Morador de Rio Claro relata experiência em Macapá; governo de SP disponibiliza auxílio ao país vizinho
Na noite de quarta-feira (24), os terremotos na Venezuela deixaram um rastro de destruição e liberaram uma energia poderosa que se propagou por mais de 600 km. Os abalos sísmicos foram sentidos em diversas cidades do Norte do Brasil.
Ivan Rubens, rio-clarense que reside em Macapá desde 2023, conversou com a reportagem do Jornal Cidade e detalhou a repercussão do tremor na capital amapaense. Ele relatou que não sentiu o impacto diretamente, pois estava em um sítio assistindo a um jogo do Brasil pela Copa do Mundo.
Ainda assim, as primeiras notícias sobre os sismos chegaram pelo celular, e ele percebeu a dimensão do ocorrido. Moradores de prédios em Macapá sentiram os abalos com mais intensidade, e as forças de segurança orientaram a evacuação de três edifícios.
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Imagens de apartamentos mostravam lustres balançando, armários se movendo e objetos caindo, especialmente nos andares mais altos. Ivan Rubens destacou que, apesar de não se comparar à tragédia na Venezuela, o evento causou impacto significativo em uma região geralmente estável tectonicamente.
Em Piracicaba, o maestro venezuelano Jose Jesus Ortiz, sensibilizado pela tragédia dos terremotos na Venezuela, publicou um vídeo em suas redes sociais pedindo apoio para as famílias afetadas. Ele iniciou uma arrecadação de fundos para enviar aos atingidos, por meio da chave Pix ortizjosejesus@gmail.com.
Ortiz descreveu a situação na Venezuela como “crítica e muito grave”, ressaltando que a ajuda ainda não chegou a muitas pessoas. Segundo ele, os tremores foram “devastadores” para o país.
Balanço da tragédia e equipes de resgate
Até o fechamento desta edição, o governo venezuelano confirmava 188 mortos após os sismos. Além disso, um grande número de desaparecidos estava sob os escombros de edifícios que desabaram em diversas regiões do país.
As equipes de resgate continuam atuando incessantemente desde o ocorrido. Os abalos no centro-norte da Venezuela foram registrados em magnitudes de 7,2 e, em seguida, 7,5 na escala Richter, ocorrendo com menos de um minuto de diferença.
Este evento sísmico foi o mais intenso a atingir a Venezuela desde o ano de 1900, evidenciando a severidade da catástrofe.
Apoio da Defesa Civil de São Paulo
O Governo de São Paulo, por determinação do governador Tarcísio de Freitas, colocou a estrutura da Defesa Civil estadual à disposição das autoridades venezuelanas. O objetivo é prestar apoio caso haja uma solicitação oficial.
São Paulo pode oferecer suporte técnico especializado, incluindo profissionais do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Equipes do Corpo de Bombeiros e da própria Defesa Civil também poderão ser mobilizadas, conforme as demandas identificadas.
O Coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo, está em contato com o Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil (Congepdec). A articulação visa avaliar a possibilidade de um plano nacional de apoio humanitário à população venezuelana.