Depoimentos de acusação foram concluídos nesta semana e processo avança para a fase de defesa
A morte de uma jovem no dia 13 de junho, em Limeira, chocou o Brasil e virou até notícia internacional. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, perdeu a vida durante a prática de “rope jump”. No esporte radical, ela acabou sendo jogada da Ponte do Esqueleto, de uma altura de 40 metros, sem a corda de segurança. A queda livre foi fatal.
Pouco mais de três meses depois, quatro pessoas seguem presas preventivamente: três instrutores que lançaram a jovem da ponte e eram responsáveis por checar equipamentos e dar instruções; e uma mulher, apontada como a organizadora da atividade.
Nesta semana, a Justiça terminou de ouvir 16 testemunhas de acusação. Agora, o processo segue para a fase de testemunhas da defesa que ainda não teve a data divulgada. Depois disso, a Justiça ouvirá os quatro réus.
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Andamento do processo sobre morte em salto
O Ministério Público sustenta que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.
A peça também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.