Rio Claro avança no atendimento a idosos, mas tem desafios

Ednéia Silva

Idosos em festa de aniversário no Centro de Convivência do Idoso

O Dia Internacional do Idoso é comemorado no dia 1º de outubro. Várias atividades em comemoração à data serão realizadas no município. No entanto, quais são os avanços e desafios em termos de políticas públicas voltadas para esse público?

O presidente do Conselho Municipal do Idoso (CMI), Antônio Carlos Riani Costa, comenta que houve alguns avanços, mas ainda há muito a se avançar no município. Um avanço citado foi a criação do Parlamento do Idoso no Legislativo e, dentro deste, o Fórum Permanente do Idoso, que é dirigido por idosos. A ideia é dar autonomia aos idosos para que eles sejam protagonistas do processo, participando das decisões. O presidente também considera um avanço a criação da Casa dos Conselhos com infraestrutura adequada de atendimento.

O transporte coletivo, que já foi alvo de muitas queixas em anos anteriores, melhorou. Porém, ele fala sobre a necessidade de capacitar os profissionais que atuam no setor. Conforme ele, muitos motoristas param longe do meio fio, dificultando o embarque e desembarque dos idosos, além de arrancar muito rápido, aumentando o risco de queda.

As instituições que atendem idosos na cidade já foram alvo de muitas queixas. Por conta disso, o conselho, em parceria com a Fundação da Saúde através da Vigilância Sanitária, está fazendo inspeções conjuntas nesses abrigos com resultados positivos em termos de melhoria no atendimento.

Outro avanço destacado foi a criação de um Centro de Convivência em prédio anexo ao Abrigo São Vicente de Paulo, que hoje atende 30 idosos. Eles passam o dia no local e depois retornam para as famílias. O serviço é oferecido em parceria entre a prefeitura e a Paróquia Nossa Srª da Saúde.

Além disso, Costa destaca ainda a criação do Fundo Municipal do Idoso, que poderá receber doações do imposto de renda. O fundo está em fase de finalização e será liberado em breve.

Outro avanço importante foi a instituição do Grupo de Protagonismo Social do Idoso (GPSI), formado por voluntários dos grupos de terceira idade que vão aos CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) nos bairros incentivar outros idosos a montar novos grupos. Essa atividade é desenvolvida em parceria entre o Fundo Social, a Assessoria Especial de Política para o Idoso, o CMI, a Secretaria de Ação Social e os voluntários.

Com relação aos desafios, Costa destaca a necessidade de melhorar e ampliar os abrigos que atendem a população idosa. Porém, em sua opinião, o maior desafio é ampliar os centros de convivência que ele considera o modelo de atendimento mais adequado, pois atende os idosos, mantendo a dinâmica das famílias e o vínculo familiar.

Os obstáculos nas calçadas são ainda um desafio para as pessoas com mobilidade reduzida. A solução do problema depende da conscientização dos donos dos imóveis e da fiscalização do poder público. Para Costa, é preciso capacitar os funcionários dos serviços públicos para que haja maior respeito às limitações impostas pela idade. Ele lembra que a sociedade vive um processo de longevidade e precisa se preparar para essa mudança criando políticas de atendimento para essa faixa etária.

Para Norma Lopes Gonçalves, presidente da Araps (Associação Regional dos Aposentados e Pensionistas pela Previdência Social), os problemas básicos são os mesmos de todos os brasileiros: saúde, segurança e questão salarial. Devido às condições precárias dos serviços públicos de saúde, Norma sugere a criação de um setor de geriatria nas unidades para agilizar o atendimento de idosos. Ela cobra a realização de campanhas educativas para conscientizar os usuários do estacionamento rotativo sobre o uso das vagas reservadas aos idosos.

Redação JC: