Com UTIs lotadas, Santa Catarina inicia transferência de pacientes com Covid para o Espírito Santo

KATNA BARAN
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Sofrendo com a falta de UTIs para tratar pacientes com a Covid-19, Santa Catarina iniciou nesta quarta-feira (3) a transferência de pacientes do estado para o Espírito Santo.


O primeiro doente encaminhado foi um homem de 34 anos, que estava intubado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Chapecó, no oeste do estado. Ele foi levado ao Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, no município da Serra, região da Grande Vitória.

O transporte foi realizado pelo Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e pelo SAMU, com a Aeronave Arcanjo-02. A operação iniciou às 8h, quando o avião deixou Florianópolis com destino à Chapecó, onde o paciente embarcou por volta de 11h para o Espírito Santo, com previsão de chegada às 15h.


“Trata-se de uma operação bastante delicada, visto o quadro sensível do paciente. Ele será assistido durante todo o voo”, afirmou o superintendente de urgência e emergência da Secretaria de Saúde catarinense, Diogo Bahia Losso, que coordena os trabalhos.


O governo capixaba disponibilizou 16 leitos de UTI na rede hospitalar da região metropolitana de Vitória para receber pacientes de Santa Catarina.
Em razão do estado de saúde dos doentes, eles serão transportados individualmente, dois por dia, na aeronave Arcanjo-02 e em um avião de uma empresa particular que presta serviços para o estado.

A preferência é para pacientes que aguardam vagas nos municípios do oeste e extremo oeste de Santa Catarina, que atualmente contam com apenas dois leitos disponíveis no Hospital Regional do Oeste, de Chapecó, referência na região.

O painel de controle de leitos do governo aponta que, nesta quarta, 96% das UTIs de Santa Catarina estão ocupadas. Restam apenas 63 vagas das 1.570 ativas – 838 delas com pacientes de Covid-19. Há 251 pessoas aguardando vagas em leitos no estado.

Segundo o Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren/SC), mais de 15 pessoas já morreram à espera de leitos. Uma delas era a técnica de enfermagem Zeni Bueno Pereira, 53, que trabalhava na linha de frente do combate ao novo coronavírus em Itajaí. Ela morreu na última sexta-feira (26), enquanto aguardava transferência para uma UTI.

Doria mantém escolas abertas na fase vermelha para estudantes vulneráveis

CLAYTON FREITAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Exatamente um mês após o início das aulas, a partir da próxima segunda-feira (8), os estudantes terão de enfrentar uma nova adaptação no retorno às aulas da rede estadual de ensino, já que as escolas darão prioridade aos estudantes com maior necessidade de aprendizado e os vulneráveis.


Em entrevista à imprensa no Palácio dos Bandeirantes na tarde desta quarta-feira (3), o governador João Doria (PSDB) anunciou que todo o Estado de São Paulo passará à fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, a partir da 0h deste sábado (6), medida que perdurará até o dia 19 de março. O motivo é tentar frear a explosão de casos de Covid-19 e mortes no estado devido à doença, movimento que acompanha a tendência nacional.


Nessas duas semanas, as escolas estaduais, que abriram as portas para o início do ano letivo de 2021 no dia 8 de fevereiro, darão prioridade no atendimento aos estudantes que se enquadrarem nos seguintes critérios: os que têm necessidade de se alimentar na escola; os que possuem dificuldades de acesso à tecnologia ou não têm os equipamentos necessários para estudar remotamente; e ainda aqueles cujos pais trabalhem em atividades consideradas essenciais, tais como médicos, enfermeiros, e funcionários de supermercados, farmácias, postos de gasolina e pet-shops, por exemplo.


“Educação é essencial, sempre com cuidado extremo nos protocolos, atendendo aos que mais precisam. Temos pessoas que precisam muito da escola aberta”, disse o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares.
Desde que reabriram, as escolas estaduais operam com limite de até 35% na quantidade de estudantes dentro de sala de aula. Para isso, foi criado um rodízio entre aqueles que declararam a intenção de ir presencialmente, porém, o número sempre ficou abaixo da expectativa de atender os 3 milhões de alunos que poderiam comparecer às aulas.

Agora, esse número deve ser ainda menor. Dados apresentados pelo secretário indicam que em fevereiro, 2,5 milhões de alunos compareceram às cerca de 3.000 escolas estaduais em funcionamento. No período, 165 mil funcionários estiveram presencialmente nas unidades.

Durante as duas semanas de março em que todo estado estará na fase vermelha, a previsão é a de que as escolas recebam 500 mil alunos e 50 mil funcionários.

Rossieli afirmou que as unidades escolares possuem o mapeamento desses alunos em condições de vulnerabilidade, bem como aqueles com dificuldade de aprendizado.


PROTESTO
Também presente na entrevista à imprensa, Jean Gorinchteyn, o secretário de Saúde Estadual do governo Doria, comentou o protesto realizado na noite anterior em frente a sua casa e promovido por pais de alunos da rede particular de ensino que defendem a abertura irrestrita das escolas. O protesto foi organizado como resposta a uma declaração de Gorinchteyn dada à rádio “CBN” na qual ele defendia o fechamento das unidades durante o acirramento da pandemia.


Para o secretário, o maior incômodo foi o grupo ter se aglomerado e, assim, desrespeitado as medidas estratégicas de combate à disseminação do novo coronavírus. “Foi a única coisa que me incomodou”, disse.
Ele afirmou que a medida anunciada por seu colega da Educação, Soares, foi fruto de adaptações que poderiam e foram feitas. “A escola é necessária para todos. Mas neste momento, a escola estará abertas para aqueles que mais precisam”, disse.

Ao final de seu comentário sobre o episódio, Gorinchteyn fez um apelo. “Quem puder ficar em casa e não circular, que deixem os seus filhos em casa”, disse.

SP volta para fase vermelha em todas as regiões com piora da pandemia

O Governador João Doria confirmou nesta quarta-feira (3) que todos os 645 municípios do estado regridem para a fase vermelha do Plano São Paulo a partir deste sábado (6). A etapa mais rigorosa de restrição de mobilidade urbana e serviços não essenciais fica em vigor até o próximo dia 19 devido ao aumento alarmante de casos, internações e mortes causadas pelo coronavírus.

“Estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso na saúde. Isso exige medidas urgentes e coletivas”, afirmou o Governador. “São 14 dias de fase vermelha. Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia no Brasil desde março do ano passado”, acrescentou Doria.

A decisão do Governo do Estado referenda a recomendação de especialistas do Centro de Contingência do coronavírus e já havia sido alinhada em videoconferência entre Doria e 618 Prefeitos e Prefeitas no final da tarde da última terça (3). Autoridades estaduais e municipais decidiram reforçar ainda mais as ações conjuntas ante o agravamento sem precedentes da pandemia.

De acordo com o Plano SP (https://www.saopaulo.sp.gov.br/planosp/ ), a fase vermelha só permite funcionamento normal de serviços essenciais como indústrias, escolas, bancos, lotéricas, serviços de saúde e de segurança públicos e privados, construção civil, farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, feiras livres, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias, hotelaria e transporte público ou por aplicativo, entre outros.

Já os comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e pedidos por telefone ou internet. Academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, lojas de rua, concessionárias, escritórios e parques deverão ficar totalmente fechados ao público.

Os serviços essenciais precisam cumprir protocolos sanitários rígidos, como fornecimento de álcool em gel, aferição de temperatura, ventilação de ambientes, controle de fluxo de público e horário diferenciado para abertura e fechamento. O toque de restrição estará em vigor a partir das 20h em todas as regiões do estado, com recomendação para circulação restrita em vias públicas e fiscalização ampliada até as 5h.

As Prefeituras também podem impor medidas ainda mais restritivas devido à gravidade dos indicadores locais de epidemiologia e capacidade hospitalar, como já ocorre em diversos municípios no interior e região metropolitana da capital.

Por outro lado, qualquer medida local que abrande as restrições definidas pelo Estado será alvo de notificação administrativa por parte da Secretaria de Desenvolvimento Regional. As advertências serão informadas ao Ministério Público para possíveis sanções judiciais que garantam o cumprimento estrito das normas do Plano SP.

O Governo do Estado reforçou que toda a população precisa intensificar as ações pessoais de distanciamento social, uso de máscaras em qualquer ambiente, opção pelo teletrabalho e higiene constante das mãos para mitigar o avanço do coronavírus. A fiscalização estadual contra aglomerações, festas e eventos clandestinos recebe denúncias pelo telefone 0800 771 3541 ou e-mail [email protected].

Dados da pandemia

A média estadual de ocupação de leitos de UTI COVID-19 chegou a 75,3% na última terça, sendo 76,7% na Grande São Paulo. O total de pacientes internados em estado grave em chegou a 7.415, com média diária de cem novas internações em todas as regiões de São Paulo nos últimos dez dias.

“Isso é algo que jamais vimos. Ainda ontem tivemos o maior número de mortes da história da pandemia em nosso estado, foram 461 pacientes que perderam suas vidas em apenas um dia”, declarou o Secretário de Estado de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Para reduzir a pressão nos hospitais, o Governo de São Paulo vai abrir 500 leitos em março, com 339 em UTIs e 161 em enfermarias. Até o dia 31, serão 8.839 vagas de UTI nos SUS em todo o estado – antes da pandemia, eram 3,5 mil leitos.

“Isso representa um aumento de 152,5% no total de leitos disponíveis. Só assim poderemos continuar a dar assistência e suporte à vida, mas precisamos muito do apoio de toda a população”

As informações sobre a reclassificação do Plano São Paulo, dados epidemiológicos e de capacidade hospitalar estão disponíveis nos links a seguir:

Resumo de atividades permitidas na fase vermelha: https://issuu.com/governosp/docs/apresenta__o_planosp_03-03-2021.pptx

Resumo de dados do Centro de Contingência do Coronavírus: https://issuu.com/governosp/docs/apresenta__o_centro_de_conting_ncia_03-03-2021.ppt

Resumo de informações da Secretaria de Estado da Saúde: https://issuu.com/governosp/docs/apresenta__o_sa_de_03-03-2021.pptx

Imóvel que Flávio Bolsonaro diz ter vendido para comprar mansão sofreu cobrança de ‘lei do puxadinho’

ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O imóvel que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) diz ter vendido para conseguir dar entrada na compra de sua mansão em Brasília é pivô de uma disputa judicial com a Prefeitura do Rio de Janeiro por uma cobrança gerada pela “lei dos puxadinhos”.


O município exigiu em 2016 a cobrança de R$ 90 mil para que o senador regularizasse o fechamento da varanda do apartamento, localizado na orla da Barra da Tijuca. Flávio recorreu à Justiça para reverter a decisão em processo ainda em andamento.


O senador afirma que, com o dinheiro da venda deste imóvel, obteve os recursos para pagar a entrada na mansão comprada neste ano em Brasília, avaliada em R$ 6 milhões.


Não há informações sobre as condições do negócio fechado no Rio de Janeiro porque a transação ainda não foi informada ao Registro de Imóveis -a responsabilidade é do comprador e não há prazo para fazer o registro.
O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro é acusado de liderar um esquema de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa, levado a cabo por meio de 12 funcionários fantasmas entre 2007 e 2018, período em que exerceu o mandato de deputado estadual.
Flávio foi denunciado em novembro de 2020 pela Promotoria fluminense sob a acusação dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele nega as acusações.


A escritura pública da compra da mansão do senador, por R$ 6 milhões, mostra que a parcela inicial do financiamento imobiliário equivale a mais da metade da renda declarada do casal.


Segundo o contrato de compra e venda, ao qual a reportagem teve acesso, a prestação assumida pelo parlamentar e por sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, é de R$ 18.744,16.


Juntos, segundo o documento registrado em Brazlândia (a 45 km de Brasília), eles comprovaram renda de R$ 36.957,68. Ele declarou ganhar R$ 28.307,68 e ela, R$ 8.650.


As rendas, somadas, são menores que a mínima exigida pelo BRB (Banco de Brasília) para contratação de financiamento nessas condições. Segundo simulador disponível no site da instituição, nessa linha, o tomador precisaria ganhar pelo menos R$ 46.401,25.


A instituição financeira é controlada pelo governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha (MDB), um aliado de Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com o site do Senado, o salário líquido do parlamentar é de R$ 24.906,62.


Na compra da casa, localizada no Lago Sul, região nobre de Brasília, o casal financiou R$ 3,1 milhões, e o prazo para a compra do imóvel foi de 360 meses (30 anos).


Já o apartamento na Barra, adquirido em 2014 por R$ 2,5 milhão (sendo R$ 1,07 milhão financiados), foi indicado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como o principal bem a ser perdido pelo senador em caso de condenação no caso da “rachadinha”.


Os investigadores afirmam que ele foi adquirido com recursos do esquema -parte das prestações foram pagas após depósitos em espécie na conta do senador sem origem identificada. Não houve, porém, bloqueio do imóvel, sendo legal a transação relatada pelo senador.


A pendência desse apartamento na prefeitura começou após o senador decidir fechar com placas de vidro a varanda do imóvel -prática comum no Rio de Janeiro. À Justiça Flávio afirmou que a intervenção tinha como objetivo evitar “fatores externos indesejados”.


“Por residir em prédio localizado na orla, fica sujeito ao enfrentamento de intempéries climáticas, tais como: chuvas, maresia e ventanias frequentes, além da indesejável presença de insetos, aves e outros componentes externos que vinham danificando seu imóvel”, disse o senador.


Após a intervenção, a defesa de Flávio disse à Justiça que foi notificado para regularizá-la. A prefeitura exige licença para que a medida seja tomada.
O senador recorreu então à chamada “lei dos puxadinhos” de 2015, legislação que de tempos em tempos é editada no Rio de Janeiro para a legalização de acréscimos feitos sem licença na cidade. Ela costuma ser editada para que o município tenha uma injeção de recursos extras em caixa.


Após enviar a solicitação à Secretaria de Urbanismo, a pasta estabeleceu em R$ 90 mil a cobrança pela regularização. Flávio se insurgiu contra o valor e, após tentar as vias administrativas, buscou a Justiça em 2019.

Ele alegou que a intervenção não resultou em aumento de área construída. Além disso, afirmou que os vidros instalados no apartamento eram móveis, como janelas, o que o assemelha às cortinas de vidro autorizadas pelo município.


A prefeitura discordou dos argumentos apresentados pelo senador. Ela entendeu que “houve acréscimo de área aos cômodos existentes ao se transformar a varanda em um novo cômodo habitável”.


A Justiça determinou que fosse feito um laudo, por um perito, para que se identificasse a regularidade da obra ou não. Os advogados do filho do presidente, porém, passaram a questionar o valor cobrado pelo estudo: R$ 9.000. O valor acabou ficando em R$ 7.111.


A pendência não impede a venda do imóvel relatada pelo senador.
O filho mais velho do presidente Bolsonaro é acusado de liderar um esquema de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa, levado a cabo por meio de 12 funcionários fantasmas de 2007 a 2018, período em que Fabrício Queiroz, amigo do presidente Bolsonaro e suposto operador financeiro do esquema, esteve lotado em seu antigo gabinete de deputado estadual.


De acordo com o MP-RJ, foram desviados dos cofres públicos R$ 6,1 milhões, dos quais para R$ 2,08 milhões há comprovação de repasse para Queiroz. Outros R$ 2,15 milhões foram sacados das contas de supostos “funcionários fantasmas”, recursos que os promotores afirmam terem sido disponibilizados para a suposta organização criminosa.
Flávio nega as acusações. Sua defesa afirma que a denúncia tem “erros bizarros”.


“Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada”, declararam os advogados de Flávio quando a denúncia foi oferecida.


No final do mês passado, a Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu anular a decisão que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e demais investigados. Por 4 a 1, a maioria entendeu que o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, não justificou a necessidade da medida.

A corte determinou que as provas decorrentes da quebra de sigilo sejam retiradas da acusação, o que esvazia por completo a denúncia do MP-RJ.
Caso a decisão seja mantida, a tendência é que a denúncia seja arquivada, para abertura de uma nova investigação, que precisará de novo pedido de quebra de sigilo. O MP-RJ ainda estuda se vai recorrer do acórdão da Quinta Turma.

‘Para a mídia, o vírus sou eu’, diz Bolsonaro no ápice da pandemia no Brasil

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Diante do número recorde de mortes por Covid-19, da falta de leitos e do baixo índice de pessoas vacinadas no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou suas críticas à imprensa.
“Para a mídia, o vírus sou eu”, disse Bolsonaro a apoiadores no jardim do Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira (3).

A interação foi registrada e divulgada por um canal de vídeo simpático ao presidente. Para o mandatário, veículos de comunicação aterrorizaram a população. “Criaram pânico, né? O problema está aí, lamentamos. Mas você não pode entrar em pânico. Que nem a política, de novo, de ‘fique em casa’. O pessoal vai morrer de fome, de depressão?”, disse Bolsonaro, ampliando as críticas aos o governadores que, vendo o sistema de saúde de seus estados em colapso ou prestes a colapsar, têm asseverado medidas restritivas.


Na terça-feira (2), o Brasil registrou 1.726 mortes por Covid-19, o maior número diário de vidas perdidas de toda a pandemia. O país também registrou, pelo quarto dia consecutivo, a maior média móvel de óbitos pela doença, 1.274. A média de mortes já está há 41 dias acima de 1.000. Enquanto isso, apenas 3,36% da população foi vacinada com a primeira dose.


O chefe do Executivo voltou a afirmar nesta quarta que uma comitiva do governo embarca para Israel no sábado (6) para negociar testes no Brasil de um spray que, no dia anterior, ele disse que não sabe o que é e que “parece um produto milagroso”.


Há, atualmente, 35 pesquisas em humanos avaliando 22 possibilidades de drogas contra Covid-19 aplicadas por inalação feita em hospital.
O estudo de Israel com o spray nasal EXO-CD24, citado pelo presidente, é um dos mais iniciais entre os registros de pesquisas clínicas.


“Se eu falar contra, que não presta, o pessoal vai atrás, a imprensa vai atrás. Mas, se você ler a imprensa, você não consegue viver”, disse Bolsonaro, reagindo a críticas que um apoiador fez à imprensa.


“Então, faz o que eu faço: cancelei desde o ano passado todas as assinaturas de jornais e revistas. O ministro que quiser ler jornal e revista vai ter que comprar. Não leio mais, não vejo Jornal Nacional, não assisto, que é a maneira que você tem de realmente pensar em coisas sérias no país”, afirmou o presidente.


A chamada fase 1 do EXO-CD24 começou no final de setembro do ano passado e, oficialmente, seria concluída apenas em 25 de março. As informações são da base internacional Clinical Trials, que reúne dados sobre experimentos de medicamentos, diagnósticos e vacinas com pessoas no mundo todo. A droga está sendo testada para Covid-19 com 30 voluntários e, por enquanto, não há resultados publicados em artigo científico nem da fase 1, que ainda não está oficialmente concluída. Esta é mais uma aposta de Bolsonaro em produtos sem eficácia comprovada cientificamente ou comprovadamente ineficaz.


O receituário presidencial inclui produtos como cloroquina e ivermectina.
O presidente também comentou sobre um pronunciamento que pretende fazer, mas não quis dizer quando será veiculado, embora a previsão fosse para a noite desta quarta. “O assunto, quando tiver [pronunciamento], vai ser pandemia, vacinas”, afirmou, complementando que a previsão é que o país receba 22 milhões de imunizantes em março e 40 milhões em abril.
“O país está mais avançado nisso. Assinei no ano passado MP [medida provisória] destinando mais de R$ 20 bilhões para comprar vacina. Estamos fazendo o dever de casa”, disse o presidente.

Governo de SP coloca todo estado na Fase Vermelha a partir da zero hora de sábado(6)

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (03), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou que todo o estado de São Paulo passará à fase vermelha do Plano SP a partir da zero hora de sábado (06) e assim deve permanecer por 14 dias.

O objetivo é tentar conter o avanço dos casos de Covid-19, já que o estado enfrenta, pela primeira vez, a ocupação de 100% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva- UTIs. Na entrevista, o governador destacou que São Paulo deve enfrentar a pior fase da pandemia nas próximas duas semanas.

A Fase Vermelha estabelece várias regras de restrições, porém as aulas presenciais seguem liberadas nas redes pública e particular.

AS REGRAS DA FASE VERMELHA
São permitidos 

Serviços essenciais como: hospitais, farmácias, centros de saúde, padarias (não para consumo local), petshops, clínicas veterinárias, igrejas e templos religiosos, correios

Ficam proibidos 

Shoppings, comércio de rua, galerias

Consumo local em bares e restaurantes

Salões de beleza e barbearia

Eventos, convenções e atividades culturais

Academias

Demais atividades que gerem aglomerações

Funcionamento parcial 

Lojas de conveniência: venda de bebidas alcoólicas após 6h e até 20h

Funcionamento facultativo 

Escolas com aulas presenciais

Anvisa diz que vacinas usadas no Brasil são seguras

AGÊNCIA BRASIL – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, até o momento, os dados públicos de notificações do uso de vacinas contra covid-19 no país não indicam qualquer relação das vacinas com eventos adversos graves ou mortes. De acordo com a Anvisa, não houve alteração na relação de risco e benefício dos produtos.

Em nota, a agência reguladora explicou que a avaliação benefício-risco leva em conta um conjunto grande de informações e os registros informados pelos usuários são apenas uma dessas fontes. As outras envolvem os relatórios de segurança das fabricantes, os sinais de segurança gerados pelo modelo matemático da Organização Mundial da Saúde (OMS), a troca de informações com outras autoridades regulatórias e a discussão em grupos de especialistas.

“Até o momento, não há nenhum caso de óbito conhecido que tenha relação estabelecida com o uso das vacinas para covid-19 autorizadas no país. As vacinas em uso no Brasil são consideradas seguras”, informou a agência. “Já é esperado que pessoas venham a óbito por outros motivos de saúde e mesmo por causas naturais, tendo em vista a taxa de mortalidade já conhecida para cada faixa etária da população brasileira”, completou.

As notificações sobre vacinas e medicamentos são enviadas à Anvisa principalmente por profissionais e serviços de saúde, além dos próprios fabricantes que são obrigados a comunicar os eventos suspeitos e que possam ser graves. Esses dados são utilizados pela Anvisa como subsídio para o seu processo de monitoramento.

“Como são dados notificados por terceiros, eles são considerados de menor evidência científica e servem apenas como sinalizadores para o trabalho de monitoramento da Anvisa. A análise completa envolve os processos mencionados anteriormente”, explicou.

Atualmente, estão autorizadas para uso emergencial no Brasil a vacina Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca, e produzida no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Elas estão sendo adquiridas e distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados para vacinação da população dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A Anvisa também concedeu registro para a vacina Cominarty, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. Nesse caso, o registro é definitivo, para uso amplo, entretanto, o imunizante ainda não está disponível no país.

Prefeito Gustavo fala sobre volta à fase vermelha, que pode ser anunciada hoje pelo governador Doria

O governador João Doria fará pronunciamento nesta quarta-feira (03), às 12h45 (com transmissão pelo canal do JC no YouTube (youtube.com/jornalcidade e pela página do Jornal Cidade de Rio Claro no Facebook) onde a previsão é de anúncio de retrocesso de todas as regiões à fase vermelha do Plano SP. Em entrevista à rádio Jovem Pan News, o prefeito de Rio Claro, Gustavo Perissinotto, fala sobre essa previsão de fechamento de todo o estado e explica porque não decidiu implantar fase vermelha por conta própria no município.

Armador Caio Pacheco é anunciado pelo UCAM Murcia da Espanha

O armador rio-clarense Caio Pacheco, 21 anos, foi contratado por empréstimo pelo clube espanhol UCAM Murcia CB para a disputa do Campeonato Nacional. O jogador estava no Weber Bahía Basket com média de 16 pontos, 5 rebotes e 5 assistências por jogo.

O jogador fica à disposição da nova equipe a partir da próxima quinta-feira (4).

No site oficial do clube, a equipe espanhola elogiou as qualidadea do jogador.

“Ele é um dos jogadores mais promissores do basquete sul-americano. Formado nas categorias de base do Palmeiras, logo foi contratado por Pepe Sánchez para atuar na Argentina. Ele é um bom defensor, tem um físico poderoso e é fácil de passar e jogar pick and roll”.

Covid-19: prefeito Gustavo analisa lotação das UTIs em Rio Claro

Nesta terça-feira (02), a Fundação Municipal de Saúde informou que Rio Claro chegou a 100% de ocupação dos leitos de UTIs para pacientes com Covid-19. Esse foi um dos temas abordados na entrevista desta quarta-feira (03) no Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan News.

Jornal Cidade RC
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