Projeto visa ligar a região do Progresso ao Distrito Industrial, mas moradores questionam o corte de árvores no Santa Clara II
O projeto de abertura da Avenida M-39 em Rio Claro tornou-se o centro de um debate sobre mobilidade urbana e preservação ambiental. De um lado, um grupo de moradores do bairro Santa Clara II se mobiliza por meio de um abaixo-assinado on-line para evitar o corte de árvores na região. Do outro, a administração municipal defende a necessidade da obra para interligar a região do Progresso ao Distrito Industrial, prometendo compensações ambientais.
Segundo os organizadores da petição, a área possui vegetação estabelecida há mais de duas décadas, desempenhando funções vitais como conforto térmico e absorção de águas pluviais. O grupo alega que o projeto original prevê a supressão de cerca de 100 árvores e afirma que as avenidas M-35 e M-37 já suprem a demanda de mobilidade local. Além disso, os moradores relatam a presença de exemplares de Pau-Brasil, espécie protegida por lei, o que aumentaria a complexidade legal da intervenção.
📲 Quer receber as notícias mais importantes de Rio Claro direto no celular? Entre no canal do JC no WhatsApp e acompanhe atualizações ao longo do dia com informação confiável. 👉 Acesse e participe gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbBrqcjDZ4LVqU0BOd3Z
Prefeitura contesta dados e anuncia plantio de mudas
Em entrevista à rádio JC FM, o prefeito Gustavo Perissinotto contestou os números apresentados pelos manifestantes. Segundo o chefe do Executivo, a abertura da Avenida M-39 exigirá a retirada de 45 árvores, e não 100, e garantiu que o município realizará o plantio de 775 novas mudas como compensação ambiental, seguindo a Lei Municipal de Arborização Urbana.
O prefeito afirmou ainda que a obra é fundamental para melhorar o fluxo viário da Avenida M-37 em direção à Avenida Potencial, beneficiando milhares de motoristas diariamente. Sobre a presença de espécies protegidas, Gustavo negou a existência de Pau-Brasil no local, classificando a informação como inverídica. No entanto, os moradores reafirmam a existência dos exemplares e cobram as avaliações técnicas detalhadas da Prefeitura de Rio Claro.