Caramujos africanos em Rio Claro: saiba como fazer o descarte correto

Foto encaminhada por morador do bairro Cidade Jardim mostra o animal no braço da cadeira

Moradores dos bairros Cidade Jardim e Vila Aparecida relatam aparecimento de caramujos africanos; Prefeitura orienta sobre riscos e higienização

O Jornal Cidade tem recebido diversas reclamações de moradores sobre o aparecimento de caramujos africanos em diferentes regiões do município. Até o momento, registros foram feitos nos bairros Cidade Jardim e Vila Aparecida. Questionada pela reportagem, a Prefeitura Municipal de Rio Claro reforçou que os animais devem ser eliminados corretamente, pois são transmissores de doenças graves.

De acordo com as orientações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), é fundamental adotar cuidados específicos para coletar e descartar os caramujos africanos. Os moluscos devem ser manuseados sempre pela concha e as mãos precisam estar obrigatoriamente protegidas por luvas. Durante o processo, não se deve fumar, beber ou comer para evitar qualquer tipo de contaminação acidental.


📲 Quer receber as notícias mais importantes de Rio Claro direto no celular? Entre no canal do JC no WhatsApp e acompanhe atualizações ao longo do dia com informação confiável. 👉 Acesse e participe gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbBrqcjDZ4LVqU0BOd3Z


Orientações para o descarte seguro dos moluscos

Para grandes quantidades de caramujos africanos, a orientação é acondicioná-los em dois sacos plásticos (um dentro do outro). “Depois, deve-se quebrar as conchas com o auxílio de uma enxada ou pedaço de madeira e, mantendo os animais mortos dentro, fechar bem os sacos para a coleta de lixo doméstico”, informa a nota da municipalidade.

Caso a quantidade seja pequena, é possível mergulhar os exemplares em uma solução de uma parte de cloro para três de água por 24 horas. Após esse período, deve-se descartar a água e colocar os caramujos mortos no lixo comum. A prefeitura alerta que nunca se deve jogar sal diretamente sobre o animal ou no solo, pois o método prejudica o ambiente e não elimina os vermes presentes no molusco.

Riscos à saúde e transmissão de doenças

A presença do caramujo africano acende um alerta para a saúde pública. O animal pode transmitir a Angiostrongilíase Abdominal (que causa dor, febre e vômitos) e a Angiostrongilíase Meningoencefálica (caracterizada por forte dor de cabeça e rigidez na nuca).

A transmissão ocorre pela ingestão do molusco infectado, pelo consumo de alimentos contaminados pelo seu muco ou pelo manuseio direto sem proteção. Por isso, a recomendação é lavar bem frutas e verduras e nunca tocar nos animais com as mãos desprotegidas.

Laura Tesseti: