Promotoria denuncia 4 por morte em rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13) após ser arremessada em ponte na região

Três homens são acusados de homicídio qualificado e organizadora, que teria tentado apagar provas, também responde por fraude processual

A Promotoria de Justiça de Limeira denunciou nesta semana quatro pessoas pelo envolvimento na morte de uma jovem de 21 anos, que foi arremessada sem corda de uma ponte durante a prática da modalidade rope jump. O incidente ocorreu na Ponte do Esqueleto, um viaduto ferroviário desativado na cidade.

Três homens podem responder por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A quarta denunciada, uma mulher, foi apontada pelo mesmo crime, mas por omissão imprópria, na condição de garantidora da segurança dos participantes. Ela também é acusada de fraude processual, por ter tentado eliminar uma prova relevante para a investigação.

Os fatos se deram em 13 de junho durante um evento pago, onde os denunciados promoviam saltos para cerca de 80 a 100 participantes por dia. A organização do evento operava sem estrutura formal de gerenciamento de riscos e sem observar protocolos básicos de segurança. A vítima foi submetida à modalidade conhecida como “aviãozinho” e lançada sem que a corda de segurança estivesse conectada ao seu peitoral, caindo de aproximadamente 30 metros de altura e falecendo em decorrência de politraumatismo.

Ponte do Esqueleto. Foto: Drone Le Petit | @dronelepetit

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Acusações detalhadas do ministério público

O Ministério Público sustenta que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas falharam em adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a dupla checagem dos equipamentos. A denúncia aponta ainda que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem as exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Envolvimento da organizadora e tentativa de fraude

Em relação à organizadora do evento, o Ministério Público afirma que ela tinha o dever de garantir padrões mínimos de segurança e interromper a atividade diante de condições inadequadas. No entanto, ela não agiu mesmo após tomar conhecimento de uma falha operacional semelhante ocorrida anteriormente. A denúncia também a acusa de fraude processual por determinar a localização da câmera GoPro da vítima e a exclusão do seu conteúdo, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.

Medidas legais requeridas

O MPSP requereu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária da mulher em preventiva. Além da condenação dos acusados, os promotores pediram que o Judiciário fixe em R$ 200 mil a reparação pelos danos causados.

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