Moradores denunciam acúmulo de questões sociais e falta de atividades culturais no tradicional ponto turístico da cidade
O Jardim Público em Rio Claro, um dos principais cartões-postais da cidade, tem sido alvo constante de reclamações por parte da população. Moradores apontam uma série de problemas, que vão desde a presença crescente de pessoas em situação de rua até a falta de atividades que incentivem a ocupação do espaço pelas famílias.
Para muitos munícipes, o local, que já foi um importante ponto de convivência, lazer e encontros, necessita de mais atenção do poder público. Ações que promovam sua revitalização e melhor aproveitamento são urgentes, buscando devolver ao Jardim Público o protagonismo que marcou sua história.
A dona de casa Solange Silva ressalta a importância de movimentar o espaço: “Um local que carrega história não pode ser aproveitado apenas em época de carnaval e datas específicas. É preciso movimentar o Jardim Público, atrair as famílias, pois é um bem, um patrimônio que merece ter vida”. Solange lamenta ainda a ausência de eventos como serestas e sugere a realização de atividades aos finais de semana.
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Preocupação com animais no Jardim Público
A questão dos moradores em situação de rua gerou outra reclamação recebida pelo Jornal Cidade. Um denunciante, que preferiu manter o anonimato, apontou que dois cachorros estão amarrados diariamente no local.
Ele relata: “Eu mesmo presenciei um deles tentando atacar pessoas que passavam pelo Jardim. Me orientaram a ligar no Canil, que disse que nada poderia fazer. Me encaminharam para a Zoonoses que, por sua vez, indicou a Ouvidoria da Prefeitura”. O munícipe questiona a situação: “Um verdadeiro absurdo esses moradores em situação de rua manterem esses cães amarrados. Que cuidados são esses? E onde está o poder público para olhar por isso? Se em casa não é permitido deixar cães amarrados, por que no Jardim Público pode?”
Ambulantes e uso do espaço público
O munícipe Silvio Carlos Cristofoletti cobra da Prefeitura de Rio Claro uma solução para a aglomeração de uma barraca de ambulante. Ele afirma reclamar há cinco anos na Ouvidoria.
“Não é minha intenção tirar o ganha pão de ninguém, mas acredito que a autorização para uso da praça deva ter uma regulamentação, tipo tamanho, distanciamento”, explica Cristofoletti.
Ele observa um “aglomerado em fila dupla pela calçada da Rua 3, com obstáculos como araras, mesas e caixotes, inviabilizando a passagem de pedestres”. Apesar das alegações da prefeitura de que as barracas estão nos conformes, o morador discorda, mencionando o abuso no local.
A reportagem do Jornal Cidade entrou em contato com a administração municipal, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.