Além de morros e cachoeiras, Analândia também se destaca na cerveja artesanal

Município completa nesta terça-feira (21) 125 anos. JC pega a estrada para conhecer um mestre cervejeiro que, após anos de estudo, criou a ‘Coral’ – a cerveja da Cidade Fotográfica

Que Analândia é cheia de belezas, delícias e potencial turístico não é segredo para ninguém. Os sabores da cidade, que fica a 35 km de Rio Claro, chegam a várias partes do país, porque são especiais e, junto com a paisagem, formam alguns dos grandes atrativos do interior paulista.

A gastronomia típica, que utiliza ingredientes locais e receitas tradicionais, atrai turistas em todas as estações do ano. Quem passa por aqui fica maravilhado com o turismo gastronômico, que proporciona degustações e aprendizados sobre o processo de produção das iguarias da terra.

Uma variedade de produtos de alta qualidade é cultivada aqui, como já mostramos em outras edições. Nesta reportagem especial, em comemoração aos 125 anos da cidade, vamos conhecer a produção totalmente artesanal de uma cerveja, que vem conquistando muita gente.

Quem diria que um festival de cerveja seria o divisor de águas na vida do gerente comercial de uma multinacional, Luiz Filipe Guerreiro, de 35 anos. Há dois anos, ele foi convidado a participar, como expositor, do primeiro Festival de Cerveja Artesanal de Analândia, evento organizado pelo Vitor Ferreira, na antiga Choperia João Bebeu, que hoje dá lugar à Pizzaria Di Maria.

Na época, Guerreiro tinha como hobby a produção de cerveja em casa, apenas para consumo próprio. Com o convite, ele viu a necessidade da criação de uma marca, já que nesse evento, estariam ao lado de cervejarias já conhecidas, consolidadas e respeitadas no mercado. 

“Fizemos todo o planejamento para lançar a Coral e deu tudo certo. O lançamento da marca aconteceu no dia do evento. A partir daí, a cerveja ficou conhecida e passamos a receber mensagens de pessoas que queriam adquirir os produtos. Com isso, o próximo passo foi profissionalizar a Coral, registrando as cervejas no Ministério da Agricultura, aumentando nossa capacidade de produção e abrindo um CNPJ”, explica.

O mestre cervejeiro conta que, ao todo, a marca possui dez receitas desenvolvidas e catalogadas. No entanto, os dois estilos que possuem registro são a Blonde Ale  e a IPA, ou seja, esses são os tipos de Coral que são autorizados a circular em pontos comerciais.

A Blonde, segundo Guerreiro, é o estilo mais vendido. Pelo fato da receita ter sido inspirada na escola belga, é uma cerveja de alta fermentação, muito intensa, complexa, porém, ao mesmo tempo, versátil.

“Tem um sabor frutado bem evidente, o IBU dela é baixo, ou seja, quase não tem amargor e o teor alcoólico é 5,3%. Pode ir nela sem qualquer risco de erro. Com certeza vai agradar todos os paladares, até mesmo daqueles que não têm o hábito de consumir cerveja artesanal”, explica.

Já a IPA da Coral é uma clássica American IPA, ou seja, foi inspirada na escola americana. Também é uma cerveja de alta fermentação, mas com uma carga de lúpulo bem alta. Por isso, tem amargor elevado. No entanto, para o mestre cervejeiro, ela é perfeitamente equilibrada com o corpo e o teor alcoólico é de 6,3%. 

“É um estilo que traz características florais e cítricas por conta da combinação de três tipos de lúpulos americanos. Para quem já é apreciador de uma boa IPA, ela é completa! Uma verdadeira pancada!”, brinca.

Como a Coral é produzida

O processo de produção de cerveja em geral é fascinante, como constatou o JC na própria fábrica. Ele consiste em várias etapas, que são moagem do malte, parte quente, parte fria, e envolve muitos processos químicos naturais. 

A produção de um lote de Coral dura em torno de 30 dias contando com o tempo de fermentação e maturação. De maneira simples e resumida, a primeira etapa é fazer a mosturação, que é o aquecimento do malte em água em temperatura controlada. Esse processo vai permitir a conversão do amido e do malte em açúcares fermentáveis. Com isso, é obtido o mosto, que é o líquido rico em açúcares do malte.

A segunda etapa consiste na filtragem e fervura do mosto. Durante o processo, são feitas as adições dos lúpulos, sempre em tempos e quantidades controladas para atingir os níveis de amargor, sabor e aromas desejados. Os tempos de adição e quantidades variam em cada receita/estilo.

A terceira etapa consiste no resfriamento do mosto e transferência para o tanque de fermentação, onde é adicionada a levedura, e é no tanque de fermentação que ocorre a transformação do mosto em cerveja. Nesse processo as leveduras vão consumir o açúcar do mosto e transformá-lo em álcool e CO2.

A quarta e última etapa é o processo de envase, que basicamente consiste em transferir a cerveja para as garrafas. Apesar de parecer simples, é uma etapa tão trabalhosa quanto as anteriores, pois inclui a sanitização de todas as partes da embalagem que terão contato com a cerveja,  transferência para a máquina de envase, rotulagem e arrolhamento das garrafas. E isso tudo é feito manualmente.

Primeiro ano positivo

Em 2021, primeiro ano de produção na fábrica, o cervejeiro produziu aproximadamente 8.400 litros, uma média de 700 litros de bebida por mês, que foram distribuídos e vendidos tanto na cidade, como na região. 

“Temos nosso público fiel na cidade de Analândia, ao qual somos muito gratos e que sempre nos apoia muito, não só consumindo cerveja, mas também nas divulgações da marca e reconhecimento do nosso trabalho.”

Um movimento interessante que o empresário tem percebido entre os turistas, é que a cerveja tem sido consumida também como um souvenir da cidade. Por exemplo: a pessoa vem para Analândia, conhece a cerveja e leva algumas garrafas, kits e copos para presentear familiares e amigos. Isso se deve ao fato de toda a comunicação visual da marca fazer menção à cidade.

“A Coral Cervejas Especiais LTDA é uma empresa analandense e fazemos questão de fazer menção à cidade, não só em nossos rótulos, mas em toda comunicação de redes sociais, pontos de venda, uniformes de eventos e etc. Temos orgulho de levar o nome de Analândia, isso está no DNA da Coral e continuará sendo assim independente do lugar que estejamos”, complementa Guerreiro.

É possível encontrar a Coral em diversos pontos comerciais e turísticos de Analândia e também pelo Instagram, Facebook e Tik Tok: @coralcervejas. Já você, comerciante de Rio Claro e região que pretende ter a cerveja da Cidade Fotográfica no seu estabelecimento, pode entrar em contato pelo telefone que também é Whatsapp: (19) 99859-6826 e falar com o Guerreiro, o proprietário.

Sem concursos, Funai tem menor número de funcionários desde 2008

JOÃO GABRIEL – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Enquanto vê pedidos para abertura de concursos públicos negados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), a Funai (Fundação Nacional do Índio) chegou neste ano ao seu menor quadro de funcionários permanentes desde 2008.

Documentos aos quais a Folha teve acesso mostram que apenas 4 em cada 10 cargos do órgão estão atualmente ocupados. De um total de 3.700 postos, cerca de 1.400 têm servidores permanentes em atividade, enquanto o restante encontra-se vago –soma-se a isso um contingente de 600 trabalhadores temporários, contratados após uma ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

A gestão Bolsonaro já negou dois pedidos para realização de concursos feitos pela fundação (em 2019 e 2020) e tem mais dois ainda em análise pelo Ministério da Economia.

Em 2019, a pasta negou o pedido afirmando que “as atuais diretrizes do Poder Executivo Federal apontam pela impossibilidade de autorização de novos concursos públicos em face da atual situação fiscal do país”.

Segundo uma nota técnica da Funai, o Ministério da Justiça chegou a insistir com o pedido junto à pasta do ministro Paulo Guedes. Sob o mesmo argumento, a equipe econômica reiterou a negativa.

Procurada, a Economia não respondeu aos questionamentos da reportagem e afirmou que “não comenta demandas relacionadas a processos seletivos”.

Servidores da Funai ouvidos sob condição de anonimato afirmam que a falta de recursos é hoje um dos maiores obstáculos para a atuação do órgão, o que inclusive dificultou as operações de busca do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, que desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas.

Por sua atuação na região, a Funai foi uma das primeiras entidades a montar equipes de busca no local, já no segundo dia do desaparecimento, com grupos compostos por indígenas dos povos kanamari e matis.
Mas a falta de mão de obra dificulta as ações de fiscalização e combate a ações ilegais e o trabalho de campo junto a terras indígenas. Também diminui a segurança no trabalho dos servidores que atuam em campo, deixando-os muitas vezes sob riscos.

A base da entidade no Javari, por exemplo, já foi atacada a tiros mais de uma vez nos últimos anos. Em 2019, Maxciel, um servidor que atuava na Frente Etnoambiental do Vale do Javari foi assassinado a tiros em Tabatinga (AM).

Bruno Pereira era servidor licenciado da fundação. Ele atuou na coordenação geral da região, antes de ser deslocado para a coordenação de povos isolados, em Brasília.

Pediu licença da Funai em 2019, depois de ser exonerado após 14 meses no cargo. Entre outros motivos, a decisão foi tomada porque ele estava encontrando dificuldades para fazer o trabalho que achava correto, de acordo com pessoas que o conheceram.

O indigenista é um retrato de como a situação de insegurança era latente para quem atuava na região, com ameaças recorrentes de pescadores –um deles, inclusive, confessou ter participado do assassinato de Pereira e Dom.

A falta de força de trabalho é um panorama que vem se agravando nos últimos anos. Desde sua reestruturação organizacional em 2009, a Funai teve apenas dois concursos públicos aprovados pelo governo federal, um em 2010 e outro em 2016. Isso levou a queda do número de funcionários permanentes.

Em 2008, a entidade tinha pouco mais de 1.000 servidores do quadro permanente atuando na Amazônia Legal, número que chegou a mais de 1.300 em 2013. Atualmente, são menos de 700.

Para tentar mitigar o prejuízo, a Funai tem recorrido cada vez mais ao empréstimo de servidores de outros órgãos. O gasto com essa modalidade cresceu de R$ 49 mil em 2018 para R$ 2 milhões previstos em 2022. Essas pessoas, em sua maioria, podem ser usadas apenas em funções administrativas, o que não resolve o problema nas atividades de campo.

Este ano, houve a contratação de mais de 600 funcionários com vínculos temporários –todos para a Amazônia–, o que fez o número total de trabalhadores da entidade crescer pela primeira vez em oito anos.

A contratação responde a uma determinação da Justiça para a atuação nas barreiras sanitárias criadas para controlar o impacto da pandemia do coronavírus sobre os povos indígenas.

Um levantamento feito por Helton Soares dos Santos, da Escola Nacional de Administração Pública, aponta ainda que, enquanto a força de trabalho da fundação diminui cada vez mais, a população indígena vem crescendo: de cerca de 400 mil no início do século, dobrou para mais de 800 mil em 2010.

O quadro de funcionários da Funai, por outro lado, fez o inverso: de 1992 a 2021, comparando o ingresso de novos funcionários com aqueles que deixaram a entidade, seja por aposentadoria ou por exclusão, a entidade perdeu mais de 2.300 trabalhadores.

A perspectiva é que essa tendência continue pelos próximos anos. Atualmente, cerca de 30% dos servidores da fundação estão em abono de permanência –ou seja, estão trabalhando, mas já podem se aposentar.

“Deve-se considerar que a maioria dos servidores possui idade acima de 50 anos, ou seja, a previsão de um ritmo maior de aposentadorias e a consequente redução no quadro de servidores da Funai resulta em preocupação com relação à continuidade do cumprimento das atividades”, alerta a nota técnica da entidade.

Brasil faz campanha histórica no Mundial de natação paralímpica

Delegação brasileira ficou na terceira posição geral com 53 medalhas

AGÊNCIA BRASIL

O Brasil encerrou neste sábado (18) uma campanha histórica em uma edição do Mundial de natação paralímpica. Isto porque na competição disputada no Complexo de Piscinas Olímpicas de Funchal, na Ilha da Madeira (Portugal), a delegação brasileira ficou na terceira posição geral com 53 medalhas (9 ouros, 10 pratas e 24 bronzes).

A primeira posição ficou com a Itália, com 64 conquistas no total (27 ouros, 24 pratas, 13 bronzes), e a segunda com os Estados Unidos, com 40 medalhas (24 ouros, nove pratas e sete bronzes).

“[Estamos] muito felizes com os resultados conquistados. Foi um trabalho árduo, um processo de renovação muito grande, e um misto com alguns atletas com boa experiência, numa troca muito boa que contribui para esta campanha, o que nos deixa bem confiantes para o que pode acontecer nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Claro que tem muito caminho pela frente, mas ficamos confiantes. Temos de agradecer a todos os clubes, aos treinadores e à equipe multidisciplinar que deram todo o suporte para que pudéssemos realizar esta campanha histórica”, declarou o diretor de Alto Rendimento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Jonas Freire.

Sábado de conquistas

O Brasil chegou ao último dia de disputas buscando melhorar ainda mais uma campanha que já era histórica e, para que isto fosse possível, a conquista de medalhas de ouro era fundamental. E elas vieram. Primeiro com Mariana Gesteira, que venceu a prova dos 50 metros livre da classe S9 com o tempo de 28s18. Esta foi a terceira medalha da brasileira na competição, que comentou todo o seu esforço na competição: “Eu já estava muito cansada, mas trabalhei muito a resiliência, esta foi a nona vez que nadei aqui na Ilha da Madeira, e foi preciso ir bem profundo de mim para conseguir chegar a este resultado. Foi a segunda melhor marca pessoal de toda a minha vida nesta prova. Eu queria muito estar aqui, entrei nessa prova com a sensação de despedida, última caída neste ano neste Mundial, nesta piscina”.

A outra conquista teve como protagonista Gabriel Bandeira, nos 100 metros borboleta (classe S14) com o tempo de 55s02. Apesar de não alcançar sua melhor performance, o paulista deixou claro que estava feliz com a conquista: “Muito difícil essa prova, ainda mais no último dia, o tempo que fiz não foi o que eu queria, mas estou feliz pelo ouro”.

Além dos ouros, o Brasil garantiu no último dia de competições da Ilha da Madeira uma dobradinha brasileira nos 200 metros livre da classe S4, com Lídia Cruz em segundo lugar e Patrícia Santos em terceiro, e os bronzes nos 100 metros livre de Larissa Rodrigues na S3 e de Joaninha Neves na S5.

O próximo Mundial de natação paralímpica será disputado em julho de 2023, em Manchester (Inglaterra).

Morre aos 50 anos o promotor de justiça Gilberto Porto Camargo

Faleceu neste domingo (19), aos 50 anos de idade, o promotor de justiça Gilberto Porto Camargo. Ele lutava contra um câncer.

Gilberto Porto Camargo deixa a esposa Ana Virgínia Barão Camargo, o pai Gilberto Rocha Camargo, a mãe Maria Alice Porto Rocha Camargo, o irmão Fábio Porto Camargo, a irmã Flávia Porto Camargo e a filha Laís de Oliveira Camargo.

O velório acontece a partir das 8h30 no Flamboyant/Azaléias em Campinas e o sepultamento ocorre às 15h30 no Cemitério Parque Flamboyant na referida cidade.

O Ministério Público do Estado de São Paulo emitiu em seu site uma nota de pesar sobre o falecimento do promotor Gilberto Porto Camargo. “O MPSP comunica, com imenso pesar, o passamento do 34º promotor de Justiça de Campinas, Gilberto Porto Camargo, neste domingo (19/6), a todos os integrantes da instituição que se solidarizam com todos os seus familiares e amigos. Com sua trajetória, marcada pela dedicação à causa pública, Camargo deixa uma inolvidável contribuição ao Ministério Público”.

BIOGRAFIA

Gilberto Porto Camargo, nascido aos 23 de setembro de 1971, pai de Laís de Oliveira Camargo, se formou na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a PUCAMP, em 1995.

Ingressou no Ministério Público do Estado de São Paulo como Promotor de Justiça Substituto no dia 15 de junho de 1999.

Tomou posse como 5º Promotor de Justiça de Rio Claro no dia 1º de outubro de 2009 exercendo inicialmente as funções Cíveis, de Infância e Juventude, Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo.

Exerceu as funções no Juizado Especial Criminal de Rio Claro, Consumidor, Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo.

O dono da balança!

No mês em que se comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 junho), o Jornal Cidade foi conhecer a história de um funcionário público que tem uma importante missão: o controle de tudo o que entra no aterro sanitário de Rio Claro. Aos 70 anos de idade, 43 deles Geraldo Cardoso já dedicou à função: ele é o balanceiro do local e de quebra um patrimônio, já que é o trabalhador mais antigo na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“A balança funciona porque todos os resíduos coletados na cidade de Rio Claro são pesados para depois serem levados e descartados no aterro sanitário. A gente faz isso para ter uma ideia de quanto de resíduos o município produz e de qual a vida útil do nosso aterro sanitário”, explicou Regina Ferreira da Silva (diretora do Departamento de Resíduos Sólidos).

Nascido em Guarantã, no estado de São Paulo, Geraldo escolheu a Cidade Azul para morar e tem o local de trabalho como sua segunda casa: “Todos os dias eu saio de onde eu moro, no bairro São Miguel, com alegria para vir trabalhar. O percurso é longo mas a satisfação da gente fazer o que ama é maior”, relata.

Geraldo é o balanceiro da noite e pesa por expediente aproximadamente 10 caminhões de lixo de diferentes partes da cidade. Ao receber a reportagem com muita simpatia e um jeito leve de ver a vida em sua sala, fez questão de contar ‘tim tim por tim tim’ tudo o que faz: “Quando eu chego eu subo as escadas, abro a minha sala e a primeira coisa depois disso é passar álcool em gel na minha mesinha. Depois é só esperar os caminhões irem chegando. Quando chega eu vou pesando e anotando tudo: o peso bruto, o da tara, o líquido… e assim eu vou tocando a vida”, enfatiza o idoso com um sorriso no rosto.

Sobre as lembranças de antigamente, ele faz questão de dizer o tanto que o trabalho se tornou mais prático a partir de mudanças: “Lá no começo, há 43 anos, não era nessa casinha que eu ficava, era em outro lugar. Lá só tinha um bocal de lâmpada, não era assim como é hoje. Muitas vezes ficava no escuro, dava medo, porque o expediente muitas vezes termina de madrugada”.

Ele ainda ressalta que outra coisa gratificante da profissão, além de contribuir com o meio ambiente, são os amigos: “Eu faço questão de tratar todo mundo bem e com isso fiz muitas amizades. Tenho carinho por todos que por aqui passaram e ainda passam. Já perdi alguns que infelizmente faleceram, mas ficam as lembranças. Poder fazer parte da história do desenvolvimento da cidade, através das minhas mãos e anotações, é uma alegria enorme”, finaliza seu Geraldo.

Aniversário de Rio Claro terá copa de balonismo

As provas serão às 6 e às 15 horas.

De sexta a domingo da próxima semana será realizada a Copa Rio Claro de Balonismo, como parte das comemorações dos 195 anos de Rio Claro.

As provas serão realizadas às 6 e às 15 horas. Os pontos de decolagem dos balões serão determinados conforme as condições do clima.

“Nossa expectativa é receber público de toda a região para apreciar o colorido dos balões no céu de nossa cidade”, afirma o secretário municipal de Turismo, Guilherme Pizzirani.

A Copa Rio Claro de Balonismo tem a organização da Confederação Brasileira de Balonismo.

Rio Claro terá exposição e oficina de ikebana

Evento será de 23 a 25 no paço municipal.

Em evento organizado pela Fundação Mokiti Okada, Rio Claro terá na próxima semana exposição e oficina de ikebana, como parte das comemorações dos 195 anos do município.

A programação prevê atividades no paço municipal das 9 às 18 horas na quinta-feira (23), das 9 às 17 horas na sexta-feira e das 9 às 14 horas no sábado.

Além de apreciar a beleza das ikebanas o público também terá a oportunidade de aprender as técnicas de elaboração de uma ikebana.

Ikebana é a arte da composição floral, conforme tradições e filosofia japonesas, que obedece regras e uma simbologia codificadas.

Em retorno, Parada LGBT+ fala de Aids e política

NATHAN FERNANDES – BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo volta à avenida Paulista neste domingo (19), após dois anos de eventos remotos na pandemia, com o tema “Vote com Orgulho – Por uma Política que Representa”.

Os assuntos escolhidos como mote oficial do evento, que chega à sua 26ª edição, orientam as demandas da comunidade LGBTQIA+ e ajudam a guiar políticas públicas. Mas escolher um tópico que unifique um grupo tão diversificado não é simples.

No ano passado, por exemplo, a temática foi “HIV e Aids: Ame +, Cuide +, Viva +”. Desde 1997, ano inaugural da Parada, a epidemia nunca tinha sido escolhida para representar a marcha, apesar da demanda de entidades da sociedade civil e de movimentos sociais relacionados à causa.

No Brasil, são cerca de 920 mil pessoas que vivem com HIV, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em um país no qual 64% das pessoas com HIV já sofreram algum tipo de discriminação, de acordo com o Unaids (programa das Nações Unidas para a área), e no qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por associar a Aids à vacina contra Covid-19, dar destaque ao assunto é uma forma de ajudar a diminuir o preconceito associado ao vírus, que persiste desde a década de 1980, inclusive dentro da própria comunidade.

Mas leitura inicial de pessoas que atuam no meio é que havia uma tentativa da Parada de se descolar da associação direta com HIV/Aids.

“Se você escreve HIV e LGBT na mesma frase alguém vai reclamar”, aponta o infectologista Rico Vasconcelos, que coordena o ambulatório especializado em HIV do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O problema, destaca o médico, é o uso de linguagem que reforça estereótipos que aumentam o estigma e culpabilizam certos grupos, dificultando a articulação de respostas e piorando a vida dos infectados.

De acordo com Renato Viterbo, vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ONG que organiza o evento, o tema da saúde da população sempre foi presente. “Em 2021, por causa do marco de 40 anos da epidemia de Aids, consideramos importante falar do tema de forma mais clara, mas não por resistência, mesmo porque a Parada tem a função de visibilizar temas importantes para a comunidade”, explica.

Para Claudia Velasquez, diretora e representante do Unaids no Brasil, a abordagem do tema pela Parada ajudou a ressaltar informações importantes como o termo I = I, que significa “indetectável = intransmissível”.

“É quando a pessoa que vive com HIV está em tratamento, em acompanhamento médico regular e pode chegar à carga viral indetectável. Isso significa que ela não transmite o HIV por relações sexuais desprotegidas e pode levar uma vida normal e produtiva. É o tipo de informação importante para combater o estigma e a discriminação”, explica.

Ela afirma que o HIV e a Aids têm perdido espaço no debate público e, nesse contexto, “toda oportunidade de falar sobre o assunto é bem-vinda, porque permite compartilhar conhecimento, desfazer alguns mitos e informações equivocadas, e estimular as pessoas a se informarem”.

“Precisamos de ações e políticas para além das biomédicas para garantir que todas as pessoas sejam respeitadas por serem quem são e que tenham acesso à saúde”, diz a diretora.

Para Viterbo, o fato de o evento de 2021 ter sido online foi uma oportunidade de esse e outros temas chegarem aos jovens que têm acesso às redes sociais. “O alcance pode ter sido até maior que o da Parada física”, diz.

Até 2014, os temas eram escolhidos pela diretoria da Associação da Parada do Orgulho LGBT. Em 2015, a entidade realizou o primeiro fórum “Que Parada Nós Queremos”, com ativistas e representantes de diversos movimentos sociais, que foram convidados para ajudar a definir as próximas pautas.

Por meio de encontros mensais, os participantes escolhem dez temas, que vão sendo enxugados até se chegar ao principal.

Nos últimos anos, o uso do nome social por pessoas trans, o casamento homoafetivo e a criminalização da LGBTfobia foram reivindicações da Parada que se tornaram conquistas da comunidade.

Em 2022, as ações voltadas para o tema do HIV e da Aids se mantiveram. Na quinta (16), na Feira da Diversidade, um dos principais aquecimentos para a Parada, a Unesco e Unaids estiveram presentes com atividades sobre prevenção.

Além disso, neste domingo, em parceria com a Aids HealthCare Foundation e a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), dois trios elétricos levarão informações sobre HIV e outras infecções sexuais para a marcha.

Sobre o tema deste ano, uma referência às eleições de outubro, a presidente da organização da parada, Claudia Regina dos Santos Garcia, afirmou em entrevista à Folha não haverá nenhuma manifestação partidária da organização durante a realização do evento.

“Não vou puxar nem ‘Lula Lá’ nem ‘Fora, Bolsonaro'”, diz. “Somos um movimento suprapartidário. Mas defenderemos um voto que seja representativo dos nossos direitos, um voto progressista, tanto no Executivo como no Parlamento.”

A Parada começa às 10h, na avenida Paulista. A marcha se inicia às 12h e faz seu percurso até a praça Roosevelt, na região central de São Paulo, passando pela avenida Consolação. As cantoras Pabllo Vittar, Luísa Sonza, Liniker e Ludmilla são algumas das atrações deste ano.

Compras públicas podem ser realizadas 100% por aplicativo

App Compras.gov.br acumula 150 mil downloads

AGÊNCIA BRASIL

Os empreendedores de todo o país já podem participar, por meio do celular ou do tablet, de compras do governo federal que não exigem licitação. O aplicativo Compras.gov.br permite que todo o processo de compra na modalidade dispensa de licitação ocorra 100% de forma digital em dispositivos móveis.

Em maio, o aplicativo começou a receber cadastros dos empreendedores. Na semana passada, o sistema registrou os primeiros vencedores que fizeram o processo de compra pública totalmente pela ferramenta.

Segundo o Ministério da Economia, que desenvolveu o aplicativo em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a ferramenta foi baixada 150 mil vezes e o sistema registrou mais de 3,4 mil interações de fornecedores de todo o país.

A partir do segundo semestre, o aplicativo terá as funcionalidades ampliadas. A ferramenta passará a permitir a participação do empreendedor na etapa de lances na modalidade Dispensa Eletrônica.

Criada pela Nova Lei de Licitações e Contratos, de 2021, a Dispensa Eletrônica permite contratações diretas (sem licitação) de pequeno valor. São definidas como contratações de pequeno valor as transações de até R$ 17,6 mil para compras e serviços e de até R$ 33 mil para obras e serviços de engenharia.

Procedimentos

De acordo com o Ministério da Economia, o aplicativo pretende facilitar o acesso de pequenos negócios e de pessoas físicas às compras públicas. Os interessados em vender para o Poder Público precisam executar somente três passos para se credenciarem no Sistema de Compras do Governo Federal.

Primeiramente, é preciso baixar o aplicativo, disponível para os sistemas Android e iOS. Em seguida, o fornecedor deve entrar o com login do Portal Gov.br (portal de serviços públicos do governo federal) e inserir o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Após o credenciamento, o empreendedor está apto a participar de qualquer processo de compra pública com dispensa de licitação.

O aplicativo informa diariamente as oportunidades disponíveis. Quem participar de um certame passará a receber todas as notificações relativas à concorrência, como avisos, esclarecimentos, homologação de item e convocação, entre outras.

Amazônia registra desmatamento de 2.000 campos de futebol por dia em 2022

SAMUEL FERNANDES – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A floresta amazônica perdeu 3.360 km² nos cinco primeiros meses de 2022, maior valor registrado para o período em 15 anos de monitoramento. A área corresponde a cerca de 2.000 campos de futebol de mata nativa desmatados por dia. Os dados são do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

Em 2021, o desmatamento acumulado para o período entre janeiro e maio foi de 3.088 km². Já em 2020, o total desse intervalo de meses foi bem menor, 1.740 km².

No mês de maio de 2022, foi registrado o desmatamento de 1.476 km², correspondendo a 44% do total de área perdida nos cinco primeiros meses do ano. Esse valor é o pior para esse mês nos últimos 15 anos.

O estado que registrou maior desmatamento nesse intervalo de meses em 2022 foi o Amazonas, onde foram perdidos 553 km², 38% do total de desmate no Brasil no período. No ano passado, esse valor foi de 264 km² -ou seja, o desmatamento no estado mais que dobrou em 2022.

Outro estado que também registrou desmatamento alto foi o Pará, com 471 km². Segundo o Imazon, um grande problema do estado é a devastação em unidades de conservação (UCs) e em terras indígenas (TIs). O instituto afirma que 6 das 10 UCs e 4 das 10 TIs mais desmatadas da floresta ficam no Pará.

O SAD utiliza imagens de satélites para monitorar mensalmente a degradação ou o desmatamento da Amazônia. O sistema identifica a degradação na floresta por meio de danos que ocorrem no solo em razão de atividades de madeireiros ou de fogo. Já o desmatamento é observado quando ocorre o corte raso da floresta, algo comumente associado à pecuária, agropecuária ou garimpo.

Outras medições Números preocupantes de desmatamento da floresta amazônica já foram registrados também recentemente por outras organizações que monitoram a região. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou que em maio de 2022 houve quase 900 km² de desmatamento -um número menor, portanto, que aquele observado pelo Imazon.

Segundo os dados do Inpe, a área de desmatamento foi a segunda maior para o mês de maio em comparação a série histórica, que começou em 2015/2016.

Além disso, recentemente o Brasil foi apontado como líder na perda de florestas tropicais no mundo em 2021. Sozinho, ele respondeu por 40% da derrubada registrada, segundo dados da Global Forest Watch, ferramenta da organização não governamental WRI (World Resources Institute) em parceria com a Universidade de Maryland, nos EUA.

No total, os dados indicaram que o desmatamento dessas florestas no ano passado foi de 37,5 mil km² em todo o mundo, sendo que o Brasil registrou cerca de 15 mil km² desse total.

Carreta com equipamentos de Maiara e Maraisa tomba

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A carreta que levava equipamentos da dupla Maiara e Maraisa tombou no interior de São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa das cantoras, o incidente aconteceu na rodovia Leônicas Pacheco Ferreira (SP-304), no trecho da cidade de Itaju.

Ninguém se feriu, e as cantoras não estavam no carro. Apesar de ainda não haver informações a respeito do motivo do tombamento nem dos estragos causados, a agenda de shows seguirá sem cancelamentos.

A carreta tinha como destino a cidade de Bariri, onde Maiara e Maraisa se apresentaram pela comemoração dos 132 anos do município. Para o show seguinte, em Americana, por conta do atraso e perdas, a ordem de apresentações teve de ser alterada.

Nesta sexta (17), Maraisa anunciou que o álbum com as músicas da dupla com sua irmã Maiara e Marília Mendonça, lançado em setembro de 2020, vai mudar de nome. A decisão pela troca do título acontece após a cantora baiana Daisy Soares ter sido reconhecida como proprietária da marca tanto no singular quanto no plural.

Maraisa publicou em seu Twitter que a produção do trio se chamará Festa das Patroas 35%. “A história já está feita”, escreveu a sertaneja. A nova marca faz referência à Festa das Patroas, evento sertanejo que foi comandado pelas irmãs e por Marília em 2016.

Já o número percentual simboliza que o projeto sobre a amizade das três era uma pequena parcela do que elas planejavam produzir em conjunto. Marília Mendonça morreu em novembro do ano passado em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG).

Peritos identificam corpo de Bruno Pereira em exames

Indigenista e jornalista foram atingidos por disparos de armas de caça

AGÊNCIA BRASIL

A Polícia Federal informou neste sábado (18) que os restos mortais do indigenista Bruno Pereira, assassinado no oeste do Amazonas, foram identificados em perícia no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília. A confirmação foi feita com base no exame da arcada dentária. Ontem (17), peritos já haviam confirmado que parte dos remanescentes humanos encontrados na Amazônia são do jornalista inglês Dom Phillips. O material também foi identificado pela arcada dentária da vítima e por impressão digital. 

O exame médico-legal dos peritos também esclareceu a dinâmica das mortes. Segundo a PF, eles foram atingidos por disparos de armas de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, causando diversas lesões internas. Phillips foi atingido por um tiro na altura do abdômen e morreu em decorrência de traumatismo toracoabdominal. No corpo de Bruno Pereira foram identificados três disparos, sendo dois na altura do tórax e abdômen, e outro na cabeça. Os peritos concluíram que a morte do indigenista foi causada por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo.

“Os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística, nos próximos dias, serão concentrados nos exames de Genética Forense, Antropologia Forense e métodos complementares de Medicina Legal, para identificação completa dos remanescentes e compreensão da dinâmica dos eventos”, informou a PF.

Prisão

Mais cedo, a PF informou que Jefferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, se entregou na Delegacia de Polícia de Atalaia do Norte, região do Vale do Javari, oeste do Amazonas. Ele é o terceiro suspeito de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

Além dele, estão presos por envolvimento na morte e na ocultação dos corpos os pescadores Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, de 41 anos, e Amarildo da Costa Pereira, o Pelado, também de 41 anos. Até o momento, apenas Amarildo confessou o crime. 

Assassinatos

Dom Phillips, que era colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), foram vistos pela última no dia 5 de junho, na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares. Eles se deslocavam da comunidade ribeirinha de São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM), quando sumiram sem deixar vestígios.

O indigenista denunciou que estaria sofrendo ameaças na região, informação confirmada pela PF, que abriu procedimento investigativo sobre a denúncia. Bruno Pereira estava atuando como colaborador da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja) – entidade mantida pelos próprios indígenas da região. Entre as suas missões, estava a de impedir a caça e a pesca ilegal na reserva, bem como outras práticas criminosas. A Terra Indígena do Vale do Javari concentra o maior número de índios isolados ou de recente contato do planeta e qualquer aproximação com não índios pode desencadear um processo de extermínio desses povos, seja pela disseminação de doenças ou enfrentamento direto. 

Segundo um dos autores do crime, a motivação do assassinato de Bruno e Dom teria sido justamente a atuação deles na denúncia de acesso e exploração ilegal da reserva. A PF chegou a dizer, nesta sexta-feira (17), que não haveria mandantes nem participação de organizações criminosas. A conclusão, no entanto, foi rechaçada pela Unijava, que, em nota, informou terem sido repassados dados sobre organizações criminosas que estariam atuando na região.

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.