Programa CNH do Brasil habilita mais de 2 milhões de condutores em nove meses

Veículos em circulação nas ruas após a implementação das novas regras do programa CNH do Brasil (Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil)

Ministério dos Transportes aponta aumento de 216% nos requerimentos de nova habilitação e economia de quase R$ 10 bilhões após a implementação das novas regras

O programa CNH do Brasil habilitou mais de 2 milhões de novos condutores nos primeiros nove meses de vigência da iniciativa. O dado foi divulgado junto a um aumento expressivo de 216% nos requerimentos de nova habilitação em comparação com o ano anterior, passando de 2,3 milhões de pedidos em 2025 para 7,3 milhões em 2026.

O crescimento no volume de solicitações e de novos condutores decorre diretamente da implantação das novas regras para obtenção da carteira de motorista. A plataforma centraliza diversas etapas da jornada da primeira habilitação em um único ambiente integrado.


📲 Quer receber as notícias mais importantes de Rio Claro direto no celular? Entre no canal do JC no WhatsApp e acompanhe atualizações ao longo do dia com informação confiável. 👉 Acesse e participe gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbBrqcjDZ4LVqU0BOd3Z


Entre o público feminino, o número de entradas no processo de habilitação cresceu 18%. O indicador passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026, representando um acréscimo de pouco mais de 190 mil inscrições. Regionalmente, a Região Nordeste registrou o maior índice de processos iniciados, com 54,7%, seguida pela Região Norte, que apresentou alta de 31,9%.

Economia e novas regras de formação

Dados do Ministério dos Transportes indicam que o programa gerou uma economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores. O cálculo engloba a redução nos valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados por meio da digitalização de etapas.

As mudanças reduziram os custos de emissão ao flexibilizar as exigências de aulas presenciais em autoescolas. O curso teórico passou a ser disponibilizado de forma digital e gratuita, enquanto a carga horária mínima de aulas práticas caiu de 20 horas para duas horas.

Além disso, a legislação passou a permitir a contratação de instrutores autônomos para a formação prática. Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o que representa 13,2% do total, ao passo que os centros de formação responderam pelos 86,8% restantes. Por Agência Brasil.

Redação JC: