Dr. Galvão, ex-Delegado de Polícia, falece aos 79 anos

Amigos e familiares despediram-se neste domingo (11) de Oswaldo Galvão França Filho, falecido aos 79 anos. Casado com a senhora Iveti Carvalho Galvão de França, deixou também os filhos Renata, Oswaldo Neto e Guilherme, além de uma saudade imensa por parte de quem o conheceu durante as quatro décadas nas quais viveu e trabalhou na área de segurança pública em Rio Claro.

Delegado de Polícia apaixonado pelo que fazia, o Dr. Galvão chegou à cidade em 1984, quando a população enfrentava um clima de medo e apreensão devido a uma série de assassinatos de crianças. O primeiro crime havia ocorrido em outubro de 1982, quando o engraxate Alberto Antônio Antonelli, o Betinho (11 anos), foi morto e teve o corpo desovado na Floresta Estadual Navarro de Andrade.

Na sequência, tiveram o mesmo destino José Nogueira Neto, o Nenê (9 anos), Maria Márcia de Lima Carvalho, a Marcinha (9 anos), e Moacir da Silva (11 anos).

Titular na época do 1º Distrito Policial, Dr. Galvão assumiu as investigações que ressultaram na prisão de Francisco de Marco, apelidado “Chico Vidraceiro”, condenado por delitos semelhantes praticados nas décadas de 1950, em Marília, e Ponte Nova – Minas Gerais – para onde havia fugido depois de adotar o nome falso de Darci Nogueira.

E foi justamente a partir de informações de policiais de Marília que o Dr. Galvão chegou até “Chico Vidraceiro”, que assumiu as atrocidades e acabou sentenciado a 70 anos de cadeia.

Esse caso, no entanto, representou apenas um dos muitos episódios que o Dr. Galvão protagonizou na sua extensa carreira na Polícia Civil de São Paulo. Ainda em Rio Claro, comandou a Delegacia Seccional e exerceu o cargo de Ouvidor, no terceiro mandato do ex-prefeito Nevoeiro Júnior.

Pelos relevantes serviços prestados à comunidade, recebeu em 5 de dezembro de 2012 o título de “Cidadão Rio-Clarense”, concedido a partir de um Projeto de Decreto Legislativo apresentado pelo então presidente da Câmara Municipal, Valdir Andreeta.

Por tudo isso e muito mais, o Dr. Galvão certamente partiu tranquilo para o mundo espiritual, pois, conforme os ensinamentos cristãos, combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé.

Redação JC: