Rio-clarense mantém viva magia do Papai Noel

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Vivian Guilherme

No Shopping Rio Claro há uma década, Vanderlei é a personificação do Bom Velhinho!
No Shopping Rio Claro há uma década, Vanderlei é a personificação do Bom Velhinho!

Vanderlei Natal Sextenari leva a profissão até no nome. E o ofício é bastante incomum: Papai Noel. Há quase 20 anos Vanderlei segue a tradição de vestir as roupas vermelhas, o gorro e as botas pretas. Somente no Shopping Rio Claro são dez anos recepcionando e alegrando as crianças no período natalino.

Após inúmeros problemas de saúde, Vanderlei diz que passa o ano sem poder fazer esforços, mas que o final do ano é uma época mágica e muito aguardada com muita expectativa. “Eu adoro as crianças, elas recarregam as minhas energias, eu me sinto realizado. As crianças são sinceras, puras, inocentes, passam algo inexplicável para a gente. Se os adultos soubessem aproveitar a energia das crianças…”, sugere o Bom Velhinho.

Operador de veículos aposentado, ele mantém a barba natural o ano todo e o cuidado é grande. “Aparo a barba todo dia”, exclama Vanderlei, que alguns minutos depois tira um pequeno pente do bolso e penteia a espessa barba branca. “Já cheguei a usar barba postiça, mas é muito ruim, não fica verdadeiro e incomoda.”

Questionado sobre as dificuldades da profissão, o Papai Noel do Shopping – como é conhecido – diz que a maior dificuldade, na verdade, são os pais. “Se a criança chegar até aqui e começar a chorar ao ver o Papai Noel, não adianta forçar para que ela chegue perto e tire foto, porque isso pode causar um trauma nela”, cita Vanderlei, que assegura que cerca de 30% das crianças que chegam até sua poltrona têm muito medo e chegam a chorar.

“Ser Papai Noel é algo muito bom, que não se resume ao retorno financeiro, mas pela satisfação de levar alegria às crianças”, conta.

A mãe Tassia Daniele Venâncio levou a filha Cibelli e a sobrinha Melissa para visitarem o Papai Noel. “Eu acho importante esse contato para manter a tradição do Natal e a fantasia que as crianças precisam ter”, disse a mãe/tia.

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