Plano do El Niño em Rio Claro prevê 30 ações de prevenção

Imagem de satélite mostra a extensa faixa de águas acima da temperatura normal no Oceano Pacífico Equatorial (NOAA/Divulgação)

Ações municipais buscam mitigar impactos climáticos, econômicos e de saúde pública na cidade

Projeções meteorológicas indicam 81% de probabilidade de um fenômeno El Niño forte entre 2026 e 2027, com características semelhantes às registradas no período de 2023 e 2024. Para mitigar os impactos na região, a Prefeitura de Rio Claro apresenta na próxima semana o Plano de Enfrentamento ao El Niño, composto por 30 ações de prevenção organizadas em três fases operacionais.

Em entrevista ao Jornal Cidade, a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Valeska Hamori Canhamero, e o professor e pesquisador da Unesp, Eduardo Kokubun, detalharam como o planejamento municipal abrange riscos no abastecimento de água, qualidade do ar, infraestrutura, economia e saúde pública.


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Impactos na saúde e economia pautam o Plano do El Niño em Rio Claro

De acordo com o levantamento, o cenário estimado prevê inicialmente um período de seca e altas temperaturas, seguido por chuvas intensas. Durante a estiagem, a baixa qualidade do ar tende a elevar as doenças respiratórias em crianças e idosos, além de aumentar o risco de acidentes com escorpiões. Já com o retorno das chuvas, há um risco elevado de proliferação do mosquito Aedes aegypti e surgimento de uma nova onda de dengue.

O estudo aponta ainda que, sem medidas preventivas, os prejuízos no município podem atingir cerca de R$ 150 milhões, enquanto o investimento planejado em prevenção é de R$ 4,2 milhões. “Na área da saúde, a estimativa é que, para cada real investido na preparação prévia, seja possível economizar até R$ 14 em custos de assistência aos afetados”, pontuou o pesquisador Eduardo Kokubun.

A população deve colaborar mantendo quintais limpos, eliminando recipientes que acumulem água parada, vedando ralos e evitando o acúmulo de entulhos. Além disso, a recomendação é reforçar a hidratação diária, evitar a exposição ao sol nos horários de pico e buscar atendimento médico ao sinal de sintomas graves.

Redação JC: