Golpes virtuais se multiplicam e causam prejuízos a vítimas em Rio Claro

Golpes em RC

Casos recentes registrados no plantão policial reforçam o alerta para golpes virtuais que têm causado prejuízos financeiros e emocionais a vítimas de diferentes idades, especialmente a partir de falsas negociações e do uso indevido de aplicativos bancários.

Uma mulher de 40 anos procurou a polícia após cair em um golpe envolvendo a suposta venda de uma motocicleta de leilão anunciada nas redes sociais. A vítima relatou que viu a oferta no Instagram e iniciou a negociação acreditando tratar-se de uma empresa do setor. A conversa migrou para o WhatsApp, onde uma falsa atendente solicitou o pagamento antecipado de R$ 800, sob a justificativa de custear o transporte do veículo. Após efetuar a transferência, a mulher recebeu a orientação para aguardar um código no celular e não manusear o aparelho. Pouco tempo depois, ao acessar sua conta bancária, constatou a realização de três transferências via Pix sem autorização, ampliando significativamente o prejuízo. A ocorrência foi registrada, a vítima recebeu orientações legais e o caso segue sob investigação como alerta para golpes em compras on-line.

Em outro registro, um homem de 74 anos relatou ter sido vítima de um golpe durante a madrugada do dia 20 de janeiro. Por volta das duas horas da manhã, seu celular teria sido invadido, possibilitando a realização de diversas transferências bancárias via Pix para uma conta desconhecida. O idoso afirmou não conhecer o destinatário nem ter autorizado qualquer transação, percebendo o prejuízo apenas ao consultar o extrato bancário. O impacto foi imediato, gerando preocupação e sensação de impotência, já que os fatos ocorreram enquanto ele dormia. A polícia orientou a vítima a procurar o banco para bloqueio de acessos e tentativa de interrupção de novas movimentações, enquanto a investigação prossegue.

Situação semelhante foi registrada por um homem de 47 anos, que caiu em um golpe relacionado à falsa venda de uma motocicleta elétrica divulgada nas redes sociais. O caso ocorreu nessa quarta-feira (28), após contato inicial com uma suposta empresa pelo Facebook e continuidade da conversa pelo WhatsApp. Segundo o relato, por volta das duas da tarde, a vítima recebeu mensagens com promessas de promoções e acesso ao catálogo. Logo após abrir o aplicativo, o celular passou a apresentar comportamento anormal. Ao verificar o extrato bancário, constatou duas transferências via Pix não autorizadas, nos valores de R$ 900 e R$ 300, destinadas a contas em instituições diferentes. O boletim de ocorrência foi registrado, e a vítima recebeu orientações quanto ao prazo legal para representação.

Outro golpe foi comunicado por um homem de 62 anos, vítima de fraude aplicada por telefone e pela internet por alguém que se passou por funcionário de um banco. O crime ocorreu no dia 13 de janeiro, após uma ligação que alertava sobre supostas movimentações suspeitas em sua conta. Convencido de que precisava confirmar dados para proteger o acesso bancário, o homem repassou informações pessoais e permitiu a entrada no aplicativo. Em poucos minutos, foram realizadas transferências não autorizadas, incluindo um Pix de R$ 2.800 e um TED de R$ 1.000. Além disso, o criminoso criou dois cartões virtuais e efetuou compras em nome da vítima, ampliando o prejuízo financeiro e emocional. O caso foi registrado, e os dados das transações foram encaminhados à polícia para apuração.

Diante do aumento desse tipo de ocorrência, as autoridades reforçam o alerta de que instituições bancárias não solicitam dados pessoais ou senhas por telefone ou mensagens, orientando que qualquer suspeita seja confirmada exclusivamente pelos canais oficiais.

Redação JC: