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	<title>Trump - Jornal Cidade RC</title>
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	<description>Jornal Cidade RC - Notíticas de Rio Claro/SP e região</description>
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	<title>Trump - Jornal Cidade RC</title>
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		<title>Tarifas impostas por Trump já afetam duramente a indústria cerâmica</title>
		<link>https://www.jornalcidade.net/rc/tarifas-impostas-por-trump-ja-afetam-duramente-a-industria-ceramica/280486/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Divulgação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 12:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Cerâmicas]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Revestimento Cerâmico]]></category>
		<category><![CDATA[Tarifas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Setor prevê queda de 80% nas exportações para o mercado americano As tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos já impactam duramente a indústria brasileira de revestimentos cerâmicos. Segundo Sergio Wuaden, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer), a previsão é de uma retração de até 80% nas exportações [&#8230;]</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/tarifas-impostas-por-trump-ja-afetam-duramente-a-industria-ceramica/280486/">Tarifas impostas por Trump já afetam duramente a indústria cerâmica</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Setor prevê queda de 80% nas exportações para o mercado americano</h2>



<p>As tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos já impactam duramente a indústria brasileira de revestimentos cerâmicos. Segundo Sergio Wuaden, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer), a previsão é de uma retração de até 80% nas exportações para o mercado norte-americano, que no último ano representaram US$ 95 milhões em receita para o setor.</p>



<p>Os produtores já enfrentam desafios no país, com 30% de capacidade ociosa e alta competitividade, que impede ganhos de preço e margem. A produção nacional recuou 0,9% no primeiro semestre, para 400 milhões de metros quadrados.</p>



<p>De janeiro a junho, o Brasil exportou 11% da produção, em volume. Disso, um quinto para os Estados Unidos, país que depende dos produtos que vêm de fora.</p>



<p>Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, Wuaden explica que os fabricantes americanos de cerâmica só conseguem atender 30% do mercado. O Brasil é um exportador importante para eles, mas mais ainda é a Índia, que também foi taxada em 50% — a nação havia recebido uma taxa de 25%, dobrada nesta semana. Os consumidores americanos devem esperar aumentos de preço. Tudo isso gera um “tumulto” no mercado, diz.</p>



<p>Ele também é diretor do grupo Lamosa no Brasil, que produz as marcas Roca Cerámica e Incepa. A empresa direciona 30% da sua produção aos EUA, bem acima da média do setor. Ou direcionava, porque a carteira de pedidos para o país já caiu 80% desde abril, quando a primeira tarifa, de 10%, foi anunciada, conta o executivo.</p>



<p>Das três fábricas que mantém no Brasil, uma delas, em Campo Largo (PR), na região metropolitana de Curitiba, é quase totalmente dedicada à produção para os EUA. Ali, segundo Wuaden, será possível manter a planta por mais três meses, já contando com intervenções como férias coletivas e demissões.</p>



<h2 class="wp-block-heading">COMPETIVIDADE</h2>



<p>O Diretor de Relações Institucionais da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (ASPACER), Luís Fernando Quilici, defendeu que o governo brasileiro além de adotar medidas diplomáticas e comerciais para reestabelecer o fluxo das exportações brasileiras aos EUA, atue também para reduzir o preço do gás natural, insumo que representa cerca de 30% do custo de produção na indústria de revestimentos cerâmicos.</p>



<p>Segundo Quilici, um dos principais entraves para a competitividade da indústria cerâmica nacional é o elevado custo da molécula, escoamento, processamento e transporte no Brasil. Para o consumidor industrial, a tarifa do gás pode chegar a até cinco vezes o valor praticado no mercado internacional. Ele destaca ainda, que países como EUA e Oriente Médio se beneficiam de insumos mais acessíveis, especialmente o gás de xisto, o que lhes confere vantagens estratégicas. “Uma alternativa seria o governo brasileiro atuar para reduzir o preço do gás. Isso permitiria avançarmos em direção a uma política energética mais eficiente e competitiva para a indústria nacional&#8217;, defende.</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/tarifas-impostas-por-trump-ja-afetam-duramente-a-industria-ceramica/280486/">Tarifas impostas por Trump já afetam duramente a indústria cerâmica</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
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		<title>EUA aplicam contra Alexandre de Moraes Lei Magnitsky</title>
		<link>https://www.jornalcidade.net/rc/eua-aplicam-contra-alexandre-de-moraes-lei-magnitsky/280201/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Divulgação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 17:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governo Trump alega ainda que Moraes viola liberdade de expressão Agência Brasil Às vésperas do início do tarifaço contra o Brasil, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou uma sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano [&#8230;]</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/eua-aplicam-contra-alexandre-de-moraes-lei-magnitsky/280201/">EUA aplicam contra Alexandre de Moraes Lei Magnitsky</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Governo Trump alega ainda que Moraes viola liberdade de expressão</h2>



<p><strong><mark style="background-color:#cf2e2e" class="has-inline-color has-white-color">Agência Brasil</mark></strong></p>



<p>Às vésperas do início do tarifaço contra o Brasil, o <strong>Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou uma sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1652546&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1652546&amp;o=node"></p>



<p>O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”, citando o julgamento da tentativa de golpe de Estado e decisões contra empresas de mídia social estadunidenses.</p>



<p>“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”,&nbsp;<a href="https://home.treasury.gov/news/press-releases/sb0211" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disse&nbsp;o Secretário do Tesouro</a>, Scott Bessent. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Versão</h2>



<p>O governo estadunidense repete a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirma ser perseguido pelo processo que enfrenta acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.</p>



<p><strong>Segundo a denúncia, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</strong></p>



<p>O OFAC usou, como base, a Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior.&nbsp;<strong>A medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.</strong></p>



<p>Caso Moraes tenha empresas ou controle, com 50% ou mais, companhias nos EUA, elas serão bloqueadas. &nbsp;</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/eua-aplicam-contra-alexandre-de-moraes-lei-magnitsky/280201/">EUA aplicam contra Alexandre de Moraes Lei Magnitsky</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
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		<title>Tarcísio sobre tarifaço de Trump: “Lula não pediu minha ajuda”</title>
		<link>https://www.jornalcidade.net/rc/tarcisio-sobre-tarifaco-de-trump-lula-nao-pediu-minha-ajuda/279913/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação JC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 17:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Tarcísio de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[Tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governador afirma que é hora de deixar ideologias de lado e buscar solução diplomática para as novas tarifas americanas impostas por Trump ao Brasil Durante visita a Rio Claro na manhã desta terça-feira (22), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou sobre as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil. Questionado pelo [&#8230;]</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/tarcisio-sobre-tarifaco-de-trump-lula-nao-pediu-minha-ajuda/279913/">Tarcísio sobre tarifaço de Trump: “Lula não pediu minha ajuda”</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Governador afirma que é hora de deixar ideologias de lado e buscar solução diplomática para as novas tarifas americanas impostas por Trump ao Brasil</h2>



<p>Durante visita a Rio Claro na manhã desta terça-feira (22), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou sobre as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil.</p>



<p>Questionado pelo Jornal Cidade de Rio Claro sobre como enxerga a medida, Tarcísio defendeu que o Brasil priorize o “interesse nacional” e busque uma saída diplomática.</p>



<p>“É hora de deixar a política de lado. Ver o interesse nacional, entender a natureza do movimento geopolítico que está em curso”, afirmou.</p>



<p>Segundo o governador, é necessário compreender as motivações dos Estados Unidos e retomar o diálogo bilateral. “Temos uma relação muito antiga com os EUA. É o maior investidor direto no Brasil, foi o primeiro país a reconhecer nossa independência”, destacou.</p>



<p>Tarcísio citou ainda exemplos de países que conseguiram negociar reduções tarifárias com os norte-americanos, como Canadá, México e Argentina. “O Brasil pode fazer o mesmo”, disse. Questionado se o presidente Lula (PT) pediu sua ajuda nas negociações, foi enfático ao responder: &#8220;Não, não pediu&#8221;.</p>



<p>A declaração foi dada durante entrevista coletiva após o evento de entrega de 208 moradias do Residencial Ipê Branco, construídas por meio de parceria entre os programas Minha Casa, Minha Vida, Casa Paulista e Casa Rio-clarense.</p>
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		<title>Senado dos EUA absolve Trump de impeachment pela 2ª vez e dá sobrevida ao trumpismo</title>
		<link>https://www.jornalcidade.net/rc/senado-dos-eua-absolve-trump-de-impeachment-pela-2a-vez-e-da-sobrevida-ao-trumpismo/172814/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Divulgação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2021 21:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>MARINA DIAS &#8211; WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) &#8211; Donald Trump acumulou ineditismos e entrou mais uma vez para a história americana. Neste sábado (13), o ex-presidente dos EUA seguiu o roteiro esperado e foi absolvido pelo Senado em seu segundo julgamento de impeachment. Em uma votação nominal, Trump se livrou da acusação de ter incitado a [&#8230;]</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/senado-dos-eua-absolve-trump-de-impeachment-pela-2a-vez-e-da-sobrevida-ao-trumpismo/172814/">Senado dos EUA absolve Trump de impeachment pela 2ª vez e dá sobrevida ao trumpismo</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>MARINA DIAS &#8211; WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) &#8211; Donald Trump acumulou ineditismos e entrou mais uma vez para a história americana. Neste sábado (13), o ex-presidente dos EUA seguiu o roteiro esperado e foi absolvido pelo Senado em seu segundo julgamento de impeachment.<br></p>



<p>Em uma votação nominal, Trump se livrou da acusação de ter incitado a violenta invasão do Capitólio, em 6 de janeiro, no maior ataque à democracia do país desde a Guerra Civil.<br></p>



<p>O Senado americano está hoje divido em 50 votos para democratas e 50 para republicanos e, para a condenação, eram necessários 67 dos 100 votos da Casa. A votação ainda não acabou, mas ao menos 34 senadores já votaram pela absolvição, o que torna impossível alcançar o número necessário para condenar Trump.<br></p>



<p>O resultado cristaliza o forte poder e influência que o líder mais controverso da história americana ainda tem sobre o Partido Republicano, que tem se radicalizado à direita.<br></p>



<p>Trump se tornou o primeiro presidente a enfrentar dois processos de impeachment –um deles concluídos com ele já fora do cargo– e agora seu desafio é permanecer no comando da direita populista americana até 2024, se quiser concorrer mais uma vez à Casa Branca.<br></p>



<p>Líder republicano no Senado e um dos parlamentares mais influentes do Congresso, Mitch McConnell votou pela absolvição de Trump, apesar de ter dito publicamente que o ex-presidente havia provocado o episódio daquele 6 de janeiro. McConnell avisou aos colegas do teor de seu voto pouco antes do início da sessão deste sábado, em uma sinalização de que o establishment do partido ainda está sob a sombra de Trump.<br></p>



<p>O ex-presidente era acusado de insuflar seus apoiadores a invadir o Congresso dos EUA há pouco mais de um mês, em um ação violenta que deixou cinco mortos.<br></p>



<p>O processo de impeachment foi aprovado na Câmara, de maioria democrata, em janeiro, e seguiu ao Senado para um julgamento rápido, que durou apenas cinco dias.<br></p>



<p>Um reviravolta no início da sessão deste sábado, porém, deu a impressão de que o veredito poderia atrasar alguns dias. Isso porque a acusação fez um movimento inesperado e disse que queria convocar ao menos uma testemunha, a deputada republicana Jaime Herrera Beutler, para ser ouvida no processo.<br></p>



<p>Na noite de sexta-feira (12), Beutler disse ter sido informada de que Trump havia se aliado à multidão durante o ataque ao Capitólio, o que chamou a atenção da acusação.<br></p>



<p>Por 55 votos a 45 –cinco republicanos se uniram aos democratas– a convocação de testemunhas foi aprovada no Senado, mesmo sob protesto da defesa de Trump.<br></p>



<p>Com isso, iniciou-se uma série de debates desencontrados para tentar achar a melhor maneira de prosseguir com o julgamento que ambos os partidos tinham pressa para encerrar. Depois de quase três horas de incertezas, democratas recuaram e desistiram de convocar testemunhas, incluindo apenas o depoimentos de Beutler nos autos.<br></p>



<p>Uma dos dez parlamentares republicanos que votaram pelo impeachment de Trump na Câmara, no mês passado, a deputada conta que, no dia do ataque, Trump conversou com o líder da minoria na Casa, Kevin McCarthy, e disse: &#8220;Bem, Kevin, acho que essas pessoas estão mais chateadas com a eleição do que você.&#8221;<br></p>



<p>Nada disso, no entanto, foi suficiente para convencer 17 senadores republicanos a rifar Trump. Por mais que existam republicanos de perfil moderado, que se cansaram da postura agressiva do ex-presidente, o cálculo político foi minucioso diante de números que mostram que grande parte da base do partido ainda se ancora na retórica trumpista.<br></p>



<p>Às vésperas da eleições legislativas, no próximo ano, os parlamentares republicanos não querem se arriscar.<br></p>



<p>Apesar do cenário previsivelmente difícil, a acusação democrata usou doze horas do julgamento, que começou na terça-feira (9), para marcar uma argumentação assertiva de que Trump liderou e facilitou o acesso da multidão ao Congresso naquele 6 de janeiro –e precisava ser punido por isso.<br></p>



<p>O objetivo era fazer do julgamento um registro histórico, apostando no tom emocional e na demonstração institucional de que um ataque ao Capitólio e à democracia americana não poderia se repetir.<br></p>



<p>Com vídeos e áudios inéditos, gravados pelas câmeras de segurança do Congresso, os deputados democratas –que funcionam como promotores no caso– sustentaram que Trump é um perigo para a democracia e poderia incitar mais violência caso não fosse condenado e voltasse à Casa Branca.<br></p>



<p>Se fosse declarado culpado por dois terços do Senado, Trump poderia perder seus direitos políticos e seria, assim, impedido de concorrer às eleições.<br></p>



<p>Os democratas apostaram em evidências que mostravam que os invasores só puderam marchar até Capitólio após o aval de Trump. O esforço da acusação foi criar uma espécie de linha do tempo para sustentar que o republicano incitou por vários meses a violência e facilitou o acesso da multidão ao caminho que culminou no mais brutal ataque ao Congresso americano em 200 anos.<br></p>



<p>Na sexta, foi o dia da defesa de Trump entrar em campo, em uma exposição rápida, de pouco mais de três horas.<br></p>



<p>Os advogados do ex-presidente sustentaram que o republicano era vítima de perseguição política e não tinha sido responsável por incitar a invasão ao Congresso. Segundo eles, o julgamento no Senado representava &#8220;a cultura do cancelamento constitucional.&#8221;<br></p>



<p>Os advogados de Trump sabiam que corriam pouco risco de perder o caso e fizeram um defesa baseada em argumentos políticos, com poucos detalhes objetivos sobre a postura do ex-presidente diante da ação no Capitólio. Eles tentaram reescrever as palavras do republicano, sob a tese de que seu discurso –que pedia que apoiadores &#8220;lutassem como nunca&#8221;– fazia parte de uma retórica política comum, usada inclusive por democratas, e protegida pelo direito à liberdade de expressão.<br></p>



<p>A rapidez na exposição dos defensores já era esperada, assim como os principais eixos de sua tese: o ex-presidente não poderia ser responsabilizado pela ação do grupo que invadiu o Capitólio; seu discurso foi figurativo e está protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana, que versa sobre liberdade de expressão; um processo de impeachment contra um ex-presidente é inconstitucional.<br></p>



<p>Este último ponto, porém, já havia sido vencido na terça, primeiro dia de julgamento, quando o Senado decidiu, por 56 votos a 44, que Trump poderia, sim, ser julgado mesmo fora do cargo.<br></p>



<p>No Senado, os dois lados desejavam terminar o julgamento em tempo recorde. Correligionários de Biden não queriam atrasar ainda mais as tentativas do presidente de aprovar um pacote de alívio econômico à pandemia, no valor de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 10 trilhões), enquanto republicanos tinham pressa para enterrar o tema e tirar os holofotes do divisionismo do ex-presidente.<br></p>



<p>Biden chegou a dizer que acreditava que os argumentos fortes da acusação poderiam ter mudado &#8220;algumas mentes&#8221; republicanas. Político profissional, porém, Biden sabia que a condenação de Trump era improvável e comentou com auxiliares que não esperava surpresas no veredito.<br></p>



<p>Após incitar a violência e insistir na tese mentirosa de que a eleição de novembro fora fraudada, Trump teve sua conta no Twitter suspensa. Sem sua principal plataforma para dialogar com a base, ainda não é possível projetar como o ex-presidente vai se manter na liderança da extrema direita nos EUA.<br></p>



<p>Sua absolvição neste sábado, porém, é a prova mais concreta de que, ao menos por enquanto, a maior parte de seus colegas de partido não aposta em seu eventual fracasso.</p>
<p>Leia a notícia <a href="https://www.jornalcidade.net/rc/senado-dos-eua-absolve-trump-de-impeachment-pela-2a-vez-e-da-sobrevida-ao-trumpismo/172814/">Senado dos EUA absolve Trump de impeachment pela 2ª vez e dá sobrevida ao trumpismo</a> em <a href="https://www.jornalcidade.net">Jornal Cidade RC</a>.</p>
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