PM é preso após agressão, disparos e atropelamento em posto em Rio Claro

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PM preso em Rio Claro é acusado de lesão grave, disparos de arma e atropelamento durante fuga

Um policial militar foi preso em flagrante nesta sexta-feira (27), em Rio Claro, pouco tempo depois de se envolver em briga com um policial penal em posto de combustíveis no bairro Cidade Nova. Na fuga, o autuado ainda atropelou uma pessoa em situação de rua e fugiu sem prestar socorro. Consta no boletim de ocorrência, o qual o Jornal Cidade teve acesso, que a Polícia Militar foi acionada via Copom por volta das 5h da manhã para ocorrência de disparo de arma de fogo no estabelecimento.

No local, o policial penal relatou ter sido agredido na cabeça pelo soldado da PM após discussão. Segundo a vítima, o PM efetuou disparos de arma de fogo e fugiu em um veículo com outro policial militar, atropelando um homem em situação de rua. A equipe policial então, ao chegar ao posto, deslocou-se à residência do PM acusado, mantendo vigilância ininterrupta até que o envolvido se entregou, sendo conduzido à delegacia. O policial penal foi até um hospital particular e a vítima de atropelamento foi socorrida pelo Samu até a UPA.

Ouvidas, testemunhas relataram que, por volta das 4h40, os dois policiais militares estavam no estabelecimento quando iniciaram um desentendimento com o policial penal, que já se encontrava no local. Segundo apurado, o primeiro PM tentou encerrar a discussão, mas, diante da persistência do embate entre o segundo PM e o policial penal, desembarcou do veículo portando um pedaço de madeira e atingiu a cabeça da vítima. Em seguida, os PMs agrediram a vítima já caída.

As testemunhas ouviram um disparo de arma de fogo e relatam ainda que, na fuga, os autores atropelaram a pessoa em situação de rua que atravessava a via próxima à linha férrea fugindo sem prestar socorro. A vítima do atropelamento sofreu fratura na perna e alegou em depoimento que pouco antes um dos PMs o xingou de ‘nóia’ e que o atropelamento foi proposital.

Já o policial penal sofreu grave lesão no ouvido, sendo necessários 20 pontos para a sutura. Ele afirmou que foi atingido inicialmente pelas costas e depois de cair foi agredido na cabeça com golpes e socos. Ao tentar se afastar, foi interceptado pelo primeiro PM que atirou contra o chão. Segundo a vítima, antes da briga, o PM já havia disparado para o alto contra pedintes e estava visivelmente alcoolizado.

Por fim, o segundo PM que se apresentou espontaneamente na delegacia disse em depoimento que foi abordado por um desconhecido que passou a proferir, identificando-se como policial penal. Alegou que o homem, acompanhado de outros dois, bloqueou sua passagem, gerando uma escalada de violência.

Segundo alegou, o primeiro PM interveio com um porrete para defendê-lo após o agressor fazer menção de estar armado, ocorrendo luta corporal. O declarante afirma ter tentado dissuadir o colega e encerrar o conflito diversas vezes. Relata que o primeiro PM em certo ponto apontou uma arma ao policial penal e acionou o gatilho.

Em seguida, foram embora de carro e, enquanto olhavam para trás, sentiram um impacto, mas o condutor (primeiro PM) negou-se a retornar. Ele seguiu para sua residência de carona e depois apresentou-se espontaneamente na delegacia para esclarecimentos. No plantão, a autoridade determinou a prisão em flagrante do primeiro policial militar que efetuou os disparos e cometeu o atropelamento. O indiciado foi entregue à custódia da Polícia Militar. Em relação ao segundo PM, o delegado deixou de determinar a sua prisão em flagrante em virtude de sua apresentação espontânea.

Redação JC: