Vandalismo foi principal inimigo das tachas de Led da Rua 2, diz prefeitura

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Lourenço Favari

Prefeitura destaca que Rio Claro possui 28 km de ciclofaixas e estimula o uso de bicicletas
Prefeitura destaca que Rio Claro possui 28 km de ciclofaixas e estimula o uso de bicicletas

As tachas de sinalização viária com células fotovoltaicas e Led instaladas nas ciclofaixas em julho de 2012 na Rua 2, da Avenida 10 até a Avenida 15, tiveram grande repercussão na época. O dispositivo, que funcionava com energia solar e piscava durante a noite, prometia mais segurança aos ciclistas e nos primeiros meses teve boa avaliação da Secretaria de Mobilidade Urbana, conforme informou a pasta ao Grupo JC quando da instalação.

O tempo passou e as 52 tachas instaladas de maneira experimental não resistiram às intempéries. Atualmente, a ciclofaixa conta apenas com pintura de solo e o investimento realizado no equipamento se perdeu.

MOTIVO

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o projeto não teve continuidade devido aos atos de vandalismo. “Muitos atos de vandalismo foram cometidos contra as tachas de Led que foram experimentalmente instaladas na Rua 2, na região central de Rio Claro. Por esse motivo o projeto não teve continuidade”, informou a assessoria em nota.

Questionada sobre a cola utilizada para a fixação das tachas, a assessoria reiterou que o material utilizado era o indicado para o tipo de equipamento. “A cola especial utilizada para fixar as tachas de Led no chão é material específico para esse tipo de serviço.”

INVESTIMENTO

O valor investido pela prefeitura na aquisição das 100 tachas foi de R$ 7.500, com custo individual de R$ 75. “Cada peça custa cerca de R$ 75,00, o que representaria um alto custo para a prefeitura repor toda a sinalização”, explica a assessoria.

O presidente da Federação Paulista de Mountain Bike, Clayton Palomares, concorda que o equipamento teve alto custo e ressaltou a baixa durabilidade. “Na minha opinião, as tachas de sinalização luminosas são mero ‘luxo’, para não dizer maquiagem, uma vez que é sabida sua baixa durabilidade e alto custo, sendo um investimento de péssimo custo- benefício. A segurança proporcionada aos ciclistas é a mesma de uma tacha refletiva, uma vez que cumpre seu papel da mesma maneira, que é o de sinalizar o local”, argumenta ao frisar que os recursos investidos seriam melhor aplicados em pintura de qualidade.

SEGURANÇA

Os ciclistas Thiago Salomão de Azevedo, Murilo Custodio de Faria e Vasques Fernandes avaliaram como positivo o equipamento. “As tachas instaladas na Rua 2 há três anos proporcionavam segurança aos ciclistas que por ali transitavam à noite, principalmente para aqueles que não possuem nenhum tipo de sinalização instalada na própria bicicleta”, explica Murilo.

MELHORIA

Para melhorar a segurança na ciclofaixa, os ciclistas destacaram que é necessária a realização de estudos em diversas áreas do município, além de campanhas de conscientização. “Teria que fazer campanhas educativas, pois a moçada entra na contramão, anda do lado direito. Tem a faixa e andam do outro lado”, analisa Vasques Fernandes. “Investir na conscientização nas escolas municipais e conscientizar a população sobre a importância das ciclovias para a dinâmica de fluxo dos deslocamentos do modal rodoviário municipal”, acrescenta o ciclista Thiago Salomão.

RECOMPOSIÇÃO

A assessoria da prefeitura informa que as próximas ações deverão ser a recomposição da ciclofaixa no Centro em trechos de ruas que receberam recapeamento asfáltico. “A prefeitura tem procurado incentivar o uso da bicicleta, não apenas como lazer, mas também como meio de transporte. Com este objetivo, a partir do ano de 2009 passou a implantar ciclofaixas nas ruas e avenidas”, finalizou.

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