A cantora Fiah lançou no dia 16 de julho um novo clipe em seu canal oficial no YouTube onde faz uma releitura da faixa Céu Azul, de Charlie Brown Jr – um grande sucesso nacional lançado há exatos 10 anos. No trabalho, a cantora traz um toque sutil, romântico, misterioso e moderno ao transportar a canção para o estilo R&B, modernizando a música com elementos característicos deste estilo que está em ascensão no mercado musical brasileiro. A releitura da canção leva ao ouvinte a sensação de paz, tranquilidade, casualidade e a experiência de viajar na interpretação da cantora de forma profunda, dramática e envolvente.
O fonograma é fruto da parceria da cantora Fiah com Fred Afrowlk, DJ, beat maker e produtor musical natural de Valença/RJ, e Netto Galdino, produtor musical e beat maker natural de Caravelas/BA com extensa trajetória artística no estilo R&B, Trap, TrapSoul, NeoSoul, entre outros gêneros derivados.
O clipe tem direção de Robert Vieira e vídeo de Guilherme Figueiredo, coreógrafas Bruna Mazzeo e Bianca Ometto, o clipe narra a história da música com muita dança contemporânea, movimentos leves unidos a uma pegada de dança urbana, proporcionando ao expectador a conexão entre melodia, letra, expressão corporal, despertando sensações profundas de bem-estar e leveza.
A reabertura do Museu da Língua Portuguesa, instalado na histórica Estação da Luz, na capital paulista, será no dia 31 de julho. A estrutura sofreu um incêndio de grandes proporções em 21 de dezembro de 2015 e teve que ser completamente reformada. Além do conteúdo das exposições, que foi revisto e ampliado, o prédio contará com um novo terraço, com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio, e instalações de reforço da segurança contra incêndio.
A inauguração terá transmissão ao vivo pelas redes sociais do museu. O acesso ao público seguirá as restrições das medidas de prevenção contra a covid-19. Por isso, será possível adquirir o ingresso apenas pela internet, com dia e hora marcados. Quarenta pessoas vão poder entrar no museu a cada 45 minutos. Além disso, cada visitante receberá um chaveiro touchscreen para que não seja necessário tocar nas telas interativas.
O museu foi reconstruído por iniciativa do governo do estado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A gestão é feita pela organização social ID Brasil Cultura, Educação e Esporte. Foram investidos R$ 85,8 milhões, sendo parte da iniciativa privada via lei federal de incentivo à cultura e da indenização do seguro contra incêndio.
Exposições
Novas instalações entre as exposições de longa duração marcam a reabertura do museu. Elas ficam dispostas no segundo e no terceiro andar do prédio. Entre as novidades, está a “Línguas do mundo”, na qual mastros se espalham pelo hall com áudios em 23 diferentes idiomas. Foram escolhidas línguas, entre as mais de 7 mil existentes, que tenham relação com o Brasil, incluindo expressões originárias, como yorubá, quimbundo, quéchua e guarani-mbyá.
Os sotaques e as expressões do português no Brasil ganham espaço na instalação “Falares”. E os “Nós da Língua Portuguesa” mostram os laços e a diversidade cultural entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O idioma é falado em cinco continentes por 261 milhões de pessoas.
Continuam a ser exibidas, assim como nos quase 10 anos em que o museu esteve ativo, a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra influências históricas no português falado no Brasil e a “Praça da Língua”, que homenageia a língua falada, escrita e cantada com um espetáculo de som e luz. A praça, uma espécie de planetário, traz poemas e músicas interpretados por nomes como Maria Bethânia e Matheus Nachtergaele.
O museu tem curadoria de Isa Grinspum Ferraz e Hugo Barreto e contou com a colaboração de artistas, músicos, linguistas, entre outros profissionais.
Temporária
A estreia na exposição temporária é com a mostra “Língua Solta”. “São 180 peças que vão desde mantos bordados por Bispo do Rosário até uma projeção de memes do coletivo Saquinho de Lixo, com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos”, explica o material de divulgação. Obras de artistas como Mira Schendel, Leonilson, Rosângela Rennó e Jac Leirner estarão expostos.
O museu recebeu, entre março de 2006 e dezembro de 2015, cerca de 4 milhões de visitantes, com mais de 30 exposições temporárias. Foram homenageados escritores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Machado de Assis e Fernando Pessoa.
Estrutura
No começo do século passado, a Estação da Luz foi porta de entrada, na capital paulista, de imigrantes que chegavam ao Brasil, desembarcando no Porto de Santos. A reconstrução manteve os conceitos do projeto de intervenção original do arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, em 2006, mas foi aperfeiçoado. O prédio ganhou mais salas de exposição e o terraço, com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio, será uma homenagem ao arquiteto Mendes da Rocha, morto este ano. O filho dele foi responsável pela nova versão.
Entre as melhorias de prevenção contra incêndio, está a instalação de sprinklers (chuveiros automáticos). De acordo com os gestores do museu, apesar de não ser uma exigência legal, a medida foi sugerida pelo Corpo de Bombeiros e acatada pelos responsáveis.
Cada um faz o que pode para fugir da rota do vento nas noites mais frias. Se aglomeram em esquinas, marquises ou em qualquer canto em busca de um lugar para se esquentar. Para quem não tem casa, o frio acaba sendo um companheiro incômodo durante a madrugada. Essa é a vida das pessoas em situação de rua, tema da ‘Reportagem da Semana’ deste domingo (18).
Nos últimos meses, enquanto todo mundo ficava em casa para se proteger do coronavírus, eles estavam lá, à mercê da própria sorte. A chegada do inverno escancara a desigualdade social, que se tornou ainda mais evidente com a pandemia da covid-19. Muitos deles não possuem escolhas e a única maneira é resistir ao frio cobertos com panos, cobertores quando têm, ou até mesmo um papelão.
Pesquisas do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontam que a população em situação de rua cresceu 140% desde 2012, chegando a quase 222 mil brasileiros até março de 2020, e tende a aumentar com a crise acentuada pela pandemia. A análise constatou que a maioria dos moradores de rua (81,5%) está em municípios com mais de 100 mil habitantes, principalmente das regiões Sudeste (56,2%), Nordeste (17,2%) e Sul (15,1%).
Em Rio Claro, balanço da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social apontou que aproximadamente 80 pessoas vivem nas ruas e que, destas, várias são de cidades da região. O município chegou a registrar, nas últimas semanas, temperaturas de – 0.6ºC durante as madrugadas.
Silvia Pereira, de 48 anos, recorreu aos cobertores que ganhou das pessoas que passam por onde ela chama de casa, na esquina da Avenida 2 com a Rua 6, na região central de Rio Claro. Havia pelo menos meia dúzia no chão.
Cheia de sacolas, onde também leva alguns pertences da vida pré-rua, ela se abriga debaixo de um toldo. Na calçada, o jeito foi forrar com panos para tentar se aquecer. Ela divide o espaço com o filho Hiago, de 26 anos. Silvia o trouxe para matar a saudades dos outros três, que deixou para trás.
“A madrugada é longa. A noite é muito fria. Usamos muito cobertor, o que restou deles. Até tenho uma barraca, mas alguém pode vir e ‘tacar’ fogo na gente. Somos julgados o tempo todo. Ouvi falar que várias pessoas morreram por dormir dentro [da barraca]. Eu não quero morrer queimada. Precisamos de mais amor. Por isso meu filho me acompanha. A gente se aquece”, comentou.
Essa é a segunda vez de Sílvia nas ruas. Ela contou que não pede dinheiro, mas trabalha com reciclagem para conseguir o que considera básico. Mas nem sempre é o suficiente. Mãe e filho contam com a solidariedade dos vizinhos e de projetos sociais para se alimentarem. Questionada sobre o porquê de não procurar um abrigo, a resposta foi emocionante.
“Prefiro deixar abrigo aos idosos. Eu não cheguei nessa hora ainda. Deixo essa proteção a eles. Eu fico na rua porque sou forte. Os idosos são mais fraquinhos e com esse frio, melhor eles se acalentarem. Já vi gente morrer nas ruas de bronquite, asma, pneumonia. Não temos socorro aqui. Na UPA, temos que marcar consulta, mas nunca chega o dia. Nesse frio, eles [outros moradores de rua] se aglomeram para se aquecer, mas levam nossos objetos. Por isso não me junto”, explicou.
Com o currículo em mãos, ela segue em busca de um emprego. No papel, experiências como diarista, babá, auxiliar geral e vendedora. “Sonho em trabalhar para pagar meu aluguel e dar uma vida digna ao meu filho, que me acompanha porque gosta muito de mim. Tenho várias experiências. Quero mudar de vida. Mas, enquanto isso não acontece, a gente vai vivendo como dá. Existe amor na rua”, falou emocionada.
Cachaça, sopa e cobertor
Marcela Jóia, de 44 anos, contou à reportagem do JC que recorreu a cachaça, sopa e cobertor para se esquentar na região central da cidade. Ela se abriga em uma pequena cama feita de panos e divide o espaço com vários moradores de rua.
“Tomamos sopa, quando o pessoal da igreja traz, as mantas, que também foram de doação e a parceria dos amigos. Só assim para se esquentar. Já dormi em vários lugares da cidade, inclusive na Estação, mas tiraram a gente de lá”, disse.
Na rua há mais de 10 anos, ela explicou que está nessa vida por problemas familiares. Mãe de três filhas, Marcela comentou que foi abusada dentro de casa e que na rua é melhor e que cada um tem sua tribo.
“Cada um é de uma tribo aqui. Eu sou das ‘pingaiadas’. Eu bebo cachaça, mas nunca fiz mal para ninguém. Todo mundo gosta de mim, inclusive a galera das lojas. Não tenho passagem pela polícia, nunca assaltei, como diz meu sobrenome, sou jóia”, falou.
Ex-morador de rua se torna vereador em Rio Claro
Irander Augusto é um respeitado vereador na cidade de Rio Claro pelo Republicanos. Mas, antes disso, viveu mais de um ano nas ruas. Em entrevista ao JC, ele comentou como sua vida teve uma reviravolta.
“Com o apoio da minha família, consegui dar a volta por cima e também a minha fé em Deus”. Ele deixou um recado para as pessoas que estão nas ruas. “Para tudo tem solução. Basta querer. Nada é impossível. Basta crer e ter força de vontade. Não importa a situação, é só ter vontade de vencer”, finalizou.
O acesso de ciclistas à Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena) foi abordado por Alessandro Almeida (Podemos) na sessão ordinária dessa semana (12). Segundo o vereador, muitas pessoas afirmam que encontram dificuldades ao passarem pela portaria principal que se dá pela via que liga a reserva florestal ao Centro da cidade.
“A solicitação é para que o gestor libere o acesso de ciclistas à Feena pela entrada via Avenida Nossa Senhora da Saúde para que este impasse possa ter fim”, comentou Alessandro Almeida na tribuna da Câmara Municipal ao lembrar que muitas das pessoas que utilizam a reserva florestal são praticantes de mountain bike.
Para agravar a situação, citou o parlamentar, ciclistas comentam que funcionários que trabalham na portaria principal têm comportamento diferente quando outros motoristas tentam acessar a Feena. “Pessoas que se apresentam conduzindo veículos e motos são liberadas. Os ciclistas têm de ser tratados de forma igual”, sinalizou o vereador.
A polêmica chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo, a Alesp. Alessandro Almeida buscou apoio político do deputado estadual Murilo Félix (Podemos) para que ciclistas tenham o direito de acesso à Feena garantido. “Solicito que o governo do Estado respeite a circulação dos rio-clarenses seja por meio de carro, moto, bicicleta, ou da forma como a população decidir. A floresta é pública”, finalizou o vereador.
Queixas
Ao abordar a questão da floresta estadual na última sessão, o vereador Almeida falou sobre a “barricada” que obstrui a passagem na Avenida Nossa Senhora da Saúde, dificultando também a circulação de moradores da região. Também abordou o risco de queda de um poste de energia elétrica na região das casas localizadas dentro do antigo horto florestal. Outros vereadores também se manifestaram cobrando informações e mudanças na forma como tem sido controlado o acesso ao patrimônio
Acesso
Em comentários enviados ao JC, leitores cobraram mudança no controle de visitantes, reclamando que, como não há contagem na saída, a capacidade máxima é atingida logo pela manhã e impede novas entradas
Fundação Florestal responde às críticas de vereador e às dúvidas de leitores do JC
JC- Qual o motivo do fechamento da Florestal Estadual Edmundo Navarro de Andrade? Existe previsão de liberação do acesso?
Informamos inicialmente que a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA) é uma Unidade de Conservação administrada pela Fundação Florestal, órgão do Governo de São Paulo, que tem como sua principal atribuição conservação da biodiversidade e a produção sustentável.
As alterações no horário de funcionamento da Unidade iniciaram-se a partir de 22 de março de 2020 e foram sempre pautadas pelas medidas do Centro de Contingência do Coronavírus, instituído pela Resolução nº 27 da Secretaria Estadual da Saúde. Uma vez que a FEENA possui diversas entradas, acessadas de maneira irregular e que comprometem a segurança dos visitantes e da área em si, em meados de 2020 ocorreu o fechamento da Avenida Nossa Senhora da Saúde, que dá acesso ao interior da Unidade de Conservação e também à zona rural do Município de Rio Claro. Os usuários da citada Avenida, que fazem acesso às áreas rurais, atualmente realizam este trajeto pela portaria principal da Unidade, situada na Avenida Navarro de Andrade.
O fechamento da citada Avenida foi realizado de forma emergencial e inicialmente utilizando cavaletes cedidos pela Prefeitura Municipal de Rio Claro e banners informativos que lamentavelmente foram desrespeitados, vandalizados e furtados em menos de 24 horas após sua instalação. Desta forma, com o objetivo de cessar o acesso optou-se pela colocação de toras de madeiras caídas que se encontravam nas proximidades do local, até que ocorra a instalação de portões e alambrados já licitados pela Fundação Florestal que possibilitarão um melhor fechamento e sinalização do local.
JC- Leitores do Jornal Cidade cobraram mudanças no controle do acesso, não contando apenas quem entra. A sugestão é controlar também as saídas, para que outras pessoas possam entrar ao longo do dia.
Atualmente todas as Unidades de Conservação do Estado de São pautam-se pelo estabelecido no Decreto Estadual 65.856 de 07/07/2021 o qual estabeleceu que a restrição em espaços de acesso ao público nesse momento seja de até 60% da respectiva capacidade. Atualmente, o horário de funcionamento da FEENA é de terça-feira a domingo, das 7h às 18h, com até 60% da capacidade máxima (900 pessoas).
JC- Existe multa para acesso fora do horário? Qual o valor da multa?
Sim, a Resolução SIMA nº 05/2021 em seu Artigo 67 estabelece que: “Realizar quaisquer atividades ou adotar conduta em desacordo com os objetivos da unidade de conservação, o seu plano de manejo e regulamentos: Multa de R$ 500,00, majorada até R$ 10.000,00”.
E a Resolução SIMA nº 05/2021 em seu Artigo 69 estabelece que: “Penetrar em unidade de conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para caça, pesca ou para exploração de produtos ou subprodutos florestais e minerais, sem licença da autoridade competente, quando esta for exigível: Multa de R$ 2.000,00 (dois mil reais), majorada até R$ 10.000,00 (dez mil reais) mediante laudo técnico do órgão gestor da unidade de conservação. § 2° – Incorre nas mesmas multas quem penetrar em unidade de conservação cuja visitação pública ou permanência sejam vedadas pelas normas aplicáveis ou ocorram em desacordo com a licença da autoridade competente”.
A Secretaria de Saúde de Rio Claro divulgou neste sábado (17) boletim com números do município na pandemia de coronavírus. Foram registrados 49 novos casos da doença, totalizando 18.044.
O município tem 72 pacientes hospitalizados, sendo 40 em unidades de terapia intensiva. O índice de ocupação de leitos é de 41%. Pelo quarto dia seguido não houve registro de óbito por Covid no município.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos. Isso é fundamental para evitar a infecção pelo coronavírus e também sua transmissão.
Ana Marília Rando, de 41 anos, é uma artista ararense e foi no artesanato que encontrou o seu sustento e razão para viver: “Me ajuda a ver o mundo com outros olhos”, contou ela, de 41 anos, moradora do bairro Jardim São João, em Araras.
Aos 18 anos, Ana teve paralisia facial de bell – fraqueza súbita nos músculos de uma metade do rosto. Foi um longo processo de 20 anos para se aceitar. Ela pensou inúmeras vezes em desistir. “Não me expressava, tinha vergonha de falar em público. A paralisia facial faz um estrago enorme no emocional. Medo, inseguranças”, comentou.
A ararense recorreu à terapia e a cirurgia para enxergar um novo mundo de possibilidades. “Demorou, mas resgatei a autoestima e aos poucos fui falando sobre o assunto e buscando novas alternativas. Fiz a tão sonhada cirurgia de reparação. Tirei um músculo da perna e enxertei no rosto. Mesmo com as seqüelas que ficaram, tudo mudou e comecei a compartilhar minha experiência nas redes sociais”, contou.
Ana inspira muitas pessoas com sua autoestima e seu dom. Suas habilidades são desenvolvidas no ateliê. Ela trabalha com tecido e feltro e confecciona peças decorativas, lembrancinhas de vários tipos. “O artesanato tem papel fundamental no resgate da minha autoestima. Ele resgata meus valores e talentos que foram perdidos”, disse ela ao JC.
Além disso, Ana usa as redes sociais para encurtar o processo de quem precisa se aceitar. Ela tem um perfil no instagram (@ana_mrando). É por lá que ela ajuda as pessoas a verem a vida com outros olhos. “Dou dicas de autoestima, faço lives com profissionais especializados, muito conteúdo para ajudar esse público, que precisa de ajuda. Uma condição tão comum e tão pouco divulgada”.
O ateliê de Ana
Apesar da pandemia, o refúgio de Ana nas artes continua a todo vapor. A artesã está vendendo suas peças pela internet e sonha em um dia em ampliar o seu espaço.
“O meu cantinho ‘patchwork’ é minha principal atividade. No entanto, com a pandemia, foi preciso reinventar. Me uni com a fisioterapeuta especialista em paralisia facial, Priscila Cairo do Rio de Janeiro e lançamos a almofada térmica ‘Reconectando as Faces’ – idealizada pela profissional e feita artesanalmente por mim”.
A almofada é feita de tecido 100% algodão, sementes e ervas medicinais que, segundo a ararense, trabalham o emocional, quando aquecida. “A especialista Priscila segue a linha do autocuidado na evolução do tratamento da paralisia e tem sido um verdadeiro sucesso”.
Para conhecer mais sobre o trabalho de Ana, basta acessar pelo Instagram: @omeucantinhopatchwork. Ela envia sua arte para todo o Brasil.
A funcionária pública municipal Daniela de Oliveira Grecchi, 40 anos e suas duas filhas de 13 e 15 anos foram sepultadas nesta sexta-feira (16), no Cemitério da Vila Rezende, em Piracicaba. Mãe e filhas foram atingidas a facadas pelo namorado de Daniela, no bairro Martin de Sá, em Caraguatatuba, no dia anterior. Outra filha de Daniela de 9 anos, conseguiu escapar do agressor e foi socorrida para um hospital. Ela não corre risco de morte
A filha mais nova, de 9 anos, chegou a ser socorrida com vida, pois conseguiu escapar do agressor e foi levada até um hospital. Ele fugiu em uma bicicleta, com manchas de sangue, foi localizada em um barranco a 300 metros do local do crime. Câmeras de segurança identificaram que o agressor entrou em uma trilha e não retornou.
VÍTIMAS
A Polícia Civil localizou a adolescente de 17 anos caída no corredor da casa, com uma faca atravessada no pescoço. No quarto do casal, foi localizada Daniela com várias perfurações e indícios de luta corporal, pois tinha uma cômoda quebrada no interior do cômodo. A filha de 13 anos foi localizada caída em uma edícula nos fundos da casa.
AGRESSOR MORREU EM CONFRONTO
O namorado de Daniela, o funcionário público municipal Júlio César Cardoso, 37 anos, que trabalhava na Prefeitura de Caraguatatuba, morreu após se envolver em um confronto com a Polícia Militar. Os policiais usaram um cão para buscá-lo em uma mata. De acordo com a polícia, ele teria resistido a prisão e foi baleado.
Talita Ramos Provinciato, 31 anos, e o recém-nascido João Guilherme Provinciato Oliveira, são a prova da esperança neste momento de pandemia. Ainda grávida, com 32 semanas de gestação, ela apresentou sintomas da Covid-19, que foi confirmada por meio de exames no hospital Medical Hapvida, em Limeira. Ela precisou ser intubada, foi submetida a um parto de emergência e, quase um mês depois, conheceu o filho. O momento emocionante foi registrado.
Talita foi internada no dia 22 de junho. Entre os sintomas, falta de ar, conta o marido, Guilherme Santos Oliveira, 31 anos. Os exames mostravam 50% de comprometimento dos pulmões.
Luiz Pedro Prada Neto, cardiologista e coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Medical Hapvida, conta que em caso de gestantes, sempre a primeira tentativa é realizar o tratamento sem interromper a gravidez, “mas se evoluir mal, é preciso considerar a intervenção cirúrgica, como aconteceu neste caso”, conta.
Com a piora do quadro de saúde, Talita foi intubada e o parto antecipado. Foi realizada cesariana no dia 25 e o bebê encaminhado para os cuidados necessários. “Ele foi um guerreiro. Ficou 20 dias internado, mas já está em casa com todos os cuidados e o suporte fundamentel da família”, conta o pai.
Talita teve de permanecer na UTI. Ela ficou sob cuidados intensivos, intubada, por 18 dias. Antes que fosse necessária a traqueostomia, foi possível a extubação. Ela teve alta da UTI e ainda se recupera na enfermaria.
“A paciente não teve nenhuma sequela neurológica. Tanto que assim que despertou, perguntou pelo filho”, lembra dr. Luiz Pedro.
Na última terça-feira (13), Talita foi informada com antecedência de que iria para a enfermaria e poderia conhecer o filho. “Chorei demais. Quando vi que ela estava saindo no corredor para conhecer nosso filho, foi lindo. Ela estava com receio de carregá-lo, mas falou: ‘Mamãe está aqui. Logo vou para casa. Mamãe te ama muito'”, reproduz Guilherme.
O coordenador da UTI da Medical Hapvida diz que este é um dos casos em que é possível enxergar luz. “É uma história para contemplarmos a esperança. A realidade de que dias melhores estão próximos é sustentada com a ampliação da vacinação. Precisamos enxergar este caso como um dos que poderão acontecer com maior frequência, mas é necessário ainda manter todos os cuidados. Não é hora de baixar a guarda”, alerta o médico.
O pai sabe bem da importância destes cuidados. Não se aproxima do filho sem antes se higienizar e usar a máscara. “Ele não recebe visitas e está apenas sob os cuidados das pessoas que precisamos para nos dar suporte”.
Guilherme ainda contou que Talita se recupera bem, tem feito exercícios para melhorar os movimentos e a expectativa é que muito em breve ela receba alta hospitalar e volte para casa com a família.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O trânsito de carros será interrompido e a avenida Paulista (região central) voltará a ficar aberta para pedestres e ciclistas a partir deste domingo (18). A medida da Prefeitura de São Paulo tem caráter experimental, em horário reduzido, das 8h às 12h.
Os domingos na Paulista não eram os mesmos desde março de 2020, quando houve o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus no Brasil e, para evitar aglomeração, o trânsito de veículos foi liberado totalmente na via. Segundo o comitê de eventos da prefeitura, a liberação para pedestres e ciclistas ocorrerá no mesmo trecho que anteriormente, entre a praça Oswaldo Cruz e a rua da Consolação.
Apesar da medida, os frequentadores deverão seguir os protocolos estabelecidos pela Vigilância Sanitária, com o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, evitando as aglomerações.
A prefeitura diz que o período de testes entre 8h e 12h foi escolhido justamente por ser mais tranquilo em relação ao número de pessoas. A decisão de interromper o tráfego de veículos e reabrir a via para pedestres foi tomada porque, segundo a administração municipal, 70% da população elegível já foi vacinada com ao menos uma dose contra a Covid-19.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, postou neste sábado (17), um vídeo em uma rede social em que caminha pelos corredores do Hospital Vila Nova Star, localizado em São Paulo. Na postagem o presidente destaca que seu quadro está em evolução: “Seguimos progredindo. Bom Dia a todos!”, disse.
No fim da manhã, o presidente ainda participou da live de inauguração de uma agência da Caixa em Missão Velha, no Ceará. Ele falou sobre o trabalho que está sendo feito para o pagamento do auxílio emergencial. “Não é fácil bolar um programa para pagar 68 milhões de brasileiros em poucos dias”, disse, lembrando que, só no ano passado, o governo pagou em auxílio o equivalente a cerca de dez anos de Bolsa Família.
Bolsonaro ainda comentou sobre seu estado de saúde. Disse que a obstrução intestinal que teve é devido a uma aderência no órgão ocasionada pela facada que levou em um atentado em 2018. Comentou que a cirurgia foi descartada. “Graças a Deus não foi preciso. Estou louco para voltar a trabalhar, rever os amigos, voltar para o seio da família e realmente botar o Brasil para andar. Isso é o que todos nós queremos”, disse.
Boletim Médico
A equipe do Hospital Vila Nova Star, onde o presidente está internado, divulgou no início da tarde deste sábado (17) novo boletim médico sobre a saúde do presidente. De acordo com a nota, Bolsonaro continua evoluindo satisfatoriamente, apresentando melhora clínica e laboratorial. O boletim diz ainda que: “Durante o dia de hoje, será oferecida dieta cremosa não fermentativa. Se continuar havendo boa aceitação, a equipe médica assistente decidirá pela alta nos próximos dias”.
Histórico
Na quarta-feira, Bolsonaro deu entrada pela manhã no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, com uma crise persistente de soluço e mal-estar. Exames indicaram um quadro de obstrução intestinal. Por decisão do cirurgião Antonio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente, Bolsonaro foi transferido para São Paulo.
A Mega-Sena pode pagar um prêmio estimado em R$ 75 milhões aos acertadores das seis dezenas do Concurso 2.391, que serão sorteadas noite deste sábado (17), em São Paulo. O prêmio da Mega-Sena, que está acumulada há sete sorteios, é o segundo maior da modalidade em 2021. No Concurso 2.376, em 29 de maio, houve duas vencedoras, uma de Maceió e outra de São Paulo, e coube a cada uma o prêmio total de R$ 94,6 milhões.
Os números serão sorteados a partir das 20h, no Espaço Loterias CAIXA, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.
As apostas podem ser feitas até as 19h de hoje nas casas lotéricas, no portal Loterias CAIXA e no app Loterias CAIXA. Clientes do banco podem usar o Internet Banking CAIXA.
O valor de uma aposta simples na Mega é de R$ 4,50.
Segundo a Caixa, caso apenas um apostador leve o prêmio da faixa principal e aplique todo o valor em caderneta de poupança, receberá R$ 180 mil de rendimento no primeiro mês. Se preferisse investir em automóveis, o prêmio seria suficiente para adquirir 300 carros de luxo, ao preço de R$ 250 mil cada um.
LEONARDO VOLPATO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Não foi nada fácil para Mary Galvão, 81, decidir colocar um ponto final na trajetória ao lado da irmã Marilene, 79, com quem formou a dupla sertaneja As Galvão por 74 anos. Marilene, porém, tem Alzheimer, e o avanço da doença e o esquecimento das letras de suas músicas confirmaram que isso deveria ser feito.
Faz dez anos que a artista foi diagnosticada, mas de uns anos para cá a doença vem se agravando. Não há cura para o Alzheimer. “Ela chegou em um nível muito difícil de esquecimento. Nós tivemos que parar. Lamento que isso tenha acontecido, afinal são 74 anos com a pessoa mais importante da minha vida”, diz Mary.
Marilene faz o tratamento em casa, com uma equipe completa de cuidadores que mal podem sair de perto. E embora não seja médica, Mary sabe que fazer ensaios leves com voz e violão pode aliviar o quadro da irmã.
Regularmente, ela vai à casa de Marilene com o marido, o maestro Mário Campanha, para cantar os principais clássicos e manter a dupla ativa, ainda que de uma forma diferente. Entre os sucessos estão “Carinha de Anjo”, “Coração Laçador”, “Pedacinhos” e, claro, “Beijinho Doce”.
“Faz parte do amor que tenho por ela. Falo que vamos ensaiar, mas ela não lembra mais de quase nada. O Mário canta junto e ela lembra algumas coisas, outras não. Ela fica feliz por poder cantar. Não posso deixar isso se apagar”, diz Mary.
A doença e a pandemia mexeram muito com o emocional de Marilene. Mary diz que ainda não teve coragem de contar à irmã que a dupla acabou –e provavelmente nem contará. O anúncio foi feito em junho.
“Eu não disse nada. Tem instantes em que ela se lembra de coisas, pergunta quando terá show e quando viajaremos para cantar, mas dois minutos depois esquece. A pandemia acabou com ela, não entendeu que a arte foi ‘fechada'”, afirma.
Diante da impossibilidade de a irmã voltar a trabalhar (e atendendo a um pedido do fãs), Mary decidiu continuar na estrada sozinha. Segundo ela, a ideia é juntar sua bagagem artística de mais de sete décadas com o conhecimento adquirido sobre o Alzheimer. Ela quer fazer shows que mesclem músicas com palestras sobre o tema.
“Neste momento, nosso projeto [dela e do maestro Campanha] é fazer apresentações em teatros que deverão reabrir com menor capacidade. Já viajamos muito, 74 anos de carreira e estrada. Agora quero passar mais por São Paulo e região após a pandemia. Tem muita gente com dúvidas sobre a doença. A família parece que sofre mais”, diz Mary, que também não vai contar à irmã sobre seu voo solo.
As irmãs Galvão já eram embaixadoras da Associação Brasileira do Alzheimer e costumavam fazer apresentações voltadas a hospitais e casas de recuperação para quem vive com a doença. Na época, Marilene ainda estava boa para cantar.
“Agora esse pessoal todo quer que eu continue a fazer essas apresentações e falar do estado de saúde da Marilene e como tem sido para mim. Então, vou continuar. É como se eu fosse também uma voz ativa sobre o assunto”, resume. Com fã-clubes espalhados pelo país, Mary diz acreditar que a força positiva enviada pelo público serve de combustível. “Eu não tinha noção do nome de As Galvão no Brasil. Estou recebendo recado do país todo me dando força e fazendo oração por ela. Este momento fez com que eu tivesse noção do amor de um fã por um artista. É muito forte.”