 2,5 milhões de infectados e 125 mil mortes.
Já em total de mortes, atrás dos Estados Unidos e do Brasil estão Reino Unido (44 mil), Itália (35 mil) e França (30 mil). Peru e Chile, apesar do alto número de infecções, registram menos mortes (9.135 e 5.347, respectivamente).

Jornal Cidade RC
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