Risco de queda de árvore determina necessidade de corte no Jd. Público

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Fabíola Cunha

jdpublio

Quem passa pelo Jardim Público com frequência percebe que há alguns meses a Secretaria de Manutenção e Paisagismo realiza ali intervenções constantes para retirada de árvores, ação que nem sempre é bem-vinda pela população. Claudinete Pasqualino, chefe da Divisão de Parques e Jardins, explica que os cortes “são feitos por exclusiva necessidade, quando há laudo da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema) sobre o risco de queda dos espécimes”. Para esse laudo, podem ser feitas perfurações nas árvores, a fim de estudar o grau de comprometimento do tronco e raiz por fungos, cupins e outras pragas que enfraquecem a planta.

Pasqualino rebate as críticas quanto ao “desmatamento” apontado por muitas pessoas: “Trabalhamos com a média de três árvores plantadas para cada uma cortada, na rotatória da Avenida 29 foram retiradas três árvores e plantadas outras 12, por exemplo”. Segundo ele, dois fatores que comprometem as árvores no Jardim Público são idade e inadequação da espécie: “Os eucaliptos, por exemplo, são inadequados para arborização urbana e principalmente para o Jardim Público; aqui no Brasil vieram para reflorestamento, não é para cidade”, explica, acrescentando que, sendo tão altos, os galhos no topo do eucalipto secam e despencam, no caso, em área de grande circulação humana.

Além dessa espécie, árvores sibipirunas, flamboyants, nogueiras de Iguape e palmeiras leque estão na lista, algumas já tendo sido retiradas ou podadas.  Para plantar ou cortar uma árvore em locais de domínio público, o cidadão deve procurar o Atende Fácil (Avenida 2, entre as ruas 2 e 3, Centro) para formalizar o pedido. No caso de corte ou poda, a solicitação é encaminhada à Sepladema que, após avaliação, emite laudo liberando ou não o corte ou poda.

Em 2012 o Ministério Público conseguiu liminar que proíbe a poda ou supressão de árvores na cidade sem a apresentação de laudos técnicos que comprovem a necessidade do corte. A ação foi movida contra a prefeitura e a Elektro, que recorreram da decisão, mas tiveram recurso negado em 2014.

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