Emenda prevê exclusão da antiga cadeira LGBT

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O projeto de lei 215/2017, que trata sobre a reorganização do Conselho Municipal de Política Cultural, o Concult, será votado em primeira discussão na próxima segunda-feira, dia 13. Emenda que está sendo apresentada ao projeto prevê a exclusão da agora cadeira de diversidade sexual, antes denominada como LGBT. “Emenda Supressiva: exclui a alínea (h) – 01 (um) representante da Diversidade Sexual, do Inciso I do artigo 3º, no Projeto de Lei nº215/2017”. Da emenda constam as assinaturas dos vereadores Anderson (PMDB), Pereira (PTB), La Torre (PP), Irander (PRB), Rogério Guedes (PSB), Paulo Guedes (PSDB), Thiago (PSB), Julinho Lopes (PP) e Seron (DEM). “Sou contra a lei que subiu para alteração do Conselho e caso esta lei venha ser alterada sou a favor da emenda”, declarou Anderson. Carol Gomes (PSDB) defende a permanência da cadeira no Conselho. “Vou votar favorável à manutenção da cadeira. O Conselho Municipal de Cultura é meramente consultivo e, assim como outros segmentos, a diversidade sexual deve ter voz. Não faz sentido nenhum retirar essa cadeira”, defendeu a tucana. “Não podemos fazer a discriminação. Todo mundo tem o direito de ter as oportunidades, porque são políticas públicas que temos que discutir, e os recursos vêm para todos; para todos os segmentos. Todo mundo tem que ser representado”, argumento Maria do Carmo (PMDB). A cadeira LGBT existe no Conselho Municipal de Cultura de Rio Claro há mais de cinco anos, assim como existe nos conselhos estaduais e federal. Portanto, o projeto encaminhado à Câmara de Vereadores prevê simplesmente a mudança da nomenclatura da cadeira LGBT para Diversidade Sexual. O texto não prevê nenhuma inclusão ou exclusão na composição do conselho, apenas faz adequações, retirando cadeiras de setores que já têm representação em conselhos próprios. As alterações de mudanças definidas foram propostas e aprovadas pelos integrantes do próprio Conselho Municipal de Cultura, sem a interferência do Poder Executivo, justificou a Secretaria de Cultura.

Protesto

Nas redes sociais, circula que manifestantes ocuparão o plenário da próxima sessão para protestarem contra a aprovação da emenda que exclui a cadeira de diversidade sexual no Conselho Municipal de Cultura. “Estão pleiteando uma cadeira cativa no Conselho de Cultura. Não podemos aceitar porque terão uma força muito grande na cultura rio-clarense”, argumentou Rogério em áudio que vazou nas redes.

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3 comentários

  1. O ÓDIO À DEMOCRACIA

    O ódio à democracia… pelos poderosos e por igrejas…

    “[…] É óbvio que o ódio à democracia não é novidade. É tão velho quanto a democracia, e por uma razão muito simples: a própria palavra é a expressão de um ódio. Foi primeiro um insulto inventado na Grécia Antiga por aqueles que viam a ruína de toda ordem legítima no inominável governo da multidão. Continuou como sinônimo de abominação para todos os que acreditavam que o poder cabia de direito aos que a ele eram destinados por nascimento ou eleitos por suas competências. Ainda hoje é uma abominação para aqueles que fazem da lei divina revelada o único fundamento legítimo da organização das comunidades humanas. A violência desse ódio é atual, não há dúvida. […].”

    “O ódio à democracia”, livro do filósofo francês Jacques Rancière, publicado na França em 2005 e, no Brasil, em 2014…

    O trecho acima está na página 8 do livro…

    Uma matéria do El País…

    “ ‘Um dia verá que o mundo não é tão bonito, mas deve perdoá-lo’: a carta de um pai gay a seu filho”, Tom C. Avendaño, El País, 02 de novembro de 2017

  2. Gilberto Gil traz um pouco de esperança em tempos sombrios…

    Abacateiro

    Acataremos teu ato

    Nós também somos do mato

    Como o pato e o leão

    Aguardaremos

    Brincaremos no regato

    Até que nos tragam frutos, teu amor, teu coração

    Todo tamarindo tem

    O seu agosto azedo… cedo…

    Antes que o janeiro… doce manga… venha a ser também…

    Enquanto o tempo

    Não trouxer teu abacate

    Amanhecerá tomate

    Anoitecerá mamão

  3. – Isso, isso mesmo…

    – Entendi, continuo pagando impostos, como todos…

    – Positivo…

    – Mas minha condição nesta sociedade não pode ter voz no Conselho…

    – Veja…

    – Mais ou menos como nas escolas, mantidas também com impostos que pago…

    – Você…

    – Nelas não podem ser discutidas as condições das mulheres, de homossexuais, transexuais…

    – [som de pigarro] é que a minha ideologia de gênero…

    – Mas todos pagam os mesmos impostos… mulheres, homossexuais, transexuais…têm os mesmos deveres…

    Enquanto fala, ele imagina médicos e médicas, professores e professoras, cientistas, dentistas, comerciários e comerciárias, comerciantes, advogados e advogadas, cabeleireiros e cabeleireiras… sim… há homossexuais, por exemplo… em todas as profissões… e se não há é uma possibilidade… em Rio Claro…

    Só um exemplo, talvez fosse até melhor pensar mesmo em diversidade e não se restringir a um exemplo…

    Quem vai dizer para eles que não poderão discutir questões culturais, ligadas às suas condições em nossa sociedade, no Conselho… como participantes do Conselho…?

    E quem vai pedir o voto deles nas próximas eleições?

    E enviar o carnê do IPTU?

    E quem teve a honestidade de dizer, na última campanha eleitoral, que defenderia propostas como a que está em discussão?

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