Operação Narco Fluxo investiga esquema criminoso que movimentou R$ 1,63 bilhão com uso de criptoativos e empresas de fachada
FOLHAPRESS – A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) os músicos MC Ryan e MC Poze do Rodo durante a Operação Narco Fluxo. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão através de um sistema complexo que envolvia as atividades artísticas dos investigados.
Poze foi detido em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, onde foram apreendidos veículos de luxo das marcas Porsche e BMW. Já Ryan foi preso em Bertioga, no litoral de São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro de bens e restrições societárias para os envolvidos na investigação.
📲 Quer receber as notícias mais importantes de Rio Claro direto no celular? Entre no canal do JC no WhatsApp e acompanhe atualizações ao longo do dia com informação confiável. 👉 Acesse e participe gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbBrqcjDZ4LVqU0BOd3Z
Entenda a investigação sobre lavagem de dinheiro
De acordo com a Polícia Federal, profissionais do meio musical utilizavam sua influência nas redes sociais para operar o sistema ilícito. O grupo mesclava receitas de shows com transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor para ocultar a origem dos recursos. No total, a Operação Narco Fluxo cumpre 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em diversos estados do Brasil.
A defesa de MC Poze do Rodo informou que se manifestará na Justiça assim que tiver acesso ao teor do mandado para restabelecer a liberdade do cantor. Já o advogado de MC Ryan afirmou que o artista é uma pessoa íntegra e que todos os valores em suas contas possuem origem comprovada e tributação regular, ressaltando que ainda não teve acesso aos autos que tramitam sob sigilo.
Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A PF segue com as buscas para apreender documentos e equipamentos eletrônicos que ajudem a aprofundar a investigação sobre o fluxo financeiro da organização.