Operação Hidra: servidora da Câmara de Rio Claro é presa em ação da Polícia Civil

Servidora da Câmara é presa na Operação Hidra em Rio Claro por suspeita de ligação com tráfico e lavagem de dinheiro. Confira os detalhes.

Servidora pública concursada do Poder Legislativo foi detida por suspeita de integrar organização criminosa envolvida com tráfico e lavagem de dinheiro

A Câmara Municipal de Rio Claro se pronunciou sobre a Operação Hidra, deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Civil, que resultou na prisão de uma servidora pública concursada e do filho dela. A servidora, que atua no Poder Legislativo desde 2012, é suspeita de integrar uma organização criminosa investigada por associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no município.

A ação policial teve como foco principal desarticular o esquema que atuava no bairro Jardim Araucária e promover a asfixia financeira do grupo. As ordens judiciais foram emitidas pela Vara Regional das Garantias de Piracicaba, após investigações e relatórios financeiros revelarem a estrutura do grupo criminoso e os métodos utilizados para ocultar valores de origem ilegal.

Além dos materiais recolhidos, a Justiça bloqueou R$ 2.949.977,68 em bens e contas bancárias dos investigados. Segundo a Polícia Civil, a ação corta o dinheiro que financia os líderes do grupo e fortalece o combate ao crime organizado na região.

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Em nota oficial encaminhada à imprensa, a Câmara Municipal de Rio Claro informou que tomou conhecimento do caso por meio dos veículos de comunicação e que, até o momento, não foi formalmente notificada pelas autoridades sobre os fatos ou eventuais medidas restritivas de liberdade.

“Tão logo ocorra a comunicação oficial, a Casa Legislativa adotará os trâmites administrativos previstos na legislação em vigor. O episódio em questão refere-se a assuntos estritamente particulares e de foro pessoal da servidora, não guardando qualquer relação com as atividades institucionais ou a atuação parlamentar da Edilidade. Por fim, a instituição reforça seu compromisso com a legalidade e a transparência, ressaltando a importância do respeito aos princípios constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal”, declarou o Poder Legislativo.

Apreensões e bloqueio patrimonial na Operação Hidra

Ao todo, os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e expediram oito mandados de prisão preventiva contra suspeitos apontados como lideranças da organização — dos quais sete foram cumpridos durante a ofensiva. A Operação Hidra resultou na apreensão de sete veículos (sendo dois deles com forte blindagem), joias, dinheiro em espécie, celulares e mídias eletrônicas, além do bloqueio de bens. A Justiça autorizou a quebra dos sigilos telemático e telefônico para a análise pericial dos equipamentos recolhidos.

O nome Operação Hidra faz referência ao monstro da mitologia grega de múltiplas cabeças, em alusão aos diversos agentes que compõem a cúpula do grupo. “A ofensiva concentra-se, portanto, não apenas na prisão dos investigados, mas também na tentativa de atingir o patrimônio e o fluxo financeiro do grupo. Para a Polícia Civil, a estratégia representa uma forma de repressão qualificada ao crime organizado, combinando prisões, apreensões, investigação financeira e bloqueio de patrimônio”, explicou o delegado Paulo Hadich, titular da Delegacia Seccional de Rio Claro.

Redação JC: