Seca reduz em 40% o nível dos rios que abastecem Rio Claro

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Ednéia Silva

Vista do Rio Corumbataí em sua passagem pela região do Jardim Nova Rio Claro
Vista do Rio Corumbataí em sua passagem pela região do Jardim Nova Rio Claro

O longo período de estiagem fez muitos municípios brasileiros aprovarem leis instituindo multa para quem desperdiça água. Em Rio Claro não existe punição monetária contra o desperdício e a prefeitura descarta o racionamento, mas cobra uso racional da água, já que os rios que abastecem a cidade (Ribeirão Claro e Corumbataí) estão cerca de 40% abaixo do normal.

Rio Claro não tem lei que pune o desperdício de água. O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) também descartou o racionamento de água na cidade. “O Estado de São Paulo vem sofrendo com uma estiagem atípica, inclusive com várias cidades da região já com racionamento, não é o caso de Rio Claro”, afirma a autarquia.

No entanto, o Daae admite que a falta de chuvas diminuiu os níveis dos rios Ribeirão Claro (40% do abastecimento) e Corumbataí (60%), que estão cerca de 40% abaixo da média para esta época do ano. O departamento informa que faz monitoramento diário dos mananciais. Mesmo com a seca prolongada, nenhuma medida emergencial foi necessária. Contudo, o Daae afirma que, “se houver necessidade técnica, serão tomadas medidas sempre visando minimizar os danos à população”.

A recomendação para a comunidade é para que faça uso racional da água, orientação que tem sido divulgada pela autarquia em pronunciamentos e matérias veiculadas na mídia.

A criação de multa para quem desperdiça água é defendida pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Agnelo da Silva Matos. Segundo ele, os rios estão abaixo do normal e o Daae deve analisar a situação e tomar providências nesse sentido. Na sessão legislativa de segunda-feira (11), o vereador Paulo Guedes afirmou que a situação dos rios é mais preocupante do que o divulgado e que o município está à beira do racionamento.

Abaixo, entrevista especial em vídeo com Geraldo Gonçalves Pereira, superintendente do Daae.

A matéria na íntegra você confere na edição impressa do JC desta quarta-feira (13). Se você é assinante clique aqui e confira a edição digital. 

1 COMENTÁRIO

  1. O que os governantes deveriam, devem e deverão é se preocupar com a poluíção das águas nos rios e para isso ampliar estações de tratamento de esgotos, preservar e ampliar as matas ciliares dos rios, impedir invasão habitacional em áreas de preservação. Os governantes precisam atuar com mais competência e menos policagem e quando se trata de meio ambiente agir com mais firmeza, principalmente com ocupações irregulares.

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