Apesar de ter anunciado que retomaria oferta de ensino na antiga Irineu Penteado, local segue usado apenas como arquivo. Retomada não é confirmada
O Governo Tarcísio de Freitas, através da Secretaria da Educação do Estado, não explicou e não confirma mais se o projeto de retomada de aulas na antiga Escola Estadual Irineu Penteado está em andamento. Há quase quatro anos, em 2022, o Governo Estadual anunciou a contratação de um projeto executivo restauro e adequação de prédio de interesse histórico a fim de viabilizar o retorno da oferta de ensino regular.
Conforme o próprio edital publicado na época, que resultou na contratação da empresa Apiacás Arquitetos, a ideia seria atender adolescentes para o Ensino Fundamental – Ciclo II e Ensino Médio. O local deveria contar com 10 salas de aula, um laboratório de química e biologia, miniquadra esportiva. Eram previstas obras para contemplar acessibilidade, sistema de segurança contra incêndio, reforma geral de instalações elétricas, entre outras intervenções.
Nesta semana, no entanto, o estado de abandono do prédio na Rua 1, que é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) desde 2011, foi destacado na Câmara Municipal. Requerimento de autoria do vereador Serginho Carnevale (PSD), aprovado pelos vereadores, questiona se existe, atualmente, algum estudo, projeto, planejamento ou definição por parte do Governo do Estado de São Paulo acerca da futura utilização, destinação ou ocupação do referido imóvel.
A reportagem do Jornal Cidade consultou a Secretaria da Educação do Estado sobre a continuidade do projeto anteriormente anunciado, mas a pasta se limitou a informar que a Unidade Regional de Ensino (URE) de Limeira está em tratativas com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para o restauro e adequação do prédio, conforme as necessidades da região, e que o local abriga o acervo do arquivo público da URE, sem ofertas de aulas.
O JC insistiu por mais duas vezes com o Governo Tarcísio a fim de explicar prazos sobre a adequação do prédio, bem como do projeto sobre a retomada das aulas. Um assessor de imprensa da pasta da Educação estadual informou por telefone que “não haveria demanda” para oferta de ensino no local, mas se recusou a confirmar a informação oficialmente, além de não informar os detalhes sobre o projeto executivo que havia sido anunciado e quais “tratativas” seriam essas citadas pela assessoria da pasta.