Universidades cobram governo de São Paulo

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Laura Tesseti

A Universidade Estadual Paulista (Unesp), USP e Unicamp recebem juntas 9,57% do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, para poder custear todos os serviços oferecidos aos estudantes.

Segundo o diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp de Rio Claro, Prof. Dr. José Alexandre Perinotto, a universidade recebe 2,34% desse valor. “Recebemos essa porcentagem do Governo do Estado para poder manter as 34 unidades em 24 cidades diferentes e infelizmente esse valor não está sendo condizente com os gastos. Temos professores e funcionários se aposentando e há três anos não conseguimos realizar nenhuma contratação no âmbito estadual, pois os recursos são restritos”, esclarece.

Os docentes da Unesp também solicitam a alteração do teto salarial imposto pelo Governo. “Através da PEC 5, pedimos para que isso seja revisto”, fala o diretor.

O diretor explica que em 1995 a Unesp possuía 24.395 alunos em todas as unidades e, em 2017, esse número passou para 52.678. “Em 1989 esse valor era ainda menor para ser dividido entre as três universidades, era de 8,9% e, depois de muita luta, subiu para 9,57%, mas está sendo insuficiente”, aponta.

Em atendimento às demandas sociais, a Unesp cresceu e, segundo Perinotto, essa não contratação de novos funcionários prejudica e muito o ensino. “Em todo Estado temos profissionais que estão sendo sobrecarregados e isso afeta diretamente os alunos. Estamos reivindicando junto ao Governo do Estado um aumento para 9,95%, a ser dividido entre as três universidades e também os gastos gerados com o regime de permanência estudantil, quando fornecemos auxílio-aluguel, moradia, restaurante universitário, entre outros serviços”, finaliza.

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