Japão pode prorrogar do estado de emergência para combater a covid-19

O governo japonês pode considerar uma prorrogação da declaração de estado de emergência contra o coronavírus para além da data estipulada de encerramento: 31 de maio. Atualmente, a declaração está em vigor em nove províncias, incluindo Tóquio e Osaka.

O premiê japonês, Suga Yoshihide, disse que o governo vai analisar a situação das infecções na próxima semana e decidir até o final do mês sobre uma possível prorrogação. Ele enfatizou a importância de implementar todas as medidas possíveis para conter o vírus.

A província de Okinawa será incluída no âmbito do estado de emergência amanhã (23), com prazo de duração até 20 de junho.

Alguns membros do governo sugeriram que a declaração para as atuais nove províncias também deveria ser prorrogada até 20 de junho. Eles afirmam que as taxas de infecção não melhoraram o suficiente para justificar o encerramento da emergência em 31 de maio.

Agência Brasil

Covid-19: Fiocruz desenvolve esforços para elevar produção de vacinas

Os esforços para a fabricação da vacina contra a covid-19 na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, devem entrar em junho em uma nova etapa, com o início da produção dos lotes de pré-validação usando ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido no Brasil. 

A fundação atingiu nesta semana a marca de 50 milhões de doses produzidas com IFA importado, e 36 milhões já foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Apesar de correr em tempo recorde, a preparação para nacionalizar o IFA da vacina Oxford/AstraZeneca tem grande complexidade, já que, entre outros motivos, a tecnologia usada nesse imunizante é uma novidade na indústria farmacêutica e só passou a ser utilizada em larga escala na pandemia. 

Diferentemente de outras vacinas produzidas no país, que possuem vírus vivo enfraquecido (atenuado) ou vírus inativado (morto), a vacina Oxford/AstraZeneca tem uma plataforma tecnológica chamada de vetor viral, em que outro vírus é modificado para transportar as informações genéticas do coronavírus.

Fabricar o IFA é dominar esse processo, já que ele é o ingrediente que contém o vetor viral com as informações genéticas necessárias para desencadear a resposta imunológica. A dependência de IFA importado e os atrasos nas importações estão entre as dificuldades enfrentadas pelo tanto pela Fiocruz como pelo Instituto Butantan, em São Paulo, no fornecimento de vacinas ao país.

Transferência de tecnologia

Em cronograma apresentado nesta semana na Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados, o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, explicou que os próximos passos para nacionalizar o IFA ainda dependem da assinatura do contrato de transferência de tecnologia que vai autorizar Bio-Manguinhos a produzir o insumo. A assinatura está em negociação e deve ocorrer ainda em maio, disse o executivo da fundação. 

Apesar de o acordo ainda não ter sido assinado, a Fiocruz afirma que a AstraZeneca já repassou todas as informações técnicas necessárias à transferência de tecnologia. Com esses dados, já tiveram início na fábrica de Bio-Manguinhos alguns processos ligados à produção, como simulação de operações, treinamento de pessoal em processo e absorção de metodologias analíticas. 

A produção dos lotes de pré-validação e validação em junho e julho permitirá a realização de testes de controle de qualidade segundo padrões internacionais, além da ampliação da escala de produção. Em agosto, a Fiocruz vai começar a produzir os lotes chamados comerciais, que serão estocados até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluir a autorização da produção do IFA no Brasil.

O trabalho que a Fiocruz tem pela frente inclui também a produção das documentações necessárias para solicitar a alteração no registro da vacina, incluindo Bio-Manguinhos como novo local de fabricação do IFA. A autorização para a vacina que está em vigor atualmente foi concedida considerando a fabricação do IFA no laboratório WuXi Biologics, vistoriado por técnicos da Anvisa na China.

A primeira vistoria da Anvisa às instalações de Bio-Manguinhos para autorizar a produção o IFA foi realizada em abril, e a agência concedeu a certificação das condições técnico-operacionais das instalações (CTO). Só em agosto, porém, a Fiocruz dará entrada em um novo processo de submissão contínua de informações para o registro da vacina, que deve ser concluído em outubro. A entrega das doses com IFA produzido no Brasil ao Programa Nacional de Imunizações depende desse registro. 

210 milhões de doses

Desde o ano passado, a Fiocruz estima produzir 210,4 milhões de doses da vacina em 2021. E as primeiras 100,4 milhões serão fabricadas a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China, o que era previsto pelo acordo de encomenda tecnológica assinado com a AstraZeneca.

A nacionalização do IFA deve viabilizar a produção de mais 110 milhões de doses, que começarão a estar disponíveis para o PNI a partir de outubro. 

O PNI também receberá a vacina Oxford/AstraZeneca de outros produtores: quatro milhões de doses da vacina já foram importados do Instituto Serum, na Índia, que deve fornecer mais oito milhões de doses. O consórcio Covax Facility, do qual o Brasil é integrante, também deve fornecer doses da vacina em seu portfólio.

Covid-19: vírus primitivo pode aumentar mortes em UTIs, diz Fiocruz

Um vírus primitivo, presente nos humanos há milhares de anos, pode estar sendo ativado pelo coronavírus e provocando aumento de mortes em pacientes graves. A hipótese faz parte de um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que pode ajudar a compreender por que alguns pacientes graves submetidos à ventilação mecânica conseguem deixar a UTI, enquanto outros não sobrevivem à covid-19.

A pesquisa indica que a presença do retrovírus endógeno humano da família K (HERV-K) está associada não só ao agravamento da doença como também à mortalidade precoce. De março a dezembro de 2020, o estudo “Ativação do Retrovírus Endógeno Humano K no Trato Respiratório Inferior de Pacientes com Covid-19 Grave Associada à Mortalidade Precoce” acompanhou 25 pessoas em estado crítico que necessitaram de ventilação mecânica. Com idade média de 57 anos, elas estavam internadas no Instituto D’Or e no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer.

“A progressão de casos brandos para graves vinha sendo associada à hipoxia, inflamação descontrolada e coagulopatia. No entanto, os mecanismos envolvidos com a mortalidade em casos muito graves ainda não são bem conhecidos. Para isso, o estudo buscou compreender o viroma do aspirado traqueal de indivíduos em ventilação mecânica — isto é, os vírus presentes na amostra. Os testes mostraram níveis altos de HERV-K, em comparação com exames de pacientes com casos brandos e de não infectados”, explicou a Fiocruz.

O coordenador do estudo foi Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). “Verificamos o viroma de uma população com uma altíssima gravidade, em que a taxa de mortalidade chega a 80% para ver se algum outro vírus estava coinfectando esse paciente que está debilitado, imunossuprimido. A nossa surpresa foi encontrar esses altos níveis de retrovírus endógeno K. É o tipo de pesquisa que parte de uma abordagem completa não enviesada. Isso dá muita força, muita credibilidade ao achado”, explicou o cientista.

Ancestral

Segundo o estudo, o HERV-K é um retrovírus endógeno, um vírus ancestral que infectou o genoma humano quando humanos e chimpanzés estavam se dissociando na escala evolutiva. Alguns desses elementos genéticos estão presentes nos nossos cromossomos. Muitos ficam silenciosos durante a maior parte da vida, mas parece que, de alguma forma, o Sars-CoV-2 pode ter reativado esse retrovírus ancestral. O índice de morte em pacientes graves de covid-19 chega a 50% entre os que apresentam altos níveis de HERV-K.

O estudo estabeleceu ainda uma ligação direta: ao infectar em laboratório uma célula de uma pessoa saudável com o Sars-CoV-2, houve um aumento nos níveis do HERV-K. “A gente estabeleceu, de fato, que o Sars-CoV-2 é o gatilho para o aumento desses retrovírus endógenos, para despertar os genes silenciosos”, disse Moreno.

Junto com o aumento dos níveis do HERV-K nos pacientes, os pesquisadores perceberam que fatores de coagulação foram mais consumidos, que ocorreram mais processos inflamatórios e que diminuíram os números de fatores necessários para a sobrevivência de células do sistema imune. Conforme os níveis de HERV-K aumentaram, os números de monócitos inflamados ativados também cresceram. “Esses níveis de HERV-K se correlacionaram com o que se chamou de mortalidade precoce, como menos de 28 dias de internação”, conta Thiago.

Genes silenciosos

A pesquisa é ainda a primeira evidência da presença desse retrovírus no trato respiratório e no plasma de pacientes graves de covid-19. A presença do HERV-K, que ocorre também em outras doenças, como câncer e esclerose múltipla, pode ser usada como um biomarcador associado à gravidade em casos de covid-19. Sua detecção precoce poderia reforçar o uso de determinadas estratégias, como o uso de anticoagulantes e anti-inflamatórios.

Mas ainda é difícil saber por que isso ocorre em algumas pessoas e não em outras. “Esse despertar de genes silenciosos é o que pode fazer a diferença das evoluções. Talvez o sinal para o silenciamento de determinados retrovírus endógenos seja mais forte em algumas pessoas do que em outras. Parece estar associada à gravidade essa capacidade do novo coronavírus de mudar o perfil epigenético da célula do hospedeiro, ativando inclusive vírus ancestrais, alguns deles que deveriam estar adormecidos no nosso genoma”, comentou o coordenador do estudo.

Além da Fiocruz, fazem parte da pesquisa cientistas da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer e da empresa MGI Tech.

Covid-19: mais da metade dos internados em UTI tem menos de 60 anos

As notificações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentaram, informa o Boletim Observatório Covid-19, divulgado nesta sexta-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os casos de SRAG são responsáveis por incidências graves de doenças respiratórias, que demandam hospitalização ou levam a óbito. São atualmente, em grande parte, devido a infecções por Sars-CoV-2.

Conforme o boletim, outro dado preocupante é que, pela primeira vez no Brasil, a mediana da idade de internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) de todo o país ficou abaixo de 60 anos.

O ano de 2021 vem, a cada semana, apresentando rejuvenescimento da pandemia, alertam os pesquisadores. “Diferentemente das últimas semanas, mais da metade dos casos de internação hospitalar e internação em UTI ocorreram entre pessoas não idosas. Em relação aos óbitos, embora a mediana ainda seja superior a 60 anos, ao longo deste ano, houve queda num patamar de 10 anos. Os valores de mediana de idade dos óbitos foram, respectivamente, 73 e 63 anos”, diz o boletim.

A análise comparou a Semana Epidemiológica 1 (3 a 9 de janeiro) e a 18 (2 a 8 de maio) de 2021 e verificou que a mediana da idade das internações hospitalares (idade que delimita a concentração de 50% dos casos) foi de 66 anos na SE 1 para 55 anos na SE 18. Já a mediana de idade de internações em UTI foi de 68 anos na SE 1 para 58 anos na SE 18.

Casos de SRAG aumentam

Os estados  da Região Sul, que tiveram redução da doença nas semanas anteriores, apresentaram tendência de reversão, ou mesmo um aumento no número de casos de SRAG na Semana Epidemiológica 18.

.De acordo com os pesquisadores, mesmo nos estados que mostram redução ou estabilidade, o número de casos ainda permanecia muito alto, demonstrando a forte pressão sobre o sistema de saúde. “É fundamental que haja redução sustentada de número de casos para a recomposição do sistema de saúde, inclusive [para] reduzir [a] taxa de ocupação de leitos”, avaliaram.

A comparação da incidência das semanas epidemiológicas 8 e 9 e 18 e 19 mostra que poucos estados estão em patamar significativamente menor, como: Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Amapá, sendo que Mato Grosso, Paraná e as capitais dos estados da região Sul apresentam sinais de aumento.  

Segundo os pesquisadores da Fiocruz, os demais estados estão em níveis próximos ao observado em meados de março, ou mesmo acima, como é o caso de Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pernambuco, do Rio de Janeiro e Espírito Santo. “O aumento ou estabilidade em níveis muito altos e com taxas altas de ocupação são cenários altamente indesejados”, destacaram. 

Leitos de UTI

De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) no dia 17 de maio de 2021 sinalizaram quebra na expectativa que vinha sendo desenhada de melhoria do indicador no país nas últimas semanas.

A análise reforça que é preciso ficar atento a este momento da pandemia. “Caso não seja mantida uma queda sustentável, a pandemia poderá retomar a sua expansão”.  

As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS, que vinham mantendo tendência de queda lenta, mas relativamente consistente em grande parte do país, apresentaram entre os dias 10 e 17 de maio pequenas elevações em muitos estados e capitais, interrompendo a impressão de melhoria do quadro geral.

Redução da mortalidade

Durante as duas últimas semanas epidemiológicas, houve uma ligeira redução das taxas de mortalidade no Brasil. No entanto, as taxas de incidência, que refletem os casos novos de covid-19, permanecem em um platô alto.

Segundo o estudo, esse novo padrão epidemiológico pode ser resultado de uma conjunção de fatores como a vacinação de populações de maior risco, uma pequena redução da ocupação de leitos hospitalares, bem como do processo de rejuvenescimento da pandemia. 

Os pesquisadores analisaram que “combinados, estes novos fatores podem estar contribuindo para a diminuição da letalidade da doença, sem, no entanto, reduzir a transmissão da doença, que permanece intensa, como demonstrado pela alta taxa de positividade dos testes de diagnóstico realizados nas últimas semanas”. 

Novas variantes

Para os pesquisadores, um dado considerado preocupante nesse novo cenário epidemiológico, quando considerado o ritmo ainda lento de vacinação no país, é a possibilidade de introdução de novas variantes do vírus Sars-CoV-2 no Brasil.

Além disso, enfatizam os pesquisadores do Boletim Covid-19, “a flexibilização precoce de medidas de isolamento pode causar uma retomada na transmissão, com a geração de casos graves e óbitos nas próximas semanas, pressionando os serviços de saúde ainda sobrecarregados e com limitações para reposição de estoques de medicamentos e insumos”. 

Mulheres são só 14% nos conselhos de empresas

SHEYLA SANTOS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Só 14% dos membros de conselhos de administração no Brasil são mulheres, segundo levantamento feito pela consultoria de recrutamento Korn Ferry. Apesar de baixo, o percentual é o dobro do observado em 2014 (7%).


A pesquisa, que é feita desde 2013, analisou 639 cargos em 81 empresas no ano passado.


Considerando apenas os membros independentes dos conselhos, o percentual observado em 2020 sobe para 20%, avanço significativo quando comparado com os 11% registrados apenas dois anos antes.


Apesar do avanço, o Brasil ainda está muito atrás dos EUA, onde a taxa de mulheres em conselhos é de 25%. Na Europa, esse percentual é ainda maior (30%).


De acordo com Jorge Maluf, analista sênior da consultoria, a atuação feminina tem crescido em todos os perfis de conselhos de administração, mas o percentual é mais representativo entre membros independentes, aqueles que não são ligados aos proprietários das empresas.


Maluf destaca que o aumento da presença de mulheres, principalmente em assentos de independentes, acompanha a tendência de maior profissionalização e governança nesses espaços. Em 2014, 4 em cada 10 conselheiros no Brasil eram independentes. Em 2020, esse número subiu para 6 em cada 10.


“As empresas não estão indicando mais mulheres de grupos de controle, ou seja, mulheres que são membros da família. Elas estão buscando mulheres no mercado”, afirma. “Em casos de recrutamentos de conselheiros, os clientes têm nos pedido para selecionar mais mulheres.”


Segundo o levantamento, há mais mulheres em conselhos de empresas com receita líquida acima de R$ 15 bilhões, capital pulverizado e melhores práticas de governança.


Entre os conselhos analisados pelo levantamento, apenas três mulheres atuam como presidente -Luiza Trajano (Magazine Luiza), Ana Maria Marcondes Penido Sant’Anna (CCR) e Patricia Bentes (Melhoramentos).


Das três presidentes, Bentes é a única conselheira independente. Desde 2016, ela já passou por oito conselhos de empresas como Light, CEG, Renova, Cemig e Vale e, atualmente, preside o conselho da Melhoramentos, que atua nos segmentos de papel e celulose, editorial e imobiliário.


A executiva diz que escolhas cada vez mais técnicas favorecem a entrada de mulheres nesses espaços. Para ela, a entrada de Maria Silvia Bastos Marques na presidência do BNDES, em 2016, foi um divisor de águas na participação feminina em conselhos no Brasil.


“Ela estabeleceu que nenhum conselheiro indicado pelo BNDES nas suas investidas seria funcionário, indicado político ou teria vinculação ao banco. Todos deveriam ser independentes. Naturalmente, quando se começou a buscar um profissional com formação para o conselho, apareceram mais mulheres.”


Além da maior participação de mulheres, outro desafio para os conselhos é a diversidade racial. Para mudar esse quadro, um grupo de nove mulheres, três das quais negras, formou o Conselheiras 101 -Ana Beatrix Trejos, Ana Paula Pessoa, Elisangela Almeida, Graciema Bertoletti, Jandaraci Araujo, Leila Loria, Lisiane Lemos, Marienne Coutinho e Patrícia Molino.


Entre agosto e dezembro, a iniciativa organizou dez encontros de capacitação com 20 lideranças negras. Desse grupo, quatro passaram a ocupar cargos em conselhos -Roberta Anchieta (membro do Conselho fiscal da Ânima); Ana Fontes (Plan internacional e Instituto Avon); Lisiane Lemos (Kunumi e Conselho Emérito do Capitalismo Consciente Brasil) e Jandaraci Araujo (Kunumi e CIEE-SP).


Executiva da área de sustentabilidade, Jandaraci Araujo é uma das mulheres negras cofundadoras do Conselheiras 101. Em 2020, ela tanto formatou o projeto quanto participou das mentorias e já está organizando a segunda edição do treinamento prevista para o meio do ano.


“O IBGC [Instituto Brasileiro de Governança Corporativa] e a WCD [Women Corporate Directors] têm um programa de diversidade em conselhos. Na época, eles publicaram fotos das turmas anteriores, e só havia mulheres brancas. Questionamos, e hoje eles são nossos parceiros junto com a consultoria KPMG. Passamos a trabalhar com o objetivo de mostrar ao mercado que existem mulheres negras qualificadas para estarem em conselhos”, afirma.

Missa de sétimo dia de Bruno Covas é celebrada na Catedral da Sé

Foi realizada no início da tarde de hoje (22) a missa de sétimo dia da morte do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas. A cerimônia foi conduzida na Catedral da Sé, no centro da cidade, pelo arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.

O arcebispo, em seu sermão, lembrou a história bíblica de Jó, que passou por muitas provações que testaram sua fé. “Jó é exemplo, na Bíblia, daquelas interrogações que nós nos colocamos em toda história, aquelas perguntas mais profundas: que sentido tem a minha vida, o sofrimento, a minha morte?”, disse Scherer.

O arcebispo lamentou a morte prematura de Bruno Covas, lembrando que ele deixou um legado importante em sua vida pública. “Jovem ainda ele realizou muitas coisas boas com grande idealismo e tinha muitos ideais pela frente. Porém, a sua vida foi interrompida. Mas o que ele realizou até aqui foi considerável”, disse.

Homenagens

Ao falar em nome da família de Covas, o tio de Bruno e ex-vereador Mário Covas Neto lembrou que a trajetória política do ex-prefeito começou ainda muito cedo, influenciada pela vivência com o avô, o ex-governador Mário Covas. Covas Neto disse ainda que Bruno aumentou o legado político da família e a responsabilidade dos que carregam o sobrenome daqui para frente.

Ele agradeceu também o carinho recebido pela família nos últimos dias. “A solidariedade do povo é imensa”.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, defendeu o exemplo deixado por Covas que, segundo ele, continuou a trabalhar mesmo doente “sem reclamar”. “Bruno nos trouxe um exemplo maravilhoso demonstrando que é importante sempre ter a fé, a esperança, acreditando até o último momento na vida”, disse.

Segundo o prefeito, Covas tinha um olhar voltado especialmente para os mais pobres. “O Bruno teve sempre essa visão de cuidar das pessoas, dos mais vulneráveis, dos mais necessitados, de ter uma atenção especial para as pessoas que mais necessitavam do Poder Público”.

O governador de São Paulo, João Doria, e o ex-governador Geraldo Alckmin participaram da missa.

Bruno Covas morreu em 16 de maio, vítima de um câncer, doença que enfrentava desde outubro de 2019.

Prefeitura faz tapa-buracos em diversas regiões da cidade

A prefeitura de Rio Claro segue realizando melhorias em ruas e avenidas da cidade com o trabalho de tapa-buracos, fechamento de valetas e outros serviços.

Nesta semana as equipes de tapa-buracos executaram serviços em diversos pontos do município, com melhorias no asfalto em vários trechos da Rua 5, entre as avenidas 28 e 40 e na Avenida Marginal, no Jardim Novo 1.

Também foram feitos reparos em vários trechos nos bairros Cervezão, Vila Nova, Jardim São Paulo 2, Jardim Panorama, Jardim Floridiana, Vila Alemã, Jardim Primavera, Jardim Portugal, Cidade Jardim, Vila Olinda, Jardim Novo 1, Boa Morte, Parque Universitário e Chácara Rupiara.

A Secretaria Municipal de Obras também fez nesta semana, serviços de fechamento e nivelamento de valetas bastante profundas na Rua 8 com a Avenida 2, na Rua 8 com a Avenida 4, onde havia uma das mais profundas valetas da cidade e na Rua 9 com a Avenida 1.

Além destes serviços, as equipes têm feito constantemente recapeamentos em diversos pontos da cidade, além de reformas e construções de canaletas de concreto para escoamento de água. Melhorias em vias não pavimentadas também estão sendo feitas em todo o município, além de reparos e reformas em pontes de madeira da cidade.

Gestantes e puérperas precisam de prescrição médica para receberem vacina contra Covid

A vacinação contra Covid de gestantes e puérperas será condicionada à prescrição médica, após avaliação individualizada de riscos e benefícios, com decisão compartilhada entre a mulher e seu médico.

Esta é a orientação da Secretaria Estadual de Saúde para a vacinação que, em Rio Claro, começará a ser feita na próxima segunda-feira (24).

Todas que forem ser vacinadas devem levar documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência, além da documentação exigida para cada situação. Para as puérperas é necessário apresentar também certidão de nascimento da criança, comprovando parto em até 45 dias, e para as gestantes o cartão de pré-natal.

A partir desta segunda-feira (24), em Rio Claro, a primeira dose da vacina contra a Covid será aplicada em gestantes e puérperas com 18 anos ou mais, sem comorbidade e residentes em Rio Claro.

As gestantes sem comorbidade devem estar com mais de 28 semanas de gestação. Já as gestantes com comorbidade devem ser vacinadas independente da idade gestacional. O atendimento é realizado das 8 às 15 horas no Centro Cultural e na Faculdade Anhanguera e nos três pontos de drive-thru das 8 ao meio-dia.

Crianças e adolescentes farão desenhos em concurso dos 194 anos de Rio Claro

A partir de segunda-feira (24), a prefeitura de Rio Claro receberá inscrições gratuitas para o 1º “Ilustrando Rio Claro”, concurso de desenhos que visa estimular a produção artística de crianças e adolescentes, nas comemorações dos 194 da cidade.

“É também uma maneira de ampliar o amor pela cidade e conhecimento do local onde moram”, observa o secretário municipal da Cultura, Professor Dalberto.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 11 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, no Atendimento ao Público 156, localizado no Paço Municipal, na Rua 3, entre as avenidas 3 e 5.

Os participantes serão divididos em duas categorias, de 7 a 11 anos e de 12 a 16 anos, e deverão entregar seu desenho em papel branco A4 no ato da inscrição, tendo como tema as paisagens e espaços públicos de Rio Claro. Na inscrição, a criança ou adolescente deve estar acompanhado de responsável, munido de documento de identidade e comprovante de residência. O concurso é aberto exclusivamente para moradores de Rio Claro. O regulamento completo está disponível no Diário Oficial do Município.

O desenho deve ser à mão, podendo ser elaborado a lápis, caneta, giz de cera, aquarela e similares, com técnica livre. A comissão julgadora elegerá seis vencedores, sendo três vencedores de cada categoria, conforme critérios de criatividade, originalidade, comunicabilidade e qualidade. Os resultados serão divulgados no dia 22 de junho

Os seis vencedores irão ganhar um café da tarde no gabinete do prefeito, conhecendo as dependências do Paço Municipal, além de brindes.

Ararense disputará ‘Miss Beleza Trans Brasil’

É no bairro Elihu Root, região rural de Araras, que mora Luíza Trajano, de 26 anos. A jovem participará, no ano que vem, do concurso ‘Miss Beleza T Brasil’, que será realizado na cidade de São Paulo.

Em conversa com o Jornal Cidade, Luíza disse que está ansiosa e vê nessa oportunidade a possibilidade de mudar de vida. “Apareceu como uma libertação, uma colheita divina de Deus por eu não ter desistido da vida por mais que tudo tenha sido difícil. Essa fase veio para eu acreditar em mim mesma, na minha beleza, no meu potencial”, falou.

O objetivo do concurso é encontrar, entre as candidatas, a mais bem preparada mulher transexual/travesti para representar o Brasil no concurso ‘Miss International Queen’ de 2022.

Quando ela citou que nem tudo foi fácil, o JC a questionou sobre sua infância e adolescência. De fato, Luíza carrega muitas cicatrizes. “Por ser afeminada, era tachada de anormal. Saía da escola e já tinha um grupo de meninos que me agrediam e faziam ameaças. Sofri calada. Chegava em casa e escondia as marcas físicas de meus pais”, contou.

Luíza terminou o ensino médio e foi em busca de um emprego. Outro desafio em sua vida. “As pessoas até pegavam os currículos, mas nunca era chamada para uma vaga, até que comecei a entregar panfletos pelas ruas da cidade. Depois disso, me esforcei e passei em um concurso público municipal”.

Nem só de glitter vive Luíza

Servidora pública do Saema há oito anos, Luíza pode ser vista pelas ruas da cidade exercendo a função de ajudante geral, trabalho que, confessou à reportagem do JC, a enche de orgulho.

“Foram 800 inscritos [no concurso público]. Passei em 8º lugar. Foi uma grande alegria. É claro que, no começo, nem tudo são flores. Tive que lidar com o preconceito. Mas aí mostrei que ser diferente não é nada do que pensam. Batalhamos para o que queremos, igual a todos”.

Sorrindo, ela continuou: “Hoje posso falar que conquistei o meu espaço. Foi um longo processo. No entanto, conquistado com a minha verdade. Com oito anos de casa, me sinto orgulhosa pela pessoa que me tornei. Acredito que tudo o que passei foi um amadurecimento espiritual”, finalizou.

Jornal Cidade RC
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