Polícia Civil esclarece execução no Jd. Novo; um dos autores veio do RJ para cometer o crime

Gabriel Gonçalves (detalhe) foi morto com vários tiros. Na foto maior, veículo Ecosport, usado no crime, foi localizado abandonado

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da DIG. – Delegacia de Investigações Gerais de Rio Claro, concluiu investigação referente ao homicídio qualificado de Gabriel da Silva Gonçalves, ocorrido em 29 de agosto de 2025, no Jardim Novo. A vítima foi executada mediante diversos disparos de arma de fogo, nas costas, por dois indivíduos que chegaram ao local em um veículo Ford Ecosport branco, posteriormente abandonado e parcialmente incendiado.

As diligências realizadas apontaram a atuação coordenada de dois indivíduos, os quais desempenharam funções distintas na execução do crime. A investigação indicou que o crime está inserido em contexto de disputa territorial entre facções criminosas rivais (PCC e CV), sendo a execução da vítima uma retaliação promovida por grupo associado ao Comando Vermelho. Constatou-se que os autores integram o núcleo dessa facção criminosa, liderado por indivíduo conhecido como “Bode”.

O executor, integrante dessa facção, veio do Rio de Janeiro até Rio Claro para a prática do crime, retornando imediatamente após os fatos. Identificou-se também o vínculo estrutural entre os dois investigados, evidenciado pela logística compartilhada do crime, uso comum de armamento e interação faccional. As diligências comprovaram que ambos atuaram de forma coordenada, com divisão de tarefas e planejamento prévio, configurando coautoria no crime de homicídio qualificado.

O segundo criminoso, encontra-se atualmente recolhido em unidade prisional, enquanto o executor permanece foragido, escondido em comunidade do Estado do Rio de Janeiro, sob domínio da facção criminosa Comando Vermelho. Diante da gravidade dos fatos e da periculosidade dos envolvidos, a Justiça acolheu a representação da autoridade policial e decretou a prisão preventiva dos dois, como medida necessária à garantia da ordem pública e à efetividade da persecução penal. O que já está preso vai responder por mais este crime e o outro segue sendo procurado. O inquérito foi finalizado com o indiciamento dos autores, tendo sido remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

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