Rua 7 pode ganhar um novo museu

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Favari Filho

A Rua 7 pode ter um novo museu. Foi o que informou a assessoria de imprensa da prefeitura à reportagem na última quinta-feira (18). Futuramente, há a possibilidade de a área do Espaço Livre abrigar o Museu Ulysses Guimarães [político nascido em 1916 no distrito de Itaqueri da Serra (município de Itirapina) quando o território ainda pertencia à Cidade Azul]. O político peemedebista, que atuou como presidente da Câmara dos Deputados e também candidato a presidência da República na eleição de 1989, foi um grande opositor à ditadura militar, além de muito admirado pela Gestão Altimari/Salomão.

Por enquanto, o local continua sendo alugado para as mais variadas atrações. De 1931 até o ano de 1972 funcionou naquele espaço o Estádio Municipal do Rio Claro Futebol Clube, time que sempre arrancou muita emoção dos torcedores; depois, muitos eventos aconteceram e seguem acontecendo no quadrilátero cercado pela Rua 7, avenidas 10 e 12 e Avenida Rio Claro.

A tradicional Feira Livre, instalada em diversos pontos da cidade, costumava ser montada às terças-feiras e reunia toda a vizinhança do Santa Cruz. A origem do espaço da forma como é conhecido atualmente está relacionada às iniciativas de cultura, lazer bem como atividades beneficentes que, com o tempo, também passaram a ser distribuídas em decorrência do crescimento do município.

No momento, ainda segundo a assessoria, os interessados em locar o espaço para atividades culturais, de lazer e caridade devem entrar com uma solicitação no Atende Fácil apresentando os dados da empresa e do evento que pretende realizar; cabe à Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema), entretanto, avaliar a documentação apresentada e liberar (ou não) o alvará.

Espaço Livre da Avenida Visconde deve ser o local de homenagem a Ulysses Guimarães
Espaço Livre da Avenida Visconde deve ser o local de homenagem a Ulysses Guimarães

MUSEU PEDAGÓGICO

O Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga também é um dos pontos marcantes da Rua 7. A escolha do nome é uma homenagem ao “cabo maior” dos paulistas na guerra com os emboabas [confronto travado de 1707 a 1709 pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região de Minas Gerais] e foi sugerido por Aureliano Leite, à época presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e descendente do ilustre Bandeirante.

Também conhecido como Solar da Baronesa de Dourados, o velho casarão foi tombado em 1963. Depois de passar por algumas reformas ao longo das décadas – inclusive uma que contou com participação da professora Ilara Luz Machado na montagem e organização – um incêndio ocorrido na madrugada em junho de 2010 devastou o prédio. As causas não foram identificadas e, logo em seguida, foi iniciada uma ampla reforma.

A assessoria de imprensa informou que os trabalhos seguem a todo o vapor e que ainda nesta semana teve início a instalação do elevador. “Também estão sendo providenciadas instalação sanitária e iluminação do pavimento superior”. A administração acredita que a reabertura do museu vai incrementar o “parque cultural de Rio Claro, criando um atrativo a mais não apenas para o público local como para os turistas”, finalizou.

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