Os funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve nessa quinta-feira (10) em todo o Brasil após não chegarem a um acordo trabalhista. Todas as agências de Rio Claro foram afetadas e o atendimento foi limitado somente aos caixas eletrônicos.
De acordo com o sindicato da categoria, em entrevista ao Jornal Cidade, as bases dos servidores do banco não aceitaram a proposta patronal anterior. Após o início do movimento grevista, uma nova proposta foi apresentada, no entanto, por ser considerada ruim, não há previsão para convocação de uma nova assembleia para discuti-la.
De acordo com a Fenaban, a principal preocupação é com o Saúde Caixa, “uma questão que precisa ser tratada com a complexidade e o cuidado que necessita para os trabalhadores da Caixa”, afirma a entidade.
Bancos privados
Na quarta-feira, 9 de setembro, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban assinaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, com vigência até 31 de agosto de 2028. Com isso, os trabalhadores receberão a primeira parcela da PLR, referente ao adiantamento do exercício de 2026, até o final de setembro.
A nova CCT garante a reposição total da inflação (INPC) de setembro de 2025 a agosto de 2026 (que será divulgada pelo IBGE na sexta-feira, 11), mais aumento real de 0,60%, em 2026 e também 2027, uma valorização real acumulada de 1,2% nos dois anos , para salários e todas as demais verbas, incluída a PLR (tanto na regra básica quanto na parcela adicional), os vales refeição e alimentação e o auxílio-creche/babá; preserva todos os direitos ; e avança em novas conquistas relacionadas com saúde, cláusulas sociais e proteção ao emprego (veja detalhes abaixo).
Considerando o aumento real de 0,6% para 2026 e para 2027, a categoria bancária passa a acumular um aumento real de 25% entre 2004 (início efetivo da mesa única de negociação) e 2027.