Câmara questiona repasse da ‘zona azul’ ao município

A Câmara Municipal está apurando uma suposta falta de repasses dos valores lucrados no estacionamento rotativo conhecido popularmente como ‘zona azul’ ao Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura. Em reunião nessa quinta-feira (17), os vereadores receberam o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Ivan De Domênico, e Adélcio Antonini, representante da empresa Hora Park/Estapar, que tem a concessão do serviço até o ano de 2026.

O vereador Alessandro Almeida (Podemos) apresentou relatórios oficiais disponibilizados pela própria administração e que apontam informações do contrato com a municipalidade. Pelo acordo, a Prefeitura recebe 60,5% do resultado líquido de arrecadação. Todo esse dinheiro deve ser disponibilizado para o Fundo Social, que acolhe a população sociovulnerável. Em média, o valor mensal repassado é em torno de R$ 25 mil.

Os documentos, no entanto, apresentam inconsistências nos extratos dos últimos 24 meses, como nos valores das receitas nos meses de janeiro e fevereiro de 2020. Ainda naquele ano, nos meses em que um decreto municipal proibiu a cobrança da ‘zona azul’, os extratos apontam receitas, como em julho, que foi de R$ 100 mil. Também, que nos meses de março e abril de 2021 repasses não teriam ocorrido para a Prefeitura.

O secretário de Mobilidade, Ivan, assumiu a pasta este mês e se disse “estupefato” com as informações e que estariam ocorrendo “desencontros” nos dados e que “faremos esforços para sermos transparentes”. Já Adélcio Antonini, diretor da empresa, afirmou que dentro de 15 dias apresentará os documentos necessários e que “não existe nada que não seja auditado. Transparência é nossa marca. Há algum engano (nos dados)”, completou.

Atualmente a ‘zona azul’ na região central de Rio Claro conta com 810 vagas, 56 vagas para idosos, 45 para portadores de necessidades especiais e 65 vagas de curta duração. A tarifa cobrada para uma hora de estacionamento é de R$ 1,80.

Extratos

Documentos da concessão do serviço foram apresentados em reunião de ontem na Câmara Municipal de Rio Claro.

Lucas Calore: